sexta-feira, 1 de agosto de 2014

F1 - A primeira metade do ano na F1 e o mês de agosto, trazendo suas "merdas"...

Daniel Ricciardo, o cara do momento
"Mas que merda!"
Patrícia Albarez

A frase comum no vocabulário da minha irmã resume bem o mês de agosto, e algumas coisas que ele sempre traz e trouxe nesse ano.
Não gosto do mês de agosto pelo simples fato de ser o mês das férias da Fórmula 1. Depois de agosto o ano corre e logo ficamos sem a Fórmula 1 por 3 ou quatro meses, uma eternidade.


Enfim a metade do campeonato mundial se foi, Nico "DiCaprio" Rosberg o libera seguido de perto pelo seu companheiro e amigo Lewis Hamilton. Os carros da Mercedes dominam amplamente o ano, e com exceção das duas vitórias de Daniel Ricciardo da Red Bull e da pole-position de Felipe Massa da Williams, a única coisa que se viu em 2014 foram os carros prateados da Mercedes na frente.
Os líderes do campeonato, Rosberg e Hamilton
Os destaques do ano certamente são Daniel Ricciardo e Valtteri Bottas (para a tristeza e auto-flagelação da RG e de GB).
Daniel Ricciardo vem fazendo o que seu compratiota Mark Webber apenas ameaçou fazer nos anos de Red Bull, que é colocar Sebastian Vettel no bolso. Enquanto Vettel acumula problemas no ano, e vem tomando tempo de Ricciardo, o australiano vem liderando a equipe e já tem duas vitórias na carteira em 2014.
A dupla da Red Bull, o sorridente Daniel Ricciardo e o tetracampeão, Sebastian Vettel
Valtteri Bottas já é um caso um pouco diferente do de Daniel, Valtteri e seu companheiro Felipe Massa vem andando de maneira muito próxima o ano todo. O finlandês vinha até andando um pouco atrás de Massa, o que não aconteceu no final da primeira metade do ano, mas o acúmulo de falta de sorte que Felipe Massa vem trazendo consigo, faz Bottas estar com o dobro de pontos de seu companheiro e com três pódios, contra nenhum do brasileiro.
Eles tem um carro que vem evoluindo e será interessante ver a Williams na segunda parte do campeonato. Será que a maré de azar do Massa vai mudar com um carro cada vez mais competitivo?
Felipe Massa e Valtteri Bottas
A Ferrari vem andando atrás como no ano passado, e também como nos últimos anos anda com praticamente um carro apenas. Visto que Fernando Alonso vem fazendo o seu belo trabalho de sempre, enquanto Kimi Raikkonen consegue fazer pior do que vinha fazendo Felipe Massa.
Vale lembrar que Fernando Alonso é um tipo raro de piloto, que mesmo com as ausências de título vem sempre se valorizando, no meio da categoria e também entre os fãs, Alonso não vence um mundial desde 2006, quando pilotava pela Renault. Obs.: Como é difícil achar foto do Alonso e do Raikkonen juntos nos boxes, apenas em ações publicitárias, eita caras chatos, o clima na Ferrari deve estar ótimo no atual momento em que a Ferrari anda, o ideal seria dois pilotos trocando informações para a melhoria do time.
Fernando Alonso e Kimi Raikkonen da Ferrari em momento raro, juntos
A McLaren começou colocando o estreante Kevin Magnussen no pódio e depois disso não fez mais nada de expressivo, Jenson Button também conquistou um pódio, mas anda sumido com o carro que lhe deram.

A Force India como de costume, de vez em quando incomoda, mas nunca passa de ameaça.

Das outras equipes mais do mesmo, apenas a Sauber e a Lotus que caíram muito em relação ao ano passado. A Sauber só está na frente da Caterham no desempate de chegadas, está atrás até mesmo da Marussia, que tem dois pontos.
A dupla de Ron Dennis(ao centro), Jenson Button e Kevin Magnussen
Politicagem....

Odeio política, mas esse velho me obriga a falar de vez em quando.
O mês de agosto trouxe consigo péssima notícia que ainda não se sabe se é verdade.
Bernie Ecclestone está envelhecendo, seus problemas de saúde e na justiça estão diminuindo os dias na Terra do cara da Fórmula 1.

Antes do episódio de Cingapura 2008, quando Flavio Briatore ordenou que Nelsinho Piquet batesse de propósito para favorecer Fernando Alonso, Bernie tinha em Flavio o seu sucessor, porém o escândalo afastou o italiano da Fórmula 1 e o chefão ficou sem ninguém para substituí-lo.
Agora a categoria vem enfrentando problemas de popularidade e outros mais, e o rumor que cresce é de que Bernie Ecclestone estaria trazendo de volta para a F1 o italiano mal-feitor, Flavio Briatore.
Bernie Eccelstone e Flavio Briatore
Flavio Briatore saiu chutado da Fórmula 1 por provocar o pior episódio de trapaça da história da categoria, e agora tio Bernie quer trazê-lo de volta pra "salvar" a categoria. Os rumos que nossa querida e amada categoria vem tomando não são dos melhores.
Bernie, aceite meu conselho: Tem tanto cara "legal" que anda pela Fórmula 1 a tantas décadas, uns meios cabeça-dura como Niki Lauda, outro que deveriam ser mudos, como Jackie Stewart, outros políticos como Alain Prost, ou marqueteiros como Emerson Fittipaldi, entre outros como Damon Hill, etc. O importante é não trazer Flavio Briatore. A pena é que você nunca vai ler meu conselho, e mesmo que lê-se, não o aceitaria.

