domingo, 26 de março de 2017

F1 2017 - GP da Austrália

Amigões ela voltou, após agonizantes meses sem domingos com corridas a querida Fórmula 1 voltou.

Após os testes de pré temporada, a impressão que tínhamos é de que Ferrari e Mercedes estariam quase que em igualdade de forças, com Williams (apenas a de Massa, uma vez que Lance Stroll não conta) ou Red Bull como terceira força.
A igualdade de forças foi confirmadas após a primeira fila ficar com o tricampeão Lewis Hamilton da Mercedes (pole 62 da carreira) e o tetracampeão Sebastian Vettel da Ferrari em segundo, na segunda fila em terceiro, Valtteri Bottas estreando pela Mercedes e o campeão de 2007, Kimi Raikkonen da Ferrari fechando a segunda fila.

Fernando Alonso
A Red Bul confirma ser a terceira força do mundial, uma vez que não foi capaz de brigar com Mercedes e Ferrari, mas também não foi incomodada pela Williams de Felipe Massa.
Williams que por sua ver sofre com um - infelizmente - mal necessário, a presença de Lance Stroll traz a certeza que por um tempo terão apenas um carro - o de Felipe Massa - para brigar mais na frente. Beira o ridículo uma equipe com a história e tradição da Williams colocar um piloto visivelmente despreparado para guiar seu carro, baseado nos muitos dólares (ou euros) que o garoto de apenas 18 anos trouxe para pagar seu lugar. A Williams pode ter mais carro que a Force India, mas apenas os pontos de Felipe Massa - que fez uma ótima corrida levando seu carro a melhor posição possível - não serão suficientes para ficar a frente a equipe indiana no mundial.
Sebastian Vettel com seu típico gesto
A corrida começou com Hamilton e Vettel sobrando, o alemão da Ferrari controlou bem a distância para o inglês, sempre em torno de no máximo dois segundos atrás, e já na primeira parada nos boxes, Lewis ao voltar de sua parada ficou "preso" atrás da Red Bull de Max Verstappen e viu Vettel voltar já na frente - o que causou furor nos boxes da Mercedes, a transmissão chegou a mostrar o chefão Toto Wolff esmurrar a mesa (mimimi) - e abrir vantagem, o que foi suficiente para que a equipe de Maranello vencesse de forma brilhante.
A comemoração foi ao melhor estilo italiano ao som de um vencedor citando juras de amor por sua equipe em italiano.
Sebastian Vettel
Lewis pareceu bem satisfeito no pódio e Valtteri Bottas, em sua primeira corrida na Mercedes chegando em um ótimo terceiro lugar e vencendo a disputa particular com seu compatriota da Ferrari, Kimi Raikkonen, que terminou na quarta posição.
Max Verstappen até tentou chegar em Kimi mas terminou na quinta posição mesmo, o que pareceu o máximo a se fazer com o novo modelo de Adrian Newey, atrás do holandês chegou Felipe Massa da Williams, que fez uma bela corrida, apesar de em nenhum momento ser atacado por quem vinha atrás e também não ter atacado quem estava na frente.
A festa foi italiana das terras australianas da rainha
Algumas impressões (quase certezas) rápidas

A McLaren viverá um péssimo ano, definitivamente Fernando Alonso não merece estar ali, o espanhol até tentou pontuar, mas no final o carro estava até desalinhado e o espanhol acabou abandonando.
As palavras de Fernando Alonso traduzem bem o momento da McLaren, o espanhol disse que "poucas vezes tive um carro tão pouco competitivo", não está fácil;

A Sauber tem o pior carro do grid;


A Haas conta com apenas um piloto, Romain Grosjean teve um excelente fim de semana, após colocar seu carro em uma espantosa sexta colocação, vinha em sétimo na corrida mas infelizmente teve problemas e precisou abandonar, "la vie en rose, Grosjean, force!";
Romain Grosjean
A Toro Rosso, com o carro mais lindo do grid, teve um bom fim de semana, terminou em oitavo e nono e vem pra brigar no mundial com a Force India;

