segunda-feira, 14 de abril de 2014

F1 1988 - Ayrton Senna sobre corridas e sobre Deus

Encontrei um vídeo bem legal no blog do Flávio Gomes, Roberto Carlos (o cantor) entrevistando Ayrton Senna a bordo de um Escort XR3, na época do primeiro título mundial do brasileiro, em 1988 pela McLaren.
Ayrton fala sobre corridas, e sobre suas experiências com Deus, o vídeo é bem legal e vale a pena assistir:



Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #fuerzaMichael!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

F1 2014 - Las "quejas" de Sergio Pérez 2

Ano passado escrevi um texto com algumas reclamações de Sergio Pérez sobre a McLaren, clique aqui para ler.

Agora, em 2014 o mexicano, na terceira corrida do ano chegou no pódio no GP do Bahrein com sua Force India após uma excelente corrida, e não teve como esquecer o passado, em entrevista ele falou sobre a frustração quando soube que não continuaria na McLaren, sobre o que pensou, objetivos, outros caminhos etc, confira:

“Quando veio a decisão da McLaren, fiquei realmente frustrado com a forma como as coisas aconteceram, disse a mim mesmo que isso não era para mim. Não estava disposto a ir para qualquer coisa”, contou Pérez.

"Realmente queria encontrar uma coisa que me motivasse a ficar na F1, pois, do contrário, estava disposto a olhar para outras opções” disse.

“Quando a Force India veio, foi uma decisão rápida e nós conseguimos fazer o acordo”, explicou. “Isso é a F1. Ela muda a sua vida de um dia para o outro”, resumiu.

Pra finalizar, Sergio fez uma avaliação positiva de sua carreira, desde seu início até aqui, e afirmou que sua passagem na McLaren o tornou um piloto melhor.

“Olhando para trás, estou muito orgulhoso de mim e agora é hora de olhar para a frente. Nós sabemos que na F1 você vai de herói a zero. E vice-versa também, então agora é hora de olhar para frente. Tenho uma experiência muito boa na McLaren e eles me fizeram um piloto muito melhor”continuou.


“Mas o Bahrein foi o meu primeiro fim de semana do ano sem nenhum problema e tive um ritmo muito encorajador. Então agora estou olhando para frente”, falou. “Acho que tem mais para vir. É só a minha terceira corrida, mas eu assinei com a Force India muito tarde, então a minha adaptação tem sido lenta para tentar conhecer todo mundo”, contou Pérez.

“Então chegar ao pódio na terceira corrida é bem incrível”, finalizou "Checo".

Vamos aguardar e ver como se desenrola a temporada, a impressão deixada por Sergio Pérez na McLaren é de que ele é um piloto que anda bem em equipes medianas, porém a má fase vivida ano passado pelo time inglês ainda deixa a dúvida sobre a real capacidade do mexicano e do quanto ele é realmente bom. Se for bom mesmo, o tempo dirá e a Fórmula 1 dará uma chance para Checo brilhar.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #keepfightingMichael

terça-feira, 8 de abril de 2014

F1 1984 - Há 30 anos, o primeiro ponto de Ayrton Senna na Fórmula 1

Niki Lauda recebe a bandeira quadriculada no GP de Kyalami 1984
Como sempre fuçando na internet atrás de saber mais um pouquinho da Fórmula 1 descobri que ontem (07/04), foi o 30º aniversário do primeiro ponto de Ayrton Senna na Fórmula 1, em uma época em que mamãe estava grávida deste que vos escreve.
Não que seja uma data comemorativa para ser um aniversário, mas eu quis nomear assim, aniversário.
A corrida aconteceu em um sábado (não me pergunte porque, preguiça de procurar), na ensolarada Kyalami, África do Sul e foi vencida por Niki Lauda (McLaren), com Alain Prost (McLaren) em segundo e fechando o pódio estava Derek Warwick (Renault), com Riccardo Patrese (Alfa Romeo) em quarto, Andrea De Cesaris (Tyrrel) em quinto e Ayrton Senna com sua Toleman em sexto, três voltas atrás de Lauda.
Ayrton Senna que ainda não havia participado de nenhum grande prêmio completo de F1, percebeu ao final da corrida sua falta de preparo, o brasileiro chegou a ir para o hospital após a corrida, onde ficou internado em observação, ele sentia dores por todo o corpo. A partir daí, Ayrton Senna foi o precursor do preparo físico na categoria e se tornou o piloto mais bem preparado de sua geração.



Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #keepfightingSchumacher

segunda-feira, 7 de abril de 2014

F1 2014 - GP do Bahrein - Incrível!!!

Corrida ao meio-dia do domingo é coisa estranha, é coisa nova, mais ou menos como essa nova Fórmula 1, é coisa estranha, e coisa nova.

"Pelas barbas do profeta", que corrida. Pelo jeito Alá iluminou a mente dos chefões das equipes, mandaram pro além as ordens de equipes e deixaram as feras soltas, em duas corridas distintas com as duas Mercades andando livres e outra com o resto se atracando pelas curvas "barenitas". Tudo lindo.
Nico Rosberg largou na pole com Lewis Hamilton em segundo, Lewis pulou na frente com Nico em segundo e foram se "estapeando" livremente durante toda a corrida, sem nenhum velho chato chegar e mandar os dois se comportarem pelo rádio. A disputa foi limpa, intensa, de tirar o fôlego, emocionante e esportiva.
No fim deu Lewis Hamilton em primeiro com Rosberg em segundo, e o mais legal foi ver a reação dos dois ao saírem do carro, os amigos de infância brincaram e comemoraram juntos o show por eles oferecido ao mundo.
Classifico a disputa entre os dois com um pedaço de texto que escrevi ano passado: "...automobilismo puro, com disputas liberadas na famosa expressão, roda a roda, dividindo curvas e trocando borracha, no limite puro de espaço, onde quase se desafia a lei máxima do universo em que dois corpos não ocupam o mesmo lugar ou mesmo tempo
..."
A disputa roda a roda encheu os olhos de quem assistia a corrida, palmas à Mercedes, que não interferiu na disputa de seus pilotos.
A primeira corrida no Bahrein foi linda, vamos para a segunda.
Logo na largada Felipe Massa pulou de 7º para 3º, como de costume o brasileiro sempre larga muito bem. Felipe mais uma vez chegou a frente de seu companheiro Valtteri Bottas, e aos poucos vai construindo a hierarquia na Williams. Mas Felipe Massa precisa parar de reclamar de tudo tão escancaradamente, tudo parece ser caso de punir o adversário, ou culpa da equipe, no resto, Felipe fez uma corrida e tanto.
Largada perfeita de Massa e no fim prejudicado pela entrada do safety car.
Se lá na frente a corrida estava um espetáculo com as duas Mercedes brigando curva a curva, do terceiro colocado pra trás o que se via era mais intenso ainda, todos contra todos disputando cada espaço da pista, em uma corrida um tanto frenética e de se encher os olhos, fico imaginando os engenheiros falando com seus pilotos (cuidado, vai pra cima, fecha a porta, vai, recupera, afasta).
Sergio Perez, bela corrida e o 3º no final
Até que Pastor Maldonado com sua Lotus fez Esteban Gutiérrez de Sauber voar, o toque desastroso de Pastor fez o mexicano capotar e para em pé. O piloto meio atordoado com a pancada e sem saber quem o acertou demorou longos segundos para sair do carro, gerando até mesmo um momento de certa preocupação na pista.
Alguém devia prender Pastor Maldonado.
O safety car entrou, o que foi muito ruim para as Williams, que com pneus mais novo acabaram perdendo a chance de passar quem vinha na frente com pneus mais usados. Seria ruim também para Lewis Hamilton que com pneus duros, tinha distância suficiente para Rosberg que vinha com os rápidos pneus macios, mas o final dessa história já foi contado, o inglês segurou o alemão mesmo com os compostos de borracha mais lentos, beautiful!!!
Após o safety car a corrida voltou na mesma intensidade, Daniel Ricciardo superou Sebastian Vettel que deve estar com saudade de Mark Webber (eu também estou), Jenson Button ficou praticamente sem pneus e perdeu várias posições, e a Ferrari é o assunto do próximo parágrafo.
As Ferraris estão ""andando pra trás"
A Ferrari está em séria crise, Luca de Montezemolo deve estar fritando cabeças nesse momento, o italiano foi embora do Bahrein no meio da corrida, Kimi Raikkonen coitado, todo mundo passava ele e ainda conseguiu terminar em 10º. Mas a imagem que ficou pra mim, e que mostra bem a situação que vive a Ferrari é um Fernando Alonso comemorando efusivamente um nono lugar, em que ponto chegou a Ferrari, será que Don Alonso comemorou ter terminado novamente na frente de Kimi? Ou a comemoração foi para escancarar o momento ferrarista? Um pedido de socorro? E u acho sinceramente que a paciência do senhor Montezemolo acabou, mas na Fórmula 1, dois um três chiliques não resolvem nada.
A última de Pastor Maldonado
As Force India terminaram em 3º com Sergio Perez e em 5º com Nico Hulkenberg, devagar vai mostrando ter mais carro que a Williams e está em segundo na classificação geral dos construtores.
O que se viu no Bahrein foi automobilismo em estado puro, com todos duelando de forma limpa, honesta e esportiva, foi a melhor corrida dos últimos anos com certeza.