Classificações dos mundiais de pilotos e contrutores


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Juram que eu não devia mais querer você...Tanto...

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Há 100 anos atrás, a imbecilidade humana iniciava a Primeira Guerra Mundial

Veste de Francisco Fernando
Esqueçamos o automobilismo por um pequeno texto, sim, esse que vos escreve gosta de história, e gosta muito.
Há exatos 100 anos e um mês, no dia 28 de junho de 1914 o arquiduque Francisco Fernando estava com sua esposa quando foram assassinados pelo estudante sérvio Gavrilo Princip (babaca), em Sarajevo, capital da província austro-húngara da Bósnia e Herzegovina (confuso).
Sua morte foi um marco na história da humanidade, pois em razão disso, exato 1 mês depois e há 100 anos atrás, no dia 28 de julho de 1914, começava a Primeira Guerra Mundial.
A imbecilidade humana pela primeira vez tomava aspectos globais, o conflito durou até o dia 11 de novembro de 1918, e matou por volta de 19 milhões de pessoas entre civis e soldados.
A guerra causou profundas alterações políticas, desenvolveu tecnologias, aquela coisa que toda guerra faz, coisas que em minha humilde opinião poderiam ser desenvolvidas de forma pacífica, e não em meio a uma necessidade de guerra, mas o ser-humano por muitas vezes com toda sua "inteligência", consegue ser mais irracional que os próprios seres irracionais que circulam no planeta.
A morte do arquiduque foi o estopim de um dos maiores erros da história da raça humana.A Primeira Guerra Mundial "terminou", mas na verdade a guerra continua por aí, enquanto o homem morrer de fome, morrer por falta de água, de estrutura ou de qualquer outro tipo de coisa que lhe é direito, enquanto a cor da pele for vista como diferença, enquanto a religião for motivo para matar ou fazer morrer a guerra continua, e do jeito como infelizmente andam as coisas, ela está longe de acabar.
É como diz Douglas MacArthur, "Só os mortos conhecem o fim da guerra".

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #frio

sexta-feira, 25 de julho de 2014

F1 2009 - Cinco anos atrás, o acidente de Felipe Massa

Há cincos anos atrás, me lembro de estar assistindo ao treino classificatório para o GP da Hungria de 2009.
Era um ano um tanto especial, pois Rubens Barrichello que em 2008 havia quase se aposentado no final da temporada por não ter uma vaga para correr em 2009, conseguira de última hora uma vaga na Brawn, que nascia do fechamento da Honda.
Para a surpresa de todos, o carro de Ross Brawn que dava nome à equipe com seu sobrenome era muito melhor que todos os outros devido a um “buraco” no regulamento que só Ross havia percebido.
E Rubens Barrichello de quase aposentado voltava como um dos favoritos ao título, ao lado de seu companheiro Jenson Button. No final do ano, Jenson levou.
Enfim, era metade da temporada, Rubens lutava com todas as forças para alcançar Jenson na tabela de pontos, enquanto isso a Ferrari vinha lutando contra si mesma para melhorar seu carro, Felipe Massa e Kimi Raikkonen sofriam com uma fraca Ferrari que começou o ano lá atrás do pelotão. Mas vinha melhorando e os carros de Maranello chegaram com reais chances de vitória na Hungria, ainda mais Felipe Massa, que era o atual tricampeão do circuito, tendo vencido o mesmo nos anos de 2006, 2007 e 2008.
O treino estava rolando, passa o carro de Rubens Barrichello e logo em seguida a Ferrari de Felipe Massa está parada após a forte batida frontal. O tempo passa e Felipe Massa não sai do carro, não se mexe.
A equipe médica chega, depois de um tempo tira o piloto atordoado do carro, a imagem assusta, Felipe Massa com a parte da frente do capacete destruída, e o rosto severamente machucado acima do olho direito.
A peça que bateu na cabeça de Felipe Massa foi uma mola do carro de Rubens Barrichello, UTI, coma induzido, recuperação lenta, só volta em 2010, e as notícias percorriam no decorrer dos dias.
Cinco anos se passaram desde o dia do acidente, Felipe Massa está na ativa e tem o que falar.
Admitiu para jornalistas brasileiros que o acidente o fez ter mais respeito pela vida, que essa foi a única mudança, e hoje, piloto da Williams, Felipe Massa fala com tranquilidade sobre o drama ocorrido a cinco GPs da Hungria atrás, e que tira apenas lições positivas da experiência.

