segunda-feira, 13 de outubro de 2014

F1 2014 - GP da Rússia - Corremos por Jules Bianchi...

Não assisti o GP da Rússia, perdi a hora e acordei 11h38 da manhã, esse calor me deixa estranho.
E também nem li muito sobre o que aconteceu na corrida, não tive tempo.
Não estou generalizando, mas a principal emissora que cobre a Fórmula 1 me irrita, onde você lê por cima ou ouve vc vai ouvir que o GP da Rússia foi assim: Lewis Hamilton vence, Massa fica fora dos pontos e seu companheiro termina em terceiro. Nem dá vontade de ler.
Ia dar uma criticada mas não vou, afinal, se não fosse por ela a maioria de nós não teríamos acesso as corridas ao vivo.
O que não a livra de críticas, pois ela vem com uma política e “cultura” de décadas que faz com que a maioria (grande maioria) dos brasileiros só se interessem em ver um brasileiro ganhando, e se ele não estiver ganhando vira piada. E isso não é só na Fórmula 1, mas enfim.

 O dia que o fator “jornalismo” for levado mais a sério, quem sabe a longo prazo as coisas mudem aqui pelas terras tupiniquim. 
Enfim, pelo que soube o Nico Rosberg errou na largada, foi para os boxes, voltou lá de trás do pelotão, veio escalando e chegou em segundo.
Ótimo, mas o filho de Keke Rosberg dá sinais de que está deixando o campeonato escapar.
Lewis Hamilton soberano venceu e recebeu o troféu das mãos do próprio Wladimir Putin, óia!
O ótimo Valtteri Bottas, sim, ótimo, chegou em terceiro e fechou.
Sobre o novo circuito, uns dosseram que gostaram, parece que os pilotos também gostaram, outros disseram que a corrida foi chata, não sei, ano que vem assisto e dou minha opinião.


O fim de semana foi bem “pesado” em razão da situação de Jules Bianchi, no domingo tivemos várias homenagens por parte dos pilotos, equipes e afins, parece que o quadro de Jules não sofreu alteração, portanto continua crítico. Continuamos na torcida.
Logo mais atualizo o mercado de pilotos, e já ia me esquecendo, com a dobradinha de ontem, a Mercedes se torna campeã de construtores da temporada 2014.

 Em um GP histórico, em que tudo foi meio que abafado em razão da situação de Jules Bianchi.

#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

F1 2014 - "...era questão de respeito a Jules Bianchi e aos seus familiares..."

A Marussia muito provavelmente vive a pior semana de sua história, talvez superando o que houve na semana do acidente de Maria De Villota, o espaço de tempo entre domingo (dia do acidente de Jules Bianchi) e hoje (sexta-feira, treinos livres do GP da Rússia) é muito curto pra digerir o acontecido e voltar a trabalhar com certa tranquilidade, segundo a equipe, algo que está ajudando muito é o carinho que a equipe vem recebendo dos fãs.

“Foram momentos muito, muito difíceis, mas também serviu para nos mostrar quanto apoio nós temos aqui”, disse Graeme Lowdon, deretor-esportivo da Marussia.

O inglês também destacou o quão Bianchi é querido por toda a equipe:

“Jules é um piloto excepcional, mas um grande ser humano. Não conheço ninguém que não goste dele. Você não desejaria este acidente para ninguém, mas o fato de ter sido com Jules certamente mexeu muito com todos”, declarou.

 Lowdon afirmou também que o chefe da equipe, John Booth esteve ao lado de Bianchi e de sua família o tempo todo:

“John ofereceu todo apoio que podia no Japão. Nenhum de nós é médico, mas a gente tenta ajudar de alguma forma. Do ponto de vista do time, queremos agradecer todo o apoio recebido, especialmente dos fãs”, falou.

Graeme Lowdon abraça Jules Bianchi após o GP de Mônaco, após o francês ter conquistado os primeiros dois pontos da história da equipe
Ele explicou também os motivos pelos quais a equipe optou em correr apenas com Max Chilton na Rússia:

“Foi uma decisão difícil. O que realmente queríamos era tomar uma atitude que confortasse Jules e sua família. Pensamos que o correto era, claro, participar do evento, mas que deixar o segundo carro de fora era questão de respeito a Jules Bianchi e aos seus familiares" finalizou o diretor.