Confira o resultado final do GP do Bahrein:


1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1h38m42s743

2) Nico Rosberg (ALE/Mercedes) +1s085
3) Sergio Pérez (MEX/Force India-Mercedes) +24s067
4) Daniel Ricciardo (AUS/RBR-Renault) +24s489
5) Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) +28s654
6) Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) +29s879
7) Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes) +31s200
8) Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes) +31s800
9) Fernando Alonso (ESP/Ferrari) +32s500
10) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) +33s400
11) Daniil Kvyat (RUS/STR-Renault) +41s300
12) Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) +43s100
13) Max Chilton (ING/Marussia-Ferrari) +59s900
14) Pastor Maldonado (VEN/Lotus-Renault) +1m02s800
15) Kamui Kobayashi (JAP/Caterham-Renault) +1m27s900
16) Jules Bianchi (FRA/Marussia-Ferrari) +1 Volta
17) Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) +2 Voltas

Não completaram:



Kevin Magnussen (DIN/McLaren-Mercedes) 40 Voltas
Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 39 Voltas
Marcus Ericsson (SUE/Caterham-Renault) 33 Voltas
Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Renault) 18 Voltas
Adrian Sutil (ALE/Sauber-Ferrari) 17 Voltas

Melhor volta: Nico Rosberg (ALE / Mercedes) - 1m37s020 na volta 49

O que os grandes acharam do GP do Bahrein:

"Esta corrida brilhante me fez mais feliz do que qualquer outra coisa. É um grande resultado para a Mercedes e para o time. Mais do que isso, é um grande resultado para a Fórmula 1, já que havia tanta negatividade em torno desta nova era – criada por alguns dos nossos rivais – colocando em dúvida a natureza das mudanças. Creio que este show foi uma ótima prova de que podemos avançar tecnologicamente e, ao mesmo tempo, manter o espírito de corrida. Esta foi provavelmente a melhor corrida que vi na última década, em termos de disputa roda a roda".  – afirmou o diretor técnico da Mercedes, Paddy Lowe.

"Sempre teremos de esperar algumas provas para ver como a nova Fórmula se mostrará. Vimos uma prova incrível no Bahrein, tendo assistido a dois extremos em duas semanas. As coisas começarão a se nivelar. Mas creio que a questão chave desta corrida é que os rapazes puderam disputar posições, com os pneus sendo um grande elemento na estratégia. Creio que possamos melhorar o barulho que, para mim, é a única coisa que falta. Fora isso, os carros estão bem legais de assistir. E a corrida entre os diferentes times foi muito interessante". – ponderou Christian Horner da Red Bull.

"Que bela resposta, não, aos críticos das novas regras? Não acredito que os torcedores nas arquibancas estejam reclamando hoje do barulho dos carros". - Monisha Kaltenborn, diretora da Sauber.

"O que vimos aqui é uma prova de que o regulamento está correto e não devemos mexer em nada... Depois de duas provas, apenas, já imaginaram que tudo estava errado. Não é assim. Assistimos a um grande espetáculo". - Niki Lauda.

"Vimos tantas ultrapassagens hoje porque havia pilotos com pneus em diferentes estágios de degradação, além da entrada do safety car e sua saída a dez voltas do fim". - Helmut Marko, consultor da Red Bull.

"Não creio que se relacione aos pneus mais ou menos desgastados." O estranho nessas opiniões sobre o traçado barenita é que ele sempre se caracterizou por não facilitar as ultrapassagens". - diretor geral da Lotus, o argentino Federico Gastaldi.

