sexta-feira, 10 de julho de 2015

F1 2015 - Largadas mais humanas

A FIA anunciou uma mudança já para acontecer neste ano, mais precisamente em agosto, no GP da Bélgica que acontecerá daqui a duas corridas.
O sistema que auxilia os pilotos na largada já não existirá mais, e os responsáveis por fazê-la serão 100% os próprios pilotos. Lewis Hamilton, líder do campeonato gostou da ideia:


"Fico feliz. Quanto mais controle nós tivermos, melhor. Até então nós soltamos a embreagem, mas a performance é ditada pela equipe. Eles avisam quando temos que subir ou diminuir o torque e todas essas coisas. Algumas vezes eles calculam certo, outras não."
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2015 - O embaixador do Grande Prêmio do México é brasileiro


Dia 1º de novembro desse ano marca a volta de um circuito histórico ao calendário, ou parte dele, já que metade da pista foi modificada, será o GP do México, no lendário Hermanos Rodríguez. E como toda prova tem um embaixador, o México não ficaria para trás, a curiosidade é que o embaixador escolhido não é mexicano, mas brasileiro, e é ele, o bicampeão mundial da categoria, Emerson Fittipaldi.

O embaixador de marketing da corrida falou algumas palavras sobre o escolha:

"Queríamos alguém que realmente pudesse capturar o espírito e a energia do nosso evento, alguém com quem nossos fãs podem se relacionar e se conectar. E Emerson se encaixa perfeitamente. Estamos profundamente orgulhosos de chamá-lo de nosso embaixador oficial."

Emerson respondeu:

"Estou muito honrado por assumir esse papel como embaixador oficial da Fórmula 1 no Grande Prêmio do México. Tenho lembranças especiais de correr aqui nos anos setenta, mas não acho que tive minhas melhores performances aqui. No entanto nada pode tirar a atmosfera incrível criada pelos fãs mexicanos com sua paixão e sua ótima energia positiva. Aqui na América Latina há uma enorme tradição desde Juan Manuel Fangio, até os irmãos Rodríguez. Temos o GP do Brasil e agora o do México, com isso, vamos criar novos fãs."

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

quarta-feira, 8 de julho de 2015

"7 a 1", futebol e Fórmula 1

Felipe Nasr e Neymar, nossas esperanças solitárias
Há exatamente 1 ano éramos eliminados pela seleção alemã da Copa do Mundo por um inimaginável placar de 7 a 1.
De lá pra cá pouca coisa mudou a fim de melhorar a situação do futebol brasileiro seja dentro ou fora dos gramados, e digo mais, as coisas pioraram.
Além de vivermos uma geração sem grandes estrelas, dependemos do Neymar em praticamente tudo em campo, se compararmos asmuitas outras gerações que antecederam a atual,sempre tivemos vários dos principais jogadores do mundo, metíamos medo na concorrência, e hoje, eles vem pra cima pois não somos mais os caras.
Sem falar nas coisas fora das quatro linhas estão cada vez piores, falhas de gestão e muitas suspeitas de corrupção, que torço para aparecerem a mais rápido possível, e assim quem sabe, voltarmos ao caminho certo, o que acho muito improvável.
Diante disso, olhei para o nosso cenário nas pistas, mais precisamente para a Fórmula 1.
Da morte do Senna pra cá, tivemos Rubens Barrichello e Felipe Massa que nos representaram muito bem, mesmo sem jamais terem nos dado nenhum título para comemorar.
Rubens parou em 2011, e Massa mesmo que ainda na ativa e andando sempre entre os ponteiros, não podemos negar que está caminhando para o fim de carreira.