#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2014 - O pai de Jules Bianchi fala sobre o estado de saúde do filho

Jules Bianchi e seu pai em Mônaco 2014
O pai de Jules Bianchi, Philippe, falou em uma entrevista sobre o estado de saúde de seu filho, falou sobre a fase crítica que o piloto passa nessa primeira semana pós-acidente e também falou sobre as imagens do acidente, capturadas por um torcedor nas arquibancadas.

“O professor Saillant e o especialista italiano que veio a pedido da Ferrari estão cooperando integralmente com os médicos locais. Ele não poderia estar melhor amparado. Não há mudanças significativas. Todos sabem que ele está numa fase crítica. Jules luta como ele sempre lutou. Assim como nas corridas. Ele é forte. Este é um momento extraordinário que eu nunca poderia esperar, mas Jules é um grande garoto” - disse Philippe, à publicação francesa Nice-Matin.

”Eu não quero ver o vídeo. É difícil para mim falar do acidente na corrida. Para mim, é como se fosse um acidente de trânsito”.

#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2014 - Tributo a Jules Bianchi

Hoje pela manhã a Fórmula 1 finalmente colocou seus carros pra correr em Sochi, e após dois treinos-livres Lewis Hamilton foi o mais rápido com sua Mercedes, seguido de Kevin Magnussen, de McLaren. Geralmente os treinos-livres não dizem muito a realidade, é meio como a nossa margem de erro da empresa que faz a pesquisa das eleições, nunca dizem realmente o que é.
Enfim, esse fim de semana na Rússia nada disso parece ainda ter muita importância, devido ao estado crítico de saúde de Jules Bianchi. Como dito antes aqui no blog, a Marussia vai correr apenas com um carro nesse fim de semana, e como forma de homenagem, linda por sinal, a Marussia montou o carro de Jules Bianchi e o mesmo ficará dentro da garagem o fim de semana inteiro.
Abaixo a nota emitida pela Marussia essa manhã:

"A Marussia correrá apenas com um carro durante o fim de semana de GP em Sochi por respeito ao piloto Jules Bianchi, que permanece em um hospital em Yokkaichi, Japão, em estado crítico, mas estável.
O time escreveu para os comissários desportivos para informá-los que desejavam retirar o seu segundo carro. Não obstante a presença em Sochi de Alexander Rossi, reserva oficial nomeado para o GP da Rússia, a equipe sente que, correr com um único carro – o número 4 de Max Chilton – é o curso apropriado em razão das circunstâncias difíceis do fim de semana.

Os mecânicos montaram o segundo carro, que está pronto para correr, e este permanecerá dentro da garagem durante todo o fim de semana. Em apoio a Jules e sua família, o time e os carros carregarão o familiar adesivo #JB17, para garantir que, apesar de Jules não estar conosco em Sochi neste fim de semana, de alguma forma ele estará correndo com a Marussia".

Marussia F1 Team


#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

F1 2014 - Tradição ou segurança?

