quarta-feira, 30 de outubro de 2013

F1 1988 - Ayrton Senna campeão mundial de Fórmula 1

Há 25 anos atrás, exatamente no dia 30 outubro de 1988, um novo campeão surgia. Apontado por muitos como o melhor piloto da Fórmula 1 de todos os tempos, Ayrton Senna se tornava campeão mundial de Fórmula 1.
A temporada de 1988 foi dominada única e exclusivamente pela McLaren, Alain Prost então bicampeão recebia como novo companheiro de equipe o jovem Ayrton Senna, juntos conquistam 15 vitórias em 16 corridas. A única corrida não vencida por um carro da McLaren foi o GP de Monza em que Senna liderava tranquilamente, faltando poucas voltas para o final o brasileiro foi ultrapassar um retardatário e acabou batendo sozinho e abandonando a corrida, que foi vencida por Gerhard Berger seguido por Michele Alboreto, ambos da Ferrari para delírios dos tifosis. Das quinze vitórias da equipe de Ron Dennis, oito foram de Senna e sete de Prost, foi nesse ano em que a maior rivalidade da história da Fórmula 1 foi iniciada.
Mas voltando ao GP do Japão de onde Ayrton Senna saiu campeão, o que se viu foi um exibição de gala, digna do piloto que anos mais tarde seria reconhecido como o maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. Claro que a tal exibição de gala surgiu a partir de uma tribulação que o brasileiro passou logo na largada, o motor de seu McLaren morre momentos antes das luzes vermelhas se apagarem. A corrida começa e Senna fica pra trás, Alain Prost seguia líder tranquilamente enquanto Ayrton caiu de primeiro para 14º. A partir daí o brasileiro inicia uma prova de recuperação incrível, muitos dizem ser a melhor exibição de sua carreira, na volta 28 Senna alcança Prost, o ultrapassa e da liderança não sai mais, vence e se torna campeão mundial de 1988 com uma  corrida de antecipação, Alain Prost foi o segunda e Thierry Boutsen o terceiro. Dos três títulos conquistados por Ayrton Senna, esse é o único que não me lembro.


Uma época que deixa saudade.


Rômulo Rodriguez Albarez - Sampa/SP - Sempre bom lembrar desse cara...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

F1 2013 - As confissões de Mark Webber

Mark Webber
Como já foi dito aqui no Entrelinhas F1, o Mark Webber, nosso querido australiano irá se aposentar no fim dessa temporada, faltam apenas três corridas, e o assunto é constantemente lembrado pelos repórteres, e em uma dessas entrevistas, à emissora 'Sky Sports', Webber contou o porque de ainda estar correndo e que ainda poderia correr em um bom nível se assim o quisesse, falou sobre o título perdido de 2010, que o faria se aposentar naquele ano, confira:
"Newey provavelmente ainda é uma das maiores razões por eu continuar pilotando, porque guiar seus carros ainda é muito, muito gratificante", disse Webber.
"Acho que no final de sua carreira, você provavelmente vai encontrar pequenas coisas às quais você convence a si mesmo que já não está gostando tanto quanto gostava", indagou. "Você não tem mais 22 anos. Eu tenho 37, terei feito 215 corridas até o final do ano."
"No fim das contas, ainda tenho muito respeito dos meus adversários. Ainda posso competir neste nível, mas chega um momento em que você tem que tomar a decisão certa. Se eu tivesse vencido o campeonato em 2010, poderia não ser a melhor decisão, mas eu me aposentaria em seguida. Mas isso não aconteceu", lamentou o veterano.

Rômulo Rodríguez Albarez - SP/SP - "Amarelo" deserto e seus temores...♪

domingo, 27 de outubro de 2013

F1 2013 - O mundo é bão Sebastian Vettel - TETR4


O mundo é bom Sebastião, comemore muito pois hoje você se tornou tetracampeão.
Erga o dedo, você é definitivamente o número um de sua era, agora tem o dobro de títulos que seu rival mais duro, Fernando Alonso, e o espanhol deve estar se coçando de raiva.
É normal Vettel, não fique com dó apesar de saber que você não está nem aí pra ninguém, lembra do G da Malásia?
Eu me lembro bem e não gostei, vou te dizer uma coisa, não faça mais aquilo que o senhor fez na Malásia, não foi leal, não foi legal e foi covarde, se for pra fazer, avise a equipe e diga por exemplo, "não vou trocar merda nenhuma de mapeamento de motor, vou pra cima", seria mais digno e daria chance ao adversário e companheiro de equipe.
Bronca dada, agora vai comemorar e esteja 100% para a próxima corrida, já na semana que vem.


Uma música pra você:


Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - Nando Reis!!!

sábado, 26 de outubro de 2013

F1 2013 - Fernando Alonso sobre passado, presente e futuro

Fernando Alonso começou a carreira na extinta Minardi

Fernando Alonso Díaz, bicampeão mundial de Fórmula 1 em 2005 e 2006 pela equipe Renault.
E faz tempo que o espanhol não conquista um título, na opinião deste que vos escreve Fernando é o melhor piloto que apareceu na era “pós-Senna”. Lá se vão sete anos sem levantar o caneco.
Nesse meio tempo, Alonso correu pela McLaren em 2007, perdendo o título na última corrida para Kimi Raikkonen, o engraçado é que sua luta era contra seu companheiro Lewis Hamilton, mas a divisão de forças acabou sagrando Raikkonen campeão, uma vez que Lewis e Fernando acabaram “se anulando” na disputa.
Em 2008 e 2009 Alonso voltou para a Renault, mas sem repetir o sucesso obtido anteriormente. O espanhol levou a equipe nas costas e tranquilamente aguardava um lugar na tão sonhada Ferrari.
Em 2010 finalmente o sonho foi realizado, Fernando Alonso começa sua caminhada na Ferrari ao lado de Felipe Massa.
Na Renault, foi bicampeão