“Eu não me lembro do acidente, mas tenho muito mais respeito à vida, sem dúvida nenhuma. Se a gente nunca acha que alguma coisa séria pode acontecer com a gente, na verdade, pode acontecer com qualquer um. Eu dou muito mais valor à vida”, disse no paddock de Hungaroring, neste fim de semana.

“E gosto muito desse país. Eu tenho muitos fãs aqui, que me esperam no hotel, no aeroporto e sempre ganho muita força das pessoas, um pouco por causa do acidente também”, completou.

Após o acidente, Felipe foi submetido a uma cirurgia para a retirada de fragmentos ósseos que haviam se espalhado, e a Ferrari emitiu esse comunicado:

“Ele estava consciente quando chegou ao hospital. Um exame médico revelou um corte na testa, uma lesão na parte esquerda do crânio e uma comoção cerebral. A operação foi um sucesso, e Felipe vai ficar agora em observação na UTI”.



Recuperado, Felipe Massa voltou para a Ferrari em 2010, tendo como companheiro o espanhol Fernando Alonso, e em 2014 se transferiu para a Williams.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #forçaMassa

F1 - Azerbai... Onde? GP da Europa? Fica na Europa?

A Fórmula 1 tem o dom de nos alegrar e entristecer com anúncios em menos de 48h.
Ontem a ótima, estupenda, esplendorosa, inacreditável notícia sobre a volta do grande prêmio do Méxino no circuito Hermanos Rodríguez.
Hoje a merda da notícia era, a partir de 2016 o Azerbaijão vai sediar o grande prêmio da Europa. O país que tem seu território no continente asiático e no continente europeu, ok. Mas porque não trazer de volta Imola, Estoril, Jerez de La Frontera, etc.
Mas ai vem o tio Bernie Ecclestone, que vamos combinar,  já fez muito pela Fórmula 1, e que já passou da hora de dizer adeus e deixar uma mente mais aberta comandar o circo, e me inventa de levar a categoria para o Azerbaijão.
Nada contra o país ou sua população, devem ter ótimas pessoas por lá, mas qual a chance de chamar a atenção, de dar mais audiência, e é disso que a Fórmula 1 precisa, resgatar suas raízes para voltar a chamar a atenção, resgatar seus antigos “templos” e a paixão pelo automobilismo que eles causavam, e não mais uma obra ultra moderna no meio do nada.

 Que me desculpem os azerbaijaneses ou azeibaijanos ou azerbaijanizios, sei lá.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Qual a chance?

quinta-feira, 24 de julho de 2014

F1 - El regreso de los Hermanos Rodríguez!

O irmãos Pedro e Ricardo Rodriguez
Ele voltou! E quando uma pista clássica volta ao calendário da Fórmula 1, é motivo de comemoração, e das grandes.
Essa semana foi anunciada a volta do GP do México a partir de 2015, no clássico circuito "Hermanos Rodríguez".

Os bigodudos Don Ramón Valdés e Nigel Mansell
Sempre gostei muito desse circuito que leva o meu sobrenome no nome, claro que não lembro de ter assistido nenhuma prova lá, uma vez que a última corrida de Fórmula 1 pelas terras do bigodudo Don Ramón Valdés foi em 1992 e foi vencida pelo também bigodudo Nigel Mansell. Sabe o que a questão dos bigodes tem a ver com o assunto? Nada!
Abaixo um video bem curtinho do que o circuito mexicano aliado a gênios das pistas pode nos proporcionar, a pista volta, agora vão faltar os gênios.



A nova safra mexicana, Sergio Perez e Esteban Gutiérrez terão uma casa a partir de 2015

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Salve Don Ramón!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

F1 - Comparando Ferraris - E com a palavra, Fernando Alonso e John Surtees

Fuçando na net achei esse vídeo bem legal, onde Fernando Alonso e John Surtees comparam as Ferraris de suas respectivas épocas.
Como esse que vos escreve não fala inglês, entendeu bem pouco da conversa, mas mesmo assim se divertiu. Confiram:



Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Boas pessoas não deveriam morrer. #lutoEdna

F1 - "...Ferrari, outro carro de merda..." Niki Lauda

Niki Lauda, sempre ele com sua "falta de papas na língua", precisou se desculpar pelo que disse sobre o carro da Ferrari.
O tricampeão usou a palavra "merda" para falar sobre McLaren e Ferrari em comparação ao carro da Mercedes.
O fato ocorreu quando Lauda foi entrevistado pelo jornal "El Pais", confira:

"A McLaren tem  mesmo motor que nosso carro e é uma merda. Onde estão? Em lugar nenhum. O mesmo acontece com a Ferrari, outro carro de merda." – detonou (com razão) Niki Lauda.

