Sebastian Vettel vence em Cingapura e acende o alerta na Mercedes e no campeonato
Não escrevo desde o começo do mês, após o GP de Monza na
Itália, o trabalho tem me tomado praticamente todo o tempo, em meio a crise,
isso é bom, eu acho.
De lá pra cá o esporte a motor, não parou, Pedro Piquet foi da glória ao
terror, após se tornar bicampeão da Fórmula 3 Brasil, sofreu um gravíssimo
acidente e felizmente machucou apenas a mão e está se recuperando bem.
Na Fórmula 1 muito se falou sobre Hamilton igualar três números de Ayrton
Senna, o de poles seguidas, de corridas disputadas e de vitórias, e dos três
Hamilton só conseguiu igualar o número de corridas disputadas, largou em quinto
e abandonou com problemas em seu carro.
Sebastian Vettel venceu talvez a vitória mais real das três com a Ferrari e de
quebra deixou Ayrton Senna para trás, o alemão agora tem 42 vitórias contra 41
do lendário brasileiro.
O forte acidente de Pedro Piquet na Porsche Cup
Fora das pistas Maldonado renovou com a Lotus que ainda não sabe se será
Renault no ano que vem, Romain Grosjean está praticamente na equipe americana
que estreia ano que vem, a HAAS, boatos fortes dizem que Jenson Button vai
anunciar no fim de semana da próxima corrida sua aposentadoria da Fórmula 1,
uma pena.
A Red Bull estava querendo ser movida pelos motores Mercedes ano que vem, porém
recusaram, e restou a Ferrari, porém a equipe do touro vermelho quer garantias
de que a Ferrari irá fornecer os mesmos motores utilizados pela equipe de
Maranello, se não tiver essas garantias, a equipe suíça ameaça deixar a Fórmula
1.
Hamilton ainda persegue o número de vitórias de Senna, falta apenas uma que pode acontecer já na próxima corrida
Penso que eles estão querendo demais, é como se a Ferrari fosse comprar dele a
aerodinâmica, será que eles venderiam a mesma feita por Adrian Newey?
Nesse fim de semana enfim mais uma pista das boas, é o GP do Japão, que nesse
ano será meio sombrio, já que aqui há um ano Jules Bianchi se acidentaria para
não acordar mais e morrer meses depois.
Será mais um fim de semana para Lewis Hamilton perseguir o número de vitórias
de seu grande ídolo, Ayrton Senna, e também será mais um fim de semana para
descobrirmos se realmente a Ferrari passou ou alcançou a Mercedes, ou se
Cingapura foi apenas um deslize.
Entre os sei maiores vencedores, três ainda correm para melhorar suas marcas
Hoje aconteceu o GP da Itália, na tradicional Monza, e a pole foi mais uma vez de Lewis Hamilton, e completando a primeira fila estava Kimi Raikkonen, Sebastian Vettel em terceiro, Nico Rosberg o quarto e Felipe Massa o quinto. A primeira fila era o ânimo que faltava para Kimi Raikkonen dentro da Ferrari, mas assim que as luzes vermelhas se apagaram o ótimo fim de semana de Raikkonen foi por água abaixo, sua Ferrari ficou parada enquanto Lewis Hamilton saia em primeiro para não perder mais a liderança, seguido de Sebastian Vettel e Felipe Massa que além de ganhar a posição de Raikkonen, também superou Nico Rosberg.
Antes do GP, a Fórmula 1 prestou homenagens para Justin Wilson com 1 minuto de silêncio
Na parada dos boxes mais uma vez a Williams prejudicou Massa com uma troca mais longa, que o fez perder o terceiro posto para Rosberg, que a poucas voltas do final saiu da prova com um motor estourado. Enquanto isso Lewis Hamilton vencia com tranquilidade, com Sebastian Vettel em segundo porém muito distante de Lewis.
Felipe Massa fez grande corrida
Assim que Rosberg saiu da prova, Valtteri Bottas que passou a corrida toda atrás de Massa, iniciou uma caçada que durou até o final da corrida contra seu companheiro, mas não conseguiu superar Felipe Massa, que cruzou a linha de chegada a apenas 3 décimos a frente de Bottas, Massa comemorou muito e ao agradecer no rádio disse em tom de brincadeira que estava muito velho pra esse tipo de emoção.
