segunda-feira, 20 de outubro de 2014

F1 1952 - E com a palavra, Juan Manuel Fangio...

Duas frases sempre me dão ânimo no kart após uma corrida ruim. A primeira é do meu amigo e mentor das pistas Walter Zulin:

"Quilometragem, quilometragem..."

A outro é de um certo pentacampeão de Fórmula 1, ao meu ver seu único defeito foi ter nascido argentino (rsrs), mas isso não importa, a frase é:

"Corridas são corridas..."

Juntando as duas frases entendo que, em corridas boas ou ruins você deve sempre tirar algo de bom, guardar as experiências vividas naquele momento, assim na próxima corrida você fará melhor, use tudo, seja bom ou ruim para tirar lições válidas para te fazer melhor, tanto dentro, quanto fora das pistas.

Abaixo, Juan Manuel Fangio fala sobre sua corrida favorita, o GP de Monza de 1953, na Itália.
Ele fala sobre também sobre o GP de Monza de 1952, quando sofreu o pior acidente de sua carreira, e ali mesmo na Itália, um ano depois conquistaria uma vitória épica, contra adversários fortes e o público vibrante, com a palavra, Juan Manuel Fangio:

Monza fornece-me um de minhas piores, bem como uma das minhas melhores lembranças das corridas de Fórmula 1. No caso do pior, porque foi em Monza em junho de 1952 que eu ao bater, sofri lesões que me mantiveram inativo por seis meses. No caso do melhor, porque no ano seguinte – após a temporada mais frustrante da minha carreira – voltei a Monza para disputar o GP da Itália.
Após o acidente, voltei às competições em janeiro de 1953, cheio de otimismo, cheio de vontade de ganhar. O velho espírito competitivo que sempre me fez vibrar precisa estar presente em mim, pensei, depois de seis longos meses longe dos circuitos. Mas, no afã do meu entusiasmo, eu não ganhei uma única corrida. Cheguei em segundo algumas vezes mas era na vitória que eu mirava. Minha falta de sucesso em vencer coincidiu com uma época ruim de resultados para a Maserati, então chegado setembro o que nós todos mais precisávamos era de uma vitória.
O GP da Itália de 1953 em Monza teve um significado para mim muito maior que tiveram outras corridas. Eu precisava me reabilitar após o desastre de Monza de 1952. Pois claramente ainda sofria as consequências. Também precisava me reabilitar-me nos olhos dos meus patrões. Mas acima de tudo era importante para mim para recuperar a confiança dos meus mecânicos que sempre trabalharam com tanta devoção e dedicação. Estes eram os homens que trabalhavam com muito afinco para o sucesso no dia da corrida. Eles passaram noites sem dormir preparando os carros para os treinos e para as corridas… e ainda assim trabalharam com tremenda velocidade nas pistas sempre que havia alguma emergência ocorrida durante as corridas.
De uma forma ou de outra, eu me encontrava muito ansioso para esta corrida. E minha confiança não melhorou durante a sessão de treinos, quando me pediram para testar Maserati do [Onofre] Marimón, porque ele disse que a encontrou instável. Eu percebi que o carro estava pouco seguro nas curvas e a lição foi custosa. Eu estava negociando uma curva a 130 km/h quando um dos pneus traseiros estourou devido à distensão excessiva da banda lateral do pneu. O carro foi jogado para fora da pista. Passei próximo a alguns arbustos, e embora eu tenha escapado com apenas alguns arranhões dolorosos, eu fiquei muito abalado.
Muitas pessoas disseram mais tarde que a Maserati – mesmo com as novas rodas de raio na parte de trás – não tinha a velocidade das Ferraris nas curvas, apesar de que tinha a vantagem sobre eles para velocidade na reta.
A única coisa boa que parecia vir do dia de treino foi o fato de que eu ganhei um lugar na primeira fila do grid de largada com o segundo tempo. [Alberto] Ascari tinha o melhor tempo do treino, mas minha velocidade era apenas meio segundo mais lento. Entretanto, a confiança que isto poderia ter-me dado foi dissipada, pela saída de pista na Maserati do Marimón.