Depois da repercussão negativa no meio e principalmente na Itália, o ex-piloto apressou-se em desculpar-se:

"Pedi desculpas à Ferrari, ao Luca di Montezemolo (presidente da equipe) e aos fãs italianos. Não deveria ter usado essa palavra. Estou errado e não quero ficar dando desculpas. Eu liguei para o presidente e expliquei-me. Fui muito pesado com as palavras – se explicou ao jornal italiano “La Gazetta dello Sport”.
Niki Lauda e Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari
 Ao alemão “Bild”, Lauda também comentou o episódio:
"Fui perguntado sobre qual a diferença entre os carros da Mercedes, McLaren e Ferrari. Quis dizer que a Mercedes é simplesmente a melhor combinação de carro e motor. A McLaren tem o melhor motor, mas o carro não é tão bom.  E a Ferrari tem pontos fracos de ambos os lados – explicou-se novamente.

Tentando se redimir, Lauda chegou até a apontar a Ferrari como uma das ameaças à Mercedes no GP da Hungria deste fim de semana:
"Eu até estou preocupado com a Ferrari em Budapeste, pois eles se aproximaram muito de nós nas últimas corridas. E também com a RBR, que tem um carro perfeito e apenas problemas com o motor. No momento certo, a Ferrari pode nos pegar no contrapé, já que eles são mais perigosos do que inicialmente pensávamos – analisou o campeão de 75, 77 e 84.
Niki Lauda nos anos 70, quando era piloto da Ferrari
Ferrari e suas frescuras, porque não foi preciso pedir desculpas à McLaren?

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #lutoEdna =(

terça-feira, 8 de julho de 2014

F1 - My name is Hamilton, Lewis Hamilton.


A BBC sempre com suas incríveis abeturas da Fórmula 1. Dessa vez para o GP da Inglaterra eles filmaram Lewis Hamilton pulando de paraquedas ao melhor estilo James Bond.
No vídeo Lewis salta do avião e aterriza no pit lane do circuito de Silverstone, confira:


Claro que Hamilton não saltaria de paraquedas as vésperas do GP, o vídeo teve a participação de um dublê para o salto, mas o resultado ficou ótimo.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #VaiBrasil

quarta-feira, 2 de julho de 2014

F1 - Há 29 anos, morria o herói David Purley

David Purley 1945 - 1985
Há exatos 29 anos, morria David Purley em um acidente quando pilotava um biplano de acrobacia aérea, ao largo da cidade galesa de Bognor Regis, o seu avião descontrolou-se e caiu ao mar e seu corpo nunca foi encontrado, ele tinha 40 anos.
Na Fórmula 1, David Purley correu em apenas sete grandes prêmios nas temporadas de 1973, 1974 e 1977.
Na minha opinião Purley é um dos maiores heróis que a categoria já teve, não por seus feitos na pista, o piloto jamais pontuou, mas por um feito de bravura no GP da Holanda de 1973.

O britânico parou seu carro para tentar salvar a vida de seu amigo, o compatriota Roger Williamson, que sofrera um acidente. Williamson não conseguia sair do carro que estava em chamas e virado ao contrário enquanto Purley fazia de tudo para ajudá-lo.
O piloto gesticulava pedindo ajuda dos comissários, que nada fizeram além de olhar e tentou até desvirar o carro sozinho. Ao perceber que nada mais poderia ser feito, Purley caminhou desolado, chegando a ficar no meio da pista, com os demais pilotos passando em alta velocidade. Roger Williamson faleceu com 25 anos asfixiado pela fumaça.
Na época, Purley foi condecorado com a medalha George Cross, a mais alta distinção inglesa por coragem em situações de salvamento.

O acidente de Roger Williamson
Guinness World Records
David Purley está na história da Formula 1 também por um outro motivo, em 1977, quando corria no seu próprio carro, nas pré-qualificações do GP de Inglaterra, em Silverstone, Purley perdeu o controle de seu carro e bateu no muro a 173 Km/hora. Ele sofreu uma desaceleração de 178 G, o que fez bater um record do Guiness como o homem que sobreviveu a pior desaceleração já vista. Somente em 12 de outubro de 2003, no Texas Motor Speedway, esse record foi superado pelo sueco Kenny Brack, quando seu carro decolou e se chocou contra o alambrado, na reta oposta: Brack foi submetido a uma desaceleração de 214 G.
O carro destruído de Purley é mantido até hoje em um museu.


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Relembrando...

terça-feira, 1 de julho de 2014

"Senna is better than Prost" É amigos, #TaTendoCopa!

Em dias de copa, a atenções do mundo ficam no futebol, mas nós não esquecemos da Fórmula 1. E pelo visto nem esse cara aí da foto abaixo:

Ontem no jogo França e Nigéria pelas oitavas de final da copa do mundo, um flagrante da criatividade brasileira em cima de uma das maiores rivalidades da história do esporte, Ayrton Senna e Alain Prost.
Um torcedor com um capacete e uma cartolina deu o seu recado para os franceses presentes no estádio Mané Garrincha, em Brasília ("Senna is better than Prost" - Senna é melhor que o Prost). Concordo.