O brasileiro foi ovacionado pelos torcedores da Ferrari, que ainda tem um grande carinho por Felipe
Felipe Nasr sofreu um toque na primeira volta e teve sua prova comprometida quando estava em oitavo lugar, o brasileiro terminou em 13º. Após a corrida foi aberta um investigação na FIA, pois os carros da Mercedes estavam com a pressão fora do recomendado pela Pirelli, e Lewis Hamilton ficou ameaçado de perder a vitória, mas as 13h (horário de Brasília) foi confirmada a vitória do piloto inglês.
Duas horas após o final da corrida, finalmente a vitória de Hamilton foi confirmada pela FIA
Com a vitória e o abandono de Nico Rosberg, Lewis chegou a 252 pontos e abriu uma vantagem de 53 pontos para o piloto alemão, Felipe Massa com o terceiro lugar no pódio passou Kimi Raikkonen na classificação geral e agora é o quarto no mundial. Confira o resultado da corrida
Daqui duas semanas temos o GP de Cingapura, onde Lewis Hamilton, se vencer, irá iguala a marca de 41 vitórias de seu ídolo, Ayrton Senna.
Ele foi o aprendiz e sucessor do lendário Sid Watkins na
Fórmula 1, se tornou médico-chefe na categoria e hoje em dia de fora costuma
dar muitas entrevistas, em sua quase totalidade num tom crítico à FIA e aos
seus membros da equipe médica atual.
O Dr. Gary Hartstein geralmente não tem papas na língua, em entrevista ao site
espanhol 'laf1.es' o norte-americano critica os procedimentos tomados no
acidente de Jules Bianchi, critica também as conclusões sobre o fatídico dia em
que a FIA culpou o próprio piloto, fala sobre outros assunto e compara os
dirigentes com gângster e criminosos, e também acusou a FIA de interferir em
sua vida profissional, após sua saída, no final de 2012, confira: Ele começou falando sobre qual seria a reação de Sid Watkins
ao ver o que aconteceu em Suzuka: "Estaria muito nervoso, dando golpes nas paredes e se queixando de como
foi infeliz nisso tudo. Estou feliz que ele não tenha visto. Se tivesse,
estaria completamente irritado. Completamente."
Sid e Gary em Imola
Procedimentos da equipe médica após a batida
"Para ser honesto, não tenho muitos problemas com os procedimentos que se
aplicaram depois de Adrian Sutil sair da pista. Não tenho problemas com a
atuação dos comissários e da direção de prova. A bandeira amarela dobrada
significa que os pilotos precisam estar preparados para diminuir, e há momentos
que não há solução senão colocar a grua na pista. As pessoas têm criticado e
perguntado por quê há culpa de Jules. O fato é que Jules era quem acelerava e
estava rápido demais."
Protocolos que se ativam em um caso como este
"Creio que desde esse ponto de vista, tudo funcionou bem. Teve um pouco de
confusão, mas saíram com o carro de segurança e o médico, e logo o médico tomou
a frente para se dirigir à zona do acidente. Não tenho dúvidas que o trato
aplicado no local foi bom. Conheço o doutor do carro médico, é excelente, estou
certo de que o trato foi exatamente como
dita o protocolo."
Sobre a forma como Bianchi foi retirado do circuito de Suzuka de ambulância e
não de helicóptero
"Sim, as decisões sobre sua saída para o hospital foram problemáticas.
Muito. Revisadas as normas da FIA, pode ver quando as condições meteorológicas
impedem que o helicóptero possa levantar voo, a única forma de que a corrida
continue é que o hospital mais próximo esteja a X minutos, creio que 20 ou 30
(são 20). Pode-se calcular de duas formas: ou cronometrando o tempo do trajeto
da ambulância ou calculando matematicamente.
