Ontem rolou a última etapa do campeonato americano de
Fórmula Indy, o campeão foi Scott Dixon, e com o título de ontem o australiano
se sagrou tetracampeão, seu outros títulos foram em 2003, 2008 e 2013.
A conquista de Dixon porém foi um surpresa, pois o colombiano Juan Pablo
Montoya liderava o campeonato com sobras.
Mas o que o colombiano não esperava era se enroscar com seu companheiro de
Penske Will Power no inicio da corrida e cair para as últimas posições para
terminar em sexta, enquanto Dixon vencia.
Vale lembrar que a corrida teria pontuação dobrada e bastava uma quinta
colocação para Montoya levar o título.
Juan Pablo Montoya não soube perder
Após a corrida Juan Pablo falou com a imprensa, primeiro ele levou a culpa para
si mesmo, depois criticou a pontuação dobrada e acabou desmerecendo o título de
Scott Dixon:
"Nós jogamos o título fora", afirmou.
"Não faz o menor sentido dar pontuação dobrada para uma etapa em misto, mesmo
que seja a última prova. Aí mexem também nos pneus, fizeram tanta coisa,
criaram tantas variáveis que nada fez o menor sentido para mim", falou.
"Dixon teve uma temporada de merda, aí faz uma corrida boa e somos nós que
pagamos o pato", continuou.
"É justo? Não, mas eu já fui para a corrida final sabendo disso. Não concordo
com a ideia, mas faz parte, é assim que eles gostam", finalizou.
O que Montoya precisa se lembrar é que ele mesmo venceu nesse ano as 500 milhas
de Indianápolis, e que a corrida também teve pontuação dobrada.
E antes dele falar do campeonato "de merda" de Dixon, ele precisaria dar uma
olhada nos números finais da temporada, vamos a eles:
Ao contrário do que Montoya diz, Dixon não teve um campeonato de merda, e ainda
por cima teve um campeonato melhor que o do colombiano.
É preciso ser grande para vencer, mas é preciso ser maior ainda para saber
perder, e perder como homem, e Montoya ontem, não soube.
Nesse fim de semana a Stock Car está em Cascavel no Paraná, e hoje (29/08) aconteceram os primeiros treinos livres, mas um fato curioso e lamentável aconteceu e fez com que o treino fosse suspendido, um boi quase invadiu a pista. A Stock Car e a CBA cada vez mais mostrando ao mundo o lixo em que está se tornando, a desorganização é visível e vergonhosa. Nos do EntrelinhasF1 continuamos na torcida por um esporte mais limpo e organizado no Brasil, esperamos o dia em que a merecida atenção seja dada ao automobilismo do país.
Mais uma vez, ele, Michele Alboreto ao lado de uma estrela do rock que já apareceu aqui no blog também, o ex-beatle George Harrison. Os dois que infelizmente nos deixaram em 2001, Alboreto testando para a edição de LeMans am abril, e Harrison que frequentemente era visto no paddock das corridas, em novembro, após longa batalha contra um câncer.
Michele Alboreto e George Harrison em meados dos anos 80
Com
tudo o que aconteceu no automobilismo essa semana acabei nem falando do GP da
Bélgica de Fórmula 1.
Vamos lá bem rápido, Lewis Hamilton ganhou com Nico em segundo, a grande
surpresa foi Romain Grosjean da Lotus em terceiro.
Romain que herdou o lugar de Sebastian Vettel, que faltando poucas voltas para
o final da corrida viu seu pneu estourar em plena reta, a semana foi recheada
de acusações, a Ferrari culpa a Pirelli, enquanto a marca de pneus culpa a
Ferrari por excesso de voltas com o mesmo composto.
O erro da William no carro de Bottas, pneus trocados
E falando em pneus, a Williams cometeu um papelão histórico, colocou no carro
de Valtteri Bottas três pneus macios e um médio, o que fez com que o piloto
(que hoje, dia 28 faz aniversário) fosse punido e caísse lá para trás.
As Williams também decepcionaram na performance, pois todos esperavam o time de
Frank andando mais a frente em razão das particularidades do circuito de Spa,
com suas grandes retas, assim como na próxima corrida, em Monza na Itália,
vamos ver.
Lewis só perde esse título por um milagre, não vejo Nico Rosberg com força para
tirar a taça das mãos do seu companheiro de equipe, uma vez que só Nico dispõe
do mesmo equipamento do inglês.
Na próxima semana outra pista que eu adoro, como já disse anteriormente será no
circuito de Monza na Itália.