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #ela

sexta-feira, 27 de junho de 2014

F1 - E com a palavra, Jacques Villeneuve...

Um dos meus pilotos favoritos concedeu uma entrevista essa semana para o UOL, ele é Jacques Villeneuve.
Jacques Villeneuve
Nela o canadense fala de sua carreira, a oportunidade e a sensação de voltar às 500 milhas de Indianápolis 19 anos depois de tê-la vencido, fala da Fórmula 1, seu momento atual em meio as crises que a categoria vem enfrentando, sobre o que faria para melhorá-la, fala de Bernie Ecclestone, fala de seus planos para o futuro, do gosto de viver para a velocidade e fala também de seu pai, o lendário Gilles Villeneuve. Abaixo:

Jacques Villeneuve defende Ecclestone e ataca "meninos" no grid da Fórmula 14
Livio Oricchio
Do UOL, em Spielberg (Áustria) 26/06/201414h06

O seu currículo diz por si só: o canadense Jacques Villeneuve, 43 anos, forma com o ítalo-americano Mario Andretti e Emerson Fittipaldi o trio dos únicos pilotos da história a serem campeões na F1, na F Indy e vencerem as 500 Milhas de Indianápolis. O máximo no automobilismo.
Mas Jacques traz algo a mais consigo. É filho de Gilles Villeneuve.  Seu pai é ainda hoje um mito, apesar do acidente fatal na classificação do GP da Bélgica de 1982, com Ferrari. Jacques herdou parte daquela gana insaciável de vencer de Gilles.
E fora da pista demonstra o mesmo arrojo. Expressa o que pensa, doa a quem doer. Sua visão de quase tudo é sempre polêmica. Na F1 de hoje, por exemplo, quase nada se salva. E os pilotos são "meninos e não homens". Sua previsão para o futuro é sombria. "Sem Bernie Ecclestone a F1 vai morrer."
Apesar de ter parado de correr na F1 em 2006, depois de 163 GPs, o título de 1997, com Williams-Renault, 11 vitórias e 13 poles, Jacques deixa claro que se lhe chamaram para competir está pronto, seja onde for. "É o que me mantém vivo." No mês passado assumiu todos os riscos ao voltar a disputar as 500 Milhas de Indianápolis, 19 anos depois de tê-la vencido. "Que divertimento!" Acabou em 14.º.
Na Áustria, Jacques conversou durante longo tempo com o UOL Esporte, mais uma conversa que entrevista propriamente. Vai a todas as corridas, por ser comentarista da TV Sky da Itália, além de colaborar com o Canal Plus da França.

UOL - Jacques, você se tornou comentarista de F1 nos últimos dois anos e os telespectadores adoram seu estilo direto e objetivo. Está gostando da experiência?
Jacques Villeneuve (JV) - É divertido, mas sem dúvida não é como a minha paixão por pilotar. Eu conheço bem o ambiente, as coisas do carro, a F1, portanto é fácil para mim. O que gosto nesse projeto é que tanto na TV italiana quanto na francesa tenho total liberdade. Posso dizer o que penso, basta apenas que os meus comentários sejam claros. Se fosse uma TV muito política, falar só dos franceses, fingir, mentir, não aceitaria o convite.

UOL - Você parece se divertir no paddock.
JV - Sim, mas se tiver uma opção para pilotar uma temporada inteira, se puder escolher entre estar atrás de um volante ou comentar as corridas certamente vou preferir continuar como piloto. Fiz este ano as 500 Milhas de Indianápolis, participei do Rally Cross, é o que me mantém vivo. Se tiver uma chance nas 24 Horas de Le Mans também vou, mas só se for num carro capaz de me permitir lutar pela vitória. (Villeneuve é comentarista da Sky Itália e do Canal Plus na França.)
Villeneuve nas 500 milhas 2014
UOL - Como foi voltar a correr em Indianápolis 19 anos depois de você vencer a corrida mais famosa do mundo?
JV - Adorei, que velocidade! Estávamos no limite. Trabalha-se bastante, aqueles carros, o tráfego, os riscos, o coração bate mais forte. Acaba a corrida e você sabe que fez algo especial, isso me agrada muito, realizar uma ação que nem todos conseguiriam. (Este ano Villeneuve aceitou o desafio de, aos 43 anos, voltar a correr em Indianápolis, prova vencida por ele em 1995, quando também foi campeão da Fórmula Indy, pela equipe Green. Largou em 27.º lugar e recebeu a bandeirada em 14.º, pela equipe Schimidt Peterson Motosport.)

UOL - Você se sente ainda um piloto competitivo, em condições de lutar pelas vitórias e disputar títulos?
Jacques em 1997, pela Williams
JV - Seguramente. A minha vontade de vencer é a mesma de quando eu era menino, com a vantagem de que agora eu tenho experiência. Essa maturidade te ajuda a tomar as decisões certas nos momentos mais difíceis. Quando você é jovem é mais fácil você errar. Os anos a mais te mantêm mais calmo, ajudam entender a hora certa de tomar uma decisão, enquanto no começo você não pensa muito. A experiência, a idade têm papel importante no poder concentração, cresce, as corridas parecem que ficam mais curtas.

