quinta-feira, 2 de julho de 2015

F1 - A história de Niki Lauda - Capítulo 2

Aqui vai o segundo capítulo da série sobre a vida de Niki Lauda que os parceiros do Boteco F1 estão fazendo.

e continua...

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 - Mark Webber lança sua autobiografia, "Aussie Grit"

Mark Webber lançou por esses dias sua autobiografia, chamada "Aussie Grit", nela o australiano confessa que o episódio da GP da Malásia de 2013, quando Sebastian Vettel desobedeceu a uma ordem de equipe e ultrapassou Webber, que vinha tranquilamente para vencer, foi crucial para sua saída da equipe e da Fórmula 1.

"Aquilo realmente afetou nossa relação. Depois disso, apenas nos cruzávamos. A Red Bull necessitava algo para mudar a situação e a ajudei, tomando a decisão de sair." comentou em tom de ironia.

Mark falou também sobre como era trabalhar com Sebastian Vettel.
O pódio do GP da Malásia de 2013, após a desobediência de Vettel
"Parecia simplesmente, que pensar que eu podia ser mais rápido que ele era algo que Sebastian não podia aceitar, sempre tinha que haver alguma outra razão. A arrogância de Seb significava que ele simplesmente não poderia compreender como alguma coisa havia saído errada, e sempre queria que a equipe fizesse algo a respeito." disparou.

No livro Mark Webber acusa a Red Bull de proteger Vettel.

"A Red Bull tinha planos secretos. Eles estavam sempre dispostos a mantê-lo um pouco mais feliz, pois eu era um "cachorro velho", um "tio", que se supunha estar um pouco acabado." disse.

Webber disse também que logo após o episódio da Malásia, Vettel se arrependeu, mas logo depois mudou de opinião, e foi aí que o clima pesou.

"Não sei quem falou com ele entre Malásia e China, mas tivemos uma discussão na China que não foi legal."
A partir daí a amizade dos dois terminou, e Vettel chegou a dizer:

"Ele me disse que tinha um enorme respeito por mim como piloto, mas nem tanto como pessoa."

Sem guardar nada, Webber também conta no filme que quando Christian Horner foi questionado por sua esposa e empresária Ann Neal, sobre o GP da Malásia, ele acabou confessando algo pra ela.

"Ele (Horner) admitiu que a Red Bull havia recebido uma carta de duas páginas dos advogados de Sebastian alguns dias depois da corrida da Malásia, onde afirmavam que a equipe estaria violando o contrato dele por passar uma ordem de equipe sem fundamento". Conta Webber.
Mark Webber esteve na Fórmula 1 de 2002 a 2013, correu pelas equipes como Red Bull, Williams, Jaguar e Minardi. Tendo disputado 215 GPs, vencendo 9 corridas, conquistando 13 poles e subindo ao pódio 42 vezes, sem jamais ser campeão.

O australiano hoje em dia corre pela Porsche no WEC.
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 - A história de Niki Lauda - Capítulo 1

Os amigos do Boteco F1 estão lançando uma série de vídeos contando a história de um dos maiores pilotos de todos os tempos, o tricampeão Niki Lauda.
Desde o começo difícil com rejeição da família, passando pela indicação de Clay Regazzoni a Enzo Ferrari para ter Lauda como companheiro do time de Maranello até... Bem, vou deixar que vocês assistam, é o primeiro de alguns capítulos de um material muito bem feito:
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

quarta-feira, 1 de julho de 2015

F1 2015 - O que o mundo quer da Fórmula 1?

A GPDA (Associação dos pilotos da Fórmula1) fez uma pesquisa global para saber a preferência do público, abaixo doze tópicos que resumem as respostas:

1) Os fãs não querem mudança no formato do fim de semana, mas pedem uma melhoria na “saúde do esporte”.

2) Há a necessidade de atrair novos fãs e manter os atuais, e a dificuldade está nos contratos de TV (e também da FOM) e dos negócios da F1.
3) A F1 tem de cuidar do som e da potência dos motores, reintroduzir o reabastecimento e a guerra dos pneus e enfatizar as habilidades dos pilotos.