A corrida em si era extraordinariamente exigente. Seu percurso previsto era de 504 quilômetros. Cada volta era de 6,3 km. Após a largada, na metade da primeira volta, notei que a Maserati do Marimón assumiu a liderança. Ele passou quase imediatamente por Ascari na Ferrari, que reassume a ponta antes do final da volta. Naquela primeira volta, Ascari, Marimón, [Giuseppe] Farina e eu estávamos todos agrupados, separados por uma diferença de quase 3 segundos. Aproveitando o vácuo produzido, nos mantemos próximos volta a volta. A liderança mudou frequentemente, mas é Ascari quem mais permanece na liderança.
 Acho que os espectadores estavam tendo sua quota de emoções. A corrida foi muito disputada, nossas habilidades, nossos nervos bem como os carros foram muito exigidos nesse dia, o que é correspondente a um circuito tão rápido como é o de Monza.
Monza, a propósito, lembra a forma de uma pistola automática. Nós estávamos alcançando velocidades de até 320 km/h, muitas vezes roda-de-roda de tão perto, foi surpreendente que nenhum incidente tenha acontecido.
Em 5 voltas, eu estava mantendo o terceiro, atrás de Ascari e Marimón; em 20 voltas eu continuava em terceiro, atrás de Ascari e Farina; na volta 40 fui ao segundo lugar, atrás de Ascari com Marimón atrás de mim; a 50 voltas mantive o segundo, com Ascari na liderança e Farina em terceiro; na volta 60 Ascari volta à liderança novamente com Farina em segundo e eu em terceiro lugar, na volta 70 Ascari mantinha a liderança, eu havia ultrapassado Farina e estava em segundo lugar, à de frente Farina. Durante todas estas trocas de posições, eu suponho que estávamos separados não mais do que por cerca de meio segundo.
Mas como aconteceu a decisão sobre quem iria vencer esta corrida desgastante, foi levada pela senhora sorte, ela decidiu aparecer na última volta. Farina era o segundo, um pouco atrás de Ascari, comigo em terceiro lugar. Farina tenta realizar uma frenagem por fora na [curva] Parabólica, quando ele se aproximou dessa curva apenas alguns segundos antes do final da corrida.
Ele queria com uma velocidade máxima tomar a liderança de Ascari em uma última tentativa de ganhar. Farina alargou muito o raio da curva e eu me aproveitei disso para ultrapassá-lo e ficar em segundo lugar. Ascari, que estava entre mim e a vitória que precisava tanto, fez essa curva muito bruscamente e sua Ferrari rodou na pista fazendo uma meia volta. Ele foi atingido por Marimón. Farina, quem eu tinha apenas ultrapassado, estava respirando no meu pescoço, eu tinha de manter ele atrás na pequena distância que me separava da linha de chegada. Aquela fração de segundo que me separou da vitória aconteceu após percorremos os 504 kms do GP. A rigor, tanto Ascari como Farina me entregaram essa vitória em um prato. Ascari ficou na curva com o carro avariado pela batida e Farina terminou na minha cola. Fiquei sem palavras, num misto de surpresa e alegria.
Senhor Lugo, o diretor da Maserati e senhor Orsi, o dono da fábrica da Maserati, para não falar dos mecânicos no pit, eram todos euforia de emoção.
Muitas vezes desde aquela batalha tensa e implacável com Ascari, Farina e Marimón, eu realizei o que um piloto de corridas de motor deve ter em todas as suas habilidades – boa vontade, nervos de aço, paciência – e também contar com uma porção de sorte. Essa é minha receita para se ganhar corridas.