UOL - Os carros da F1 de hoje são bastante distintos da Williams-Renault de 1997, quando você foi campeão. Como você acompanha tudo de perto, por estar aqui ainda na F1, qual das competições prefere, a de sua época de sucesso ou a atual?
JV - Não gosto desse modelo que está aí. Sempre apreciei os aspectos mecânicos da F1. O piloto, a equipe podem dispor dos dados apurados pela telemetria, mas apenas para ver o que fazer, como trabalhar o carro. Para mim isso se faz com uma folha de papel, o engenheiro do lado e muita conversa. O piloto tem de ter olhos para ver como a suspensão está funcionando e saber por qual razão, por exemplo, o carro está saindo de frente. Tem de analisar o movimento da suspensão e ser capaz de associar ao que se passa com o carro. Os pilotos de hoje não aprenderam nada disso. Os mais antigos, como Fernando Alonso, que entendem do funcionamento do carro, conseguem tirar proveito disso.
Jacques Villeneuve ao lado de Michael Schumacher, 1997.
UOL - Michael Schumacher disse, quando voltou a correr de F1, pela Mercedes, em 2010, que uma dos aspectos que sentia dificuldade era a profunda interação necessária com os vários recursos do carro. Rubens Barrichello comentou sobre isso que a idade é um impedimento quando comparado aos mais jovens.
JV - Depende de você. Eu sempre gostei bastante de computadores, tenho grande interação, faço programas. O que não gosto na F1 é essa associação excessiva entre as duas coisas, computador e carro, para ajudar o piloto. Os engenheiros de hoje não querem que os pilotos digam como o carro está se comportando, pois os computadores fazem tudo. Não desejam que os pilotos trabalhem como antes. Você não precisa entender o funcionamento do carro para melhorá-lo, é tudo automático. Há sistemas como o hidráulico da Mercedes, responsável pelo controle da altura da frente e traseira, em que os ajustes são contrários à lógica, não intuitivos, você como piloto não pode entender. Eles fazem o acerto e depois te explicam como é.

UOL  - Podemos entender que você seria ainda competitivo mesmo nessa F1 supertecnológica.
JV - Penso que sim. Mas não posso dizer isso porque vão dizer ah.... Fisicamente esses carros são fáceis de ser pilotados, são mais lentos de quando eu deixei a F1 (no meio da temporada de 2006, GP da Alemanha, quando pilotava para a BMW Sauber), portanto não seria problema. Mas na Europa seria impossível. Se você tem mais de 25 anos já é um velho. Estava em Indianápolis (no mês passado) e as pessoas estavam felizes em me ver assumir os riscos de disputar as 500 Milhas aos 43 anos. Foi tudo bem, fiz tudo certo na corrida e eles te jogam para cima, não para baixo, o ambiente é outro. Aqui na F1 é tudo diferente. Há quem esteja feliz por Sebastian Vettel não ir bem. Ele é o atual tetracampeão do mundo, dizem que ficou lento, é horrível ouvir isso.

UOL - Voltando a atual temporada, você tem sido um crítico das bandeiras levantadas pelo regulamento.
JV - Sim, apesar de algumas belas corridas, mas não graças ao novo regulamento. O que existe hoje não é a F1. Essa bandeira de preservar o verde, economizar despesas é tudo falso, não funciona. A F1 deve ser extrema, deve ser uma coisa não normal, algo não humana, 1000 cavalos. Lembro do tempo do Senna, em que eu via as provas na TV e dizia a mim mesmo 'Meu Deus, não vou ser capaz de pilotar esses carros'. Quando você chega lá se adapta. Hoje os carros são lentos, sem barulho, ainda que isso seja secundário. E tudo artificial demais, como o DRS (flap móvel para facilitar as ultrapassagens), agora querem introduzir as faíscas, estão tentando se tornar americanos, fazer um show e não privilegiar a competição. Adotaram o DRS e tivemos 50 ultrapassagens numa corrida. Reclamaram que era demais. Quando você começa com esses artificialismos não pode voltar mais atrás, quer dizer que você está morrendo, acabou. Não pode mais fazer corrida de verdade.
Jacques Villeneuve em evento realizado em 2013, nele, o canadense pilotou a Ferrari de seu pai, Gilles.
UOL - Como seria, então, a sua F1?
JV - A primeira providência seria proibir toda telemetria. A F1 seria homem, carro, equipe e trabalho. Daria muito mais liberdade, em especial quanto aos motores. Ok, limitar o consumo de combustível é algo interessante, algo bom, então estabeleceria um limite de gasolina, digamos 60 quilos, e diria veja o que você faz com isso. Se for capaz de produzir um motor de 1.400 cavalos, ótimo para você. Essa seria uma competição real, haveria desenvolvimento tecnológico, cada concorrente apresentaria o seu projeto. Hoje é tudo igual, arquitetura fixa (V-6 a 90 graus), onde está o desenvolvimento? E não custa menos, mas igual. Outra medida que tomaria seria reintroduzir a guerra entre fabricantes de pneus, não haveria um fornecedor apenas. (Todos competem com pneus Pirelli desde 2011.)