Vence a corrida de estreia na Austrália e como primeira missão anula Felipe Massa para se tornar o principal piloto da equipe.
Os anos vão se passando e Alonso conquista em 2010 e 2012 dois vice-campeonatos e caminha a passos largos para o terceiro em 2013.
O ano de 2013 tem sido de altos e baixos, Alonso quase perdeu a paciência, reclamando inúmeras vezes publicamente da Ferrari, algo que não é permitido em Maranello, aja visto a demissão do então tricampeão Alain Prost no início dos anos 90, recebeu duras críticas do presidente Lucca de Montezemolo e o casamento parecia estar chegando ao fim quando de repente, tudo voltou ao normal.
Fernando Alonso é como os grandes da história da Fórmula 1, sabe o que que, onde tem que chegar e faz o que for preciso para tal, mesmo que for passando por cima de tudo e todos. Eu poderia enumerar dezenas de pilotos assim, mas deixarei apenas três nomes como exemplos, Ayrton Senna, Michael Schumacher e Sebastian Vettel, deu pra entender?
A Fórmula 1 desembarca na Índia para correr no fim de semana e Fernando Alonso, em uma de suas entrevistas analisou sua carreira e atual momento, momento esse que julga ser o melhor dos seus anos na Fórmula 1, confira:
Na McLaren, ao lado deHamilton, o ano mais turbulento da carreira
“Nestes últimos quatro anos lutei por três campeonatos, o que é triste porque estava perto de ganhar. Mas por outro lado estou extremamente orgulhoso. Estou fazendo o melhor e correndo as melhores corridas da minha vida nestes três anos, então quando vou para a cama, tenho muito orgulho”, avaliou “Don” Fernando.
“Quando assinei com a Ferrari, foi um sonho que se tornou realidade. Sabia que eu teria a possibilidade de brigar por títulos, talvez consegui-los, talvez não, pois isso é o esporte, e qualquer coisa pode acontecer”, afirmou o piloto.
Na 2ª passagem pela Renault
“Eu briguei pelo campeonato por três vezes, então é mais ou menos o que se era esperado. Se eu não conseguisse, não é exatamente matemática, pois houve um time e um piloto melhor do que nós nos últimos quatro anos. Eles mereceram e nós os parabenizamos”, analisou.
Finalizando, Alonso revelou o desejo de tornar-se tricampeão:
“Obviamente, gostaria de vencer, e ainda tenho 32 anos, então este não é a última temporada de minha carreira. Tenho certeza que terei novas oportunidades. É claro que gostaria de conquistar mais campeonatos”, finalizou.
Na Ferrari, Alonso assiste a "era-Vettel"
A vontade do espanhol é terminar a carreira na Ferrari, mas será que a paciência da falta de títulos irá segurar Alonso em Maranello?


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - verão!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Fórmula 1 Retrô

Já imaginou como os atuais carros da Fórmula 1 ficariam pintados como os clássicos do passado?
O pessoal do site escapeartistdesign.net imaginou e fez, e o resultado ficou "mó legal". Abaixo um dos modelos, o carro de 2013 com a pintura da extinta Jordan EJ11 de 2001, o resto você confere clicando aqui. Vale a pena, tem a pintura da Williams FW14, guiada por Nigel Mansell em 1992 e muito mais.



Pesquisando encontrei mais um site, aqui.

Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - Caraca, o Dalai Lama tem twitter!

E com a palavra, Anthony Davidson... "No rumo da morte"

Hoje li uma declaração de um piloto que nunca fui muito com a cara, Anthony Davidson passou pela Fórmula 1, nunca teve uma chance real, sempre correndo por times pequenos, acabou achando um rumo melhor para a carreira e foi correr na WEC. E ano passado, na prova mais tradicional prova daquelas bandas, a 24h de Le Mans Davidson sofreu um assustador acidente.
Segundo ele diz se lembra de tudo sobre o acidente, já que em nenhum bateu a cabeça, e sua declaração é impressionante:


“Achei que ali eu ia me encontrar com Deus. Como não bati a cabeça, minhas lembranças estão intactas. Lembro direitinho de como o motor parou de funcionar com o carro no ar, de escutar o som do vento passando por cima do carro, de pensar na minha família e de ter plena consciência de que provavelmente iria morrer. E quando você sabe que vai morrer, seu corpo fica completamente relaxado. Eu estava completamente calmo, aceitando o fato de que tudo iria acabar. É como se seu corpo tivesse um jeito muito próprio de iniciar um processo de desligamento."

É de arrepiar a propriedade de detalhes que Anthony relata. Abaixo  vídeo do acidente:


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - refletindo...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

F1 - E com a palavra, Thierry Boutsen...

A 3ª vitória de Thierry Boutsen, na Hungria em 1993
Thierry Marc Boutsen, belga, correu na Fórmula 1 entre os anos 1983 e 1990. Ao longo de sua carreira de 164 GP, o piloto de Bruxelas venceu três vezes. Sua melhor posição final em um campeonato foi em 1988, um quarto lugar no mundial com uma Benetton. Teve como companheiros de equipe pilotos como Gerhard Berger e Riccardo Patrese.
Nunca foi citado entre os grandes da época, não é pra menos, correu na época dominada pelo "quarteto fantástico" Nelson Piquet, Alain Prost, Nigel Mansell e Ayrton Senna.
Thierry é dos poucos além dos acima citados membros do quarteto que pode dizer que venceu uma corrida de Fórmula 1 segurando Ayrton Senna, foi em 1990 no GP da Hungria. Para muitos o belga fez ali uma corrida perfeita, liderou do início ao fim suportando fortes pressões de Gerhard Berger de McLaren, Alessandro Nannini de Benetton e por fim seu amigo próximo de McLaren, nada mais que o campeão daquela temporada, Ayrton Senna.
A vitória veio de forma histórica, na última volta, a McLaren de Senna emparelha com a instável Williams de Boutsen, porém o belga vence por apenas 0"288 de diferença.
Thierry Boutsen é daqueles pilotos que podem se orgulhar de sua carreira na Fórmula 1.
A chegada do GP da Hungria de 1993, a frente de Senna.
E como sempre fuçando na internet, encontrei uma entrevista que o ex-piloto deu ao site Tazio.com, confira abaixo:
(Tazio) Você ainda acompanha a F1?

Claro, acompanho.

(Tazio) Como você avalia as recentes mudanças no regulamento técnico do esporte, como a introdução da asa móvel, a proposital baixa durabilidade dos pneus Pirelli e a adoção do Kers? A F1 ficou muito artificial?

Sim. A F1 virou um esporte para engenheiros, não é mais um esporte para pilotos. Bem mais do que antes, tornou-se dependente da tecnologia, onde o piloto não tem nenhuma participação. Portanto, de certa forma, isso é bom para a tecnologia e a evolução dos carros, mas não tão bom para o esporte, eu acho.