“Minha maior vitória e meu maior milagre não foi o de conquistar cinco títulos mundiais. O meu maior milagre foi ter permanecido vivo”
Juan Manuel Fangio - 1911 - 1995

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

F1 2015 - Dança das cadeiras na Red Bull

Sebastian Vettel
Como todos sabem, apesar de nada oficial de sido falado, Sebastian Vettel correrá pela Ferrari em 2015, no lugar de Fernando Alonso.
O alemão que conquistou nos últimos quatro anos, nada menos que quatro títulos de Fórmula 1 pela Red Bull, e a equipe neste ano não demonstrou o mesmo desempenho que renderam ao alemão tal façanha.
Um dos chefões da Red Bull, é o ex-piloto de Fórmula 1 , Helmut Marko, que disse que Vettel sai da equipe na hora certa para ambos os lados, além de citar a história da Ferrari e afirmar que a equipe de Maranello é um sonho para todos os pilotos da categoria:

“ A Ferrari ainda é "o" nome na Fórmula 1. É um mito, então todos os pilotos querem correr lá durante as suas carreiras. Lógico, muitos desses sonhos são apenas ilusões. Sebastian já ganhou o título mundial quatro vezes. Agora ele quer se entregar ao mito. Eu também acredito que o momento de mudança era o ideal: a Ferrari está em crise e ele pode determinar as suas condições para correr lá”, disse o ex-piloto de 71 anos.
Daniil Kvyat e Daniel Ricciardo
E ele também falou dos planos da equipe para 2015, quando Sebastian Vettel pediu pra sair no final do ano, em busca de novos desafios, a equipe não saiu correndo atrás de um nome forte, pois eles tem em casa um nome que passa total confiança, Daniel Ricciardo, o australiano que está em sua temporada de estreia pela Red Bull, conquistou três vitórias e é o terceiro no mundial de pilotos, mesmo em um ano em que o carro deixou muito a desejar, e tudo isso contra nenhuma vitória de Vettel. Helmut diz ter total confiança em Ricciardo.

“Se nós não tivéssemos um líder, a situação teria sido um pouco diferente. Mas nós sabíamos que Daniel preencheria esses requisitos, então as coisas foram muito mais fáceis”, disse o dirigente.
E para o lugar de Vettel, a Red Bull resolveu mais uma vez, apostar em seu programa de jovens pilotos, e trouxe para a cobiçada vaga, o russo de 20 anos, Daniil Kvyat.
Max Verstappen
”Estamos na confortável situação de ter um mar de grandes talentos de onde podemos escolher quem quisermos. E acredite em mim, nós não teríamos o promovido de não acreditássemos no que ele pode oferecer”, explicou Marko, sobre trazer Daniil.

Se Vettel não fosse sair da Red Bull, a equipe B (Toro Rosso) teria a saída de Jean-Eric Vergne para a entrada de Max Verstappen, que correria ao lado de Daniil Kvyat, como Vettel saiu, tudo mudou. E perguntado se Kvyat seria o sucessor natural de Vettel, o dirigente rebateu:

“ ‘Se’ e ‘mas’... Agora é fato”, finalizou.


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Feliz aniversário, Camilo!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

F1 - Niki Lauda sobre Piquet, Fittipaldi e Senna

Em 1985, o tricampeão Niki Lauda, falou o que achava de nossos três maiores pilotos brasileiros que passaram pela Fórmula 1, Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna.

Nelson Piquet

"Se me perguntarem quem eu considero o melhor piloto do mundo, não preciso passar do primeiro nome: Nelson Piquet. Tem tudo quanto se exige de um campeão mundial: estatura, equilíbrio, a habilidade de se concentrar em matérias essenciais, inteligência, força física e velocidade. Raramente comete um erro, é sempre rápido e não vejo razão para que não se torne tri-campeão mundial. Além disso, gosto de Nelson como pessoa. O que me atrai nele é o seu modo franco e seguro, e admiro seu estilo de vida. Também lhe tenho inveja, porque há tantas coisas que faz melhor do que eu."
Niki Lauda e Nelson Piquet
Emerson Fittipaldi

"Já foi muito bom, mas deixou de amadurecer mais. Montar a sua própria equipe, depois de deixar a Mclaren, é uma boa idéia, mas a gente precisa saber conseguir o melhor projeto...no caso de Fittipaldi, jamais houve possibilidade de as coisas darem certo."
Niki Lauda com Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi
Ayrton Senna

"Senna é provavelmente o maior talento a surgir em anos recentes. Com isto, não me refiro apenas à velocidade de suas voltas, mas também à maneira como enfrenta todo o negócio. Simplesmente, entende o que está acontecendo. O que me impressionou mais é a rapidez com que amadureceu, sem cometer erros no seu caminho.”