"Acho que hoje a F1 fez muita gente feliz, apresentamos lutas de toda natureza, e essencialmente limpas, foi grandioso para o esporte". Nico Rosberg, segundo colocado no GP do Bahrein.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #forçaMichael

sábado, 5 de abril de 2014

F1 - E com a palavra, Ayrton Senna...

Richard West, Damon Hill e Ayrton Senna
A revista inglesa “F1 Racing” divulgou semana passada o que seria a última entrevista dada por Ayrton Senna. Quem o entrevistou foi o então diretor de marketing da Williams, Richard West, momentos antes da trágica corrida do dia 1º de maio de 1994, participou também da entrevista o companheiro de Senna naquele ano, Damon Hill.
A revista inglesa trouxe à tona a entrevista, quase exatos vinte anos depois de a mesma ter sido feita. Ela aconteceu em um evento promocional para cerca de 40 convidados da equipe. Na ocasião, o brasileiro relatou suas impressões sobre o circuito italiano, falou sobre os desafios da curva Tamburello e ressaltou sua preocupação com a segurança, ao citar o GP de Mônaco, que seria realizado dali a duas semanas e que ele, sem saber nunca disputaria.
Edição de Abril/2014 - F1 Racing
Após a morte de Senna, West se esqueceu da entrevista e em 2001, por meio de uma fonte anônima recebeu uma fita VHS em sua casa com a descrição: “Você deveria ver isto – memórias de um grande homem”.
Mesmo assim só foi ver a fita anos mais tarde, quando achou a fita enquanto fazia faxina em seu escritório, e se deparou com algo que o deixou maravilhado e surpreso.

“Quando eu cheguei ao paddock, Ayrton estava vestindo sua camiseta do Senninha, com o macacão em torno de sua cintura e o seu boné azul. Uma das minhas funções no time era informar os convidados sobre o evento do fim de semana, e eu já estava desempenhando esse papel por 10 minutos, para os cerca de 40 presentes, quando Ayrton e Damon adentraram o paddock. É possível ver no vídeo que Ayrton aperta o ombro de Damon, como se quisesse dizer para ele: “Nós vamos ter que passar por isso, mas não deve demorar muito”. É uma entrevista curta, mas incrivelmente perspicaz, e estava perdida até agora... disse West.

Faltando pouco mais de duas horas para a corrida, Ayrton Senna e Damon Hill são convocados por Richard West para gravar uma entrevista.
Na curta, porém histórica entrevista Ayrton Senna fala sobre seus medos perante a visível falta de segurança, os desafios daquela temporada e seu desejo de vitória, confira:

"Ímola é um circuito muito rápido e que exige bastante dos pilotos, porque nós alcançamos velocidades muito altas aqui, e precisamos de muita concentração para manter, na maior parte do tempo, o controle sobre o carro. No entanto, nós podemos chegar aos 325 ou 330 quilômetros por hora aqui. Temos um grande número de pontos de frenagem e é um circuito onde você alcança altas velocidades na maioria desses lugares, então você precisa parar muito o carro, o que requer uma grande força de travagem" - explicou Senna a West.

Ayrton Senna
Contendo um mapa do circuito de Ímola nas mãos, Ayrton falou sobre os desafios da pista:

“Este é também um circuito onde a força G no seu corpo e pescoço é muito intensa, e nós fazemos essa curva Tamburello a 290 km/h. É uma longa curva, e seu pescoço vai, vai, vai. A mesma coisa acontece aqui [Piratella], a mesma coisa, mas com um pouco menos de força G. Sendo um circuito muito rápido, a velocidade média é elevada e, por conseguinte, a distância de corrida, em termos de tempo, é bem menor do que a maioria dos autódromos. Assim, a corrida total não dura tanto quanto a maior parte das outras etapas."

"Ímola é um circuito que eu gosto de pilotar - e eu obtive êxito aqui no passado. Eu venci algumas corridas aqui e a torcida é muito especial na Itália, por causa da atmosfera com a Ferrari, e isso é especial para toda a Fórmula 1. Eu espero que a corrida de hoje seja empolgante para o público e boa para a nossa equipe, para mim, Damon e para o time Williams, porque até agora as coisas têm escapado de nossas mãos. Então, eu realmente acredito que o time precisa de um bom resultado para basicamente continuar no campeonato deste ano, tanto para mim quanto para Damon" - analisou o brasileiro.