Como vocês já sabem essa semana faleceu o ex-piloto de Fórmula 1 e que atualmente corria na Fórmula Indy Justin Wilson, uma peça do carro de Sage Karan bateu na cabeça do inglês após bater no muro do oval de Pocono. Mês passado, vítima de um acidente no ano passado, morreu Jules Bianchi, o piloto bateu a cabeça em um trator que retirava outro carro da grama. Em 2013 morreu Maria De Villota, com seuqelas de um acidente em 2012 com sua Marussia, a piloto espanhola bateu a cabeça em uma rampa de caminhão. Henry Surtees morreu com uma roda na cabeça na Fórmula 2 em 2009, na mesma semana em que Felipe Massa quase morreu após uma mola acertar sua cabeça em um treino livre. Ou seja, o automobilismo nos últimos anos vem sofrendo perdas até certo ponto bem parecidas uma com as outras, os carros de hoje são totalmente seguros, porém a cabeça descoberta dos pilotos vem sendo o motivo das tragédias.
E com isso a FIA já começa a se mexer em pesquisas para talvez cobrir a cabeça de seus pilotos:
"Temos colocado uma enorme quantidade de tempo, esforço e pesquisa neste projeto, que não tem sido fácil, pelo contrário, muito duro. Mas, definitivamente, consigo ver o dia em que isso vai acontecer. Um dia haverá algo que diminuirá o risco de lesão dos pilotos. Se vai proteger um piloto de um objeto vindo de frente de forma tão eficiente quanto uma canopla de avião, duvido, mas oferecerá proteção. Precisamos perseverar. Temos que fazer alguma coisa, mesmo que não seja 100% em termos de proteção ao piloto em todas as circunstâncias. Se ao menos melhorar a situação, será bom. Tem de haver um caminho." Afirmou Charlie Whiting, diretor técnico da FIA, em entrevista ao site inglês "Autosport".
"Em nosso trabalho, temos testado diversas soluções, alguns com mais sucesso que os outros. Tivemos a canopla de caças, mas as desvantagens superaram significativamente as vantagens. Testamos também algumas feias estruturas tubulares na frente dos pilotos, mas eles não conseguem enxergar através delas." Continuou.
"Tem sido muito difícil chegar a algo que seja o ideal. Mas temos outras duas propostas na mesa, uma delas vinda da Mercedes. Ela não cobre o piloto, você ainda pode retirá-lo, o que é uma das coisas mais importantes. É um arco acima da cabeça e para frente, mas com uma estrutura central. Estamos analisando também um outro sistema, que consiste em várias lâminas, de diferentes alturas, colocadas à frente do piloto em diversos ângulos que as tornam quase invisíveis para ele." Finalizou.
É aguardar e ver o que sai disso. Por um lado dói na questão tradição, por outro dói mais ainda vê-los morrer por isso, o mais certo é que algo deve ser feito. Aguardemos.
"Por que fazemos isso? Porque nós amamos isso, não quero estar em outro lugar, mas em um carro de corrida. Vamos manter o seu legado amigo. Corredores correm!”
Tony Kanaan
O automobilismo é o único esporte em que o atleta vai sem
saber se volta vivo, o perigo é constante, o objetivo é a vitória e só se chega nela
se o cara andar no limite do limite, e ultrapassar esse limite pode significar
não saber se a morte vai ganhar ou perder.
Algumas vezes a morte ganha por fatores extras ao erro humano ou ao ultrapassar
o limite, as vezes uma mola acertando sua cabeça pode te matar ou não, um servo
atravessando a pista, a rampa de um caminhão, um trator, uma peça de carro, um
muro.
Correr com um carro significa desafiar a morte, seja em um kart, um caminhão,
um carro de rua, de Fórmula Indy ou de Fórmula 1, a partir do momento
em que se pisa fundo no acelerador com o objetivo de chegar antes dos outros não se
engane, você estará desafiando a morte.
Eu não sou piloto, corro de kart por hobbie e sim, desafio a morte, claro que
em um grau menos provável mas há o risco.
Poucos dos muitos que perderam a vida em corridas, seja qual for a categoria, seja em quatro ou duas rodas
Como disse na frase acima, não sou piloto, mas o automobilismo é parte do meu
mundo, é algo que eu amo, que acompanho, que vivo. E quando morre um piloto
sempre é doloroso, sempre é difícil, nunca é legal.
Quando morre um piloto significa que a morte levou mais uma, significa que ela
venceu mais um, que ela ganhou mais uma batalha, mas jamais significará que ela
venceu a guerra.