Enquanto isso, Force India, nada contra carros rosas, mas que carrinho feio;

Em geral posso falar tranquilamente que a corrida foi chata, entediante, a primeira impressão é de que em termos de emoção dentro da pista teremos um ano sofrível (volte logo NFL), os carros não conseguem andar muito próximos aos da frente pois o arrasto aerodinâmica causa grande turbulência, o que dificulta muito as ultrapassagens (resolvam isso). A transmissão foi péssima, as informações de tela (quando apareciam) eram confusas, vamos aguardar e torcer para que pelo menos os problemas de transmissão sejam resolvidos até a próxima corrida, porque senão as hashtag volta Bernie vai começar a surgir pelo mundo, e sim, deu saudade do Tio Bernie ali no paddock.

A Fórmula 1 volta no dia 9 de abril com o GP da China.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

segunda-feira, 13 de março de 2017

F1 2017 - Botequim Rádio Padock - Morte de John Surtees e fim dos testes

Este que vos escreve hoje vai falar, participei de um programa da página BotequimGP, lá falamos sobre a morte do saudoso John Surtees e também sobre o que esperar de cada equipe para a temporada de 2017, que começo no dia 26 de março.


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

F1 2017 - Os lindos carros da Fómula 1, sim, lindos!

Enfim amanhã (27/02) teremos carro na pista, começam no circuito de Jerez De La Fronteira - na Espanha - os testes de pré-temporada. E você que assim como esse que vos escreve está ansioso poderá começar a finalmente matar um pouquinho da saudade dos bólidos na pista, pelo menos disso, porque o som dos motores continua horrível.
E desde o dia 20 de fevereiro pra cá as equipes tem apresentado os seus novos e lindos carros, sim, lindos, abaixo você confere as novas máquinas:

Sauber C36 - Ferrari
#9 - Marcus Ericsson - Suécia
#94 - Pascal Wehrlein - Alemanha


Renault RS17 - Renault
#27 Nico Hulkenberg - Alemanha
#Jolyon Palmer - Inglaterra


Force India VJM10 - Mercedes
#11 Sergio Pérez - México
#31 Esteban Ocon - França

Mercedes F1 W08 Hybrid - Mercedes
#44 Lewis Hamilton - Inglaterra
#77 Valtteri Bottas - Finlândia

Ferrari SF70H - Ferrari
#5 Sebastian Vettel - Alemanha
#7 Kimi Raikkonen - Finlândia

McLaren MCL32 - Honda
#14 Fernando Alonso - Espanha
#2 Stoffel Vandoorne - Bélgica

Williams FW40 - Mercedes
#19 Felipe Massa - Brasil
#18 Lance Stroll - Canadá

Haas VF-17 - Ferrari
#8 Romain Grosjean - França
#20 Kevin Magnussen - Dinamarca

Red Bull RB13 - Tag Heuer (Renault)
#3 Daniel Ricciardo - Austrália
#33 Max Verstappen - Holanda

Toro Rosso STR12 - Renault
#26 Daniil Kvyat - Rússia
#55 Carlos Sainz Jr. - Espanha

Muitas perguntas ficam no ar, com relação a superioridade da Mercedes, se a Ferrari finalmente volta a dominar, se a Mclaren irá se recuperar e finalmente renascer, em que lugar estarão Williams e Red Bull, se Renault, Force India e Haas chegam nas grandes, se Sauber e Toro Rosso sairão do fim do grid.
Algumas dessas perguntas começarão a ser respondidas já a partir de amanhã. 

Fiquem Ligados.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo - ...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

F1 2017 - Carros, testes, datas, e dúvidas, muitas dúvidas...

Stoffel Vandoorne e Lance Stroll
A Fórmula 1 só começa no dia 26 de março – sim amigão, está longe e sim, eu sei, é uma tortura – mas  nos próximos dias teremos alguns aperitivos, daqueles pra enganar o estômago.
Entre os dias 21 e 26 de fevereiro teremos as apresentações dos carros de oito das dez equipes, faltando apenas Williams e HAAS confirmarem suas datas.

Após conhecermos a cara dos bólidos que disputarão a temporada de 2017, poderemos ver os carros e pilotos em ação nos testes de pré-temporada, que acontecerão durantes duas semanas, entre os dias 27 de fevereiro e 10 de março, daí aguardemos mais 16 dias, quando na Austrália as luzes se apagrão e finalmente teremos corrida.
Muitas dúvidas pairam sobre a temporada que está pra começar, a F1 vive uma das maiores alterações de regulamento entre temporadas de sua história.
Dentre as dúvidas, algumas comuns, sobre os estreantes, principalmente com Lance Stroll, o jovem canadense de apenas 18 anos estreia pela Williams ao lado de Felipe Massa (aquele que não foi mas voltou). Assim também como o belga Stoffel Vandoorne que faz sua estreia pela McLaren ao lado do incansável Fernando Alonso. Ambos os estreantes estão muito bem amparados com seus companheiros experientes, e poderão aprender muito se souberem aproveitar o dia a dia dentro e fora das pistas.
Mas a maior de todas as dúvidas é se a Mercedes manterá o domínio apresentado nos últimos anos, se sim, esse será um péssimo cenário para a categoria que, historicamente passa por grandes mudanças afim de quebrar hegemonias, foi assim com a Ferrari nos anos 2000, a Red Bull alguns anos atrás e agora tenta com a Mercedes, mas as mudanças desse ano visam muito além disso, elas pretendem fazer a F1 voltar aos dias de glória, onde as disputas eram mais reais e equilibradas, onde mais valia o piloto ao carro.
O carro de 2017 promete ser, para os pilotos, mais duro e difícil de pilotar, além de terem maior velocidade, principalmente em curvas, seus pneus mais largos prometem dar mais aderência.
Esperamos que as mudanças surtam efeito e que principalmente a disputa pelo campeonato seja entre pelo menos duas equipes.
Para nós, não resta muito a fazer, o que temos a fazer agora é clamar para que as datas citadas cheguem logo, assim matamos essa ansiedade que nos cerca.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

sábado, 4 de fevereiro de 2017

De maio pra cá...

Este que vos escreve deu uma bela de uma sumida (perdóname) - o último texto postado foi em maio de 2016 - a vida ficou corrida e mente cansada o tempo curto, mas, nada como um incentivo para voltar e claro, a saudade de vocês, se é que ainda estão por aí, espero que sim.

De maio pra cá muita coisa aconteceu, presidentes caíram, presidentes normais foram eleitos, alguns anormais também (um tal de Donald, o Sergio Perez está na revolta por conta de um tal muro), mitos viraram lendas, perdemos nossa princesa e no dia seguinte sua mãe, a força foi severamente afetada, nos alegramos e choramos - muito - com o futebol, que também nos trouxe esperança de um mundo melhor através da solidariedade e amor ao próximo, religiosos matando por nada, nada mesmo, campeões de aposentando e desaposentando recém aposentados (confundiu? leia de novo!), Argentina vice, chefões demitidos, ditadores morrendo, enfim, "são tantas emoções". CARLOS, Roberto.
Jenson Button se aposentou, Felipe Massa também, mas voltou
Acima um resumo básico do que provavelmente apareceria aqui no blog, mas passou, vamos em frente.
Faltam (Falta - perdi minha redatora) mais ou menos cinquenta dias (eternidade) para a temporada 2017 da Fórmula 1 começar.
Novas regras, carros totalmente diferente, novos e antigos pilotos, 
Ecclestone fora, os ingredientes me deixam ansioso para 2017 de uma maneira que não fico há muitos anos.
Esse que seria o primeiro ano em que o Brasil não teria um representante na pista desde 1969, foi salvo diretamente pela aposentadoria do campeão de 2016, Nico Rosberg. Com isso a Mercedes buscou na Williams o finlandês Valtteri Bottas para seu lugar, por sua vez a Williams tratou de trazer dos braços de Hades o brasileiro recém aposentado, Felipe Massa, que vem para sua 15ª temporada, com tudo começando do zero, porque não ter aquela pontinha de esperança de uns pódios, ou quem sabe vitórias.
Também somos contra o muro, Checo
Bernie Ecclestone, como já dito, foi literalmente demitido pelo novos acionistas majoritários da Fórmula 1, o grupo americano Liberty Media. Vamos ver quais mudanças eles trarão agora sem o tio Bernie, que irá cuidar de sua vida e de sua fazenda de café aqui em São Paulo, segundo ele mesmo.
Foram 4 décadas a frente do maior campeonato de automobilismo no mundo, sob seu a Fórmula 1 criou lendas, heróis, vilões, a categoria nos fez rir, chorar, se emocionar, vibrar, sob seu comando a Fórmula 1 passou de um campeonato inseguro e desorganizado para o maior e mais belo circo que hoje acontece nos quatro cantos do mundo, obrigado Bernie.
Bernie Ecclestone
Um texto rápido só pra avisar que estou de volta e nos próximos dias tem mais, não se esqueçam, bandeiras a meio pau, o país está de luto oficial de três dias, morreu a dona Marisa Lula. #ficaadica #pas

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

quinta-feira, 19 de maio de 2016

F1 - Há 29 anos começava o reinado de Ayrton Senna em Mônaco

Ayrton Senna o vencedor, Michele Alboreto o terceiro e no canto de branco, Nelson Piquet completando a dobradinha
No próximo dia 29 de maio, a Fórmula 1 dará a largada para a sexta etapa do mundial de 2016, o mais longo da história com 21 corridas, e será no mais tradicional dos circuitos, o Grande Prêmio de Mônaco.
E Mônaco costuma criar lendas, boas e más histórias, heróis, reis e lendas. Nos dias que antecedem a corrida, iremos contar algumas dessas histórias, vamos entrar no clima para acompanhar mais um capítulo desse ano que vem mesclando mesmice e surpresa.
E hoje, 19 de maio completam-se 29 anos da primeira vitória da maior das lendas que as ruas principado já criou, Ayrton Senna.

A conquista foi a primeira vitória de um brasileiro nas ruas de Mônaco, e de cara tivemos direito a uma dobradinha, Nelson Piquet correndo de Williams no ano de seu tricampeonato chegou em segundo, e fechando o pódio, o saudoso italiano Michele Alboreto de Ferrari.
Ayrton Senna é considerado o “Rei de Mônaco”, pois é o piloto que mais vezes conquistou a vitória nas ruas do principado, seis vezes, anos mais tarde seu trono foi ameaçado apenas por Michael Schumacher, porém o alemão não passou da quinta vitória, em 2001.
Michael Schumacher comemorando sua quinta e última vitória no principado, em 2001
Dentre os pilotos em atividade, Nico Rosberg é o maior vencedor, o alemão venceu três edições da corrida, curiosamente as três últimas, em 2016 ele pode se tornar o segundo piloto na história a vencer o GP de Mônaco por quatro anos seguidos, ele se igualaria nada mais nada menos a Ayrton Senna. Abaixo a lista dos maiores vencedores da mais tradicional corrida da Fórmula 1:
Você pode ver esse artigo também no site Minuto Produtivo.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Vem frio...

domingo, 15 de maio de 2016

F1 2016 - GP da Espanha - A primeira vitória de Max Verstappen

Uma ação em um determinado momento altera todo o futuro, isso nos ensinou o Doutor Emmet Brown. E foi mais ou menos isso que aconteceu quando a Red Bull por fim resolveu sacar o russo Daniil Kvyat e colocar o jovem holandês Max Verstappen em seu lugar.
Kvyat tinha até então o único pódio da equipe no mundial, conquistado há duas corridas com um terceiro lugar no excelente GP da China.
Na corrida passada, o GP da Rússia, Daniil logo na largada bateu por duas vezes em Sebastian Vettel da Ferrari, em minha opinião o primeiro toque foi culpa total do russo, já o segundo foi um tanto acidente de corrida, uma vez que Vettel freou em um local de pura aceleração, para assim evitar bater no Force India do mexicano Sérgio Perez que teve problemas a sua frente, e Kvyat não conseguiu evitar o toque que tiraria Vettel da corrida.
Aliado a isso, as boas performances de Max na Toro Rosso vinham despertando muito interesse das equipes rivais, como por exemplo Mercedes, então a Red Bull, em uma decisão de Helmut Marko decidiu mais que prontamente proteger sua "cria", subindo-o para a equipe A e rebaixando para a equipe B seu piloto que em tese vinha mal, Daniil Kvyat.
Essa decisão fez com que pilotos como Jenson Button condenassem a decisão da equipe austríaca. Devo dizer que mesmo após os resultados de hoje, esse que vos escreve ainda acha errônea tal decisão.

Max Verstappen e Daniil Kvyat
Enfim, quem pode manda e quem não pode obedece, e lá se vai Max pra Red Bull, em seu primeiro treino oficial coloca o carro em quarto lugar no grid, a frente das duas Ferrari, e atrás apenas das imbatíveis Mercedes e de seu companheiro de equipe, o experiente Daniel Ricciardo, tudo ok, tudo bem.
Lewis Hamilton enfim consegue a pole em cima de seu companheiro, e líder do campeonato, Nico Rosberg.
Logo na largada Nico passa Hamilton, que vem feroz pra cima do alemão afim de retomar a primeira posição, e em uma manobra afoita perde o controle do carro e bate em Nico, a assim ambas as Mercedes estão fora da corrida.

A batida entre as Mercedes
Terreno limpo para as Red Bull e as Ferrari brigarem pela vitória, com rendimento muito parecido dos quatro carros, o que definiu a corrida foi a estratégia, com três paradas, Vettel e Ricciardo brigaram pelo terceiro posto, que seria a natural briga pela vitória, uma vez que se imaginava que Verstappen e Raikkonen também fariam a terceira parada.
Porém, a briga de Vettel e Ricciardo os acaba impedindo de chegarem em Max e Kimi, deixando os dois mais tranquilos para brigarem entre si sem a necessidade de uma nova parada.
Max Verstappen aguentou a pressão de Kimi Raikkonen 
como "gente grande", não cometeu erros e se aproveitou de uma pista difícil de se ultrapassar para assim se tornar o piloto mas jovem a conquistar uma corrida de Fórmula 1, 18 anos e 7 meses.
Vitória merecida que, claro, vale lembrar aconteceu diante de uma sequência de fatores já citados acima.

Para relembrar, são eles, a troca de equipe, o acidente das Mercedes e por fim a briga de Daniel Ricciardo com Sebastian Vettel, que fez com que uma terceira parada fosse desnecessária, uma vez que ao brigarem pelo 3º lugar um acabou segurando o outro.
Falando na briga Vettel X Ricciardo, o alemão reclamou muito pelo rádio por uma manobra do australiano, que em entrevista falou sobre o assunto:

"Ele parece que disse que eu estava sendo muito agressivo. Típico. Ao contrário de 99% dos pilotos do grid, eu vou para cima, não me contento em ficar atrás. Para mim, isso sim é corrida, você não pode se contentar com pouco, sempre deve tentar mais. Faria a mesma coisa que fiz em uma briga por vitória, por exemplo", afirmou Daniel.
Sebastian Vettel se defende de Daniel Ricciardo
E o australiano tem razão, é costumeiro ouvir Vettel reclamar pelo rádio de qualquer piloto que chega de forma mais agressiva contra ele, é hora de correr mais e chorar menos, afinal, isso é corrida.
Agora com relação a vitória de Max, mais do que nunca é preciso segurar o impeto do garoto, pois algo tão grande assim e tão de repente, pode acabar estragando uma carreira inteira.

É sempre legal ver a primeira vitória de um piloto na Fórmula 1, me emocionei demais com a primeira de Rubens Barrichello, de Felipe Massa, de Sebastian Vettel, entre outros, e tirando a primeira dos brasileiros que falei, nenhuma se compara com a emoção que senti com a primeira e única vitória de Pastor Maldonado pela Williams, nessa mesma pista em 2012, e sinceramente, não sei porque.
Max Verstappen
Voltando um pouco, na largada, já dissemos o que aconteceu, mas ao longo da corrida diversas opiniões foram surgindo sobre quem foi o culpado, uns a favor de Nico, e outros de Lewis.
Na opinião desse que vos escreve o culpado foi o inglês, que perdeu a posição na largada e foi meio que na base do desespero pra cima do alemão, calculou mal a manobra, colocou as quatro rodas na grama, perdeu o controle do carro e atropelou seu companheiro de equipe.
Porém não vejo que seja um acidente pra algum tipo de punição, apesar da culpa de Lewis, vejo muito como acidente de corrida. Há quem discorde.
Por exemplo, Niki Lauda disse:

"É muito simples para mim. Foi um erro de cálculo na cabeça de Lewis. Eu o culpo mais do que Nico. De qualquer forma, para a Mercedes é inaceitável. Lewis foi muito agressivo para ultrapassá-lo e porque Nico teria que dar espaço para ele? Ele estava na ponta. Foi completamente desnecessário. E o desastre foi ambas as Mercedes estarem fora após duas curvas. Sempre há pressão e, desde Spa, há dois anos, graças a Deus nada tinha acontecido. E por que aconteceu aqui? Eles precisam se explicar" comentou Lauda.

Enquanto Toto Wolff analisou:

"Niki foi piloto. Ele tem instinto de piloto. E como piloto, para ele é preto no branco. É a opinião dele. Ajuda a ver um lado do cenário. Mas quando você vê todos os dados, conversa com os pilotos, é um pouco diferente. Nós conversamos com os dois e não é tão simples assim. Nenhum dos dois foi completamente culpado. Não é 100% para um e 0% para o outro, por isso não quero atribuir qualquer culpa. Os comissários vão tomar uma decisão. Em nossa opinião, nenhum dos dois é completamente culpado. Repetimos o que aconteceu em Spa, mas amadurecemos como equipe. Sabíamos que isso aconteceria alguma hora, e aqui estamos nós de novo. Os dois estão muito decepcionados porque eles sabem do nosso esforço. Vamos conversar com eles novamente, ver as imagens, olhar os dados e impedir, sob qualquer circunstância, que isso aconteça no futuro. A atmosfera não está boa, pois tínhamos potencial para uma dobradinha e perdemos muitos pontos no campeonato. Foi uma situação muito difícil para a equipe. Perdemos 43 pontos após um grande esforço nas últimas semanas. Mas você sabe. Nós liberamos nossos pilotos para competir. E às vezes essas coisas acontecem" lamentou Wolff.

E eles terão trabalho mesmo para colocar a casa da Mercedes em ordem.
Entre os brasileiros, Felipe Massa largou em 18º, depois de uma boa corrida de recuperação terminou em 8º, enquanto Felipe Nars sofrendo com sua Sauber, terminou na 15ª posição.
Nico Rosberg continua na ponta do campeonato com 100 pontos, seguido agora por Kimi Raikkonen com 61, Lewis Hamilton com 57, Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo com 48 cada, Max Verstappen 38, Felipe Massa 36, Valtteri Bottas 29, Daniil Kvyat e Romain Grosjean com 22, esses são os 10 primeiros do campeonato.
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

segunda-feira, 11 de abril de 2016

F1 1993 - Há 23 anos, o brilho de dois brasileiros...

O dia de hoje marcou a passagem de 23 anos do GP da Europa de 1993, em Donington Park, Inglaterra.
A corrida naquele dia começaria debaixo de chuva, o pole era Alain Prost de Williams seguido por seu companheiro de equipe, Damon Hill, com Michael Schumacher da Benetton em terceiro, Ayrton Senna de McLaren em quarto seguido por Karl Wendlinger.

Lá atrás largando em 12º, iniciando sua terceira corrida apenas estava Rubens Barrichello da Jordan, e a ponto de informação o outro brasileiro na prova era Christian Fittipaldi de Minardi.
A corrida se inicia e é natural que as câmeras se voltem para os ponteiros, enquanto isso, Rubens, por sua vez, era um iniciante largando no meio do pelotão. O piloto da Jordan só foi notado quando já alcançava o quarto lugar. Mas bem rapidamente – os holofotes estavam na McLaren de número 8, que rumava para a ponta da prova.
Rubens Barrichello com sua Jordan
Quando foi visto na volta 1, Barrichello superava Michael Schumacher, da Benetton-Ford. Coincidentemente, o alemão foi um dos pilotos ultrapassados por Senna nos primeiros instantes da disputa de Donington (os outros foram Karl Wendlinger, da Sauber, e Damon Hill e Alain Prost, ambos da Williams-Renault).
Antes de ultrapassar Schumacher, porém, Rubens passou por uma verdadeira epopéia na volta 1 de Donington. Em 12º no grid, ganhou uma posição antes da largada – JJ Lehto, da Sauber, enfrentou problemas e partiu dos boxes. Na pista, o brasileiro começou a brilhar ao superar Johnny Herbert, da Lotus-Ford, e Riccardo Patrese, da Benetton, antes da primeira curva. Em nono, o próximo passo de Barrichello foi se livrar de Gerhard Berger, da Ferrari. No mesmo momento em que Senna ignorava Wendlinger e assumia o terceiro lugar, o piloto da Jordan aparecia em oitavo. Outro ferrarista seria a vítima seguinte de Rubens: Jean Alesi. O francês foi ultrapassado pelo brasileiro sem maiores problemas.
Enquanto Barrichello era sétimo, Senna passava por Hill e se via em segundo. Mas Ayrton não sofreu o susto que Rubens teve na metade da primeira volta. Logo à sua frente, Wendlinger e Michael Andretti, da McLaren, se engalfinharam e foram parar na brita. O piloto da Jordan saiu ileso do incidente. A quinta posição caiu em seu colo. Imediatamente na sequência, Schumacher cometeu um erro e permitiu a aproximação do brasileiro de 20 anos. O bote foi imediato: Barrichello estava em quarto. Senna, por sua vez, ainda era segundo – deixou para ultrapassar Prost na freada do hairpin.
Enquanto Senna de 5º pulava para primeiro,
Rubens Barrichello (no topo da imagem) já era o quarto.
No início da volta 2, Senna liderava, seguido por Prost, Hill e Barrichello. Numa apresentação impressionante na chuva, Rubens pressionava os pilotos da Williams. A partir daí, o resto foi história. Ayrton fez um vôo solo, dando um espetáculo à parte. O piloto da Jordan, após andar em segundo, garantia uma incrível terceira posição à frente de Prost. Mas a cinco voltas do final, a bomba de combustível do carro do brasileiro entrou em colapso, obrigando Barrichello a abandonar – e perder um pódio certo.
Rubens ficou no quase pela primeira vez na mais longa carreira já vista na história da Fórmula 1. Sua quebra beneficiou Herbert, que subiu para o quarto lugar (repetindo o feito da etapa anterior, em Interlagos), e Fabrizio Barbazza, da Minardi, que conquistou seu primeiro ponto na carreira com a sexta posição. Ainda assim, o desempenho de Barrichello foi célebre. Tanto que a sua primeira volta de Donington foi uma das mais marcantes da categoria. As imagens pouco contam, mas quem vivenciou, jamais esquece.
Que esse dia não seja lembrado apenas pelas façanhas de Ayrton Senna, mas também pelo brilhantismo de Rubens Barrichello, as veze é necessário oferecer flores em vida também.
Ayrton Senna, rumo para uma de suas vitórias mais belas, se não for a mais.
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Um pouco do porque gostamos de Fórmula 1


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 - Há 48 anos morria o escocês voador, Jim Clark


Há exatos 48 anos, o mundo do automobilismo perdia seu filho mais notável da época, o escocês Jim Clark morria em uma prova de Fórmula 2 disputada na Alemanha.
Clark era o atual campeão mundial de Fórmula 1 e detentor do recorde de vitórias na categoria até então, 25, sendo a vigésima quinta conquistada na última corrida em que Clark havia disputado na Fórmula 1. O escocês também era o líder do campeonato de 1968.
Naquela época era comum que os pilotos de Fórmula 1 corressem em categorias menores, atrás do prêmio das vitórias, visto que os salários da Fórmula 1 não eram como os de hoje em dia, na casa dos milhões. Tanto que no dia da corrida haviam vários outros pilotos renomados da época, Graham Hill, Henri Pescarolo, Clay Regazzoni, Jean-Pierre Beltoise, Piers Courage, Derek Bell marcavam presença em Hockenheim naquele fim de semana.
O carro destruído de Clark
O acidente de Clark aconteceu na quinta volta, pilotos que viram o acidente disseram que muito provavelmente fora causado por um furo no pneu. O piloto bateu contra uma árvore na Floresta Negra, teve sérios ferimentos no pescoço e na cabeça, o bicampeão morreu antes mesmo de chegar ao hospital.

Jim Clark, que além de piloto era pastor de ovelhas, talvez tenha sido o melhor de todos os tempos sobre quatro rodas. Continue descansando em paz, Jimmy.
Ao lado do inseparável chefe e amigo, Colin Chapman
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

segunda-feira, 21 de março de 2016

Ayrton Senna (56)

O que resume um ídolo, ou simplesmente alguém que se pode admirar?
Talento, força, determinação, história, objetivos, coragem, astúcia? Um final triste pra determinar o nível em que a pessoa se elevará e como ficará para a história? Uma lenda viva, morta?
Ayrton Senna é um resumo de um pouco de tudo isso, em maio de 1994 ele nos deixou, mas seu espírito de luta, sua determinação e sua vontade de ajudar o próximo vivem até hoje em seu instituto, que ajudou, ajuda e ajudará mil
hões de crianças.

Nas pistas um dos maiores, ou o maior, quem sabe? Seus feitos começaram logo em suas primeiras corridas, Niki Lauda deve se lembrar bem daquele garoto o deixando pra trás na molhada prova de Mônaco em 1984. Alain Prost não seria Alain Pros se não fosse um tal rapaz tímido que se juntou a ele em 1988 na McLaren, e já em seu primeiro ano o venceu. Quem é melhor, Senna ou Piquet? Nigel Mansell cansou de ficar pra trás contra Senna e só o bateu em 1992, quando tinha um carro invencível. Um tal alemão chamado Michael Schumacher jamais teve sua tão sonhada disputa de um título contra seu ídolo. Eric Comas circula vivo e bem até os dias de hoje graças a coragem de Ayrton Senna.


Enfim, ele inspirou, inspira e continuará nos inspirando, seja lá onde estiver.

Feliz aniversário chefe, feliz aniversário Ayrton Senna.
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...