A. Senna seguido por M. Schumacher, segundos antes do acidente.
Senna também analisou sua última corrida no Brasil, ao qual abandonou e também sobre uma corrida que jamais participaria, Mônaco 1994, ressaltou sobre suas preocupação quanto a segurança no aperto do consulado:

“Nós não tivemos muitas chances de colocar isto em prática. Então, antes do pit stop lá estava o pânico usual de “estou chegando, estou chegando, estou chegando”, e eles simplesmente dizendo “ok”. Não tivemos nenhum problema em particular. Eles dizem que posso entrar, e é isso. Mas nós planejamos tudo de antemão, e assim sabemos quando é o tempo de entrar, com a equipe já pronta, nos esperando lá nos boxes. Tem sido bom até agora, mas o circuito em que será mais difícil, por razões de segurança, é Monte Carlo. O pitlane é muito apertado e com muitas pessoas nele. Vai ser muito, muito perigoso. Já falamos disso hoje e estamos pensando em pedir aos responsáveis da FIA para introduzirem um limite de velocidade no pitlane" - afirmou o brasileiro.

No fim da entrevista, Ayrton Senna brinca com Richard West:

"Quantos anos você tem?" - provocou Senna.

"Trinta e sete." - respondeu West.

"Você parece muito velho!" - brincou o brasileiro.

"É porque eu tenho que rodar o mundo para encontrar dinheiro para pagar seu salário." - brincou o diretor de marketing.

#Sennasempre

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #sennasempre #prayforSchumacher #RIPJoséWilker

sexta-feira, 4 de abril de 2014

#23 - segunda etapa - 23/03/2014 - #AndreaDeCesaris

Passada a euforia da primeira etapa, exatamente um mês depois eis que este que vos escreve participou da segunda corrida da temporada na Copa Amika (Categoria Novatos), foi no dia 23/03/2014.
Dessa vez meu grande "guru" das pista Walter "Senninha" Zulin foi comigo (está certo que ele torceu mais pro pai dele do que pra mim haha, ok pai é pai) e meu irmão Felipe também.
Antes da corrida descobri que entre os pilotos tenho leitores do meu blog (confesso-me emocionado), fiquei muito feliz com isso e com certeza foi isso que me tirou a concentração para a corrida (brincadeira, no próximo texto vou colocar uma foto com meus companheiros de pista e leitores do entrelinhasf1), fica aqui a homenagem, muito bom conhecer vocês Senhor Cayto Grotkowsky (leitor de nome mais incomum e 5º na corrida), Alex Simão Teixeira (o lanterninha da segunda etapa) e Rafael Montes (25º na corrida). Obs.: eles tem uma página no Youtube com os vídeos das etapas da Copa Amika, categoria novatos, clique aqui e confira, vale a pena.

Andrea De Cesaris em pose típica
Pouco antes da tomada de tempos ela chegou, trazendo alegria pra alguns e tristeza pra outros, confesso que fiquei feliz com a chegada da chuva, um tanto tímida, o que causou uma confusão danada na corrida, hora seca e hora molhada fez da corrida uma loteria, fomos à guerra e foi aí que me dei mal.
Mas antes a tomada de tempos, depois de uma rodada forte consegui entender onde estava errando e fiz uma volta até que boa, dos 31 carros na pista larguei em décimo terceiro.
O dia foi do #13 mesmo, kart número 13 e largando na 13ª posição, só podia dar no que deu.
Larguei bem, fui de décimo terceiro para oitavo e me livrei de vários acidentes coletivos na primeira volta. Passei três voltas disputando a sétima posição com um senhor que não divulgarei o nome (deve ser o mesmo vigarista da primeira corrida), levei um chega pra lá, confesso que dei uma pancada também (cara folgado, acha que a pista é só dele), na terceira volta de disputa consegui ultrapassá-lo, porém algumas curvas depois perdi a traseira e fui novamente ultrapassado, na "fúria" de ganhar de volta logo o sétimo lugar e não perder tempo, fui pra cima do cidadão em uma curva difícil de ultrapassar e ainda mais com chuva eu rodei, meu kart #13 ficou preso em um misto de grama e barro (uma pena), devo ter perdido ali até o fiscal fazer o resgate do meu carro uns 40 segundos (56 horas e 12 minutos na minha cabeça mais ou menos), e em uma pista em que estávamos virando 1m 10s foi uma eternidade, a corrida estava acabada e era disputar as últimas posições. Sem precisar contar minhas outras "59" rodadas, vamos resumir, terminei na humilde 21ª posição.
A chuva causou um festival de rodadas
Apesar de ter vivido um dia de Andrea De Cesaris, a melhor classificação nos treinos me deu uma animada e pude constatar algumas melhorias.
A saga de #MicheleAlboreto com suas cores e a torcida pra pegar o kart #23 continuam.