Niki Lauda, 1985.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 1986 - Há 31 anos, o bicampeonato de Nelson Piquet

Um dos blogs que eu sempre leio é o do Fábio Seixas, e ele lembrou que hoje fazem 31 anos do bicampeonato de um dos meus pilotos favoritos, o Nelson Piquet.
E para “comemorar”, o Seixas postou uma entrevista que o Piquet deu para a revista Placar em 1986, e eu vou postar aqui também, se não quiserem ler pelas minhas mãos, clique AQUI e leia no blog do Fábio Seixas.

Há exatos 31 anos, acontecia o Grande Prêmio da África do Sul, que foi vencido pelo italiano e companheiro de Piquet em 1983, Riccardo Patrese, seguido pelo também italiano, Andrea De Cesaris, que infelizmente nos deixou a alguns dias atrás, e fechando o pódio para se sagrar bicampeão, Nelson Piquet.

A entrevista é ótima, como sempre as respostas do nosso querido Nelson são ótimas e vendo os pilotos de hoje em dia falando, a saudade só aumenta dos tempos em que ele ainda corria. Confira:

Placar - Houve boicote contra você e a favor de Nigel Mansell?

Piquet - Sim, muita sacanagem. Patrick Head, projetista e chefe da equipe, foi contra minha ida para a Williams. Ele queria provar que poderia ser campeão com seu protótipo e um piloto que ainda não tivesse um título. Provar o que todo mundo já sabia: que o carro é o melhor da F-1.

Placar - E agora, como está o relacionamento?

Piquet - Uma maravilha. Eu não falo com Mansell, traço minha própria tática de corrida e fico gozando os dois. São uns babacas. Não dou a mínima informação.

Placar - Também se comenta que você não tem um bom relacionamento com Ayrton Senna. Por quê?Piquet - Eu não conhecia Ayrton Senna antes de vir para a Europa. Eu tenho minha vida, meus hobbies. Só porque somos brasileiros deveríamos ser amigos? Não tenho nada contra nem a favor.


Placar - E Ayrton Senna piloto. Qual sua opinião?

Piquet - É magnífico. Um ótimo piloto. Um cara que arrisca tudo, até demais. Se você perguntar a qualquer outro piloto, vão te dizer a mesma coisa. Muitos, porém, temem que ele seja ousado demais e esteja sujeito a dar uma cacetada a qualquer momento. Na F-1 a gente está sempre aprendendo. Nunca se sabe o suficiente. O perigo maior para um piloto é pensar que já sabe tudo.

Placar – Porque você nunca teve muitos amigos na F-1?

Piquet – Porque aqui cada um cuida da sua vida. Só nos vemos nas corridas. Existe um relacionamento meramente profissional e competitivo. É cada um por si, estamos sempre tentando levar a melhor sobre os outros. Claro que tive amigos. Lauda foi um. Gostava de Niki, um cara tricampeão mundial que sabia tudo, não esnobava ninguém. Como é que vou ser amigo dos franceses? Prost é cheio de frescura. Keke, muito confuso. Imagine anunciar no meio da temporada que vai deixar de correr. Isso é coisa de cantor. Pura bobagem. Agora gosto, por exemplo, de Stefan Johansson, um cara simpático. Mas como é que eu vou conversar com o René Arnoux? Um panacão. QI 12, eu acho.

Nelson Piquet oom seu amigo de longa data, Niki Lauda
Boa Nelsão!Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

terça-feira, 14 de outubro de 2014

F1 2014 - Sobre Jules Bianchi - Desespero e fé

Philippe Bianchi, pai de Jules Bianchi deu uma emocionante entrevista para o jornal italiano “La Gazetta dello Sport”. Seu filho, o piloto francês da equipe Marussia está internado em estado crítico com uma grave lesão cerebral no Centro Médico de Mie, no Japão, desde o dia 5 de outubro, dia em que sofreu um gravíssimo acidente na corrida de Suzuka, quando atingiu um guindaste nas últimas voltas.

”A situação é desesperadora. Toda vez que o telefone toca, sabemos que pode ser o hospital dizendo que Jules morreu. Mas inicialmente, eles disseram que as primeiras 24 horas eram cruciais, depois passaram a ser as primeiras 72 horas. E aqui estamos, ainda com Jules, que está lutando”, desabafou Philippe.

Mesmo ciente da gravidade da situação que seu filho está passando, Philippe não perde a fé:

”Ele terá sucesso na mais importante volta classificatória de sua vida. Ele não desistirá. Tenho certeza disso. Eu posso ver isso. Eu acredito nisso. Falo com ele, sei que ele pode me ouvir. Os médicos disseram que já é um milagre. Ninguém nunca sobreviveu a um acidente tão sério. Mas Jules não desistirá. O treinador Andrea disse que, se alguém pode fazer isso acontecer, esse alguém é Jules”.
O pai de Jules Bianchi se inspira no acidente de Michael Schumacher para crer que o filho sairá dessa:

”Eu fiquei muito triste quando ele (Schumacher) se machucou. Eu fiquei pensando, como todo mundo “porque não dizem mais sobre como ele está?”. Mas agora que estou na mesma posição, eu entendo. Todo mundo me pergunta como Jules está e eu não posso responder, não há resposta. É muito sério, mas ele está estável. Um dia ele parece um pouco melhor, outro dia, um pouco pior. Os médicos não dizem. Os danos do acidente foram muito ruins, mas não sabemos como vão evoluir. Apesar de Schumacher ter levado meses para sair do coma, Jean Todt disse esperar que um dia ele possa ser capaz de ter uma vida normal. Um dia espero que possamos dizer o mesmo sobre Jules.

Philippe citou também o apoio que vem recebendo dos pilotos, e disse que isso vem dando muita força para ele e toda a sua família:
"Isso nos tocou profundamente. E só temos de agradecer a cada um deles. Muitos deles também têm estado em contato e mandando apoio constante. Fernando Alonso, Jean-Éric Vergne, Felipe Massa, todos eles me escreveram e me deram mensagens fortes de apoio."

"Lewis Hamilton me enviou um e-mail carinhoso também e me disse que podemos contar com ele para o que precisarmos. Valentino Rossi e Marc Márquez, da MotoGP, também manifestaram apoio", acrescentou.

O estado de Jules Bianchi continua crítico e continuamos acompanhando o passo a passo da batalha que o francês trava pela vida, continuamos torcendo e orando.
#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

F1 2014 - E com a palavra, Alain Prost...

O tetracampeão de Fórmula 1, Alain Prost se pronunciou sobre o acidente de Jules Bianchi há 1 semana, no Japão.
Em entrevista à revista “Autosport”, Prost criticou a forma com que a FIA lidou no momento do ocorrido, permitindo que a corrida continuasse normalmente com a entrada no trator na pista, estava furioso, segundo ele mesmo. Também elogiou os avanços na segurança conquistados nos últimos vinte anos pela categoria e pelo automobilismo em geral.

"Não quero fazer polêmica com a FIA, porque respeito muito o que tem sido feito nos últimos 20 anos em termos de segurança. Pistas e carros melhoraram, e falta apenas uma coisa: era essa porra desse trator na pista", disse.
"Eu estava furioso. Estava realmente chocado pelo acidente. Você tem o procedimento, mas as condições climáticas estavam piorando com mais e mais água, então a visibilidade estava ruim.

"Você não pode tomar a mesma decisão ignorando se o clima está bom ou ruim. Por isso, digo que não estou convencido. Nessas condições, especialmente com todas as experiências que têm em termos de segurança, eles devem ter risco zero", seguiu.

"Foi seguro começar quando o fizeram com o safety-car, porque era uma decisão difícil parar a corrida após três ou quatro voltas e depois começar de novo. Foi por isso que fiquei chocado, porque a decisão certa tinha sido tomada antes", afirmou.