Nos sobra Felipe Nasr, que digamos de passagem está indo muito bem em seu ano de estreia, porém nosso “Neymar” nas pistas está sozinho, quem vem depois? Quem vem dividir a responsabilidade?
Quando digo que Nasr está só, digo que olhando para todas as categorias que antecedem diretamente a Fórmula 1, não temos um pilotos as portas para entrar na categoria.
Assim como Neymar joga “sozinho”, Nasr também correrá “sozinho” muito em breve, quando Felipe Massa pendurar o capacete.
Fora das pistas, a situação da CBA é muito parecida com a da CBF. Os autódromos espalhados pelo Brasil estão em sua maioria caindo aos pedaços. A má gestão e uma possível corrupção estão prejudicando a entidade a muitos anos, é preciso renovar para voltarmos ao caminho certo.
Enquanto isso, os alemães viraram tetra no futebol e conquistaram nada menos que onze títulos na Fórmula 1, sete com Michael Schumacher e quatro com Sebastian Vettel.
E se fosse 08 de julho de 2014, enquanto eu escrevia esse texto, a Alemanha faria uma meia dúzia de gols.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

F1 - Respeito

Nelson Piquet e Frank Williams
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2015 - GP da Grã-Bretanha

Massa pula de terceiro para primeiro em uma largada incrível
Sem dúvida o que vimos nesse domingo em Silverstone foi a melhor corrida da temporada. O dono da casa Lewis Hamilton largou na pole, mas antes mesmo da primeira curva ele foi ultrapassado de forma impressionante por Felipe Massa, que largara em terceiro, e ainda quase perdeu a segunda posição para Valtteri Bottas, mas conseguiu se segurar após boa disputa.
A mídia sensacionalista já divide Massa e Williams
Após um safety car Lewis Hamilton errou na relargada e perdeu a segunda posição para Bottas, e assim seguiu a corrida com as duas Williams na liderança, seguidas de perto pelas duas Mercedes, os quatro carros se afastavam de todo o resto do grid rapidamente.
Valtteri Bottas pressionava seu companheiro de equipe Felipe Massa, e mostrava que tinha mais carro que ele, porém a Williams negou a Bottas o direito de passar. Após resmungar pelo rádio a equipe cedeu, desde que a ultrapassagem acontecesse sem riscos e a Williams não pediria a Massa que abrisse a porta, obrigando Bottas a tentar passar na raça, porém não conseguiu.
Lewis e o belo troféu de Silverstone
No primeiro pit stop, Lewis Hamilton adiantou em uma volta sua parada e com isso conquistou a liderança da corrida, com Massa em segundo e Bottas em quarto, Nico não conseguiu passar Massa, e saiu em terceiro, ganhando assim a posição da outra Williams.
E a chuva começava a ameaçar, e quando veio começou o calvário da Williams, a equipe demorou a chamar tanto Massa quanto Bottas, e ambos perderam posições para Nico Rosberg e para um “sumido” Sebastian Vettel. Claro que os pilotos também poderiam interferir e entrar antes do pedido da equipe.
O que deu muito pano pra manga dos sensacionalistas que já estão dizendo que Felipe Massa e a Williams estão divididos, uma vez que o piloto culpou a si mesmo e a equipe, mas com a fatia maior de culpa para a equipe, que por sua vez jogou a responsabilidade no piloto também, ou seja, nada demais.

O ataque sem sucesso de Valtteri Bottas em Felipe Massa
O fato é que o medo de arriscar da Williams não vem de hoje, a equipe ontem poderia ter vencido a corrida se tivesse uma estratégia um pouco mais ousada com seus pilotos que, não só perderam a vitória, mas o pódio também.
O que mais aconteceu em Silverstone que possa ter passado despercebido para muitos, Fernando Alonso marcou seu primeiro ponto na temporada, conquistado com o décimo lugar ontem, e Felipe Nasr nem largou com problemas de câmbio logo antes da largada.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

F1 2015 - E vem mudanças por aí...

Querendo melhorar a saúde em todas as áreas da Fórmula 1, o grupo de estratégia mais uma vez resolveu se reunir para discutir novas regras para 2016 e 2017, tudo em prol do esporte e do espetáculo. Abaixo:
  • E temos algumas bem interessantes, como o fim da assistência eletrônica na largada e o “coaching” via rádio;
  • A Honda deve receber um motor extra, por estar em seu primeiro e doloroso ano desta nova fase;
  • As regras sobre o desenvolvimento dos motores devem ser revistas;
  • Os exaustores devem mudar, para que barulho dos motores seja mais “normal” para carros de corrida, ou seja, ensurdecedores;
  • E estão falando em fins de semana com duas corridas, sendo que a do sábado serviria como a definição do grid de largada da corrida oficial no domingo.
E parece que a decisão sobre a volta do abastecimento foi cancelada.
Vamos aguardar...