De acordo com essa norma, assim que os pilotos do helicóptero reportarem que
não podem voar, o delegado médico deveria recomendar que a direção da prova
parasse a prova, ao menos acionasse a bandeira vermelha de forma provisória até
que as condições meteorológicas melhorassem. A evacuação dele demorou 40
minutos. Isso é muito. Jules sofreu uma lesão grave, estava muito ferido e uma
retirada de 40 minutos é demais para uma lesão cerebral grave."
Jules Bianchi sendo levado de ambulância nas ruas de Suzuka
Afirmação da FIA de que o tempo de transporte não afetou Jules:
"Essa afirmação é chocante. Absolutamente chocante. Escrevi em meu blog no
momento: ninguém que entende de lesões cerebrais jamais disse algo semelhante.
40 minutos é demais para uma lesão cerebral. Qualquer neurocirurgião riria se
lhe perguntassem se são diferentes as consequências de uma retirada de 40 minutos
e outra de 20", exclamou.
Jules Bianchi sendo retirado do circuito
O que faria diferente se fosse o médico-chefe
"Quando eu era delegado médico, uma vez tivemos de parar uma corrida por
algumas horas. Bernie Ecclestone me pressionava para que voltássemos, mas
quando aceita uma responsabilidade assim, tem que seguir o regulamento. As
normas servem de algo e estão muito bem feitas. Teria falado com Charlie
Whiting e dito que precisávamos parar a corrida por não poder cumprir com o
limite de tempo", falou.
Sistema de bandeiras coloridas está obsoleto
"Creio que é muito importante fazer que se cumpra. O sistema de bandeiras
é extraordinário. Isso não significa que não pode melhorar, mas se se faz
cumprir bem, é extraordinário. Este ano, vemos problemas na F3, onde pilotos
podem enlouquecer. Recordo uma vez na GP3, deve ter uns dois anos, em que falei
com pilotos e disse que não ia permitir carros médicos indo à pista em bandeira
amarela por causa de como eles estava guiando nessas condições. Não queria um
médico machucado. Os pilotos são pilotos e fazem coisas de pilotos, e também
quero saber quanto precisam aliviar em bandeira amarela para não serem
penalizados."
Lisura do grupo montado pela FIA que faz a investigação do acidente
"É uma boa pergunta. A credibilidade é menos sólida se os membros da
investigação tiverem um conflito de interesse. E aqui, metade dos membros pelo
menos devem suas carreiras no automobilismo ao Todt. Isso não significa
automaticamente que não esteja certo o que eles dizem, mas não deixa de ser
algo que cause dúvidas sobre as conclusões. O segundo e mais importante, talvez
tão importante como, é que nunca publicaram o informe completo. Apenas
publicaram um resumo de algumas páginas, mas não dizia nada interessante."
Jean Todt
Mudanças que podem ser esperadas depois do Caso Bianchi
"É interessante. Creio que Charlie está tentando extrair os carros dos
circuitos sem precisar da grua. Acredito que está pensando nisso, mas não sei
qual a solução. Queria poder fazer como nos velhos tempos, quando não precisava
retirar todos os carros e os deixavam separados numa parte que não impunha
perigo para todos. Não há dúvidas que para Jules teria sido menos perigoso o
carro de Sutil que a grua. De novo, não tenho queixa quanto ao procedimento que
se ativou depois do acidente. Agora mesmo acredito que o grande perigo é quando
os carros deixam o solo, como Mark Webber em Valência 2012. É um dos episódios
mais perigosos."
Possibilidade dos cockpits fechados
"Isso não vai ocorrer. O risco não é zero. Se um carro capotar e cair com
o cockpit para baixo, não estou muito seguro de como o piloto poderia ser
resgatado. Fora isso, já não seriam monopostos abertos, e a F1 sempre foi uma
categoria de carros abertos. Sei que Adrian Newey fez a Red Bull futurista com
a cúpula para um videogame e seria bonito e com uma mecânica espetacular, mas
não estou certo de que no futuro ocorra algo pelo estilo."