Disse também que se a vítima fosse seu filho, ele não aceitaria o ocorrido:

"É um grande azar, mas você não deve julgar a causa do acidente, sim a consequência. Você não quer ter isso. Se fosse meu filho, eu não aceitaria esse tipo de acidente com um trator numa pista de F1. É isso que eu não posso aceitar", concluiu Prost.

#ForzaJules

Rômulo Rdoriguez Albarez – São Paulo/SP - ...

F1 2014 - GP da Rússia por Nico Rosberg

Nico Rosberg não precisou usar nenhuma palavra para explicar o que sentiu em relação com o título do Mundial de Construtores da Mercedes, com o erro na primeira volta, com sua estratégia de corrida e também mostrou como vai encarar as três últimas etapas do campeonato:



Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2014 - GP da Rússia - Corremos por Jules Bianchi...

Não assisti o GP da Rússia, perdi a hora e acordei 11h38 da manhã, esse calor me deixa estranho.
E também nem li muito sobre o que aconteceu na corrida, não tive tempo.
Não estou generalizando, mas a principal emissora que cobre a Fórmula 1 me irrita, onde você lê por cima ou ouve vc vai ouvir que o GP da Rússia foi assim: Lewis Hamilton vence, Massa fica fora dos pontos e seu companheiro termina em terceiro. Nem dá vontade de ler.
Ia dar uma criticada mas não vou, afinal, se não fosse por ela a maioria de nós não teríamos acesso as corridas ao vivo.
O que não a livra de críticas, pois ela vem com uma política e “cultura” de décadas que faz com que a maioria (grande maioria) dos brasileiros só se interessem em ver um brasileiro ganhando, e se ele não estiver ganhando vira piada. E isso não é só na Fórmula 1, mas enfim.

 O dia que o fator “jornalismo” for levado mais a sério, quem sabe a longo prazo as coisas mudem aqui pelas terras tupiniquim. 
Enfim, pelo que soube o Nico Rosberg errou na largada, foi para os boxes, voltou lá de trás do pelotão, veio escalando e chegou em segundo.
Ótimo, mas o filho de Keke Rosberg dá sinais de que está deixando o campeonato escapar.
Lewis Hamilton soberano venceu e recebeu o troféu das mãos do próprio Wladimir Putin, óia!
O ótimo Valtteri Bottas, sim, ótimo, chegou em terceiro e fechou.
Sobre o novo circuito, uns dosseram que gostaram, parece que os pilotos também gostaram, outros disseram que a corrida foi chata, não sei, ano que vem assisto e dou minha opinião.


O fim de semana foi bem “pesado” em razão da situação de Jules Bianchi, no domingo tivemos várias homenagens por parte dos pilotos, equipes e afins, parece que o quadro de Jules não sofreu alteração, portanto continua crítico. Continuamos na torcida.
Logo mais atualizo o mercado de pilotos, e já ia me esquecendo, com a dobradinha de ontem, a Mercedes se torna campeã de construtores da temporada 2014.

 Em um GP histórico, em que tudo foi meio que abafado em razão da situação de Jules Bianchi.

#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

F1 2014 - "...era questão de respeito a Jules Bianchi e aos seus familiares..."

A Marussia muito provavelmente vive a pior semana de sua história, talvez superando o que houve na semana do acidente de Maria De Villota, o espaço de tempo entre domingo (dia do acidente de Jules Bianchi) e hoje (sexta-feira, treinos livres do GP da Rússia) é muito curto pra digerir o acontecido e voltar a trabalhar com certa tranquilidade, segundo a equipe, algo que está ajudando muito é o carinho que a equipe vem recebendo dos fãs.

“Foram momentos muito, muito difíceis, mas também serviu para nos mostrar quanto apoio nós temos aqui”, disse Graeme Lowdon, deretor-esportivo da Marussia.

O inglês também destacou o quão Bianchi é querido por toda a equipe:

“Jules é um piloto excepcional, mas um grande ser humano. Não conheço ninguém que não goste dele. Você não desejaria este acidente para ninguém, mas o fato de ter sido com Jules certamente mexeu muito com todos”, declarou.