4) Ainda, a categoria tem de simplificar seus regulamentos técnicos e implementar um teto de custos.

5) A F1 é vista como cara, tecnológica e chata, nesta ordem. Sendo que há cinco anos era tecnológica, competitiva e emocionante.

6) Em relação à pesquisa de cinco anos atrás, o público vê uma queda de 20% na qualidade dos pilotos: se em 2010, 65% achavam que a F1 tinha os melhores pilotos, agora só 45% têm esta opinião. 88% veem que isto é uma necessidade.
7) O que é mais importante para os fãs é ter uma diversidade maior de carros e tecnologia e o som dos motores. Poucos (14%) apoiam a ideia de ter menos equipes com mais carros ou ter um motor padrão para todas as equipes (16%).

8) Os fãs esperam que os pilotos sejam abertos e honestos (86%).

9) A média de idade dos fãs da F1 é de 37 anos, sendo que a faixa etária predominante está entre 25-44. Quase 25% dos fãs têm a F1 como esporte favorito e se interessam principalmente no Mundial de Endurance (WEC). 75% deles vêem uma corrida do início ao fim e gostam do horário entre meio-dia e 15h para ver uma corrida.
10) A internet é mais acessada que a TV para a busca de informações sobre a F1 e o Twitter é a ferramenta mais acompanhada para segui-la.

11) A Ferrari e Räikkönen são, respectivamente, a equipe e o piloto mais adorados do grid da atual F1. Com relação ao passado, Senna foi eleito o maior piloto de todos os tempos, à frente de Schumacher e Prost. Os carros de melhor aparência foram os dos anos 2000.

12) Na lista de quem mais respondeu à pesquisa, o Brasil aparece em décimo, atrás dos Estados Unidos (terceiro), da Áustria (quarto), da Holanda (sexto) e da Austrália (sétimo).
A pesquisa reflete o que muito se fala, em todos os meios e por todos os tipos de pessoas. A Fórmula 1 precisa com urgência se reinventar, ou se achar, como queiram.
Precisa aproximar o público com as ferramentas do passado para segurar seu público antigo, mas também com as ferramentas do presente, para atrair o público atual.

Por qual razão Kimi Raikkonen é o piloto "mais adorado" do grid atual?
Será por ser o melhor piloto, com certeza não, mas sim por ser o único que fala o que quer e como quer.

Rômulo Rodriguez Albarez – São Paulo/SP - ...

F1 2015 - Tradições não podem ser deixadas para trás...

Uma das coisas que me faz amar a Fórmula 1 é o tamanho de sua história e tradição.
A história em si ela jamais perderá, já suas tradições correm sério risco de acabarem.
A palavra tradição vem do latim traditio, tradere = "entregar", "passar adiante", ou seja, passar a diante seus valores, costumes etc, e é isso que a categoria vem perdendo.
Nos últimos anos a Fórmula 1 vem perdendo muitas de suas tradições, e tradições essas que me faziam perder horas e horas fazendo estatísticas e comparações quando eu era adolescente, como por exemplo o formato de pontuação, em toda a sua história o vencedor ganhou 9 ou 10 pontos no máximo, aí inventaram a partir de 2010 introduziram que o vencedor levaria 25 pontos seguido de 18, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 2, 1. Um crime, como comparar a partir daí os pilotos da atualidade com as lendas do passado, as vitórias de Senna levando os suados 10 pontos, hoje em dia são "comparadas" com qualquer piloto que chegue em quinto em uma corrida qualquer, enfim, obrigado tio Bernie.
Outra “merda” que apareceu nos últimos anos foram as horríveis bandeiras eletrônicas no pódio, já falei sobre elas no passado, clique aqui para ver, texto muito interessante com o parecer do Mark Webber.
A introdução daquelas asas-móveis, até que melhoraram as corridas, mas também as tornou superficiais, raramente temos disputas verdadeiras por posições.
A Fórmula 1 anda tão complicada que ninguém mais consegue entrar nela e ser no mínimo decente em ritmo de corrida diante dos “veteranos”, sem contar os custos espaciais que se gasta, mesmo não se podendo testar.
E a falta de testes traz outro fator, a equipe que começa o ano muito bem, continua muito bem até o fim dele, sem jamais ser incomodada pelas rivais que não começaram tão bem, pois não se pode desenvolver de forma prática, ou seja, na pista.
Voltando ao pódio, os troféus de hoje em dia são feios, horríveis, fracos, sem tradição nenhuma e na sua maioria com alguma característica do patrocinador oficial da corrida, alguns são até de plástico.
Lewis com o "troféu" do ano passado