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2015 - Max Verstappen, Bernie Ecclestone e as garotas

Será mesmo que seria melhor um jantar com Bernie Ecclestone?
O piloto mais novo da história da Fórmula 1 divide muitas opiniões, Max Verstappen de fato é muito novo para já estar ali, a quem diga que não.
Porém o novato vem demonstrando muita ousadia e determinação, mas a inexperiência dele vem provocando alguns acidentes, alguns bem perigosos, o que reforça mais ainda a discussão sobre Max ser muito jovem parar estar ali ou não.
Ele vem mostrando muito foco quando fala de sua carreira, essa semana chegou até a falar que entre um jantar com uma garota bonita e um com Bernie Ecclestone, ele prefere estar com o chefão da categoria, e o holandês deu sua explicação:

"Isto é 100%. Você não pode aprender com elas sobre o valor da Fórmula 1, mas com Bernie você pode muito. Ele construiu este esporte e é um dos homens de negócio mais bem sucedidos do mundo. Minha carreira é mais importante que garotas. Você só tem uma chance aqui (na F-1) e eu vou aproveitar a minha." comentou o garoto.
Max acha que sim...
Segundo Bernie, Max é um garoto muito racional.

"Ser o melhor piloto do pedaço não é o suficiente: você precisa estar no melhor carro, caso contrário vários problemas começam a te perseguir. Veja o que aconteceu com Alonso. Ele ainda é um dos melhores competidores do grid, mas não conseguiu nenhum título na Ferrari em cinco anos. E agora na McLaren, o título parece estar mais distante do que nunca." analisou.

Ecclestone concorda com o garoto de 17 anos e diz que é preciso estar no lugar e na hora certo.

"Talvez você possa me ajudar com isso, não é, Bernie? Apesar de que eu devo dizer que estou muito feliz com a Toro Rosso". afirmou o piloto.

Max Verstappen tem 10 pontos na temporada, e ocupa a 14ª posição na tabela.
O acidente de Max em Mônaco foi motivo de muita discussão
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Chuva...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

F1 - A história de Niki Lauda - Capítulo 2

Aqui vai o segundo capítulo da série sobre a vida de Niki Lauda que os parceiros do Boteco F1 estão fazendo.

e continua...

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 - Mark Webber lança sua autobiografia, "Aussie Grit"

Mark Webber lançou por esses dias sua autobiografia, chamada "Aussie Grit", nela o australiano confessa que o episódio da GP da Malásia de 2013, quando Sebastian Vettel desobedeceu a uma ordem de equipe e ultrapassou Webber, que vinha tranquilamente para vencer, foi crucial para sua saída da equipe e da Fórmula 1.

"Aquilo realmente afetou nossa relação. Depois disso, apenas nos cruzávamos. A Red Bull necessitava algo para mudar a situação e a ajudei, tomando a decisão de sair." comentou em tom de ironia.

Mark falou também sobre como era trabalhar com Sebastian Vettel.
O pódio do GP da Malásia de 2013, após a desobediência de Vettel
"Parecia simplesmente, que pensar que eu podia ser mais rápido que ele era algo que Sebastian não podia aceitar, sempre tinha que haver alguma outra razão. A arrogância de Seb significava que ele simplesmente não poderia compreender como alguma coisa havia saído errada, e sempre queria que a equipe fizesse algo a respeito." disparou.

No livro Mark Webber acusa a Red Bull de proteger Vettel.

"A Red Bull tinha planos secretos. Eles estavam sempre dispostos a mantê-lo um pouco mais feliz, pois eu era um "cachorro velho", um "tio", que se supunha estar um pouco acabado." disse.

Webber disse também que logo após o episódio da Malásia, Vettel se arrependeu, mas logo depois mudou de opinião, e foi aí que o clima pesou.

"Não sei quem falou com ele entre Malásia e China, mas tivemos uma discussão na China que não foi legal."
A partir daí a amizade dos dois terminou, e Vettel chegou a dizer:

"Ele me disse que tinha um enorme respeito por mim como piloto, mas nem tanto como pessoa."

Sem guardar nada, Webber também conta no filme que quando Christian Horner foi questionado por sua esposa e empresária Ann Neal, sobre o GP da Malásia, ele acabou confessando algo pra ela.

"Ele (Horner) admitiu que a Red Bull havia recebido uma carta de duas páginas dos advogados de Sebastian alguns dias depois da corrida da Malásia, onde afirmavam que a equipe estaria violando o contrato dele por passar uma ordem de equipe sem fundamento". Conta Webber.
Mark Webber esteve na Fórmula 1 de 2002 a 2013, correu pelas equipes como Red Bull, Williams, Jaguar e Minardi. Tendo disputado 215 GPs, vencendo 9 corridas, conquistando 13 poles e subindo ao pódio 42 vezes, sem jamais ser campeão.

O australiano hoje em dia corre pela Porsche no WEC.
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 - A história de Niki Lauda - Capítulo 1

Os amigos do Boteco F1 estão lançando uma série de vídeos contando a história de um dos maiores pilotos de todos os tempos, o tricampeão Niki Lauda.
Desde o começo difícil com rejeição da família, passando pela indicação de Clay Regazzoni a Enzo Ferrari para ter Lauda como companheiro do time de Maranello até... Bem, vou deixar que vocês assistam, é o primeiro de alguns capítulos de um material muito bem feito:
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

quarta-feira, 1 de julho de 2015

F1 2015 - O que o mundo quer da Fórmula 1?

A GPDA (Associação dos pilotos da Fórmula1) fez uma pesquisa global para saber a preferência do público, abaixo doze tópicos que resumem as respostas:

1) Os fãs não querem mudança no formato do fim de semana, mas pedem uma melhoria na “saúde do esporte”.

2) Há a necessidade de atrair novos fãs e manter os atuais, e a dificuldade está nos contratos de TV (e também da FOM) e dos negócios da F1.
3) A F1 tem de cuidar do som e da potência dos motores, reintroduzir o reabastecimento e a guerra dos pneus e enfatizar as habilidades dos pilotos.

4) Ainda, a categoria tem de simplificar seus regulamentos técnicos e implementar um teto de custos.

5) A F1 é vista como cara, tecnológica e chata, nesta ordem. Sendo que há cinco anos era tecnológica, competitiva e emocionante.

6) Em relação à pesquisa de cinco anos atrás, o público vê uma queda de 20% na qualidade dos pilotos: se em 2010, 65% achavam que a F1 tinha os melhores pilotos, agora só 45% têm esta opinião. 88% veem que isto é uma necessidade.
7) O que é mais importante para os fãs é ter uma diversidade maior de carros e tecnologia e o som dos motores. Poucos (14%) apoiam a ideia de ter menos equipes com mais carros ou ter um motor padrão para todas as equipes (16%).

8) Os fãs esperam que os pilotos sejam abertos e honestos (86%).

9) A média de idade dos fãs da F1 é de 37 anos, sendo que a faixa etária predominante está entre 25-44. Quase 25% dos fãs têm a F1 como esporte favorito e se interessam principalmente no Mundial de Endurance (WEC). 75% deles vêem uma corrida do início ao fim e gostam do horário entre meio-dia e 15h para ver uma corrida.
10) A internet é mais acessada que a TV para a busca de informações sobre a F1 e o Twitter é a ferramenta mais acompanhada para segui-la.

11) A Ferrari e Räikkönen são, respectivamente, a equipe e o piloto mais adorados do grid da atual F1. Com relação ao passado, Senna foi eleito o maior piloto de todos os tempos, à frente de Schumacher e Prost. Os carros de melhor aparência foram os dos anos 2000.

12) Na lista de quem mais respondeu à pesquisa, o Brasil aparece em décimo, atrás dos Estados Unidos (terceiro), da Áustria (quarto), da Holanda (sexto) e da Austrália (sétimo).
A pesquisa reflete o que muito se fala, em todos os meios e por todos os tipos de pessoas. A Fórmula 1 precisa com urgência se reinventar, ou se achar, como queiram.
Precisa aproximar o público com as ferramentas do passado para segurar seu público antigo, mas também com as ferramentas do presente, para atrair o público atual.

Por qual razão Kimi Raikkonen é o piloto "mais adorado" do grid atual?
Será por ser o melhor piloto, com certeza não, mas sim por ser o único que fala o que quer e como quer.

Rômulo Rodriguez Albarez – São Paulo/SP - ...

F1 2015 - Tradições não podem ser deixadas para trás...

Uma das coisas que me faz amar a Fórmula 1 é o tamanho de sua história e tradição.
A história em si ela jamais perderá, já suas tradições correm sério risco de acabarem.
A palavra tradição vem do latim traditio, tradere = "entregar", "passar adiante", ou seja, passar a diante seus valores, costumes etc, e é isso que a categoria vem perdendo.
Nos últimos anos a Fórmula 1 vem perdendo muitas de suas tradições, e tradições essas que me faziam perder horas e horas fazendo estatísticas e comparações quando eu era adolescente, como por exemplo o formato de pontuação, em toda a sua história o vencedor ganhou 9 ou 10 pontos no máximo, aí inventaram a partir de 2010 introduziram que o vencedor levaria 25 pontos seguido de 18, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 2, 1. Um crime, como comparar a partir daí os pilotos da atualidade com as lendas do passado, as vitórias de Senna levando os suados 10 pontos, hoje em dia são "comparadas" com qualquer piloto que chegue em quinto em uma corrida qualquer, enfim, obrigado tio Bernie.
Outra “merda” que apareceu nos últimos anos foram as horríveis bandeiras eletrônicas no pódio, já falei sobre elas no passado, clique aqui para ver, texto muito interessante com o parecer do Mark Webber.
A introdução daquelas asas-móveis, até que melhoraram as corridas, mas também as tornou superficiais, raramente temos disputas verdadeiras por posições.
A Fórmula 1 anda tão complicada que ninguém mais consegue entrar nela e ser no mínimo decente em ritmo de corrida diante dos “veteranos”, sem contar os custos espaciais que se gasta, mesmo não se podendo testar.
E a falta de testes traz outro fator, a equipe que começa o ano muito bem, continua muito bem até o fim dele, sem jamais ser incomodada pelas rivais que não começaram tão bem, pois não se pode desenvolver de forma prática, ou seja, na pista.
Voltando ao pódio, os troféus de hoje em dia são feios, horríveis, fracos, sem tradição nenhuma e na sua maioria com alguma característica do patrocinador oficial da corrida, alguns são até de plástico.
Lewis com o "troféu" do ano passado

O piloto Lewis Hamilton reclamou dos atuais troféus, os comparou com troféus de kart, e ele não está errado quando diz que os mesmo não fazem jus a categoria.

“Nós só precisamos fazer troféus melhores. É chocante ver o quão ruim eles são, os troféus são tão bons quanto os do kart. É realmente ruim”, declarou Lewis.
“Ano passado eles me deram essa coisa de plástico e eu disse: ‘Esse não é o troféu, isso é um troféu da GP2, não um troféu de F1’”, recordou.

“Na F-Renault eram pequenos boxes com um carro no meio. Na F3 era bom, e no início da minha carreira os troféus eram realmente bons. Mas agora eles são simplesmente terríveis. Eles são muito ruins, eu disse isso ao Bernie, ele trouxe o cara do troféu e eu só disse: ‘você sabe’”, afirmou.
As primeiras reclamações de Hamilton sobre o assunto foram no ano passado, ao vencer o GP de Silverstone e receber um troféu que se desmontou em sua mão, e na coletiva de imprensa o piloto acabou recebeu o verdadeiro e tradicional troféu do GP inglês e declarou.

“Este é o único troféu que existe para Silverstone”, opinou na época.

E no final Lewis sugere:

“O dourado é realmente especial. Seria ótimo se cada país tivesse um troféu de verdade como aquele, com uma marca que cresce com os anos, por conta da história, não sei por que eles não o fazem mais assim”, finalizou o bicampeão.

O troféu de Silverstone passou pelas mãos de vários grandes pilotos dos anos 70 até os dias atuais
Tradições existem para serem mantidas, passadas a diante, tradições servem para estar ali, sem serem alteradas, jamais, estão ali para serem respeitadas.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...