 Lowdon afirmou também que o chefe da equipe, John Booth esteve ao lado de Bianchi e de sua família o tempo todo:

“John ofereceu todo apoio que podia no Japão. Nenhum de nós é médico, mas a gente tenta ajudar de alguma forma. Do ponto de vista do time, queremos agradecer todo o apoio recebido, especialmente dos fãs”, falou.

Graeme Lowdon abraça Jules Bianchi após o GP de Mônaco, após o francês ter conquistado os primeiros dois pontos da história da equipe
Ele explicou também os motivos pelos quais a equipe optou em correr apenas com Max Chilton na Rússia:

“Foi uma decisão difícil. O que realmente queríamos era tomar uma atitude que confortasse Jules e sua família. Pensamos que o correto era, claro, participar do evento, mas que deixar o segundo carro de fora era questão de respeito a Jules Bianchi e aos seus familiares" finalizou o diretor.

#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2014 - O pai de Jules Bianchi fala sobre o estado de saúde do filho

Jules Bianchi e seu pai em Mônaco 2014
O pai de Jules Bianchi, Philippe, falou em uma entrevista sobre o estado de saúde de seu filho, falou sobre a fase crítica que o piloto passa nessa primeira semana pós-acidente e também falou sobre as imagens do acidente, capturadas por um torcedor nas arquibancadas.

“O professor Saillant e o especialista italiano que veio a pedido da Ferrari estão cooperando integralmente com os médicos locais. Ele não poderia estar melhor amparado. Não há mudanças significativas. Todos sabem que ele está numa fase crítica. Jules luta como ele sempre lutou. Assim como nas corridas. Ele é forte. Este é um momento extraordinário que eu nunca poderia esperar, mas Jules é um grande garoto” - disse Philippe, à publicação francesa Nice-Matin.

”Eu não quero ver o vídeo. É difícil para mim falar do acidente na corrida. Para mim, é como se fosse um acidente de trânsito”.

#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2014 - Tributo a Jules Bianchi

Hoje pela manhã a Fórmula 1 finalmente colocou seus carros pra correr em Sochi, e após dois treinos-livres Lewis Hamilton foi o mais rápido com sua Mercedes, seguido de Kevin Magnussen, de McLaren. Geralmente os treinos-livres não dizem muito a realidade, é meio como a nossa margem de erro da empresa que faz a pesquisa das eleições, nunca dizem realmente o que é.
Enfim, esse fim de semana na Rússia nada disso parece ainda ter muita importância, devido ao estado crítico de saúde de Jules Bianchi. Como dito antes aqui no blog, a Marussia vai correr apenas com um carro nesse fim de semana, e como forma de homenagem, linda por sinal, a Marussia montou o carro de Jules Bianchi e o mesmo ficará dentro da garagem o fim de semana inteiro.
Abaixo a nota emitida pela Marussia essa manhã:

"A Marussia correrá apenas com um carro durante o fim de semana de GP em Sochi por respeito ao piloto Jules Bianchi, que permanece em um hospital em Yokkaichi, Japão, em estado crítico, mas estável.
O time escreveu para os comissários desportivos para informá-los que desejavam retirar o seu segundo carro. Não obstante a presença em Sochi de Alexander Rossi, reserva oficial nomeado para o GP da Rússia, a equipe sente que, correr com um único carro – o número 4 de Max Chilton – é o curso apropriado em razão das circunstâncias difíceis do fim de semana.

Os mecânicos montaram o segundo carro, que está pronto para correr, e este permanecerá dentro da garagem durante todo o fim de semana. Em apoio a Jules e sua família, o time e os carros carregarão o familiar adesivo #JB17, para garantir que, apesar de Jules não estar conosco em Sochi neste fim de semana, de alguma forma ele estará correndo com a Marussia".

Marussia F1 Team


#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

F1 2014 - Tradição ou segurança?