Porque sempre existirá o automobilismo, categorias vêm e vão, e a junção homem
e máquina com o objetivo de chegar primeiro a um determinado lugar sempre
existirá.
Descansem em paz todos os vencidos, vocês são verdadeiros vencedores, pois morreram
lutando a sua guerra, morreram fazendo o que amavam.
Ontem a noite morreu Justin Wilson, dono de um ponto na história da Fórmula 1, e só. Vendo por esse lado Justin Wilson não entraria em nenhum top dos melhores em nada, mas deixou sua marca, muitos diziam que ele não poderia ser um piloto de monoposto por ter 1,93m de altura, não ficou muito tempo na Fórmula 1 e foi para a Fórmula Indy, lá venceu sete corridas e provou o contrário, que a altura não era impedimento para uma pessoa se tornar um grande piloto, em todos os aspectos. Em toda a história da Fórmula 1, Justin Wilson detém a marca de ser o piloto mais alto da história. Confira abaixo a altura dos atuais pilotos da categoria em comparação ao grandalhão que infelizmente nos deixou:
Mais uma vez o automobilismo está de luto, mais uma vez uma pancada na cabeça, será que não vale a pena começar realmente a pensar em fechar o cockpit?
Descanse em paz Justin. Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...
Ontem (23) rolou o GP da Bélgica de Fórmula 1, mas não vamos
falar dele ainda, pelo horário de Brasília as 16 horas rolou o GP de Pocomo de
Fórmula Indy, Juan Pablo Montoya chegou em terceiro lugar e segue firme na luta
pelo título de 2015, mas não é disso que quero falar.
Faltando 20 voltas para o final da corrida, o líder Sage Karan perdeu o
controle de seu carro e bateu na mureta de proteção, vários pedaços do carro
saíram voando para o meio da pista, e dos vários pilotos que vinham atrás
sobrou para o inglês (ex-Fórmula1) Justin Wilson, um pedaço grande do carro
acabou acertando sua cabeça, o piloto ficou inconsciente no mesma hora e
desgovernado bateu na muro interno do circuito.
Wilson foi atendido prontamente e foi de helicóptero para o hospital, na noite
de domingo o primeiro boletim médico dizia que o piloto estava em coma e seu
estado era crítico.
Agora, tarde de segunda-feira, o segundo boletim médico diz que a situação do
piloto não mudou em nada.
Justin Wilson correu na Fórmula 1 no ano de 2003 em duas equipes, ele começou o
ano na Minardi e correu as últimas cinco corridas na Jaguar, onde conquistou 1
ponto, ele que é o piloto mais alto da história da Fórmula 1, com 1.93m.
Estaremos ligados aguardando novas informações e torcendo pela pronta
recuperação de Justin.
Ando com tanta vontade de sumir dessa cidade, mas enfim, um
desabafo, vamos ao que interessa.
Acabaram as férias do povo que trabalha na Fórmula 1, e hoje já aconteceram os
primeiros treinos livres para o GP da Bélgica. Nico Rosberg comandou a sexta-feira, Hamilton por perto seguidos das Red Bulls, Sauber no top 10, Ferrari no meio do grip e Williams lá atrás.
Como sempre digo, não se pode tirar muitas conclusões dos resultados destas
práticas, como é o caso da Williams andando lá atrás, ou a Sauber entre os dez
novamente, o que vale é amanhã, quando todos irão dar 100% de seus
equipamentos.
Fernando Alonso durante os treinos-livres
A McLaren trocou de motor e fez algumas outras coisas que geraram algumas punições, os números de posições que os pilotos terão que pagar é de 55, os pilotos terão que largar da Russia. Brincadeiras a parte, algumas regras que a FIA impõe à Fórmula 1 são ridículas, mas enfim, outro desabafo. O circuito de Spa junto com o de Monza são os meus favoritos e sempre fico ansioso pelo GP da Bélgica.
Hoje me deparei com duas imagens que me emocionaram, estava fuçando na internet e acabei entrando em um especial sobre os 20 anos da morte de Ayrton Senna, e duas das várias homenagens foram uma partida de futebol de pilotos contemporâneos ao Senna contra mecânicos e funcionários da Ferrari e uma ida ao autódromo de Imola em que ex-pilotos e os pilotos da Ferrari compareceram.
A primeiro imagem é a da partida de futebol, quem deu o ponta-pé inicial foi a sobrinha de Ayrton, Paula Senna, e na foto de costas, Jules Bianchi. Já no "passeio" à Imola, atrás de Fernando Alonso e Kimi Raikkonen também está Bianchi. Cada peça que o destino prega.