UOL - Apesar de todas as limitações citadas por você, algum piloto o impressiona?
JV - E eles podem dizer o que pensam? Parecem meninos e não homens, para quem está de fora é difícil entendê-los e não é por causa da idade. Talvez a culpa seja de suas equipes que não lhes dá liberdade. O que vejo de fora é que os que aprenderam a trabalhar o carro conseguem fazer algo a mais. Depois da primeira corrida disseram que Magnussen era o novo gênio. Depois de duas corridas passou a ficar atrás do companheiro, Jenson Button. É preciso ter mais calma antes da falar. (O dinamarquês Kevin Magnussen, de 21 anos, foi segundo colocado na estreia na F1, pela McLaren, este ano, na abertura do campeonato, na Austrália.)

UOL - Há falhas importantes na formação dos pilotos, pelo que podemos entender pela sua explicação.
JV - Se hoje um piloto jovem e seu pai vierem falar comigo, perguntando o que fazer, pedir uma orientação, responderei para procurar outra coisa. Hoje, para ser piloto, ou você tem alguns milhões de dólares no banco ou alguém te sustenta por prazer. Não sei como conseguem seguir adiante com a carreira. Outra possibilidade é entrar na família Red Bull porque Helmut Marko gostou de você. Não há outra maneira além dessas. É melhor jogar futebol, as chances serão maiores. Mesmo você sendo veloz, jovem ninguém vai se interessar por você. Querem saber o quanto de dinheiro você pode levar para eles.
Gilles Villeneuve

UOL - O suíço Fabio Leimer, campeão da GP2 no ano passado, veio a público dizer que mesmo com o título da GP2 e US$ 14 milhões não conseguiu vaga na F1. Houve quem pagou mais.
JV - No paddock ninguém olha para a GP2, não é importante. Os homens da F1 não olham também para as demais categorias, não têm nenhuma importância. A GP2 não seleciona quem tem talento, os carros são estranhos e no passado seus pilotos não iam bem na F1. Ou você tem muito dinheiro para chegar na F1 ou não há como. É terrível o que está acontecendo, não estão selecionado talento. A McLaren resolveu assumir riscos ao contratar Magnussen.

UOL - Você é casado com um brasileira, Camila.
JV - Sim, de São Paulo. Temos dois filhos, dois meninos, um de 17 meses e um de 5 meses. Mas moram conosco também os meus outros dois filhos, dois meninos, de 7 e 6 anos. São quatro homens lá em casa, na Suíça. Foi uma mudança grande para a Camila, nada fácil, é muito trabalho, mas ela é bastante responsável.

UOL - Se alguns dos seus meninos decidir ser piloto, como reagirá?
JV - Vai, tchau. Se desejar saber alguma coisa de mim, claro, vou ajudar, mas se eu tiver de pagar sua carreira não. Não creio nessa história de dar uma chance aos jovens só por ser jovem e a vida é difícil. Damos chance a quem merece ter chance, o que é diferente.  Se ele se mostrar de verdade interessado, estiver disposto a correr os riscos, acordar cedo, submeter-se aos sacrifícios de ser piloto, sim. É legal pensar na F1 como algo onde há muito dinheiro, jet set, mas o desafio para chegar lá é grande. É preciso paixão, abrir mão de muita coisa e viver em função disso.

UOL - Uma vez que seu filho atendesse a esses pré-requisitos, o ajudaria, então por exemplo a correr de kart?
JV - Iria primeiro disputar corridas de esqui, como eu fiz, é suficiente. Ali poderia entender sua mentalidade como enfrentar os problemas para se tornar mais rápido. Eu praticamente não competi de kart. No esqui você pode desenvolver essa filosofia do que é preciso para ser mais eficiente e depois transportá-la para o carro. Ele vai sentar e começar a descobrir como ser veloz, como fez no esqui. Se for capaz no esqui será no carro e em outros esportes. Se quiser, poderá fazer a escola de pilotagem.

UOL - Por que você nunca gostou de falar de seu pai?
JV - Gosto, sim. O que acontece é que quando comecei todos me perguntavam se eu desejava dar sequência ao que o meu pai fazia, continuar sua história. Não queriam me ver, mas tinham o sonho de ver Gilles Villeneuve. E não era o caso. Eu respondia que estava lá em razão de eu gostar do automobilismo e não por causa de meu pai. Para evitar discutir com alguém parei de falar nele.

UOL - Como o vê hoje?
JV - Seguramente era muito talentoso.  Ter sido piloto me despertou o gosto pelo automobilismo, mas mais do que isso foi a forma como cresci. Aos 4 anos eu já brincava de motocross, fazia saltos. E o fato de meu pai ter morrido me ajudou a crescer como homem, tinha 13 anos. Se estivesse vivo, conviver com o que ele representava seria pesado demais para mim, não teria funcionado, eu teria continuado sendo um menino. Todas as coisas que te acontecem na vida acabam por te ajudar.