Conceito aproximado de como ficariam os carros com cockpits cobertos
O acidente de Jules Bianchi trouxe a tona novamente um assunto que de tempos em tempos ronda a Fórmula 1, a cobertura do cockpit.
Em 2009, em um curto espaço de tempo, dois acidentes envolvendo a cabeça dos pilotos, o acidente de Felipe Massa, quando a mola do carro de Rubens Barrichello acertou sua cabeça na Hungria e na Fórmula 2, Henry Surtees (filho do campeão de Fórmula 1 de 1964, John Surtees) morreu em decorrência de sua cabeça ser acertada por uma roda de um outro carro, que pulava na pista enquanto vários carros passavam, o ocorrido foi em Brands Hatch, Inglaterra. Felipe Massa sobreviveu, ficou fora da metade final da temporada de 2009 enquanto Henry, não teve a mesma sorte e faleceu, na hora do acidente.
Esses fatos levantaram com mais força o assunto sobre a cobertura do cockpit para proteger a cabeça dos pilotos, mas depois acabou perdendo força e foi “colocado de volta na gaveta”.
Outro exemplo
Depois veio o acidente com a Marussia em julho de 2012, Maria De Villota fazia testes aerodinâmicos em um aeroporto quando seu carro em baixa velocidade se descontrolou e foi parar embaixo de um caminho, a piloto ficou entre a vida e a morte, mas sobreviveu, porém perdeu seu olho direito e passou por diversas plásticas e chegou a ser nomeada para um cargo de auto escalão na FIA. Em 11 de outubro de 2013, Maria foi encontrada morta em seu quarto do hotel em que estava hospedada, a morte foi consequência do acidente do ano anterior.
Dia 5 de outubro de 2014, quase um ano após a morte de Maria, foi a vez de Jules Bianchi sofrer um grave acidente em que a questão sofre cobrir o cockpit ganha força.
Sabe-se que ano passado as equipes descartaram a ideia por que os carros ficariam feios (como se fossem lindos hoje).
Esse que vos escreve é totalmente contra por razões sentimentais, uma das características da Fórmula 1 é o cockpit descoberto, foi assim desde os tempos primórdios da Fórmula 1, sempre mostrando claramente a cabeça do piloto, parte das mãos, pode-se ver o trabalho do piloto no carro, mas também começo a pensar no assunto, será que já não passou da hora de algo a respeito ser feito?
É hora de manter a tradição (linda, por sinal), ou optar radicalmente pela segurança?

Em Sochi, na Rússia, alguns pilotos deram suas opiniões:

Fernando Alonso

“Eu provavelmente tendo a concordar que nós deveríamos ao menos, checar, tentar ou testar a ideia, nós estamos em 2014, temos a tecnologia, temos aviões e muitos outros exemplos usados de maneiras bem sucedidas, então porque não pensar a respeito?”, indagou Fernando Alonso.

“Todos os maiores acidentes no esporte a motor nos últimos anos tiveram lesões na cabeça, então esta provavelmente é uma das áreas onde não estamos no máximo da segurança, até mesmo no meu caso, em 2012 em Spa, eu provavelmente poderia ter morrido na curva 1 se tivesse sido 10cm mais perto da minha cabeça”, continuou.

“Se a tecnologia está aí disponível e tem a possibilidade, eu certamente não descartaria”, finalizou o espanhol.
O clima foi pesado na entrevista coletiva dos pilotos, em Sochi
Felipe Massa

“Eu concordo totalmente com o Fernando, seria interessante tentar trabalhar nessa possibilidade, definitivamente, para o meu acidente, teria sido perfeito. Para Jules, eu não sei”, concluiu Felipe Massa.

Sebastian Vettel

“Eu tenho meio que sentimentos opostos, nos carros da F1, desde o início da F1, e das corridas de monopostos, isso é uma das coisas que sempre foi muito especial”, apontou Vettel.

“Por outro lado, como Fernando apontou, tem muitas razões para avaliarmos a opção de cockpit fechado para o futuro”, admitiu e finalizou o alemão.

Jenson Button

“Tem coisas positivas, claro, em termos de um ponto de vista de segurança, mas isso é a F1, foram cockpits abertos desde o início dos tempos, então é uma mudança muito grande para o esporte fazer”, avaliou Button.

#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...