(Tazio) Quem você descreve hoje como o piloto mais completo?

Não vejo ninguém como o melhor piloto, e sei como é difícil ser o melhor. Depende muito mais do trabalho técnico no carro e da tecnologia por trás de você. O melhor carro sempre vai vencer, não importa quem esteja a bordo. Hoje, o melhor carro vence. Antes, não era assim.

(Tazio) O automobilismo belga cedeu à F1 vários bons pilotos como você, Jacky Ickx, Olivier Gendebien, Willy Mairesse… Mas nos últimos dez anos, não surgiu ninguém com muito destaque. O que falta para vermos uma geração belga mais sólida na categoria?

É muito simples. A Bélgica é um país muito pequeno, com pouco mais de dez milhões de pessoas. Deste total, eu diria que provavelmente 30% são estrangeiros. Não há indústria no país. Há algumas grandes empresas, mas elas não são exatamente da Bélgica. Também há o fato de termos dois idiomas no país [francês e holandês], o que torna tudo muito complicado. Então, por conta disso, temos grandes dificuldades para arranjar patrocínios no país. E patrocinadores são necessários para entrar na F1 e também pelo resto de sua carreira.

(Tazio) Vamos falar um pouco sobre sua carreira. Como surgiu o automobilismo na sua vida?

Desde que nasci, na verdade. Quando completei três anos de idade, disse aos meus pais que me tornaria piloto de corrida. A primeira vez que dirigi um carro foi aos oito, e então tentei entrar na escola de pilotos [de André Pilette, ex-piloto de F1] quando tinha 12, mas ainda era muito cedo e eu não tinha licença àquela altura. Era obrigatório.
Então esperei até os 18 anos, e nesse período participei de algumas corridas de moto. Quando fiz 18, entrei na escola de pilotagem na Bélgica e venci o campeonato local [à época chamado de “Volant V”]. Depois, fiz F-Ford, F3, F2, F1, e também algumas corridas de endurance. Competi em muita coisa.

(Tazio) Você teve um bom desempenho nas categorias de base: foi campeão da F-Ford Belga e vice na F3 Europeia e na F2. No entanto, só ingressou na F1 em 1983, quando a maioria de seus rivais, como Michele Alboreto e Mauro Baldi, haviam entrado há pelo menos um ano. Conta como se deu esse caminho até a F1. Rolou muito problema para arranjar patrocínio?

Foi muito difícil. Quer dizer, todos têm sua própria maneira de entrar na F1. Michele teve sorte pois era apoiado pela mesma marca [Imola Ceramiche, uma empresa italiana] que patrocinava a Tyrrell à época. Então ele entrou no carro da Tyrrell e na F1 dois anos antes de mim. Mas eu encontrei meu caminho, não tive nenhuma ajuda, e fiz tudo por minha conta. Eu mesmo atraí os patrocinadores e tentei motivá-los. Como disse antes, a Bélgica é um país muito pequeno, onde é muito difícil atrair patrocínios. Eu tive então que esperar um pouco mais do que desejava para entrar na F1, mas a vida é assim. É assim mesmo.

(Tazio) E como surgiu a oportunidade para correr na Arrows?

Eu entrei em contato com algumas equipes e a Arrows foi uma delas. Mas no início do ano [1983], não conversei com ninguém e não tinha nenhuma chance de entrar na F1. Decidi então competir em algumas provas de endurance e tive muita sorte de estar disponível para correr nos 1000 km de Monza, a primeira corrida válida pelo Grupo C [o equivalente hoje à classe LMP1 no Mundial de Endurance]. E eu ainda venci aquela prova [ao lado de Bob Wollek, num Porsche 956 da Joest].
Então, após a corrida, em Monza, recebi uma ligação do Jackie Oliver [ex-piloto e um dos fundadores da Arrows], que me ofereceu um teste num carro de F1, pois estava à procura de um piloto para substituir Chico Serra. Testei em Silverstone, fui muito bem e nós selamos o acordo. Mas uma parte do contrato era trazer patrocínio, então tive que fazer uma boa corrida na Bélgica [estreia na F1, em maio de 1983] para sentar com meus patrocinadores e fechar o contrato. Foi um grande desafio.
Hungria 1993 Ao lado dos tricampeões Senna e Piquet, Thierry jamais teve reais chances de disputar um título.

(Tazio) O que você lembra desse debute em Spa? Deve ter sido um belo desafio estrear na F1 diante da torcida.

Sim. O fato de ter estreado em Spa foi uma boa promoção para mim e meus patrocinadores, pois todos eles eram belgas. Foi muito importante do ponto de vista financeiro. Por outro lado [esportivo], logo me mostrei competitivo, correndo contra pilotos como Niki Lauda, John Watson e Keke Rosberg. Infelizmente, sofri um problema técnico com o carro, mas no fim, dei um bom show.

(Tazio) Em seus dois primeiros anos na Arrows, você conseguiu bater Marc Surer com facilidade. Em 85, enfrentou um companheiro mais rápido, Gerhard Berger, e também o venceu. Mas, no ano seguinte, quem se transferiu para a Benetton, uma equipe teoricamente mais competitiva, foi Berger. Você não acha que merecia um destino melhor para aquela temporada?

Quando Gerhard Berger se transferiu para a Benetton, ele tinha um contrato de uma temporada com a Arrows, enquanto eu tinha um acordo mais longo. Então fui obrigado a ficar mais um ano na Arrows. Não havia possibilidade de deixar o time. Fiquei até o fim de 1986, que foi uma temporada terrível, mas depois assumi o carro da Benetton e imediatamente fui competitivo. É verdade, perdi um ano, mas não tinha opção.

(Tazio) Você chegou a conversar com outros times no fim de 1985?

Sim, sim. Mas nunca é fácil decidir o melhor caminho. Principalmente porque, de novo, sendo um piloto belga e não tendo muitos patrocinadores, eu tive que ser extremamente cuidadoso para não cometer erros, não assumir riscos e entrar num time que pudesse desenvolver algo para mim. Portanto, tive que me desenvolver de forma mais cuidadosa do que meus concorrentes. Poderia ter sido diferente se eu fosse mais agressivo, mas ao mesmo tempo, talvez eu perdesse tudo, então fiquei feliz com a forma como as coisas se desenvolveram.

(Tazio) Sua carreira progrediu bastante quando você se transferiu para a Benetton em 1987. No primeiro ano, com o B187, você mostrou boa consistência e dominou Teo Fabi, mas abandonou em oito de 16 GPs. Qual era o principal problema com aquele carro?

O motor [Ford-Cosworth GBA V6 turbo de 1,5 litros] foi um grande problema. A confiabilidade era ruim e, por causa disso, nunca pudemos desenvolver o carro como queríamos. Fizemos vários testes, mas após três, quatro ou cinco voltas, acontecia algum problema. Nunca chegamos ao limite daquele carro. Era um bom carro, extremamente agradável de guiar, mas infelizmente pouco confiável. Tenho certeza que poderíamos ter vencido alguns GPs, como México e Áustria. Estas duas corridas, eu acho que poderíamos ter vencido facilmente naquela temporada.

(Tazio) Aliás, antes de se tornar piloto de F1, você estudou engenharia mecânica. De que forma isso te ajudou no automobilismo?

Isso é algo que realmente gosto, sabe? Trabalhar com os engenheiros, desenvolver o carro, trazer novas ideias, assim como testá-las. Analisar a parte técnica do carro na fábrica, o desenvolvimento no túnel de vento, testar o carro entre as corridas. Gostava disso tanto quanto correr. Curti cada momento disso e acho que meu lado de engenheiro atuou muito bem.

(Tazio) Em 1989, você venceu dois GPs na chuva pela Williams, em Montreal e Adelaide. De onde veio essa habilidade para pilotar tão bem em condições instáveis?

[Uma longa risada] É quase uma piada. Sou da Bélgica, e ali chove absolutamente todo dia, ou seja, você pode treinar na chuva o tempo inteiro. Mas o fato é que o carro [FW12] não era muito bom, e no molhado, a diferença entre os carros diminui. Então eu me concentrava para aproveitar todas as oportunidades para mostrar minhas habilidades. Quando o carro estava bom, também pude vencer corridas no seco, então tudo era uma questão de se adaptar às condições de pista e ao potencial do chassi.

(Tazio) Sendo um especialista na chuva, você não acha que, hoje em dia, há um excesso de cautela na hora de liberar os carros para correr no molhado? Em comparação à sua época?

Sim. Eles são muito cautelosos hoje em dia. Querem dar um bom espetáculo, mas sobra pouco [espaço] para o esporte. Pouquíssimo para o esporte. No passado, era bem diferente.
Rubens Barrichello foi seu último companheiro na Fórmula 1.

(Tazio) Em 1990, você bateu Ayrton Senna e venceu o GP da Hungria. Muitos veem aquela como sua melhor corrida na F1. Você concorda?

Foi uma das melhores. Mas é aquilo: você tem que levar em conta o carro em mãos. Às vezes, quando você vira 1s mais lento do que o líder, você pode ter uma boa performance, ficar bem feliz com sua prova e  isso não se traduzir no resultado. Mas se você colocar as três vitórias juntas que obtive na F1 [Canadá-89, Austrália-89 e Hungria-90], todas foram bem diferentes.
No Canadá, o clima era instável, em Adelaide, bastante chuvoso, e na Hungria, ensolarado. E venci sem ter o melhor carro, então as três vitórias estão no mesmo nível.

(Tazio) Você foi um amigo próximo de Ayrton Senna. Você acha que ele seria o mesmo piloto se corresse hoje em dia?

Ele foi excepcional. Um piloto superior. Melhor do que qualquer um. Tinha essa habilidade extra. Não vejo ninguém hoje em dia com essa habilidade. Se ele corresse hoje, ninguém seria capaz de batê-lo.

(Tazio) Quais são suas melhores lembranças dele?

Ele era uma pessoa muito aberta num ambiente privado. E tivemos muitos bons momentos, passamos muitos feriados juntos, entre as corridas. Fui convidado algumas vezes a visitar sua casa em Angra dos Reis, com minha família e meus filhos. Tivemos bons momentos juntos. Ele era um cara bem engraçado, na verdade.

(Tazio) É verdade que vocês estiveram próximos de assinar com a Ferrari em 1988?

Sim. Tentamos fazer algo juntos na Ferrari. Se ele tivesse ido, eu iria com ele. Mas não funcionou. E eu não poderia me transferir para a Ferrari sem a ajuda dele, mas nós tentamos.

(Tazio) Você viveu de perto essa rivalidade entre ele e Alain Prost no fim dos anos 80. Como era a atmosfera do paddock naquela época? Você sentia que o resto dos pilotos se mostrava mais favorável a algum deles?

Para ser sincero, acho que a maioria dos pilotos admirava ambos. O humor mudava de prova em prova. Prost vencia alguns GPs, e Senna outros. Mas depois Senna passou a regularmente bater Prost. Então acho que, no início, os pilotos tendiam um pouco mais para [o lado de] Prost porque ele já estava lá antes, mas depois mudaram para Senna, pois o último passou a bater o francês de forma consistente. De fato, Senna mostrou que era mais forte. Mas, no geral, foi uma batalha muito apertada.

(Tazio) Como você recebeu a notícia da morte dele?

Eu não estava no autódromo. Vi na televisão. Foi realmente trágico. Uma grande tragédia para o esporte e, eu creio, para a humanidade e a população brasileira. Acho que Ayrton queria se aposentar e passar a ajudar as pessoas no Brasil com seu carisma. Ele foi um herói nacional que poderia realizar muitas coisas positivas pelo Brasil após sua aposentadoria. Infelizmente, isso não aconteceu.

(Tazio) Às vezes, parece que Senna ganhou uma proporção quase messiânica no Brasil. Em termos de popularidade, alguns o veem até maior do que Pelé.

Sim, sim. Sua meta era ajudar as pessoas. Eu tenho a sensação de que, se ele quisesse se envolver com política no Brasil, ele poderia chegar à presidência do país e salvar as gerações mais jovens. Àquela altura, o Brasil estava numa situação desesperadora. Ele era bom nisso [no carisma].

(Tazio) E quanto aos outros brasileiros: Nelson Piquet, Chico Serra, Maurício Gugelmin. Como era sua relação com eles?

Eu tive uma relação com Nelson Piquet. Ele também é fã de aviões. Fizemos algumas viagens juntos, ele vinha no meu avião, e vice-versa. Ele também tinha aquela menina belga [Katherine Valentin, namorada de Piquet no fim dos anos 80] que eu conhecia muito bem, então tivemos uma relação próxima por três, quatro anos quando estávamos na F1, mas não foi tão próxima como a de Ayrton. Nelson tinha uma personalidade diferente, um homem totalmente diferente de Ayrton.