Simulação
A demissão do hospital onde trabalhava por conta dos artigos sobre o acidente
de Michael Schumacher após uma visita Gerard Saillant
"Um dos responsáveis veio ao hospital um dia e me disse que recebeu uma
visita de um amigo meu. Perguntei se era verdade. Disse que ele se chamava
Saillant e tinha chegado com um dossiê e perguntado o que podíamos fazer para que eu parasse de
escrever. Meu responsável disse a
Saillant que não era a solução pelos problemas com o que eu escrevia. No
entanto, no dossiê que carrego - algum dia publicarei online, apesar de ser
grande demais -, é uma compilação de meus artigos. Enfim, não me surpreendeu,
mas chocou que alguém com tanta responsabilidade tenha feito algo assim. Só
criminosos fazem coisas como essas. Atuam como gângsteres. Essa é a palavra. Gângsteres."
O motivo da FIA querer atrapalhar sua carreira profissional quando não está
vinculado à federação
"Acredito que pensavam que eu podia causar algum dano, que isso podia ter
consequências. Que tiveram medo e me odeiam até a morte. Levaram tudo a um
nível pessoal. Todt é uma pessoa vingativa. Se o causa problemas, ele vai te
foder. Talvez não amanhã, talvez dentro de uns anos, mas te foderá. Quiseram me
machucar a um nível pessoal. Acho que têm medo de mim."
Processo em tese restrito de seleção da FIA para médicos
"A verdade é que foram duas mudanças. Quando Sid se aposentou e quando me
substituíram. Quando Sid ia se aposentar, escrevi uma carta grande a Max
Mosley. 'Querido presidente, Sid vai se aposentar e gostaria que me
considerasse para o cargo, etc.' Sabia que outros pediram, mas me escolheram.
Max era sério e entendia a importância do trabalho da medicina na F1. Ele
estava lá quando Ayrton e Roland tiveram seus acidentes. Max trabalhou com Sid,
sabia o que acontecera. A segunda foi minha, então até agora não houve um
processo de seleção absoluto. Saillant, (Jean-Charles) Piette e Todt são todos
amigos. Que melhor presente dar a um amigo do que um dos melhores trabalhos do
mundo? Não tenho problema com isso, mas sempre disse que é estranho. É provável
que no mundo existam 30 ou 40 pessoas que poderíam fazer ese trabalho, Piette
não era o único. O que me enervou foi que escolheram alguém que não estava
preparado para um trabalho tão sério."
Ontem rolou a última etapa do campeonato americano de
Fórmula Indy, o campeão foi Scott Dixon, e com o título de ontem o australiano
se sagrou tetracampeão, seu outros títulos foram em 2003, 2008 e 2013.
A conquista de Dixon porém foi um surpresa, pois o colombiano Juan Pablo
Montoya liderava o campeonato com sobras.
Mas o que o colombiano não esperava era se enroscar com seu companheiro de
Penske Will Power no inicio da corrida e cair para as últimas posições para
terminar em sexta, enquanto Dixon vencia.
Vale lembrar que a corrida teria pontuação dobrada e bastava uma quinta
colocação para Montoya levar o título.
Juan Pablo Montoya não soube perder
Após a corrida Juan Pablo falou com a imprensa, primeiro ele levou a culpa para
si mesmo, depois criticou a pontuação dobrada e acabou desmerecendo o título de
Scott Dixon:
"Nós jogamos o título fora", afirmou.
"Não faz o menor sentido dar pontuação dobrada para uma etapa em misto, mesmo
que seja a última prova. Aí mexem também nos pneus, fizeram tanta coisa,
criaram tantas variáveis que nada fez o menor sentido para mim", falou.
"Dixon teve uma temporada de merda, aí faz uma corrida boa e somos nós que
pagamos o pato", continuou.
"É justo? Não, mas eu já fui para a corrida final sabendo disso. Não concordo
com a ideia, mas faz parte, é assim que eles gostam", finalizou.
O que Montoya precisa se lembrar é que ele mesmo venceu nesse ano as 500 milhas
de Indianápolis, e que a corrida também teve pontuação dobrada.
E antes dele falar do campeonato "de merda" de Dixon, ele precisaria dar uma
olhada nos números finais da temporada, vamos a eles:
Ao contrário do que Montoya diz, Dixon não teve um campeonato de merda, e ainda
por cima teve um campeonato melhor que o do colombiano.