Próxima etapa: 27/04/2014 - Kartódromo Internacional da Granja Viana.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #michelealboreto - #prayforschumacher

F1 - Sobre Michael Schumacher

Enfim quebraram o silêncio, o assessora de Michael Schumacher, Sabine Kehm falou sobre o estado do alemão:

- Michael está progredindo da sua maneira. Ele apresenta momentos de consciência e despertar. Estamos ao seu lado durante sua longa e difícil batalha, junto ao time do Hospital de Grenoble, e nós seguimos confiantes. Gostaríamos de agradecer a todos pela contínua simpatia. Ao mesmo tempo, pedimos a compreensão de que não temos a intenção de divulgar mais detalhes. Isto é absolutamente necessário para proteger a privacidade de Michael e sua família e para permitir que a equipe médica para trabalhar em total paz – informou Sabine, em um comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira.

As notícias são muito boas e animadoras, continuamos orando e torcendo. Força Michael!
Curva Michael Schumacher

enquanto isso...

Fim de semana do GP do Bahrein rolando, e a organização anunciou uma homenagem bem legal para Michael Schumacher, a "curva 1" do circuito foi batizada com seu nome, e no guard rail da reta dos boxes da reta dos boxes uma mensagem para o alemão foi colocada, ela diz:
"Nossos pensamentos e orações estão com você, Michael" (em inglês: Our thoughts and prayers are with you Michael).

É isso aí, continuamos na torcida. Acorda Michael!

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #prayforMichael

segunda-feira, 31 de março de 2014

F1 2014 - GP da Malásia

Lewis Hamilton dominou o fim de semana do GP da Malásia com Rosberguinho por perto, o resto foi resto e em resumo a corrida foi muito chata, pesquei o tempo todo, cinco da manhã é um horário cruel para um GP tao sem graça como foi o de ontem.
Lewis mostra que quando seu carro está bom é um sério candidato a vitória, e consequentemente a partir desse momento ao título desse ano, mas tem uma pedra no sapato,  se tem uma coisa que Nico Rosberg sabe, é que hoje em dia é preciso ser constante, assim como seu pai em 1982 o foi e se sagrou campeão, com apenas 1 vitória.
A Red Bulls parecem que já estão novamente no caminho certo, embora ainda perdendo pra Mercedes, Sebastian Vettel fechou o pódio enquanto Daniel Ricciardo preferia ter ficado em casa, deu simplesmente tudo errado pra ele.
Na Ferrari o sempre excelente Fernando Alonso chegou em quarto mais uma vez e Kimi Raikkonen teve tantos problemas que terminou uma volta atras. Alonso está começando a engolir o finlandês.
Nico Hulkenberg foi o quinto, ótima corrida seguido de Button, Massa, Bottas, Magnussen e Kvyat, que vem pontuando 100% na carreira.
O fato que marcou o GP foi a falta de sensibilidade da Williams com a seguinte frase para Massa: "OK, Felipe, Valtteri is faster than you. Do not hold him up” ("Valtteri está mais rápido que você. Não o segure").
Confesso que quando ouvi isso tive espasmos e desmaiei. Muita calma, é brincadeira, mas que eu senti um frio na barriga, na hora me lembrei do cruel GP da Alemanha de 2010 e já imaginei o fim da carreira de Massa.
Foi muito cruel e insensível o pedido da Williams para Felipe, que corajosamente negou a ordem, ganhando assim auto-confiança e respeito de muita gente.
Para Massa foi a atitude certa e uma luta normal, para Bottas, que saiu irritado, é uma situação que segundo ele as partes precisam sentar e conversar.
Se quiser passar alguém, que passe na pista, e não com uma ordem de equipe, ainda mais um piloto que está em sua segunda temporada na carreira.
Que Bottas vem andando bem é fato, mas acho que depois do ocorrido de ontem ele se colocou no lugar dele, e se estava tanto mais rápido que Felipe, porque não o passou?
Niki Lauda elogiou o brasileiro e disse que faria o mesmo:

"Pilotos de corrida correm por eles mesmos, eu teria feito exatamente o mesmo, e os meus pilotos também" - disse Lauda.
No final das contas a Williams passou panos quentes na situação que poderia ter sido evitada, Felipe Massa marcou seu território e o fez muito bem, e Valtteri Bottas acabou se colocando em seu lugar e com certeza saiu da Malásia um tanto sem moral.


Rapidinhas do GP da Malásia:

- Lewis Hamilton igualou o número de pole-positions de seu compatriota Jim Clark e do francês Alain Prost, ambos com 33 poles, deixando para trás Nigel Mansell, com 32;
Jim Clark - 33 poles na Fórmula 1

- Lewis Hamilton (sempre ele) conquistou sua 23ª vitória da carreira, se igualando ao brasileiro Nelson Piquet, ambos com 23;

- Foi a primeira dobradinha da Mercedes desde o GP da Itália de 1955.

Confira o resultado final do GP da Malásia:
1) Lewis Hamilton  (ING/Mercedes)    1m40m25s974
2) Nico Rosberg    (ALE/Mercedes)    + 17s313
3) Sebastian Vettel   (ALE/RBR-Renault)    + 24s534
4) Fernando Alonso    (ESP/Ferrari)     + 35s992
5) Nico Hulkenberg    (ALE/Force India-Mercedes) + 47s199
6) Jenson Button   (McLaren-Mercedes)   + 1m23s691
7) Felipe Massa    (BRA/Williams-Mercedes)    + 1m25s076
8) Valtteri Bottas    (FIN/Williams-Mercedes)    + 1m25s537
9) Kevin Magnussen    (DIN/McLaren-Mercedes)  + 1 volta
10) Daniil Kvyat    (RUS/STR-Renault)     + 1 volta
11) Romain Grosjean    (FRA/Lotus-Renault)     + 1 volta
12) Kimi Raikkonen  (FIN/Ferrari)     + 1 volta
13) Kamui Kobayashi    (JAP/Caterham-Renault)  + 1 volta
14) Marcus Ericsson    (SUE/Caterham-Renault)  + 2 voltas
15) Max Chilton     (ING/Marussia-Ferrari)  + 2 voltas

Abandonaram

Daniel Ricciardo   (AUS/RBR-Renault)    49 voltas
Esteban Gutiérrez  (MEX/Sauber-Ferrari)    35 voltas
Adrian Sutil    (ALE/Sauber-Ferrari)    32 voltas
Jean-Eric Vergne   (FRA/STR-Renault)    18 voltas
Jules Bianchi   (FRA/Marussia-Ferrari)  8 voltas
Pastor Maldonado   (VEN/Lotus-Renault)     7 voltas
Sergio Pérez    (MEX/Force India-Mercedes) 0 voltas

No próximo fim de semana já acontece o GP do Bahrein.

Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - chuva - #prayforMichael

sexta-feira, 28 de março de 2014

F1 - Érik Comas sobre Ayrton Senna

Érik Comas nos tempos de Ligier
O francês Érik Comas correu na Fórmula 1 entre os anos de 1991 e 1994, disputando 59 grandes prêmios e somando sete pontos na carreira.
Diante de sua carreira discreta, o francês tem algo extra pista com o que se orgulhar, virou amigo de Ayrton Senna.
Em entrevista feita a quatro anos atrás, véspera em que Senna, se estivesse vivo completaria 50 anos, o francês ainda se emociona ao falar do brasileiro. Comas contou como foi recebido pelo brasileiro quando entro para a Fórmula 1:

 “Senna foi um dos únicos pilotos que me deu as boas-vindas no primeiro GP do ano. Eu fiquei impressionado: de repente, Ayrton Senna estava diante de mim, dando-me parabéns pelo meu título da F-3000”, lembra o ex-piloto, em entrevista ao “ESPN.com.br“.
Em 1992, durantes os treinos para o GP da Bélgica, Érik perdeu o controle e sua Ligier e bateu com violência no muro, deixando o carro destruído atravessado na pista. Ayrton Senna que vinha em volta rápida e passava pelo local, parou sem pensar sua McLaren e correu para desligar o motor do Ligier e socorrer o amigo, que estava desacordado e involuntariamente acelerando seu carro, o que poderia causar uma explosão, uma vez que estava vazando gasolina. Clique aqui para ver o vídeo.

“Sem a ajuda de Senna, eu teria morrido porque minha Ligier explodiria. Ayrton parou para me ajudar, quando meu próprio companheiro de equipe já havia passado reto. Ele tinha um coração sensacional”, afirma Comas, que raramente fala sobre o assunto. “Passei mais de dez anos sem falar sobre o meu acidente ou a morte de Senna”.
A partir do episódio da Bélgica, a amizade se formou.

Érik Comas nunca falou muito sobre o acidente que matou Senna em 1994, mas se lembra com detalhes do fatídico dia 1º de maio, ele foi o único piloto que não participou da relargada naquele dia após a colisão de Senna na Tamburello. Assim que soube do ocorrido, não pensou duas vezes, entrou em sua Larousse e foi mesmo sem autorização até o local do acidente, clique aqui para ver o vídeo do momento em que o francês chega até o local, assustando a todos os que estavam envolvidos no atendimento do brasileiro.

Ayrton Senna prestando socorro para Érik Comas
“Fui o último piloto a ver Ayrton na pista, enquanto ele recebia assistência médica ao lado do carro. Depois entrei na ambulância e fiquei ao lado do capacete dele. Ali senti que ele tinha morrido. Fiquei arrasado porque não pude fazer por ele o que ele fez por mim”, lembra-se Comas. Enquanto voltava para os boxes de carona com a ambulância, Ayrton era levado de helicóptero para o Hospital Maggiore, em Bolonha, onde foi declarada sua morte horas depois.

Érik estava a partir dali decidido a abandonar a Fórmula 1, porém duas semanas depois resolveu correr, porém no final da temporada resolveu largar de vez a categoria, a tristeza o levou a desistência de continuar.

“No GP do Japão, eu vi que não conseguiria esquecer que estava em um esporte assassino, e que meu amigo tinha morrido no dia 1º de maio”.

O francês continuar no automobilismo japonês, disputando provas de turismo conquistando vitórias. Hoje em dia coordena uma empresa ligada a automobilismo clássico e acompanha a carreira do filho, Anthony Comas.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #prayforMichael - Recordar...

quinta-feira, 27 de março de 2014

F1 1984 - Há 30 anos era assim

Michele Alboreto - Ferrari 1984
O vídeo abaixo mostra um especial da RGT sobre a temporada da Fórmula 1 de 1984 antes da mesma começar.
Mostra matérias muito interessantes e também uma em especial que eu não sabia, Emerson Fittipaldi esteve a um "Sim" de voltar a categoria pela Spirit, mas como a equipe não apresentou um carro para brigar pelas primeiras posições, Emerson disse não.
Também uma entrevista com Ayrton Senna, estreante naquela temporada. A reportagem fala ainda de Niki Lauda, Michele Alboreto, Alain Prost, Nelson Piquet, Rene Arnoux e Patrick Tambay.


As transmissões e reportagens especiais de Fórmula 1 do nosso querido canal que passa a categoria poderiam ser assim ainda, não é mesmo?

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #prayforMichael

quarta-feira, 26 de março de 2014

F1 2000 - GP da Alemanha - 1ª vitória de Rubens Barrichello


Me lembro desse dia, um dia em que eu não assisti a corrida, após 124 grandes prêmios finalmente, Rubens Barrichello conquistava sua primeira vitória, no dia 30 de julho do ano 2000, estava aqui relembrando (confesso que emocionado) e resolvi colocar aqui no blog. O vídeo é dividido em três partes.
Foi a primeira vitória de um brasileiro após a morte de Ayrton Senna, por esses e por tantos outros motivos teve um sabor especial, Rubinho que por tanto tempo vinha batendo na trave da primeira vitória enfim consegue, e ela veio de maneira dramática e emocionante.


Demais!



Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - bom relembrar...