Conceito aproximado de como ficariam os carros com cockpits cobertos
O acidente de Jules Bianchi trouxe a tona novamente um assunto que de tempos em tempos ronda a Fórmula 1, a cobertura do cockpit.
Em 2009, em um curto espaço de tempo, dois acidentes envolvendo a cabeça dos pilotos, o acidente de Felipe Massa, quando a mola do carro de Rubens Barrichello acertou sua cabeça na Hungria e na Fórmula 2, Henry Surtees (filho do campeão de Fórmula 1 de 1964, John Surtees) morreu em decorrência de sua cabeça ser acertada por uma roda de um outro carro, que pulava na pista enquanto vários carros passavam, o ocorrido foi em Brands Hatch, Inglaterra. Felipe Massa sobreviveu, ficou fora da metade final da temporada de 2009 enquanto Henry, não teve a mesma sorte e faleceu, na hora do acidente.
Esses fatos levantaram com mais força o assunto sobre a cobertura do cockpit para proteger a cabeça dos pilotos, mas depois acabou perdendo força e foi “colocado de volta na gaveta”.
Outro exemplo
Depois veio o acidente com a Marussia em julho de 2012, Maria De Villota fazia testes aerodinâmicos em um aeroporto quando seu carro em baixa velocidade se descontrolou e foi parar embaixo de um caminho, a piloto ficou entre a vida e a morte, mas sobreviveu, porém perdeu seu olho direito e passou por diversas plásticas e chegou a ser nomeada para um cargo de auto escalão na FIA. Em 11 de outubro de 2013, Maria foi encontrada morta em seu quarto do hotel em que estava hospedada, a morte foi consequência do acidente do ano anterior.
Dia 5 de outubro de 2014, quase um ano após a morte de Maria, foi a vez de Jules Bianchi sofrer um grave acidente em que a questão sofre cobrir o cockpit ganha força.
Sabe-se que ano passado as equipes descartaram a ideia por que os carros ficariam feios (como se fossem lindos hoje).
Esse que vos escreve é totalmente contra por razões sentimentais, uma das características da Fórmula 1 é o cockpit descoberto, foi assim desde os tempos primórdios da Fórmula 1, sempre mostrando claramente a cabeça do piloto, parte das mãos, pode-se ver o trabalho do piloto no carro, mas também começo a pensar no assunto, será que já não passou da hora de algo a respeito ser feito?
É hora de manter a tradição (linda, por sinal), ou optar radicalmente pela segurança?

Em Sochi, na Rússia, alguns pilotos deram suas opiniões:

Fernando Alonso

“Eu provavelmente tendo a concordar que nós deveríamos ao menos, checar, tentar ou testar a ideia, nós estamos em 2014, temos a tecnologia, temos aviões e muitos outros exemplos usados de maneiras bem sucedidas, então porque não pensar a respeito?”, indagou Fernando Alonso.

“Todos os maiores acidentes no esporte a motor nos últimos anos tiveram lesões na cabeça, então esta provavelmente é uma das áreas onde não estamos no máximo da segurança, até mesmo no meu caso, em 2012 em Spa, eu provavelmente poderia ter morrido na curva 1 se tivesse sido 10cm mais perto da minha cabeça”, continuou.

“Se a tecnologia está aí disponível e tem a possibilidade, eu certamente não descartaria”, finalizou o espanhol.
O clima foi pesado na entrevista coletiva dos pilotos, em Sochi
Felipe Massa

“Eu concordo totalmente com o Fernando, seria interessante tentar trabalhar nessa possibilidade, definitivamente, para o meu acidente, teria sido perfeito. Para Jules, eu não sei”, concluiu Felipe Massa.

Sebastian Vettel

“Eu tenho meio que sentimentos opostos, nos carros da F1, desde o início da F1, e das corridas de monopostos, isso é uma das coisas que sempre foi muito especial”, apontou Vettel.

“Por outro lado, como Fernando apontou, tem muitas razões para avaliarmos a opção de cockpit fechado para o futuro”, admitiu e finalizou o alemão.

Jenson Button

“Tem coisas positivas, claro, em termos de um ponto de vista de segurança, mas isso é a F1, foram cockpits abertos desde o início dos tempos, então é uma mudança muito grande para o esporte fazer”, avaliou Button.

#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2014 - Jules Bianchi, GP da Rússia, futuro de Alonso, rapidinhas...

O fim de semana do GP da Rússia não podia ser diferente, o clima é pesado devido ao acidente de Jules Bianchi no último GP, segundo Alonso será difícil correr, uma vez que a mente de todos os pilotos obviamente estão com o piloto francês.

“Obviamente, todos os nossos pensamentos estão com Jules e a nossa mente está lá”, falou Alonso. “Quando grandes acidentes acontecem, não há palavras para descrever o quão mal você se sente”, continuou.
Felipe Massa
“É um fim de semana muito, muito duro. Nós estamos aqui em um fim de semana muito difícil emocionalmente”, afirmou. “Nós estamos prontos para correr e correr por ele, para correr da forma mais profissional que pudermos. Definitivamente, minha mente esta com ele neste momento e rezando por ele”, finalizou.