É preciso ser grande para vencer, mas é preciso ser maior ainda para saber
perder, e perder como homem, e Montoya ontem, não soube.
Nesse fim de semana a Stock Car está em Cascavel no Paraná, e hoje (29/08) aconteceram os primeiros treinos livres, mas um fato curioso e lamentável aconteceu e fez com que o treino fosse suspendido, um boi quase invadiu a pista. A Stock Car e a CBA cada vez mais mostrando ao mundo o lixo em que está se tornando, a desorganização é visível e vergonhosa. Nos do EntrelinhasF1 continuamos na torcida por um esporte mais limpo e organizado no Brasil, esperamos o dia em que a merecida atenção seja dada ao automobilismo do país.
Mais uma vez, ele, Michele Alboreto ao lado de uma estrela do rock que já apareceu aqui no blog também, o ex-beatle George Harrison. Os dois que infelizmente nos deixaram em 2001, Alboreto testando para a edição de LeMans am abril, e Harrison que frequentemente era visto no paddock das corridas, em novembro, após longa batalha contra um câncer.
Michele Alboreto e George Harrison em meados dos anos 80
Com
tudo o que aconteceu no automobilismo essa semana acabei nem falando do GP da
Bélgica de Fórmula 1.
Vamos lá bem rápido, Lewis Hamilton ganhou com Nico em segundo, a grande
surpresa foi Romain Grosjean da Lotus em terceiro.
Romain que herdou o lugar de Sebastian Vettel, que faltando poucas voltas para
o final da corrida viu seu pneu estourar em plena reta, a semana foi recheada
de acusações, a Ferrari culpa a Pirelli, enquanto a marca de pneus culpa a
Ferrari por excesso de voltas com o mesmo composto.
O erro da William no carro de Bottas, pneus trocados
E falando em pneus, a Williams cometeu um papelão histórico, colocou no carro
de Valtteri Bottas três pneus macios e um médio, o que fez com que o piloto
(que hoje, dia 28 faz aniversário) fosse punido e caísse lá para trás.
As Williams também decepcionaram na performance, pois todos esperavam o time de
Frank andando mais a frente em razão das particularidades do circuito de Spa,
com suas grandes retas, assim como na próxima corrida, em Monza na Itália,
vamos ver.
Lewis só perde esse título por um milagre, não vejo Nico Rosberg com força para
tirar a taça das mãos do seu companheiro de equipe, uma vez que só Nico dispõe
do mesmo equipamento do inglês.
Na próxima semana outra pista que eu adoro, como já disse anteriormente será no
circuito de Monza na Itália.
Como vocês já sabem essa semana faleceu o ex-piloto de Fórmula 1 e que atualmente corria na Fórmula Indy Justin Wilson, uma peça do carro de Sage Karan bateu na cabeça do inglês após bater no muro do oval de Pocono. Mês passado, vítima de um acidente no ano passado, morreu Jules Bianchi, o piloto bateu a cabeça em um trator que retirava outro carro da grama. Em 2013 morreu Maria De Villota, com seuqelas de um acidente em 2012 com sua Marussia, a piloto espanhola bateu a cabeça em uma rampa de caminhão. Henry Surtees morreu com uma roda na cabeça na Fórmula 2 em 2009, na mesma semana em que Felipe Massa quase morreu após uma mola acertar sua cabeça em um treino livre. Ou seja, o automobilismo nos últimos anos vem sofrendo perdas até certo ponto bem parecidas uma com as outras, os carros de hoje são totalmente seguros, porém a cabeça descoberta dos pilotos vem sendo o motivo das tragédias.
E com isso a FIA já começa a se mexer em pesquisas para talvez cobrir a cabeça de seus pilotos:
"Temos colocado uma enorme quantidade de tempo, esforço e pesquisa neste projeto, que não tem sido fácil, pelo contrário, muito duro. Mas, definitivamente, consigo ver o dia em que isso vai acontecer. Um dia haverá algo que diminuirá o risco de lesão dos pilotos. Se vai proteger um piloto de um objeto vindo de frente de forma tão eficiente quanto uma canopla de avião, duvido, mas oferecerá proteção. Precisamos perseverar. Temos que fazer alguma coisa, mesmo que não seja 100% em termos de proteção ao piloto em todas as circunstâncias. Se ao menos melhorar a situação, será bom. Tem de haver um caminho." Afirmou Charlie Whiting, diretor técnico da FIA, em entrevista ao site inglês "Autosport".