O piloto Lewis Hamilton reclamou dos atuais troféus, os comparou com troféus de kart, e ele não está errado quando diz que os mesmo não fazem jus a categoria.

“Nós só precisamos fazer troféus melhores. É chocante ver o quão ruim eles são, os troféus são tão bons quanto os do kart. É realmente ruim”, declarou Lewis.
“Ano passado eles me deram essa coisa de plástico e eu disse: ‘Esse não é o troféu, isso é um troféu da GP2, não um troféu de F1’”, recordou.

“Na F-Renault eram pequenos boxes com um carro no meio. Na F3 era bom, e no início da minha carreira os troféus eram realmente bons. Mas agora eles são simplesmente terríveis. Eles são muito ruins, eu disse isso ao Bernie, ele trouxe o cara do troféu e eu só disse: ‘você sabe’”, afirmou.
As primeiras reclamações de Hamilton sobre o assunto foram no ano passado, ao vencer o GP de Silverstone e receber um troféu que se desmontou em sua mão, e na coletiva de imprensa o piloto acabou recebeu o verdadeiro e tradicional troféu do GP inglês e declarou.

“Este é o único troféu que existe para Silverstone”, opinou na época.

E no final Lewis sugere:

“O dourado é realmente especial. Seria ótimo se cada país tivesse um troféu de verdade como aquele, com uma marca que cresce com os anos, por conta da história, não sei por que eles não o fazem mais assim”, finalizou o bicampeão.

O troféu de Silverstone passou pelas mãos de vários grandes pilotos dos anos 70 até os dias atuais
Tradições existem para serem mantidas, passadas a diante, tradições servem para estar ali, sem serem alteradas, jamais, estão ali para serem respeitadas.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

terça-feira, 30 de junho de 2015

Fórmula E - Nelsinho Piquet é campeão! (2)

Neslsinho Piquet chora assim que a confirmação de seu título saiu, o brasileiro certamente viu um filme passar por sua cabeça. Sofreu todas as consequências de seus erros do passado, precisou recomeçar do zero, se reinventar, e conseguiu.
O título não apaga o que ele fez no passado, mas certamente ajuda a deixar o passado mais ainda no passado. Foi para a batalha e venceu.

É campeão!

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

Fórmula E - Nelsinho Piquet é campeão!

Dave Grohl, Button e Barrichello, Eike Batista
O mundo e suas voltas, muitas voltas, seja onde for, ele dá muitas voltas.
Quando que Dave Grohl iria imaginar, após a morte de Kurt Cobain e o fim do Nirvana que ele faria tanto sucesso novamente, só que com uma nova banda, o Foo Fighters.
Eike Batista, simplesmente o cara mais rico do Brasil por anos, transformado em nada após seus esquemas de dinheiro fácil serem descobertos.
Rubens Barrichello e Jenson Button, ambos praticamente aposentados ao final de 2008 sendo “salvos” por uma nova equipe que os faz disputar o título da temporada seguinte.
Enfim, o mundo dá voltas e nos surpreende.
E foi assim na Fórmula E em sua temporada de estreia, o categoria começou tímida, e no final é comparada por muitas com a soberana Fórmula 1, que vive talvez sua pior crise.

E o mundo deu voltas também sobre o primeiro campeão mundial da Fórmula E Nelson Piquet Jr, após ser chutado da Fórmula 1 ao revelar o escândalo de “Cingapuragate”, quando ele próprio a mando de Flavio Briatore bateu propositalmente para que Fernando Alonso, seu então companheiro de Renault pudesse ganhar a corrida, isso aconteceu em 2008 e foi fundamental até mesmo na disputa final pelo título, quando Lewis Hamilton venceu Felipe Massa por apenas um ponto.
Após isso Nelsinho recomeçou sua carreira correndo nos EUA, nas divisões de base da Nascar e até na própria categoria principal, além de rally e outras categorias pelo mundo, virou uma espécie de andarilho do automobilismo sem jamais se firmar em lugar nenhum.
Até que surgiu o convite da China Racing para que Nelsinho pudesse participar da temporada da Fórmula E, e o final foi surpreendente, uma virada na carreira de Nelson Piquet Jr.
Foi campeão em cima de Sebastian Buemi e Lucas DiGrassi numa disputa que durou até os metros finais.
Assim como tudo dito aqui, a corrida também foi uma reviravolta, Nelsinho precisou largar em 16º culpa da chuva no treino que embaralhou o grid.
E em uma pista tão estreita quanto aquela, nada como uma ótima estratégia de corrida para ganhar posições, e foi o que fez o Nelsinho para terminar em 7º e conseguir os pontos necessários para terminar na liderança do campeonato.
Aliado a mais uma volta do mundo, se o Buemi terminasse em 4º, seria o campeão, porem foi impedido de conquistar o posto por Bruno Senna, que fez sua melhor corrida no ano e teminou em 4º, com direito no final a uma intensa disputa com o suíço pela posição. Isso mesmo amigos, um Senna ajudando um Piquet.
A temporada inaugural da categoria foi um sucesso total e o campeão é brasileiro amigos.
Parabéns Nelsinho Piquet do Brasil!!!

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Michael Jackson e a Fórmula 1 #6anosSemMJ


Michael Jackson nunca foi à uma corrida de Fórmula 1, porém já foi tietado, tietou pilotos e recebeu até uma bela homenagem de Lewis Hamilton em 2013, no GP dos EUA.
Capacete utilizado por Lewis Hamilton no GP dos EUA em 2013 para homenagear o rei do pop, Lewis na ocasiaão terminou a prova em quarto.
O encontro dos Michael, Schumacher e Jackson
Ao lado do campeão de 1992, Nigel Mansell

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

6 anos sem Michael Jackson

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

F1 - Olhar para trás para andar para frente...

Será que a Fórmula 1 precisa olhar tão lá trás para poder evoluir?
O campeão de 2010, Sebastian Vettel

A temporada de 2010 foi "agora pouco", é um bom exemplo para se seguir.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2015 - Dança das cadeiras

E a dança das cadeiras na Fórmula 1, ou pelo menos os boatos de mudanças, começaram cedo em 2015.
O finlandês Valtteri Bottas teria contrato com o time de Frank até o final de 2016, mesmo assim, segundo o site "bild", a Ferrari estaria disposta a desembolsar R$14 milhões para ter o piloto já para a próxima temporada no lugar de Kimi Raikkonen que não vem agradando em nada a equipe Ferrari com sua temporada.
Com isso a vaga na Williams ficaria 100% aberta para o brasileiro Felipe Nasr, que hoje corre na Sauber e vem fazendo um ótimo trabalho sem eu ano de estreia.
Se confirmando, a Williams no ano que vem terá dois pilotos brasileiros, e ambos chamados Felipe.
Mas claro que tudo ainda não passa de especulação sem provas, apesar que na Fórmula 1 as verdades começam assim.
O campeão de 2007, Kimi Raikkonen, já havia avisado algumas semanas atrás que caso não renove com a equipe italiana, irá se aposentar da categoria.
Felipe Nasr e Valtteri Bottas em 2014, quando o brasileiro era 3º piloto da Williams
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 - Quem sabe um dia...

Muito tem se falado em como a Fórmula 1 está chata, em crise e em segurança, e pensando nisso as pessoas começam a olhar para trás a fim de encontrar soluções que “salvem” a categoria.
Mas também a quem olhe pra frente, é o caso do designer holandês Andries van Overbeeke, ele fez um modelo conceito do que ele acha ser o futuro da categoria, ou pelo o que poderia ser, e ficou muito bom, abaixo:
Apoiado!

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...