Já Felipe Massa classificou o GP do Japão como a pior corrida da carreira, colocando a frente até mesmo do fim de semana do GP da Hungria de 2009, quando sofreu um acidente, sendo acertado na cabeça pela mola do Brawn de Rubens Barrichello. Mass fez tal afirmação ligando ao fato de não lembrar de nada daquele fim de semana.

"Acho que foi a pior corrida da minha vida. Foi pior que a do meu acidente porque eu não me lembro dele", afirmou Massa, e concluiu falando de Jules Bianchi. "É difícil pensar nele todo dia, mas vamos tentar fazer o melhor por ele e por sua família".

Adrian Sutil, que testemunhou o acidente afirmou que o que resta fazer é orar, torcer e que os pilotos devem ser profissionais nesse momento difícil em que todos estão passando.

“Foi chocante para mim e para todos nós. Temos que orar, isso é tudo que podemos fazer. Estamos esperando um notícia melhor. Agora estamos em Sochi, com uma nuvem cinza sobre nós. Vamos tentar ser profissionais e nos concentrarmos na corrida. Será bom para nos livrarmos um pouco deste estado de espírito, mas mesmo assim todos continuarão abalados. Meus pensamentos estão com Bianchi”. Afirmou Sutil.

Marussia corre com os dois carros


Ao contrário do que foi dito anteriormente, a Marussia irá correr com os dois carros, o norte-americano Alexander Rossi substituirá Jules Bianchi, que segue internado em estado grave, no Japão.

Homenagens

O francês Jean-Eric Vergne confeccionou adesivos para os pilotos usarem em seu capacete como forma de homenagear e dar força para Jules Bianchi e sua família, alguns pilotos mostraram seus capacetes, já com o adesivo, ou alguma frase de apoio.





Felipe Massa “entrega” Fernando Alonso


Felipe Massa releva planos de Fernando Alonso para o seu futuro próximo na Fórmula 1:

“A mudança não é fácil para ele, Fernando queria ir para a Mercedes, com certeza, ele vai tentar tudo que pode para ir para lá, mas não acho que ele terá a oportunidade no próximo ano, então o único lugar é a McLaren”, avaliou.

“Mas, honestamente, a McLaren não está no melhor momento e este carro é tão complicado, então não acho que a Honda vai chegar de cara com o melhor motor” opinou.

“Não vai ser fácil para eles e Fernando não tem ideia de como vai ser. Ele está pensando na possibilidade de vencer o campeonato”, finalizou o brasileiro.

Enquanto isso...

De acordo com a revista inglesa "Autosport", não foi Fernando Alonso que rompeu com a Ferrari.
Na verdade foi a Ferrari que rompeu seus laços com o espanhol, o fato ocorreu quando a equipe italiana descobriu que Alonso estava tentando arquitetar uma troca de lugar com Lewis Hamilton para o ano de 2015.
A relação da Ferrari com Alonso já vinha um tanto desgastada, uma vez que é notório que a equipe não entregou carros capazes de disputar o título nos últimos anos, e do lado do espanhol sobravam críticas e reclamações públicas, o que não agrada em nada a Ferrari desde os tempos longínquos de Enzo Ferrari.
Se é verdade ou não, não se sabe, o que se vê é um Alonso dizendo ser o "rei da carne seca" e que ele é quem dá as cartas, será mesmo?


#ForzaJules

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2014 - Volta virtual do GP da Rússia

Nesse fim de semana a Fórmula 1 corre em Sochi, na Rússia. É a primeira vez que a categoria embarca por aquelas bandas e o circuito novinho nunca foi testado em corridas oficiais, então será um desafio a mais para todos os pilotos e equipes.
E a codemaster divulgou um vídeo do jogo, nele uma Toro Rosso dá uma volta virtual pelo novíssimo circuito russo, confira:




Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

#ForzaJules


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #ForzaJules

F1 2014 - Sobre o acidente de Jules Bianchi, por Livio Oricchio

Li mais cedo no site do UOL uma matéria escrita pelo Livio Oricchio em seu blog, no texto ele analisa o acidente de Jules Bianchi de uma forma até então inédita para este que sempre vos escreve. Achei o texto interessantíssimo e resolvi postar aqui, com as devidas honras a quem o escreveu. O link original está AQUI.