"Em nosso trabalho, temos testado diversas soluções, alguns com mais sucesso que os outros. Tivemos a canopla de caças, mas as desvantagens superaram significativamente as vantagens. Testamos também algumas feias estruturas tubulares na frente dos pilotos, mas eles não conseguem enxergar através delas." Continuou.
"Tem sido muito difícil chegar a algo que seja o ideal. Mas temos outras duas propostas na mesa, uma delas vinda da Mercedes. Ela não cobre o piloto, você ainda pode retirá-lo, o que é uma das coisas mais importantes. É um arco acima da cabeça e para frente, mas com uma estrutura central. Estamos analisando também um outro sistema, que consiste em várias lâminas, de diferentes alturas, colocadas à frente do piloto em diversos ângulos que as tornam quase invisíveis para ele." Finalizou.
É aguardar e ver o que sai disso. Por um lado dói na questão tradição, por outro dói mais ainda vê-los morrer por isso, o mais certo é que algo deve ser feito. Aguardemos.
"Por que fazemos isso? Porque nós amamos isso, não quero estar em outro lugar, mas em um carro de corrida. Vamos manter o seu legado amigo. Corredores correm!”
Tony Kanaan
O automobilismo é o único esporte em que o atleta vai sem
saber se volta vivo, o perigo é constante, o objetivo é a vitória e só se chega nela
se o cara andar no limite do limite, e ultrapassar esse limite pode significar
não saber se a morte vai ganhar ou perder.
Algumas vezes a morte ganha por fatores extras ao erro humano ou ao ultrapassar
o limite, as vezes uma mola acertando sua cabeça pode te matar ou não, um servo
atravessando a pista, a rampa de um caminhão, um trator, uma peça de carro, um
muro.
Correr com um carro significa desafiar a morte, seja em um kart, um caminhão,
um carro de rua, de Fórmula Indy ou de Fórmula 1, a partir do momento
em que se pisa fundo no acelerador com o objetivo de chegar antes dos outros não se
engane, você estará desafiando a morte.
Eu não sou piloto, corro de kart por hobbie e sim, desafio a morte, claro que
em um grau menos provável mas há o risco.
Poucos dos muitos que perderam a vida em corridas, seja qual for a categoria, seja em quatro ou duas rodas
Como disse na frase acima, não sou piloto, mas o automobilismo é parte do meu
mundo, é algo que eu amo, que acompanho, que vivo. E quando morre um piloto
sempre é doloroso, sempre é difícil, nunca é legal.
Quando morre um piloto significa que a morte levou mais uma, significa que ela
venceu mais um, que ela ganhou mais uma batalha, mas jamais significará que ela
venceu a guerra.
Porque sempre existirá o automobilismo, categorias vêm e vão, e a junção homem
e máquina com o objetivo de chegar primeiro a um determinado lugar sempre
existirá.
Descansem em paz todos os vencidos, vocês são verdadeiros vencedores, pois morreram
lutando a sua guerra, morreram fazendo o que amavam.
Ontem a noite morreu Justin Wilson, dono de um ponto na história da Fórmula 1, e só. Vendo por esse lado Justin Wilson não entraria em nenhum top dos melhores em nada, mas deixou sua marca, muitos diziam que ele não poderia ser um piloto de monoposto por ter 1,93m de altura, não ficou muito tempo na Fórmula 1 e foi para a Fórmula Indy, lá venceu sete corridas e provou o contrário, que a altura não era impedimento para uma pessoa se tornar um grande piloto, em todos os aspectos. Em toda a história da Fórmula 1, Justin Wilson detém a marca de ser o piloto mais alto da história. Confira abaixo a altura dos atuais pilotos da categoria em comparação ao grandalhão que infelizmente nos deixou: