quarta-feira, 26 de março de 2014

F1 - Sobre Michael Schumacher - E com a palavra, Gary Hartstein


Em tom melancólico, o ex-médico-chefe da Fórmula 1, Gary Hartstein avaliou o que ele imagina do atual estado de saúde de Michael Schumacher. Comentou que a postura adotada pela família, de privar o mundo do real estado do alemão, de certa forma acabou dando a chance aos fãs de se desapegarem e até aceitarem caso o heptacampeão não resista.
No próximo sábado, vai completar três meses desde o acidente em Méribel, quando o alemão caiu, bateu a cabeça em uma pedra e está desacordado desde então.

Gary fala sobre os tempos em que acompanhou de perto a carreira de Michael, a espera por notícias, o certo desapego e o sentimento de abandono que a postura da família ao privar o mundo de informações gerou:

“Sempre soube que Michael era adorado. Passei anos em circuitos cobertos de vermelho pelos bonés, bandeiras e camisetas da Ferrari, e tudo isso para Michael”, escreveu Hartstein. “Ainda estou impressionado com a profundidade e a persistência do amor dos fãs por ele”, comentou.


“E, enquanto me preocupava mais sobre o que aconteceria quando, e se, notícias realmente ruins forem anunciadas, percebi que talvez a falta de atualizações sobre a condição dele tenha nos dado a chance de seguir em frente um pouco, processar o que está acontecendo e começar a... desapegar”, ponderou. “E acho que este é, provavelmente, um dos benefícios “inesperados” da estratégia de mídia escolhida pela família de Michael. De alguma forma, sinto que as pessoas vão ficar bem, não importa o que aconteça, pois elas tiveram tempo para processar isso. Só lamento que para chegar até aqui, vocês todos tenham sentido abandono. Isso também vai desaparecer. Eu espero”, continuou Gary.
Gary Hartstein

Hartstein falou também sobre as notícias da perda de peso de Schumacher:

“Isso é inteiramente possível e, de fato, provável”, explicou Gary. “Primeiro, a lesão inicial, operações e aquelas lancinantes semanas em que a vida de Michael esteve por um fio, minuto após minuto. Este tipo de situação submete o corpo a um nível de estresse enorme. Não estresse psicológico, mas estresse físico, acompanhado pela liberação de uma grande quantidade de hormônios de estresse”, continuou.

“Esses hormônios evoluem para a resposta “luta ou fuga” e foram desenhados pela evolução para mobilizar prontamente combustível para ação. Eles fazem isso, com, entre outras coisas, perda de força muscular para formar aminoácidos, que o corpo pode usar como combustível”, detalhou.

“O problema é que quando esses hormônios de estresse ficam presentes durante muito tempo, fica muito difícil, se não impossível, recuperar a perda de massa muscular, ao menos em curto prazo”, indicou.

“Felizmente, as consequências não são particularmente dramáticas, ao menos imediatamente. Para ser franco, um paciente em coma não necessita realmente de seus músculos... Com exceção do diafragma”, falou. “O diafragma, que, assim como o coração, está quase sempre ativo, resiste à atrofia melhor do que os outros músculos, mas também atrofia. E ter uma máquina respirando por você é uma das melhores formas de ver como a atrofia difusa afeta o diafragma também. Infelizmente, e considerando (como fiz até agora) que Michael está sendo ventilado por um respirador, provavelmente existe algum nível de atrofia no diafragma neste ponto”, comentou.

O médico disse também que a condição física do alemão pode favorecer em caso dele acordar:

“Agora, lembrem-se de onde Michael está vindo – um dos homens de 45 anos mais em forma, tonificados e condicionados do planeta. Isso significa que se, e quando, ele foi retirado da ventilação mecânica, a recuperação de seu diafragma não deve ser problemática. Quanto ao restante de sua massa muscular, com ele acordado, o mesmo apetite feroz de se empenhar vai, sem dúvida, levá-lo de volta a sua antiga condição”, garantiu Hartstein.

Comentou também sobre o fato envolvendo a permanência de Schumacher em Genoble e o porque provavelmente o alemão não foi transferido parar a Alemanha como se imaginava que fosse feito:

“Também me perguntaram o motivo de Michael não ter sido transferido para um hospital mais próximo de sua casa. Obviamente, não tenho idéia de qual é a resposta para esta questão, mas vários fatores precisam ser considerados”, ponderou.

“Primeiro, do ponto de vista médico, uma vez que você sai da fase dramática e de elevada pressão intracraniana que ameaça a vida, e levando em conta outros problemas significativos que causam instabilidade fisiológica, o paciente pode ser transferido arbitrariamente para longe. Esta transferência precisa ser preparada com cuidado, claro, mas mesmo vôos de longa distância são possíveis com pacientes entubados, ventilados como Michael”, considerou.

“Então porque ele ainda está em Grenoble? Estou me baseando na noção de que Michael ainda está na Unidade de Terapia Intensiva, e ainda está sendo ventilado. Antes de mais nada, isso mostra claramente que seus familiares confiam totalmente na qualidade do tratamento que Michael está recebendo”, ressaltou.


Pra finalizar, Gary acredita que o coma de Michael Schumacher seja o de categoria persistente, que é quando a pessoa permanece desacordada e sem consciência.

“Normalmente, o coma é definido como persistente quando dura mais que dois meses após o evento inicial. Como informação, acredito que este é o status atual de Michael”, concluiu.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - lute Michael, lute!

terça-feira, 25 de março de 2014

F1 1984 - Há 30 anos, Ayrton Senna estreava. E com a palavra, Johnny Cecotto...

Ayrton Senna em 1984, exatos 30 anos atrás
Há 30 anos exatamente, no dia 25 de março de 1984, estreava na Fórmula 1 a bordo de um humilde Toleman-Hart no GP do Brasil em Jacarepaguá, Ayrton Senna, então com 24 anos e com status de revelação após títulos nas categorias inferiores.
O primeiro companheiro de Senna na Fórmula 1 foi o venezuelano Johnny Cecotto de 28 anos, primeiro sul-americano campeão mundial de Motovelocidade.
Segundo o venezuelano, Ayrton já chegou na Toleman com contrato de primeiro piloto, mesmo Cecotto estando em seu segundo ano na categoria. Segundo ele, a relação com Senna foi se esfriando durante o ano sem ele saber ao certo porque:


"A princípio a relação era boa, próxima, andávamos juntos. Depois, testamos o mesmo carro uma vez, em Donington, e eu fui um pouco mais rápido. Ele não ficou contente e, mesmo sendo o primeiro piloto, a partir deste dia a relação ficou mais difícil", afirma Cecotto ao UOL Esporte.

Johnny Cecotto e Ayrton Senna
Segundo o venezuelano, Senna contava sempre com equipamento atualizado, enquanto ele ficava com as peças antigas. Johnny até ri ao lembrar da dedicação de Ayrton em ter o melhor equipamento:

"Ele queria todas as melhores condições para ele [risos]. Ele tinha o motor novo, do ano, com injeção eletrônica – a minha era mecânica, do ano anterior. Ele fazia todos os testes, eu nunca testava. Havia diferença de potência e velocidade, que eram menores no meu carro. Tudo girava em torno dele. Era sua forma de ser, queria a equipe para ele. Mas creio que, para um piloto que quer ser campeão, é [um comportamento] bastante normal."

Enquanto Ayrton Senna terminou o ano com três pódios e treze pontos, Cecotto terminou apenas duas provas, e ambas fora dos pontos.
Nos treinos para o GP da Inglaterra, em Brands Hatch, Johnny Cecotto sofreu um acidente e quebrou as pernas, ali encerrava sua curta carreira na Fórmula 1 e nunca mais teve contato com o brasileiro.

"Não me visitou, não mandou mensagem. Eu creio que meu acidente o impressionou um pouco e não entendo... pelo menos uma saudação ele poderia ter enviado. Mas não importa. Depois de alguns anos, ele declarou em uma entrevista que eu fui o companheiro mais difícil que ele enfrentou. Fiquei surpreso e senti isso como uma prova de respeito comigo. Pode ser que essa rivalidade tenha tornado ele mais distante."

Johnny Cecotto foi o primeiro companheiro de equipe de Ayrton Senna
Johnny Cecotto até hoje mantém uma relação de amizade com um outro brasileiro tricampeão de Fórmula 1, Nelson Piquet. Com quem venceu também ao lado do britânico Steve Soper as Mil Milhas Brasileiras em Interlagos, em 1997.

"Sempre tive uma boa amizade com Nelson, desde os tempos de F1", diz o venezuelano, que não quis fazer comparações entre os dois brasileiros.


Johnny Cecotto
Johnny Cecotto continua envolvido com automobilismo, agora ele trabalha em função da carreira do filho, Johnny Cecotto Jr., que está atualmente na GP2, categoria de acesso para a Fórmula 1. Ele diz que a falta de patrocínio (assim como no Brasil) dificulta a entrada do filho na Fórmula 1.

"A Venezuela enfrenta um momento difícil politicamente. Com Hugo Chávez havia maior apoio aos esportistas locais, mas agora estamos tendo grande dificuldade para obter apoio para o desenvolvimento da carreira na GP2", afirmou.


Apenas para registro:
A estréia de Ayrton Senna, que hoje completa 30 anos durou apenas oito voltas, o brasileiro teve um problema mecânico e precisou abandonar a corrida:

"Parece que o turbo quebrou. Eu não estou decepcionado. Quebrou, quebrou, fica para a próxima", disse Senna à TV Globo.

A estréia no Brasil durou apenas oito voltas

Fonte: Uol
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #PrayforMichael

sexta-feira, 21 de março de 2014

20 Anos do Legado de Ayrton Senna #SennaSempre

Vale a pena passar adiante, seu legado além das pistas, seu exemplo, sua luta, suas vitórias dentro e fora das pistas, principalmente fora das pistas, se preocupando e ajudando ao próximo, as crianças.



Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - #sennasempre

Ayrton Senna - E hoje ele faria 54 anos - #senna54

Há exatos 54 anos nascia Ayrton Senna da Silva, tímido, desajeitado.
O menino cresceu, passou por Niki Lauda na chuvosa Mônaco de 1984 e a partir daí fazer história como o maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos.
Foram 161 corridas com 65 poles, 41 vitórias e 3 títulos mundiais.




Acima de tudo isso, era o cara que enchia nossos olhos com o orgulho de ser brasileiro, numa época em que o país passava por crises, falta de identidade, falta de orgulho, numa época em que precisávamos de um herói, numa época e que alguém precisava manter nossa bandeira erguida, alguém que leva-se nosso país e nossos anseios na cabeça.
Há quase 20 anos ele nos deixou, mas seu legado continua vivo, ajudando milhares que crianças pobres e essa é sua maior lição, o amor ao próximo. Ele morreu, mas da parte dele, a nossa bandeira ainda continua erguida.
Mesmo assim, ainda precisamos de heróis, pois não aprendemos a viver como se deve, como ajudar o próximo. Valeu Chefe!



Muito legal a homenagem do Google pelos 54 anos de Ayrton Senna


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Na cidade de um bom homem que nos deixou...

domingo, 16 de março de 2014

F1 2014 - GP da Austrália

A classe de 2014
O que foi isso Kamui? Onde você estava com a cabeça? Porque com o Felipe? Abre o olho japonês! Ok, perdoado, seu carro tinha um problema de freio.
Enfim a espera terminou, a temporada de 2014 começou.Para uns durou pouco, Felipe Massa fazia uma largada cautelosa quando foi literalmente atropelado pela Caterham de Kamui Kobayashi, era fi de corrida para os dois.
Felipe e Koba antes da corrida, nem imaginavam o que aconteceria
A corrida começou com uma bela largada de Nico Rosberg, depois daí foi um passeio do alemão, que vence o 30º GP da Austrália da F1, o primeiro em 1985 foi vencido curiosamente por seu pai, Keke Rosberg.
Dos grandes já falamos de Felipe Massa, mas a corrida durou pouco também para Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, ambos abandonaram com problemas no motor.Fernando Alonso (4º) e Kimi Raikkonen (7º) andaram com sua quase mediana Ferrari sempre ali, brigando com Forca India e Toro Rosso, muito pouco.
A Williams mostra que tem um ótimo carro, Valtteri Bottas vinha ganhando posições mas a falta de experiência pesou e o finlandês forçou demais e acabou tocando no muro, caiu pra último e conseguiu se recuperar terminando na quinta posição.
A Red Bull comemorou o segundo lugar de Daniel Ricciardo mas logo soube que seu carro estava fora das regras no que se diz respeito a saída de combustível, o australiano que comandou a festa da torcida local foi desclassificado.
Felipe Massa após abandonar a corrida
A McLaren não tem o ritmo da Mercedes mas parece ser a terceira força nesse momento talvez a segunda, mas é preciso esperar pra ver a Williams em ação realmente. O surpreendente Kevin Magnussen terminou a prova em segundo logo na sua corrida de estreia e de cara a frente do companheiro de equipe, Jenson Button em terceiro.
No geral a corrida foi muito boa, disputas, trocas de posições, algumas quebras, poucas até.
Senti falta do tradicional som dos motores, mais alto e agudo. De resto, é muito bom ter a Fórmula 1 de volta.
O vencedor, Nico Rosberg
Abaixo a classificação final:


1. Nico Rosberg (ALE/Mercedes): 1h32m58s710
2. Kevin Magnussen (DIN/McLaren-Mercedes): +26s777
3. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes): +30s027
4. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): +35s284
5. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes): +47s639
6. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes): +50s718
7. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari): +57s675
8. Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Renault): +1m00s441
9. Daniil Kvyat (RUS/STR-Renault): +1m03s585
10. Sergio Perez (MEX/Force India-Mercedes): +1m25s916
11.
Adrian Sutil (ALE/Sauber-Ferrari): +1 volta
12. Esteban Gutierrez (MEX/Sauber-Ferrari): +1
13. Max Chilton (ING/Marussia-Ferrari): +2
14. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Ferrari): +8

A pancada de Kamui Kobayashi em Felipe Massa
Não completaram:

Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault): 43 voltas
Pastor Maldonado (VEN/Lotus-Renault): 29
Marcus Ericsson (SUE/Caterham-Renault): 27
Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault): 3
Lewis Hamilton (ING/Mercedes): 2
Kamui Kobayashi (JAP/Caterham-Renault): 0
Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes): 0
Daniel Ricciardo (AUS/RBR-Renault): desclassificado

O pódio, com Daniel Dicciardo (esq), o vencedor Nico Rosberg no centro e o estreante Kevin Magnussen (dir). Após a corrida Ricciardo foi desclassificado
E o campeonato até o momento:

Mundial de Pilotos:

1.  Nico Rosberg:  25 pontos
2.  Kevin Magnussen: 18
3.  Jenson Button: 15
4.  Fernando Alonso: 12
5.  Valtteri Bottas: 10
6.  Nico Hulkenberg: 8
7.  Kimi Raikkonen: 6
8.  Jean-Eric Vergne: 4
9.  Daniil Kvyat: 2
10. Sergio Pérez: 1

Mundial de Construtores:

1.  McLaren/Mercedes: 33 pontos
2.  Mercedes: 25
3.  Ferrari: 18
4.  Williams/Mercedes: 10
5.  Force India/Mercedes: 8
6.  STR/Renault: 6

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #prayforMichael

#23 - primeira etapa - 23/02/2014 - #MicheleAlboreto

E finalmente, esse que vos escreve estreou no automobilismo. O campeonato é amador mas o gostinho não deve ser muito diferente, ai você vai, fecha a viseira do capacete e esquece dos problemas.
Foi no feliz domingo de 23 de fevereiro, começou meio "nebuloso" quando descobri que "meu mestre" e mentor Walter "Senninha" Zulin não iria poder assistir minha corrida por problemas maiores.

Os gladiadores
De resto foi tudo muito bom, conheci pessoas novas, leais na pista, corri ao lado de bons amigos como Cesar "Mansell" e Felipe Marçal.
Para a disputa fui sorteado com o kart 35, minha falta de experiência aliado ao péssimo kart que saia o tempo todo de traseira que eu peguei me jogaram para largar em 19ª.
A largada, estou no bolo...

Na corrida larguei bem, passei mais ou menos uns 4 karts na primeira curva, vinha ali tranquilamente, ganhando algumas posições, perdendo outras quando fui jogado pra fora da pista com um "criminoso" cheio de más intenções (não revelarei nomes rs), mas enfim, terminei na 20ª posição e conquistei 10 pontos para o campeonato que ainda tem mais 10 etapas.
Péssimo confesso, mas como manda meu mentor, "não ligue por enquanto para resultados, ganhe quilometragem", ok.

Executado uma ultrapassagem
Homenagem feita, de Michele Alboreto para Ronnie Peterson, e minha para Michele Alboreto, e as cores azul e amarelo continuam nas pistas, de forma discreta mas estão lá.
Cesar Mansell, Felipe Marçal, eu e Marco que foi assistir a corrida
E no final das contas, apesar dos problemas na pista e a falta de experiência, eu adorei minha estreia, me diverti muito e vamos em frente.

Classificação final:




Próxima etapa: 23/03/2014 - Kartódromo Internacional da Granja Viana.

Clique e visite o site da Amika
Rômulo Rodriguez Albarez - Sampa/SP - #prayforSchumacher

sexta-feira, 14 de março de 2014

F1 2014 - Falsos heróis, falsos vilões, falsa imprensa


Da quinta pra (13 para 14/03) tivemos os primeiros treinos livres, no final a volta mais rápida ficou com Lewis Hamilton e o brasileiro Felipe Massa ficou com a 12ª posição.
No ano passado cansamos de ver o campeão Sebastian Vettel lá atrás  nos treinos de sexta-feira e não era nada desesperador, apenas o programa usado pela equipe visando outros acertos no carro.
Foi oq aconteceu ontem com Felipe Massa, como o próprio disse:


"Foi um bom dia. Dava para ter feito mais. Mas a gente tinha alguns caminhos para trabalhar hoje. É difícil ter uma noção clara ainda. A gente não teve uma sessão pensando em fazer tempo, pensamos em fazer outras coisas no carro. Não acho que isso seja a realidade do fim de semana. Acho que a gente pode ser mais competitivo, sem dúvida. O Q3 é o objetivo, lógico. Tem que ser. Vamos trabalhar para isso.
" Felipe Massa

Mas a imprensa, ou parte dela parece que ainda não aprendeu a não ser sensacionalista, a não criar certas expectativas no público menos entendido apenas pra ganhar audiência, o fato do Massa ter tido um bom carro nos testes da pré-temporada o fizeram subir pela imprensa a um status de favorito absoluto ao título que com a força das cores de nossa bandeira chegará ai Olimpo sem nenhum problema.

Aí o cara cumpre o cronograma estabelecido pela equipe pra ele, que não era visando os tempos da tabela, termina em 12º e parte da imprensa fala que o rapaz decepciona.
É por isso que se criam no Brasil falsos heróis e falsos vilões, não só no esporte.


É claro que existe a fatia boa da imprensa, onde o único objetivo é informar e passar a realidade dos fatos, para esses eu tiro o meu chapéu.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #prayforSchumacher

quinta-feira, 13 de março de 2014

F1 2014 - Hey Ho Let's Go!!!

Até que enfim... Vai Começar a temporada 2014 da Fórmula 1.


Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - #prayforMichael

F1 2014 - Quem é quem por baixo do capacete em 2014?


Confesso que prefiro os capacetes do passado, eram mais lisos, menos poluídos, hoje em dia são uma salada de cores, efeitos e patrocínios. Fica difícil de guardar e ligar ao piloto muitas vezes, abaixo as cores que disputarão a temporada 2014 da Fórmula 1, tente decorar:




Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - #prayforMichael

F1 2014 - E com a palavra, Red Bull...

A Red Bull apresentou um vídeo bem legal apontando as principais mudanças no regulamento e nos carros para 2014, o vídeo é cheio de efeitos especiais e afins, confira:



Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #prayforMichael

terça-feira, 11 de março de 2014

F1 2014 - E com a palavra, Felipe Massa...

De bem com a vida, livre, feliz. Esse é Felipe Massa em 2014, o piloto da Williams concedeu uma entrevista a RG e ao blog Voando Baixo no Bahrein.
Massa fala sobre a nova casa, o clima na Williams, crise da Red Bull, primeiras opções etc, confira abaixo:

- Estou muito bem, sem dúvidas. Mudanças são importantes. Estou me sentindo bem, fui bem recebido na equipe. Sinto a importância que tenho para uma equipe como essa, como eles me enxergam. Acho que isso te dá ainda mais prazer, mais motivação. Estou muito bem, feliz, livre, me sentindo muito aliviado, sabe? Parece que tirei um peso de dentro de mim... pesado (risos). Acho que isso acaba te deixando mais livre, melhor para trabalhar, mais motivado. E isso pode fazer efeito, sem dúvida - disse Massa.

VOANDO BAIXO - Depois de seis dias intensos de testes, o que te deixa mais feliz após a pré-temporada?

FELIPE MASSA - Acho que o que me deixa mais feliz é que a gente conseguiu andar. A Williams talvez seja a equipe que mais andou. A gente conseguiu fazer muitas voltas importantes, entender melhor o carro, o acerto do carro. Conseguimos fazer até bons tempos. É sempre bom ver seu nome ali em cima, mas ainda é cedo para dizer qualquer coisa. Fizemos um trabalho decente durante todos esses dias. Consegui me adaptar bem na equipe, passar para eles tudo o que eu enxergava e que não era o jeito certo de trabalhar, não era o jeito certo de fazer, que era melhor fazer de outra maneira. E a partir do momento que eu dizia, eles mudacam na mesma hora. Consegui criar uma relação muito boa dentro da Williams, eles me receberam muito bem. Foi um ótimo começo, um ótimo primeiro impacto. Fizemos um ótimo trabalho juntos nos treinos e acredito que podemos estar mais bem preparados que muitas equipes para a primeira corrida.

Qual a relevância de você ter feito duas voltas mais rápidas em seus seis dias em que você esteve na pista?

Não é tão importante assim. Lógico que é importante ter um carro rápido, acabar na frente em um dia em que outras equipes também andaram com pouca gasolina, com pneu mole, supermole. Acho que isso tem um efeito bom, sem dúvidas. Eu não imaginava ter feito aquele tempo, foi em um dia em que a pista estava muito ruim, ventando muito forte. Fizemos um tempo muito bom junto com a Mercedes, que tinha andado na semana anterior em um dia em que a pista estava melhor. Aquele tempo parecia impressionante. E nesta semana eles tentaram e a gente conseguiu ser melhor. Isso mostra que o carro é competitivo, que está em um ótimo nível. É difícil dizer se temos o carro mais rápido, mas talvez seja o mais confiável. Foi o que vimos até agora. E isso pode ter um efeito ainda maior nas primeiras corridas.

Os carros desta nova Fórmula 1 são mais difíceis de guiar que os do ano passado?

É mais difícil sim, porque tem menos aderência. O motor é turbo com o ERS, tem um torque muito maior do que os V8. Então você sente o motor antes do que no ano passado. O novo carro tem menos carga aerodinâmica. Com uma potência que chega antes e menos aderência, a possibilidade de destracionar, de girar as rodas em falso, é muito maior. Por isso, você tem um pouco mais de dificuldade para controlar o carro. Mas é divertido de qualquer jeito.

Desde o ano passado, existe uma preocupação com a forma de guiar por causa dos pneus. Este ano, as preocupações aumentam: além de poupar os pneus, tem de poupar gasolina e cuidar da parte elétrica do motor. É muita coisa para se preocupar durante uma corrida?

Acho que o pensamento maior é em cima do pneu e da gasolina. Tem pista onde você terá de economizar combustível, como por exemplo o Bahrein, a Austrália... E o pneu continua sendo importante, como já era. Acho que do lado do ERS, eletrônico, de bateria em geral, não muda muito o jeito de guiar. O carro tem de estar bem feito, fazer o trabalho direito. Se tudo estiver certo, o piloto não tem que se preocupar com isso, tem que se concentrar com a pilotagem e em fazer um acerto decente para ser mais rápido e constante.

Você poderia imaginar que a RBR estaria vivendo uma situação como a do início deste ano?

Quando tem uma mudança grande de regulamento, coisas como essa podem acontecer. A gente vê o que está acontecendo não só com a RBR, mas com todas as equipes que usam o motor Renault. Elas estão sofrendo, apanhando em um momento onde tem poucos dias de testes. Isso pode, sem dúvidas, fazer um efeito nas primeiras corridas. Mas acredito que vão chegar lá, lógico. E a gente nunca pode tirar a RBR das equipes principais, né? Carro de corrida eles sabem fazer, de downforce e pressão aerodinâmica eles entendem. Sabem fazer um carro rápido, competitivo, mas precisam de um motor que ajude.

Você acha que o Sebastian Vettel será posto à prova neste ano da forma como as pessoas queriam desde o primeiro título dele na Fórmula 1?

A gente não pode nunca esquecer o trabalho perfeito que ele faz nos últimos anos, o piloto que é. Ele não deve nada a ninguém. Tem muitas pessoas que gostam de criticar e falar que ele tinha o melhor carro. Ele tinha o melhor carro, sem dúvidas, mas o que fazia com o melhor carro mostrava que era o melhor piloto. Lógico que um momento de dificuldades também é importante, para você ver um piloto sair dessa condição, trabalhando com mais pressão. Quando tudo é fácil, as coisas acontecem de forma mais fácil. Quando você sofre mais, tudo acaba ficando mais difícil. Mas o Vettel não deve nada para ninguém.

Pelo menos até a Fórmula 1 chegar na Europa, na quinta etapa, você acha que a disputa pode ficar um pouco mais restrita às equipes com motores Mercedes?

Pode. Acredito que sim, como a gente está vendo nos testes. Os testes têm uma certa importância para entender quem está melhor preparado no momento. E no momento, as equipes que usam Mercedes estão conseguindo andar mais e estão mais bem preparadas também.

Nestes testes, as equipes com motores Mercedes se alternaram na liderança dos tempos. Entre estas equipes, você vê alguma com vantagem ou o patamar é muito parecido?

Talvez a Mercedes seja a equipe principal. Ela talvez tenha um pouco a mais que as outras, até porque cria sua própria estrutura desde o começo do ano passado. Nas outras, chega tudo novo, e a gente tem de adaptar o resto do carro para fazer funcionar com o motor, com a parte elétrica, com as baterias. Isso é um mais difícil para as outras equipes, mas acredito que estamos fazendo um bom trabalho também.

Como é estar fora da Ferrari pela primeira vez depois de tanto tempo?

Toda hora em que eu passo lá na frente eu vejo quem é que está lá para dar um tchau, um jóia. Umas três vezes, os mecânicos estavam preparados, eu fingi que ia parar e passei direto (risos). Lógico, sempre continuará fazendo parte do meu coração. Tudo que eu passei dentro da equipe, todas as pessoas, o quanto as pessoas gostam de mim lá dentro. Tenho um carinho enorme por todos eles. No primeiro treino que fiz, a hora em que eu passava na Ferrari, pensava: "É aqui que tenho de parar". Mas não é mais vermelho, né? Não dá pra confundir, nosso box é lá no final, já sei que o box é sempre no final (risos). Mas quando você tem um box grudado no outro, a chance de parar na equipe errada é gigante.

É impressão nossa ou você parece mais solto, feliz, do que nos últimos anos?

Estou muito bem, sem dúvidas. Mudanças são importantes para a gente, independentemente se me dou bem com a Ferrari, gosto muito da Ferrari. Entrei com a cabeça erguida e saí com a cabeça erguida. Isso é o mais importante. Estou muito bem agora, estou me sentindo bem, fui bem recebido dentro da equipe. Sinto a importância que eu tenho para uma equipe como essa também, como eles me enxergam. Acho que isso te dá ainda mais prazer, mais motivação. Tô muito bem, tô feliz, tô livre, me sentindo muito... aliviado, sabe? Parece que tirei um peso de dentro de mim... pesado (risos). Acho que isso acaba te deixando mais... livre, melhor para trabalhar, mais motivado. E isso pode fazer efeito, sem dúvida.

De zero a cem, qual a chance de você ganhar uma corrida neste ano?

Agora, neste momento, se você pegar algumas equipes, por exemplo, a Mercedes, a Williams, a Force India, a McLaren, talvez até a Ferrari... Essas equipes podem ter possibilidades iguais de vencer. Continuo acreditando que a equipe mais forte neste momento é a Mercedes, mas acho que existe uma chance sim. É tudo novo para todo mundo. Em um momento como esse é muito difícil ter certeza. Isso pode te colocar em condições de vencer, não só para a Williams, mas para essas equipes que eu já falei.

da esq. p/ dir.: Susie Wolf (4ª piloto), Felipe Nars (3º p), os titulares Valtteri Bottas e Felipe Massa
Em 2014, a Fórmula 1 vai ficar mais lenta com esses motores? Ou ficará até mais rápida?

Acho que vai ser mais lenta, em geral. Os carros têm menos carga aerodinâmica. Acredito que vai ser mais lento que no ano passado, mas a evolução vai ser grande. Eu virei um tempo não longe do que foi a pole position em 2013 no Bahrein. Mas nessa condição de temperatura a pista é mais rápida do que quando você pega 40 graus. Mas neste ano a corrida aqui será à noite, então deveremos virar ainda mais rápido do que de dia. Então, pode ser que, em um caso desses, em uma pista dessas, correndo à noite, a 
gente possa andar mais rápido que no ano passado.

A Williams foi a ótima surpresa do início do ano, a reestruturação da equipe era algo imaginável a médio prazo, mas a mudança de status da equipe de Sir Frank Williams foi algo muito bem-vindo para todos, torcedores, ex-pilotos e atuais também, por exemplo Jenson Button, campeão de 2009 e atual piloto da McLaren, o inglês se disse muito feliz por Frank.
Williams essa que já é apontada também como o carro mais bonito do grid, o retorno da Martini como patrocinador principal de uma equipe de Fórmula 1 trouxe um ar nostálgico que agradou a todos, a inglesa Williams que esse ano é uma equipe praticamente brasileira, de seus quatro pilotos dois são brasileiros (Felipe Massa e Felipe Nars), tirando a Martini, seus patrocinadores principais também são brasileiros (Petrobras e Banco do Brasil). São motivos de sobra pra torcermos pela Williams, e principalmente para Felipe Massa.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #prayforMichael

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

F1 - Apenas um comentário

"O Nigel Mansell não, mas o Damon Hill."
Nigel e Rosanne Mansell a esquerda e Damon Hill a direita
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #acordaMichael