O capacete de Bianchi não tem marcas. O que foi então que aconteceu?

Livio Oricchio 08/10/2017 - 14:18

São Paulo

Olá amigos!
O acidente de Jules Bianchi vai gerar reflexões por bom tempo, ainda. E tudo o que desejamos é que os ensinamentos do ocorrido domingo, no GP do Japão, sirvam para reduzir bastante as chances de outros pilotos se ferirem com a gravidade desse jovem talentoso francês.
Analisei as várias fotos que, por exemplo, o site da revista italiana Autosprint colocou no ar. Todas são chocantes para quem se interessa pelas questões técnicas da Fórmula 1, como eu. Verificar que não há mais santantônio na Marussia é algo bastante raro, o que atesta a assustadora violência do impacto do carro no contrapeso do trator na área de escape da curva 7 de Suzuka.Essa fotos associadas ao vídeo do espectador da arquibancada, disponibilizado na internet, nos permitem também imaginar o que se passou, o momento a momento do acidente. Uma das fotos me chamou mais a atenção. É esta aqui, do estúdio do Ettore Colombo, amigo desde que comecei a cobrir a Fórmula 1 no local das provas, há 25 anos:

Sem desejar ser presunçoso, por favor, mas penso existir nessa foto indícios importantes do que talvez tenha ocorrido entre o primeiro contato da Marussia de Bianchi no contrapeso do trator até a sua estagnação, cerca de quatro metros adiante, apenas.
O que primeiro recomendo prestar a atenção é a condição do capacete de Bianchi. Repare o médico no seu atendimento inicial. A viseira está íntegra, não há sinal de nenhum dano. Veja, agora, o restante do capacete, notadamente a porção superior. Da mesma forma, a impressão é de que não existe nenhum dano. Sequer na pintura.
Bianchi está inconsciente. O próprio boletim da FIA dizia, depois das informações trazidas pelo médico da Fórmula 1, o sempre acessível Ian Roberts, ao chefe de imprensa da entidade, Matteo Bonciani.
Mais: observe com atenção que há marcas de choque na parte frontal alta do monocoque. Refiro-me à área logo adiante do piloto, pintada de vermelho sobre o fundo branco. Se você estivesse sentado no cockpit e olhasse para a frente, seria a porção logo à frente dos seus olhos.
Para mim, esse dano no monocoque sugere que exatamente essa região do carro tocou na parte mais baixa do contrapeso do trator, levantando-o até, como pode ser visto no vídeo abaixo.
A dinâmica do acidente propõe que o conjunto da suspensão dianteira esquerda é a primeira a ter contato com o trator e a seguir, tudo em milésimos de segundo, vem a vez dessa parte frontal do monocoque, com os sinais de dano exibidos na foto.
Agora o mais importante: repare na foto que essa área alta da frente do monocoque é pouca coisa mais baixa que o ponto mais elevado do capacete de Bianchi. E esse ponto do capacete não apresenta sinais de toque em nada. A pintura superior do capacete não lhe parece a original? A integridade da viseira reforça essa impressão.
Poderíamos tentar reproduzir o que aconteceu a partir dessas informações, lembrando tratar-se apenas de uma hipótese baseada nos elementos disponíveis. Nada impede de fatores que não estamos enxergando terem interferido no desenvolvimento do acidente, não os estarmos mencionando aqui e serem eles, de fato, que poderiam explicar o ocorrido.
Voltando, faz sentido acreditarmos que essa porção alta do monocoque bem à frente do capacete do piloto tenha tocado a parte baixa do contrapeso do trator. Deslocando-se aproximadamente a 200 km/h, segundo dados da própria Marussia, essa porção alta do monocoque teria erguido o trator com o choque, por uma fração mínima de tempo.
Exatamente nesse instante fugaz de tempo a cabeça de Bianchi protegida com o capacete passa embaixo do contrapeso do trator, enquanto ele está no ar. Quando o trator cai, milésimos de segundo depois de atingido pela área frontal alta do monocoque, a cabeça do piloto já passou e o que o atinge é o santantônio, localizado imediatamente atrás do piloto. A partir daí a devastação é total. Tudo foi arrancado pelo trator.
Essa dinâmica explicaria a razão de o capacete não apresentar uma única evidência de toque no trator.
O que então causou a lesão neurológica séria em Bianchi?
Resposta: aquilo que descrevemos no texto anterior sobre o acidente, a súbita desaceleração sofrida por ele. Se o piloto tocou o trator a 203 km/h, é possível calcular aproximadamente a aceleração a que o piloto foi submetido.
Não é um experimento científico, portanto os valores apurados a seguir são apenas referências para quantificarmos a desaceleração e entender a extensão dos danos.
Conversei com o coordenador de projetos da JL, do ex-piloto Zeca Giaffone, o engenheiro Gustavo Lehto, empresa responsável pela concepção e construção dos carros da Stock Car. Lehto explica que se a Marussia estava a 203 km/h no momento do choque, sua velocidade era de 56,3 metros por segundo.
Estimando que o tempo decorrido entre o impacto e o carro parar foi de meio segundo (500 milisegundos), a desaceleração sofrida foi de 113,2 G, ou nada menos de 113 vezes a aceleração da gravidade na Terra. Considere, por favor, que esse é um dado aproximado.
“Segundo o teste de resistência (crash test) da Euro NCAP, programa de segurança automobilística, a média de desaceleração que a cabeça do ser humano suporta sem lesões permanentes é de 80 G em 30 milisegundos'', diz Lehto. “Deve ser considerado que esse é um valor médio, que serve tanto para uma dona de casa como para um esportista'', explica o engenheiro.
O tronco, a cintura e as pernas do piloto estão presos no cockpit pelo cinto de segurança de seis pontos. A cabeça, não. Como escrevi, o sistema Hans de capacete se destina a casos como o do acidente, evitar de a cabeça dobrar para a frente com violência, o que poderia causar lesões na coluna cervical com prováveis danos neurológicos graves.
Pelo que o pouco profissional boletim médico de ontem trouxe, parece não existir lesão na coluna cervical, o que mostra a eficiência do Hans. A desaceleração foi realmente elevada conforme os números sugerem.
Nesses episódios, os órgãos internos se chocam com a musculatura ou ossos do corpo. Foi o que aconteceu em maior intensidade com o cérebro de Bianchi dentro da caixa craniana, causando a hemorragia que os médicos procuraram conter na cirurgia realizada logo depois do acidente.
Só nos resta agora emitirmos as mais positivas vibrações possíveis para que Bianchi sobreviva e com poucas sequelas.
Livio Oricchio
#DressForJulesBianchi
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2014 - GP da Rússia - E o "show" deve continuar...