(Tazio) Você teve uma saída bastante conturbada da Williams no fim de 1990, para dar lugar a Nigel Mansell. Na época, você reclamou bastante da postura da equipe. Hoje, você continua a achar que a Williams foi injusta com você?

Bom, sempre há justificativas para isso. [Sir Frank] Williams é um homem de negócios. Ele administra sua equipe como uma empresa, e não pelo esporte. Ele ama corridas e tal, mas aquilo é o negócio dele. E não há emoções nisso. A Williams precisava de um rumo. Eles precisavam achar alguém para financiar o time, e um rumo foi aceitar um piloto que trouxesse muita grana ou, vamos falar de forma diferente, aceitar um patrocinador que iria pedir por um piloto em especial no carro. E esse piloto era Nigel Mansell.
Não tinha nenhuma possibilidade de lutar contra isso. Tentei, mas a probabilidade era de 10%, então não pude defender minha posição do ponto de vista financeiro. Na questão técnica e de pilotagem, sim, fui melhor que Riccardo [Patrese], trabalhei todo o desenvolvimento no carro com suspensão ativa, que por sinal venceu o Mundial para eles dois anos depois, com Nigel Mansell, mas foi meu trabalho. Passei um ano trabalhando na suspensão ativa. Mas, c’est la vie. Não havia nada que pudesse fazer. Fui derrotado por algo que não tinha o mínimo controle.

(Tazio) Já dava para prever que o carro da Williams seria tão dominante nos próximos anos?

Sim, desenvolvi a suspensão ativa no FW12, e o carro era muito, mas muito mais rápido com ela do que com uma suspensão convencional. Também sabia que o FW13 não era um carro muito bom, assim como eles [da Williams]. Mas, com a maldita suspensão ativa, sabia que o carro [que daria origem ao FW14, modelo da Williams em 1991 e 92] seria vencedor.

(Tazio) Você deixou a Williams e se juntou à Ligier, uma equipe em decadência na F1. Não foi uma transferência muito arriscada?

Sim. Naquela época, eu recebi a notícia da Williams de forma meio tardia. Eles me disseram que eu não continuaria no time no inverno [de 1990/91], então a única possibilidade de continuar na F1 era me transferir para a Ligier. Àquela altura, ir à Ligier era uma mudança arriscada, pois o carro às vezes sequer se classificava no grid. Mas, em dois anos, acho que eu tirei a equipe dessa situação para alguns bons testes e qualificações, como no GP da Bélgica [de 1992], quando me classifiquei em quinto no grid [N. do E.: Boutsen, na verdade, largou em sétimo]. Também fiz boas corridas.
Infelizmente, à época, a equipe era muito jovem e nós tínhamos [Frank] Dernie e Gérard Ducarouge [projetistas do JS37, carro da Ligier que disputou a temporada 1992] trabalhando juntos, o que às vezes não era fácil de administrar. Acho que, se tivéssemos continuado a desenvolver o time, a coisa iria melhorar em um ou dois anos. Então tirei algo que estava numa situação desesperadora para uma posição promovível. Fiquei feliz com o resultado, mas não foi bom para minha carreira, é fato.
Thierry Boutsen hoje em dia é dono de uma empresa aérea.

(Tazio) Você teve também uma relação meio ruim com Érik Comas, não? Vocês se enroscaram duas vezes em 1992: em Interlagos e na largada de Hungaroring.

Ele era um sujeito extremamente difícil. Chegou à F1 já com certa experiência, mas pensava que iria ganhar o tempo inteiro. E que me venceria o tempo inteiro. Nos testes, eu sempre era 1s a 2s mais rápido, e ele não aceitava isso. Então quando tinha a chance de fazer algo contra mim, o fazia. Essas duas colisões foram causadas por ele. Realmente me arrependo disso, não tivemos bons momentos. Era impossível trabalhar com ele. Um sujeito muito egoísta, muito fechado em si.

(Tazio) E como você descreve sua última temporada na Jordan, em 1993?

Coloquei muitas esperanças na Jordan. Era um time pequeno que estava em ascensão. Porém, logo que entrei na equipe, percebi imediatamente que o carro era muito pequeno para mim. Tenho 1,80 m, e o carro foi desenhado para Rubens Barrichello, que é um sujeito baixo, de aproximadamente 1,65 m. Então não fiquei à vontade, não pilotei bem, porque minhas mãos se esbarravam o tempo inteiro. Não tinha espaço para meus joelhos. Foi realmente desconfortável. Fiz as primeiras corridas e Eddie Jordan me prometeu que alargaria o cockpit a partir do GP de Mônaco. Depois, ele disse que não teria dinheiro para realizar a mudança, então toda vez que eu entrava no carro, era um pesadelo. Realmente um pesadelo. Ficava aterrorizado. Foi muito ruim.

(Tazio) Olhando atrás para a carreira, quem foi seu companheiro de equipe mais forte?

Certamente, Riccardo Patrese. Acertava bem o carro, era seguro nas corridas e apto. Gostei de trabalhar com ele.

(Tazio) E quanto a seu legado? Como você gostaria de ser lembrado pelas futuras gerações?

[Longa pausa] Fiz o melhor possível e as pessoas podem julgar o quanto quiserem. Dou-lhes a liberdade para me julgar: meu trabalho, meus resultados. Não tenho nenhuma pretensão de guiá-las.
Thierry Boutsen
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Orgulhe-se Thierry!


F1 1983 - Nelson Piquet bicampeão mundial de Fórmula 1

Essa semana completou-se 30 anos do bicampeonato de Fórmula 1 do nosso Nelson Piquet. Eu nem era nascido ainda, mas aqui fica a homenagem ao nosso querido Nelsão que não tem papas na língua.
Nelson Piquet com seu Brabham em Spa, na Bélgica 1983
Abaixo, uma das minhas entrevistas favoritas de Nelson Piquet, o repórter é Marcelo Tas, o ano é 1984 e mostra bem o jeito Nelson Piquet de ser:

Valeu Nelsão!

Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - Vida longa para Nelson Piquet

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

F1 - "Isso é por nós, María"

Susie Wolff
A atual piloto de testes da Williams é Susie Wolff, amiga íntima de María de Villota, ex-piloto de testes da Marussia, que foi encontrada morta no último dia 11.
Susie luta para achar seu espaço em um mundo totalmente masculino, a representante feminina resolveu desbafar, falou sobre a Fórmula 1, e sobre a amiga María:
- Apesar de ainda me sentir chocada com a morte de Maria, estou confortada pelo exemplo que ela nos deixou. Maria queria mostrar às pessoas que uma mulher pode competir contra os homens na Fórmula 1 - não porque ela era uma mulher, mas porque ela era uma pilota muito veloz. Infelizmente, o sonho de Maria terminou quando ela sofreu o grave acidente que lhe custou seu olho direito - escreveu Susie Wolff em um artigo para o jornal britânico “Daily Mail”.

Falou também da caminhada de María, que segundo ela, se tornaria com certeza titular de alguma equipe da Fórmula 1 e de sua luta pós-acidente:
- Até aquele acidente, Maria estava a caminho de derrubar as barreiras impostas às mulheres que sonham em competir na F-1. Uma tragédia como aquela teria quebrado muitas pessoas, mas ela prosseguiu com muita coragem, e sempre disse a todos que o que aconteceu não tinha nada a ver com ela ser do sexo feminino. Foi um acidente. Como embaixadora da “Comissão de Mulheres no Esporte a Motor” da FIA, Maria foi primordial para incentivar as mulheres a entrarem no esporte a motor - continuou a escocesa de 30 anos.
Susie revelou também uma conversa com María, onde as duas traçaram metas, planos e promessas:
Susie e María, amizade dentro e fora das pistas
- Maria sabia que precisava usar sua ambição e seu talento para lutar contra o estereótipo de que as mulheres não são rápidas o bastante ou fortes o suficiente para competir em um campeonato do nível da Fórmula 1. Ela realmente acreditava que podia e estava determinada a provar isso. Infelizmente, ela nunca teve a chance. Após o acidente, Maria disse para mim: “Você está lá por nós 
duas a partir de agora. Temos que mostrar do que as mulheres são capazes de fazer”. Então, quando eu alcançar meus objetivos, poderei finalmente dizer: “Isso é por nós, Maria” - disse a pilota escocesa.
Basta agora a torcida para que Susie consiga realizar sua difícil missão, de se tornar titular de alguma equipe de Fórmula 1 e dar sequência no legado da amiga María de Villota.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Relembrando María

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

RIP María de Villota


Estava decidido hoje a escrever sobre os 40 anos completados essa semana da morte de François Cevert. Mas hoje foi um daqueles dias em que nos deparamos com notícias que não imaginaríamos ou que simplesmente, nunca gostaríamos de receber.
Não com alguém tão jovem, e jovem que já passou por tanta coisa na vida, jovem que estava reiniciando sua vida após quase perdê-la tempos atrás, jovem que viu no milagre de uma nova vida a esperança e desfruta-la de maneira bem vivida e longa, da melhor forma, que havia aprendido a apreciar a simplicidade de certas coisas que antes passavam despercebidas, jovem que é exemplo de superação, de que vale a pena lutar, e vale muito a pena.
Indo trabalhar por volta das seis e meia da manhã, abri meu facebook pelo 3G, o primeiro status de uma página sobre Fórmula 1 estava da seguinte forma, "RIP Maria #F1 =/".

Confesso que vieram várias Maria's na minha cabeça, nenhuma ligada a Fórmula 1, e na incerteza entrei na tal página e na lentidão do meu 3G, descobri de qual Maria estavam falando.
María de Villota, ex-piloto de 33 anos, a mesma que a mais ou menos um ano e meio atrás sofria um sério acidente em que ficou entre a vida e a morte, o acidente levou de María o olho direito, o olfato, o paladar, e a carreira como piloto de Fórmula 1.
Há tempos na Fórmula 1 não me deparava com uma notícia tão triste, e de maneira tão inesperada, tão misteriosa. Hã alguns minutos atrás li que sequelas do acidente podem ser a causa da morte de María, a espanhola foi encontrada morta em um quarto de hotel em Sevilla, e daqui dois dias iria lançar seu livro, o nome do livro, "A vida é um presente", e infelizmente para María, um presente que duru pouco.
E que em cada um de nós possa ficar o legado de María, um legado de superação, força de vontade, fé, perseverança, e que mesmo em meio as lutas, que possamos assim como María, estar com um belo sorriso no rosto. Descanse em paz guerreira e que Deus possa confortar sua família, fãs e todos que admiravam María de Villota. Fica aqui minha humilde homenagem, nesse 11 de outubro de 2013, um dia de reflexão, onde mais vale lutar pea vida do que se entregar para as dificuldades. RIP María.
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Abaixo, a última entrevista de María de Villota, há três dias, ela falou de sua luta pela vida, falou de superação e futuro no programa "cara a cara" da TV espanhola:

O entrevistador Roberto Cámara perguntou sobre quais seriam os principais itens para vencer a luta pela sobrevivência, De Villota foi direta: "Se ganha com dois componentes essenciais: estar perto das suas pessoas, dos amigos, inclusive gente que você não conhece mas que te manda muita energia, reza por você e está por perto... E com a paixão. Com o sonho de viver, com amor, com todas essas coisas que te dão vida e que suprem as principais perdas. Vamos viver de uma maneira apaixonada", afirmou.


Logo depois falou sobre sua recupeção a disse ter memórias claras de seu acidente: "Meu caso foi um pouco especial, porque tive uma lesão cerebral, mas os médicos esperavam que eu não seria capaz nem de falar e nem de lembrar. Mas eu me recordo. Não sei por que...", comentou María, pensativa. "Creio que o destino quis que esse episódio não passasse esquecido. Tenho pesadelos, não posso evitar. Mas assim que me levanto, desconecto, o acidente passou. Mas foi parte da minha história... A partir daí, tive uma segunda oportunidade de viver. Me considero uma privilegiada, e estou começando a viver minha segunda vida", afirmou, voltando a sorrir. "Com coisas em comum da velha María, e coisas que estou descobrindo, coisas novas", completou.
A letra nada tem a ver, mas lembrei muito dessa música hoje - Maria Maria
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Pilotos e pessoas ligadas ao automobilismo prestaram suas homenagens através das redes sociais:

Monisha Kaltenborn: “Ela teve uma experiência tão trágica, e ainda assim teve coragem para sair e conversar sobre a questão”, opinou a dirigente, em entrevista à emissora inglesa BBC.
Espanhóis assim como María, os pilotos Fernando Alonso, da Ferrari, e Jaime Alguersuari, ex-Toro Rosso, também lamentaram a tragédia. “Hoje é um dia muito triste para o esporte espanhol. Deixa-nos uma lutadora de enorme sorriso. Descanse em paz, Maria!”, disse o bicampeão mundial, por meio de sua conta no Twitter.
“A vida é um presente. Maria, obrigado por nos dar tantos momentos plenos de vida”, declarou Alguersuari, que escreveu um dos depoimentos incluídos na autobiografia da espanhola.
Jean Todt (presidente da FIA): “Hoje é um dia trágico para o esporte a motor. Minhas profundas condolências à família De Villota. María foi uma piloto fantástica, uma luz condutora às mulheres no esporte a motor e uma militante incansável pela segurança nas ruas. Além disso, era uma amiga que eu profundamente admirei. Por meio de sua coragem, força e determinação, ela transformou seu infortúnio pessoal na pista numa poderosa mensagem para a segurança nas ruas que foi ouvida nos autódromos ao redor do mundo. María era um membro querido da família FIA. Nossos pensamentos vão para a família dela hoje.”
Monisha Kaltenborn (chefe da Sauber): “Ficamos chocados ao ouvir a notícia da morte de María de Villota e gostaríamos de oferecer as nossas mais sinceras condolências à família dela e aos amigos por essa trágica perda. Se alguém representou força e otimismo, foi Maria. Sua morte repentina é uma grande perda para o mundo do automobilismo, pois ela foi uma embaixadora importante por retransmitir mensagens importantes à juventude e particularmente garotas que aspiram uma carreira no esporte a motor. Maria foi um exemplo de alguém que nunca desistiu. Ela sempre tinha um sorriso no rosto e vamos sentir muito sua falta.”
Martin Whitmarsh (chefe da McLaren): “O paddock inteiro está muito chocado com a notícia de que Maria não está mais entre nós. Ela foi uma inspiração não apenas para as mulheres, mas também para os que sofreram lesões graves. Sua trajetória, determinação e inspiração subsequente saiu da F1 para o esporte como um todo e ver as imagens dela em Barcelona no grid, no início deste ano, cercada por uma multidão de crianças alegres, nos dá uma grande história. Maria participou do Fórum de Fãs em Manhattan pela sua equipe, Marussia, no ano passado, e impressionou os torcedores. A falta dela, infelizmente, será muito sentida e queremos passar nossas sinceras condolências à família.”
Jenson Button (piloto da McLaren): “A garota passou por tanta coisa, mais do que a maioria das pessoas poderiam enfrentar nas suas vidas. Tem sido difícil para ela, mas esta é uma notícia horrível e um verdadeiro choque para todo o paddock e o mundo do automobilismo. Nós a vimos este ano em Barcelona: fazíamos uma obra de caridade para crianças e ela foi a primeira a levantar a mão, realizar o trabalho e convencer outros pilotos a se envolverem. Ela fez muito pela comunidade, as notícias são muito tristes.”
Christian Horner (chefe da Red Bull): “Ficamos extremamente tristes ao saber da perda de María de Villota. Em nome de todos na equipe, enviamos nossas sinceras condolências à família de María neste período difícil.”
Fernando Alonso (piloto da Ferrari): “É difícil falar sobre María de Villota agora, pois acabara de retirar meu capacete quando soube de sua morte e, no momento, ainda não acredito nisso e tenho que parar para pensar nisso. São notícias muito tristes para o mundo do automobilismo, pois María era amada por todos. Agora, tudo o que podemos fazer é orar por ela e por sua família.”
Emerson Fittipaldi (ex-piloto brasileiro e bicampeão de F1): “Mesmo longe das pistas, María era uma das representantes femininas na Comissão Mundial de Pilotos da FIA, presidida por mim, e muito ativa em nossas reuniões. Lembro ainda de nosso último encontro, no final de setembro, quando ela colaborou com ideias inovadoras e criativas para defender a posição das mulheres no automobilismo. María vinha de uma família tradicional no mundo das corridas. Seu pai, Emilio de Villota, correu comigo na F1 e hoje dirige uma das mais prestigiosas escolas de pilotagem da Europa. Estamos todos muito tristes com essa notícia. Em nome de todos os membros da Comissão Mundial de Pilotos da FIA, gostaríamos de prestar nosso apoio à família nesta hora tão difícil.”
Jorge Lorenzo (bicampeão de motociclismo): “Que notícia mais triste que acabo de receber na Malásia: a grande perda de Maria de Villota, uma lutadora. O esporte sentirá sua falta.”

Marussia (nota oficial): “É com grande tristeza que soubemos há pouco tempo da notícia de que María de Villota faleceu. Nossos pensamentos e orações estão com a família e os amigos de María neste momento muito difícil.”
Williams (nota oficial): “A Williams gostaria de expressar as mais profundas condolências à família e aos amigos de María de Villota após a triste notícia que emerge da Espanha sobre seu falecimento.”

Renault (nota oficial): “Notícia trágica sobre María de Villota. Uma mulher heroica e corajosa que nos deu um exemplo de espírito. Nossas condolências aos amigos e familiares.”
Felipe Massa: "Maria Villota, meu coração está com a sua família".
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María de Villota - 1980 / 2013

"Venci a corrida da minha vida."
María de Villota

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Luto.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

F1 2013 - As bolas de Nico Rosberg

Nico Rosberg e Sebastian Vettel
Sebastian Vettel está cada vez mais perto do quarto título mundial, a vantagem obtida na última corrida e as vaias que vem recebendo do público desde o GP da Itália fizeram o jovem alemão a soltar e seguinte e um tanto infeliz frase:


"Embora haja muita gente que pendure as bolas na piscina muito cedo às sextas-feiras, ainda estamos aqui, trabalhando muito duro e pressionando muito", afirmou, o irônico Vettel.

A frase repercutiu e alguns pilotor expressaram suas opniões a respeito:

Jenson Button:



"Foi uma coisa errada e injusta para Sebastian dizer", afirmou.

o ex-piloto Niki Lauda também deu sua opinião:


"Eu gostei do que ele disse. É sempre bom ter sinceridade, ainda que eu ache que nós trabalhamos muito duro com a Mercedes", afirmou. "Mas há alguma verdade nisso. Vettel tem uma enorme ambição e isso recai sobre sua equipe."

Sebastian Vettel, sempre com suas (acredito eu) falsas desculpas indagou:


"Não foi minha intenção dizer nada contra ninguém, mas apenas mostrar que nosso sucesso não é por acaso"

O mais aborrecido com o caso foi Nico Rosberg, que defendeu sua equipe:


"Foi definitivamente impróprio. Minha equipe trabalha absurdamente. Ele não pode saber o quanto nós trabalhamos em comparação a eles, meus meninos trabalham feito loucos. Ele corre um risco muito claro de perder o respeito dos outros pilotos."

E Rosberg, sensível com o ocorrido, falou até de suas "bolas":


"Talvez ele não devesse estar pensando nas minhas bolas..."

Sem mais.
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Foto "supimpa"

Apenas para registro, um foto bem legal postada pelo Fernando Alonso hoje, todos os pilotos com exceção de Kimi Raikkonen (Lotus), Lewis Hamilton (Mercedes), Valtteri Bottas (Williams) e Pastor Maldonado (Williams) não compareceram, poxa meu.
 (da esquerda para a direita): Mark Webber (Red Bull), Max Chilton (Marussia), Paul di Resta (Force Indian), Nico Rosberg (Mercedes), Marc Gené (Ferrari - teste), Jules Bianchi (Marussia), Giedo van der Garde (Caterham), Adrian Sutil (Force Indian), Jenson Button (McLaren), Romain Grosjean (Lotus), Fernando Alonso (Ferrari), Pedro de la Rosa (Ferrari - teste), Esteban Gutiérrez (Sauber), Felipe Massa (Ferrari), Sergio Pérez (McLaren), Daniel Ricciardo (Toro Rosso), Nico Hulkenberg (Sauber), Sebastian Vettel (Red Bull), Jean-Eric Vergne (Toro Rosso) e Charles Pic (Caterham).
Muito legal, na Fórmula 1 dos dias de hoje é difícil vermos tal companheirismo, um outro dia falo sobre isso.

Rômulo Rodriguez Albarez - San Pablo/SP - E a politícada com medo da Marina Silva!

F1 - Papo com Cristiano Da Matta


Em meados dos anos 2000, se tinha um piloto que eu gostava era o Cristiano Da Matta, eu o conhecia pelo título de 2002 da CART, que hoje é a Fórmula Indy.
Chegou em 2003 na Fórmula 1 pela equipe Toyota e logo de início fui co a cara do mineirinho, não só por ser brasileiro, mas pelo estilo e postura que mostrava nas entrevistas.
Após ser demitido da Toyota em 2004, voltou para a CART em 2005, onde conquistou mais uma vitória, em 2006 sofreu o acidente que quase lhe tirou a vida, tentou voltar a correr quase três anos depois de seu acidente, mas teve dificuldades e encerrou sua vida de piloto, conforme Da Matta, o acidente encurtou sua carreira, uma carreira feliz, vitoriosa, porém curta, como define o próprio, confiram a entrevista abaixo:
"Na minha carreira, vejo que foi um uma mega, ultrafatalidade. Tem muito veado nos Estados Unidos, mas a pista era cercada da melhor segurança possível, mas aconteceu. Para minha carreira foi o fim, é uma coisa que não é fácil nem de falar. Mas para vida tive que aprender a reconstruir, reerguer e olhar pra frente", falou, em entrevista, ao UOL Esporte.
Em 2002
O acidente aconteceu quando, em um teste Cristiano atropelou um veado, perdeu o controle e se chocou contra o muro de proteção no circuito de Elkhart Lake, sua pista favorita. Da Matta ficou em coma, fez uma cirurgia para retirar um pedaço do crânio. Na frase do amigo Tony Kanaan, dá pra ter uma idéia da gravidade: "Quando o vi na cama do hospital, pensei: 'Já era, acabou.' Foi um milagre. Hoje, ele é mais normal do que antes". Cristian voltou ao Brasil para terminar seu tratamento.
 "Tive que fazer o processo de recuperação no Brasil para falar português e ficar mais fácil. E quando voltei pra cá, no final de 2006, eu ia à fonoaudiologia porque tinha bagunçado a minha cabeça. E também ia à nutricionista porque perdi 10 kg. Era fisioterapia e fono quase todo dia durante uns quatro meses ou mais. Foi ralação", lembrou.
O piloto lembra seus últimos momentos antes de bater, "As últimas cenas, flashes, lembro que peguei a esquerda e a asa dianteira direita do carro pegou nele. Pensei naqueles milésimos 'bicho filha da p...", falou, em tom bem-humorado.
Falou também sobre seu título na CART:
"Era meio que um título mundial, tinha gente do mundo todo. Uma categoria forte, com várias montadoras. Lógico que não é um título da Fórmula 1, mas era o que mais se aproximava disso. É meu maior orgulho. Foi bom demais. É uma carreira que, hoje olho pra trás, foi muito curta", falou Da Matta.
Na Fórmula 1 começou bem para as limitações do carro, terminando o ano a frente de seu companheiro, o experiente francês Olivier Panis, ambos foram demitidos em 2004 por reclamarem do carro:
 "O primeiro ano foi tudo legal e no segundo ano tive a experiência do exemplo que o pessoal fala. Da concorrência de pilotos do mundo inteiro pra entrar lá. Em 2004, nosso carro era bem pior que o de 2003 em relação aos outros. Aí chegou uma hora que comecei a falar pro pessoal da Toyota que o engenheiro que entrou fez um carro mais lento que o do ano anterior. Aí mexeram os pauzinhos e mandaram o 'pilotinho' dos Estados Unidos e o velhinho (Panis) embora. Experimentei esse lado do cara mexer, manipular e não se respeitado", contou.
Finalizando, falou sobre as lições tiradas da fase mais difícil de sua vida:

"(O acidente) me deu uma preparação melhor pra vida. Para saber melhor o que é preciso pra qualquer tipo de situação. De tudo se extrai um lado positivo, e acho que consegui fazer isso. Eu queria ter continuado na Indy mais um ano ou dois. Mas no geral acho que foi muito bom. Hoje estou numa boa e acho que tem um pouco a ver a energia positiva toda que me deram", continuou.

Rômulo Rodriguez Albarez - SP/São Paulo - Sono!