UOL - O quanto de Gilles Villeneuve há em você, era um piloto que assumia elevados riscos.
O pequeno Jacques com seu pai, Gilles.
JV - É interessante. Às vezes digo algo e depois leio o que meu pai disse a respeito do mesmo tema, algo que eu não poderia saber que ele comentou, e há similaridades importantes. Existe alguma coisa, sim, que passa no sangue. E há a questão da educação, o que você aprende até os 8, 10 anos de idade.  Se eu não tivesse ganhado a minha moto aos 4 anos e não tivesse visto o respeito que os outros tinham pelo meu pai... o que também foi importante na minha escolha. Trouxe dele essa gana de buscar o limite, usei no esqui e levei para o automobilismo. Mas há uma diferença. Eu também corria elevados riscos, mas penso que pensava um pouco a mais antes que o meu pai. Quando batia forte (por duas vezes na temida curva Eau Rouge, em Spa-Francorchamps, na Bélgica), me sentia atingido não poder ter me ferido, mas de vergonha de entregar à equipe um carro destruído. Porém penso que se corresse na época do meu pai eu também teria morrido.

UOL - Quando assisti a imagens de seu pai correndo, com aquele estilo único, agressivo, corajoso, o que sente?
JV - Acho fascinante. As pessoas têm um amor por ele que vai além dos resultados que conquistava. As pessoas entendiam que fazia aquilo por paixão, isso era a coisa mais importante para ele. Meu pai fazia os torcedores sonharem, era uma época de heróis, assistiam à corrida e diziam a si próprios que não poderiam fazer aquilo, não poderiam assumir aqueles riscos. Hoje, no entanto, olha esses pilotos, são meninos. As pessoas pensam consigo 'Ah, eu posso jogar play station então posso pilotar um F1', não existe mais fascínio. O que é fascinante hoje é o dinheiro, o jet set, as mulheres. Meu pai fez muita gente sonhar e não tinha filtro, era espontâneo, natural.

UOL - A geração de seu pai, o companheiro de Ferrari, Jody Scheckter, Nelson Piquet, Nigel Mansell, Alan Jones, dentre outros, faria sucesso hoje na F1?
JV - Seguramente. Corriam com o que tinham, com o que conheciam. Se corressem hoje, com a idade daquela época, depois de dois anos andariam junto com os pilotos de hoje, talvez até melhor porque eram homens. Aprender (os recursos de hoje) não é segredo, tem gente com 60 anos que nunca viu computador e de repente se mostra capaz. O problema daquela geração é que não treinavam fisicamente, não seguiam nenhuma dieta e aos 40 anos eram já velhos para a F1. Isso mudou muito.

UOL - Como será a F1 depois de Bernie Ecclestone? (O homem que comanda a competição fará 84 anos dia 28 de outubro).
JV - Para mim a F1 vai morrer. Não sobreviverá. Não vejo como pode sobreviver sem ele. A F1 não é uma democracia. Se fosse não teria chegado onde chegou. Quando as decisões terão de ser tomadas pelos representantes das dez equipes não vai funcionar, cada um vai querer uma coisa diferente. Bernie é capaz de falar com os governos, fazer as coisas mais difíceis. Ele decide.
Jacques Villeneuve e Bernie Ecclestone


UOL - Já se fala em contratar uma empresa especializada em criar espetáculos para ajudar a F1.

JV - Estão tentando fazer da F1 um show, mas é um esporte. Se eles se limitarem a fazer da F1 apenas um show, as pessoas vão assistir a um circo, não a um esporte. Os pilotos não são mais heróis, que é o que as pessoas desejam ver. Chegam aqui na Áustria e dizem que a pista é perigosa, o que é isso? Perderam a referência.

Sem mais,

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #TáTendoCopa

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Boas novas! Michael Schumacher acorda do coma...

Foi anunciado hoje através de comunicado, que o heptacampeão Michael Schumacher acordou de seu coma que já durava quase seis meses, agora o alemão entrou em processo de reabilitação.
Michael Schumacher
Veja o comunicado divulgado pela assessoria do piloto na íntegra:

“Michael deixou o (hospital) CHU Grenoble para continuar sua longa fase de reabilitação. Ele não está mais em coma. Sua família gostaria de agradecer a todos os médicos, enfermeiros e terapeutas que o trataram em Grenoble, bem como os socorristas que o atenderam no local do acidente, que fizeram um excelente trabalho nestes primeiros meses.

A família também gostaria de agradecer a todas as pessoas que enviaram pensamentos positivos a Michael. Estamos certos de que isso o ajudou. Para o futuro, gostaríamos de pedir compreensão, uma vez que sua posterior reabilitação acontecerá distante dos olhos do público”.


Mais informações no decorrer do dia.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Boas novas...