Enquanto a Fórmula 1 e o mundo que a rodeia espera por melhores notícias com respeito ao estado de saúde de Jules Bianchi, o circo desembarca na Rússia, para o GP inaugural no país, em Sochi.
As notícias sobre Bianchi abafaram a "tempestades" de boatos que rondavam o futuro de Sebastian Vettel e Fernando Alonso.
Vettel estará em Maranello a partir de 2015 enquanto ao que se diz, Fernando Alonso pilotará para a McLaren.
Mas ontem surgiu outro boato, de que Lewis Hamilton teria acertado sua volta para a equipe fundada pelo já falecido Bruce McLaren, enquanto Alonso iria para a Mercedes, uma salada que Niki Lauda fez questão de "estragar" dizendo:

"...Hamilton vai ficar conosco por mais algumas temporadas, a McLaren já assinou com Alonso na quinta-feira (02/10), Lewis fica conosco..."

Então diante disso, deveremos ter Sebastian Vettel na Ferrari, Fernando Alonso na McLaren e Lewis Hamilton continuando na Mercedes.

Bianchi presente, na medida do possível...

De ontem pra hoje muito se falou sobre quem iria correr no lugar de Jules Bianchi, que está no hospital lutando pela vida desde o acidente no domingo.
A Marussia deve correr apenas com Max Chilton, companheiro de Jules. A garagem que seria de Bianchi está com seu nome na porta em forma de homenagem e torcida por sua recuperação, muito legal por parte da Marussia.



Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

F1 2014 - E com a palavra, Adrian Sutil... (2)

Adrian Sutil bate, exatamente uma volta antes de JulesBianchi
Adrian Sutil resolveu falar um pouco mais do que viu e viveu, o momento de seu acidente, em que seguia de perto o próprio Jules Bianchi, o momento da batida do francês, o atendimento, etc, com a palavra mais uma vez, Adrian Sutil:

"Tivemos muita chuva, mas quando iniciamos a corrida foi provavelmente o melhor momento do dia naquelas condições", confirmou o piloto em entrevista ao jornalista inglês Adam Cooper.

"Não havia quase nenhuma chuva, a pista estava Ok com os intermediários. O único risco foi no fim, quando começou a escurecer, e a garoa que veio na sequência. Eu realmente me esforcei para manter o carro na pista, mas depois começou a chover mais e mais e aí ficou também muito escuro. Eu estava seguindo Jules muito de perto, quando o carro aquaplanou na curva 8 e acabei indo parar na barreira de proteção. Neste momento, eu não estava em uma boa posição, de qualquer forma, mas tive sorte que nada aconteceu comigo, eu estava Ok e pude sair do carro."

"Uma volta depois, aconteceu o acidente com Jules, no mesmo ponto, do mesmo jeito que foi comigo. Ele provavelmente aquaplanou e perdeu o carro. Eu apenas o vi vindo sem controle do carro", explicou.
Sutil afirmou que nos momentos derradeiros as condições estavam piorando:
"Estava piorando. Claro que os nossos pneus já estavam no fim, por isso a resistência quanto à aquaplanagem já não era a mesma. Eu vi vários carros balançando quando o safety-car entrou na pista depois do acidente, então acho que havia um rio enorme ali. E isso provocou os dois acidentes, na verdade. A chuva veio forte, os pneus já estavam no fim e a gente apenas lutava para se manter na pista, estava realmente difícil de guiar", contou.

Também explicou as dificuldades de quem está dentro de um carro de Fórmula 1 em um momento desses:

"O problema em nossos carros é que quando fica escuro, você ainda pode ver, mas como temos luzes muito brilhantes no volante, isso irrita muito. Além disso, nós temos uma visão reduzida de dentro do capacete também. E, com pouca luz, nos afeta muito. Nessas últimas voltas, com o spray e as gotas na viseira, foi realmente difícil de enxergar", acrescentou.

"Por isso, às vezes, do lado de fora, parece que está tudo bem, principalmente de dentro do safety-car, que possui um enorme para-brisa, mas ninguém sabe o que é isso para nós e ainda com esses carros, que agora são mais difíceis, sem aderência e com grande energia", finalizou.


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

F1 - Jean Todt visita Michael Schumacher e traz boas-novas


Em meio a essa semana tão obscura na Formula 1, uma notícia chegou e nos deu um motivo pra sorrir.
Jean Todt foi visitar Michael Schumacher, que agora está se tratando em casa. Segundo o francês, Michael Schumacher tem progredido muito, a ponto de Jean dizer que o heptacampeão não voltara a pilotar, mas terá uma vida normal no futuro:

"Podemos dizer que o Schumacher terá uma vida relativamente normal em breve. É bem verdade que ele nunca mais irá pilotar um carro da Fórmula 1, mas ele está lutando. Sua condição melhorou, o que é muito importante junto com o fato dele estar ao lado da família, em sua casa novamente" disse Todt.

Jean Todt visita o alemão com regularidade e vê cada passo que o velho amigo dá rumo a sua recuperação, no entanto ainda afirma que um longo caminho ainda terá que ser trilhado por Schumacher:


"Nas últimas semanas e meses, ele mostrou progresso em relação a severidade de sua lesão. Mas ainda há uma longa e difícil estrada a sua frente. Espero que as coisas sigam evoluindo. A família dele está próxima. Ele precisa de tempo e paz" finalizou.

Michael Schumacher agora está em sua casa, nas margens do lago Genebra. Ele tem o apoio e carinho de toda a sua família, e conta com uma equipe de 15 pessoas que se revesam  24 horas por dia.

Em meio a tantas notícias ruins, uma boa sempre nos dá um ânimo a mais.


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - ...