sábado, 11 de janeiro de 2014

Minhas lembranças de um campeão chamado Michael Schumacher

Bandeira Vermelha em Imola/94
Michael Schumacher é o tipo de piloto que cria nos fãs da Fórmula 1 o extremo, porém pode também criar os dois ao mesmo tempo, criando admiração.
O heptacampeão pode causar o maior dos amores, o fãs mais enlouquecidos, pode também causar o ódio nas pessoas, haja visto um texto escrito aqui no blog em novembro/13 sobre os mais odiados da história da Fórmula 1 segundo o site "Bleacher Report", e Michael venceu mais essa.
Mas o alemão pode ainda causar a admiração, desde o início do blog escrevo e digo que nunca gostei de Michael Schumacher, mas o admiro pelo excepcional piloto que é, por todos os capítulos de sua carreira, sejam bons ou maus, legais ou ilegais, e disso que é feito o piloto citado e tantos outros que estão no hall dos maiores de todos os tempos.

Acompanho a Fórmula 1 desde sempre, ou desde muito criança com meu pai, a ponto de não lembrar quando comecei a ver.
Tenho vaga lembrança do bicampeonato de Ayrton Senna e boa lembrança do tri, de 1992 só me lembro do GP de Mônaco, épico, perfeito, magnífico, estupendo GP de Mônaco, Ayrton Senna com um carro inferior e Nigel Mansell como um verdadeiro leão atacando o brasileiro sem sucesso até o fim da corrida.
A batalha de Ayrton Senna e Nigel Mansell em Mônaco/92
De 1993 lembro muito de Alain Prost, apenas, só isso e nada mais.
Minhas primeiras lembranças de Michael Schumacher são exatamente de 1994, antes de Imola, eu tinha oito anos e me perguntava, "como esse cara novo chega e fica sempre na frente do Senna?", eu era apenas uma criança que tinha a certeza absoluta que Ayrton Senna sempre venceria, mas a realidade era outra, e a história me ensinou.
Mas a primeira lembrança mais forte que tenho do Michael é logo após o acidente de Senna, quando com bandeira vermelha, o alemão pára o carro no grid de largada e fica parado em pé, ao lado de seu Benetton, eu só queria ver como estava Ayrton, se ele já tinha se levantado de sua Williams destruída, e a TV italiana mostrava ali com a câmera travada, Michael Schumacher em pé parado.
Em 1994, no pódio em Imola/94
Do pódio eu me lembro muito pouco, mas lembro que foi eterno, um teatro, ninguém queria estar ali, até mesmo Schumacher, que não deveria ter sorrido ou levantado troféu algum, monstro sem coração pensava eu.
Outra lembrança de Schumacher foi quando ele jogou o carro em cima da Williams de Damon Hill, ficou em duas rodas e ali, conquistou seu primeiro título.


Jogadas ilegais de Schumacher em 1994 contra Hill e 1997 contra Villeneuve
Mais um lembrança, o alemão mais uma vez joga o carro em cima de um adversário que com ele disputava o título, dessa vez levou a pior, foi desclassificado do campeonato que ficou com Jacques Villeneuve.
Pulando agora para 1999, após quebrar a perna na Inglaterra, Michael volta e pela primeira vez o vi de outro jeito, com humildade tentando ajudar o meu "TOP 1" dos mais odiados, Eddie Irvine, mas a ajuda foi em vão, Mika Hakkinen sagrava-se bicampeão da Fórmula 1.
Rubens Barrichello entra na Ferrari e eu realmente acreditava que ele venceria Schumacher, em condições iguais daria uma ótima briga, mas vencer Michael, meio impossível para Rubens Barrichello.
Áustria 2002 - Vergonha
Uma das maiores lembranças, essa vi nas reportagens do Fantástico, no domingo após o GP da Itália de 2000. O cara que não deveria ter sorrido em Imola/94, agora chorava também na Itália, Monza/2000, ao ser questionado sobre como se sentia ao igualar a marca de 41 vitórias de Ayrton Senna, Michael não conseguiu responder, e emocionado foi as lágrimas.
A pior das lembranças, Áustria 2002 e Rubens Barrichello freia sua Ferrari a metros da linha de chegada para Michael passar e vencer, o olhar do meu "TOP 2" dos mais odiados, Ralf Schumacher para o irmão Michael resume tudo, o alemão não precisava desse capítulo em sua história, o pódio foi mais ridículo que Imola/94, que dó de Juan Pablo Montoya, que estava ali, sem culpa nenhuma ouvindo as vaias que vinham das arquibancadas.
Voltando a San Marino, agora em 2003, tive um exemplo de profissionalismo.
A mãe de Michael e Ralf morreu, todos achavam que ambos não correriam, e correram.
Em Imola 2003, a tristeza pela perda da mãe, exemplo de dedicação e profissionalismo
Muitas críticas surgiram de todos os lados, mas entendi os pilotos, imagino que se fecharam em uma sala, choraram, conversaram e decidiram cumprir com suas obrigações, assim como sua mãe que acabará de morrer deve ter ensinado a eles. Não só correram como também chegaram bem ao final da corrida, Michael em primeiro e Ralf chegando em quarto.
A expressão de tristeza e o profissionalismo demonstrado nesse triste episódio, pelo menos pra mim, marcava mais um capítulo na história de Michael Schumacher.
Agora em 2006, principado de Mônaco, Schumacher não precisava disso, mas o fez.

Fernando Alonso observa Schumacher após o feito de Mônaco 2006
Após fazer a pole, Michael se via em perigo, pois Fernando Alonso vinha para melhorar o tempo e tomar sua pole, o alemão estupidamente "estaciona" seu carro na Rascasse, impedindo assim o espanhol de fazer a pole. Foi punido.
O último capítulo veio com a volta de Schumacher a Fórmula 1 pela Mercedes, era estranho ver Schumacher vestindo uma cor que não fosse o vermelho, mas no fundo eu acreditava em mais vitórias, títulos e tive medo, de mais uma vez entrarmos em uma nova "era Schumacher", o que não aconteceu, apenas um pódio em 2012 em Valência, e por fim mais uma vez um episódio para liberar o ódio que esse gênio tem o poder de manifestar nos que o admiram ou não, uma manobra histórica ao ser ultrapassado por Rubens Barrichello, colocando em risco a vida dele próprio e a de Rubens.
A ultrapassagem de Rubens Barrichello em Michael Schumacher - Hungria 2010
O alemão ao perceber que seria ultrapassado pelo brasileiro, fechou bruscamente o espaço de passagem, obrigando o rival a ultrapassá-lo no limite do limite da pista, com um tanto de sorte, o fim do muro e Barrichello conseguiu passar ileso, em uma manobra que valia apenas a 10ª posição, essa que foi considerada a melhor ultrapassagem de 2010.
O último pódio, no último capítulo de Schumacher na Fórmula 1
Apesar de não lembrar nada praticamente de Schumacher antes de 1994, tenho certeza de que acompanhei com atenção a todas as suas 308 corridas, se não vi ao vivo, com certeza parava pra ver as reportagens de cada corrida que o alemão participou. Entre os pilotos, só não o vi mais que Rubens Barrichello e suas 326 corridas.
Me considero um sobrevivente da fase mais chata que a Fórmula 1 viu, os anos entre 2000 e 2004, onde tudo era Michael Schumacher.
Continuamos na torcida da total recuperação de um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1, o amado, o adiado, o admirável Michael Schumacher.



Vida longa para Michael Schumacher!

Inspirado de um texto no GPTotal, com minhas lembranças de um campeão...

Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - orando...

F1 2014 - Numeração oficial


Assim como no mundial de MotoGP, os pilotos da Fórmula 1 agora terão sua numeração oficial, que levarão até o final de suas carreiras. O que cria uma maior identificação dos pilotos com o público, uma ótima jogada da FIA em tempos onde a categoria perde espaço com o público geral, quem nunca viu por aí um motoboy com o adesivo "46" em alusão ao multi-campeão de MotoGP Valentino Rossi?
A exceção fica por conta do campeão da temporada anterior, que pode optar pelo seu número oficial ou pelo número 1. Sebastian Vettel irá correr com o número 1 em 2014, mas terá o 5 para a carreira.
Pastor Maldonado inovou e trouxe de volta a Fórmula 1 um número que não se via desde o final dos anos 60, o numero 13, considerado um número de azar, foi praticamente banido da categoria até ser "ressuscitado" pelo venezuelano.
Abaixo, a numeração oficial, fica faltando apenas as duas vagas indefinidas da Caterham e o número de Max Chilton pela Marussia, que anúncio o contrato após o anúncio oficial, confira:


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - #prayformichael

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Michael Schumacher, não vença o relógio dessa vez! Mika


Uma das grandes rivalidades que nunca podemos esquecer da história da Fórmula 1 com certeza é “Michael Schumacher X Mika Hakkinen”. E está teve mais um capítulo essa semana, mesmo depois de 12 anos da saída de Hakkinen da categoria.
Como infelizmente todos sabem, Michael Schumacher sofreu um gravíssimo acidente de esqui no dia 29 de dezembro e está em coma desde a data citada, mensagens de carinho e torcida pela sua recuperação tem chegado de todos as partes do mundo, de fãs e famosos, mas uma carta em especial emocionou, seu maior rival, Mika Hakkinen enviou uma carta de apoio ao ex-rival alemão e sua família.
Mika Hakkinen em 1995 sofreu um gravíssimo acidente nos treinos para o GP de Adelaide, sofreu traumatismo craniano e ficou por dias em coma, assim como Schumacher.
Mika venceu o maior desafio de sua vida, nos anos de 1998 e 1999 foi bicampeão da F1 superando Schumacher, agora é a vez de Michael vencer o maior desafio de sua vida, e seu maior rival, assim como todos nós esperamos e torcemos por isso.
Abaixo a carta de Mika para Michael:

“Você é um homem que venceu cada desafio que foi colocado na sua frente. Você está acostumado a vencê-los. O acidente agora nada mais é que outro desafio. Você tem que lutar duro, assim como lutamos um com o outro nas pistas. Como você sabe, tive um ferimento na cabeça no passado e sobrevivi. Com ajuda da minha família e amigos, e apoio dos médicos. Estou certo que você também terá essa ajuda. Não tente buscar por tempos. Faça-me um favor: só desta vez, não tente superar o relógio. Você não tem que cravar o melhor tempo na corrida. Você tem que tomar todo o tempo de que precisa. Vá com calma.” Mika

Em entrevista ao “Bild”, Hakkinen comentou a situação, lembrou de seu acidente e sua recupeção:

- Você olha para trás e vê as coisas em um ângulo diferente. Olha família, saúde, amigos. E você não quer mais correr riscos, perder essas coisas. Depois disso, você percebe que pode perder tudo isso em um segundo apenas - disse Hakkinen ao "Bild".

Mika também se recordou do que pensou quando saiu do coma.

- Você pensa se está tudo certo, se pode mover as pernas, os braços. Eu também queria saber se foi um erro meu ou se um problema mecânico do carro.

Sobre o e-mail para Schumacher, Hakkinen não se importa caso a família de Schumi não tenha tempo de ler ou responder.

- Isso não me importa. Só a família do Schumacher é importante agora. Eles precisam de paz e força para vencer esse momento difícil.


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - orando...

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

F1 - E com a palavra, Johnny Herbert...


Johnny Herbert, piloto inglês que correu 161 GP na Fórmula 1 entre 1989 e 2000, obteve 3 vitórias.
Herbert foi o companheiro de Michael Schumacher no final de 1994 e na temporada de 1995, em entrevista exclusiva ao infelizmente extinto site, Tazio, Herbert falou como foram seus dias ao lado de Schumacher e Flavio Briatore na Benetton, falou também do legado deixado por Michael, fatos positivos e negativos, confira:

“Michael conquistou sete títulos mundiais, 91 vitórias, então sua história será lembrada como um grande sucesso. Às vezes ele não teve a postura correta nas corridas, como contra Damon Hill e Jacques Villeneuve, ou aquela vez em que estacionou o carro [treino classificatório para o GP de Mônaco de 2006]”, detalhou o inglês.

“Ele será lembrado por muitas coisas, entre elas, os fatos negativos. Mas não podemos diminuir os feitos que ele teve. Ele era fisicamente muito bem preparado e muito forte mentalmente, inclusive se comparado com os pilotos de hoje em dia”, lembrou.

“Michael sempre guiou de maneira agressiva. E isso até pode explicar os sete títulos mundiais que conquistou. Acho que, se ele não tivesse feito essas coisas negativas, ele talvez teria quatro títulos, o que ainda assim seria fantástico. Eu o desejo sorte em sua nova vida.”

Uma grande controvérsia na carreira de Schumacher aconteceu em 1994, quando houve suspeitas de que seu carro contava com dispositivos ilegais. Herbert, contudo, foi reticente sobre o assunto: “Eu nunca vi nada.”

Para ele, mesmo que a F1 perca um grande nome em sua história, o futuro da categoria continuará positivo no que diz respeito a pilotos. “Schumacher teve uma fantástica carreira, mas é normal que ele siga em frente. Temos hoje em dia Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Fernando Alonso – que é um pouco mais velho, mas que ainda tem alguns anos pela frente. Temos a nova geração como sempre aconteceu. Mas essa última corrida, no Brasil, com possibilidade de chuva no domingo, nunca sabemos o que Michael pode fazer.”

Herbert: Briatore foi principal empecilho na Benetton, não Schumacher

Quando se mudou à Benetton, Herbert enfrentou dificuldades semelhantes às quais passaram os antigos companheiros de Schumacher no time. Em 1995, ano em que o alemão conquistou o bicampeonato com duas provas de antecipação, o inglês ficou em quarto lugar, com duas vitórias (Grã-Bretanha e Itália).

Porém, apesar do desempenho que deixou a desejar em relação ao então companheiro, Herbert poupou Schumacher e creditou suas dificuldades ao chefe de equipe da Benetton, o controverso Flavio Briatore.

“Foi difícil [risos]! Eu já sabia que seria difícil. Esperava que ele fosse um competidor duro, mas não esperava que Flavio fosse ser aquele que sempre diria sim para Michael. Este foi o meu maior problema: Flavio, e não Michael”, enfatizou.

“Eu entendi a maneira com a qual ele fazia as coisas na equipe, entendi que seria duro e que nunca daria ao seu companheiro de equipe qualquer informação que o ajudasse. Minha dificuldade foi sempre Flavio.”

Durante aquele ano, Herbert relatou que não dispunha dos mesmos recursos de seu colega, que ficou com nove vitórias. “Cheguei ao Brasil [primeira corrida da temporada] e Michael foi segundo, comigo em quarto [no grid de largada]. Tive um problema na embreagem e não pude ir aos boxes. Na Argentina, eles me tiraram os dados – eu não podia checar mais os dados de Schumacher. Michael pediu e Flavio disse sim. Com Michael, nunca tive problemas, mas Flavio nunca dizia não a ele.”

Sobre retorno: “Se ele tivesse um bom carro, poderia ter vencido a nova geração”.

Herbert acredita que o retorno de Schumacher à F1, em 2010, poderia ter sido mais bem-sucedido caso a Mercedes tivesse produzido um carro capaz de competir com os times da ponta do grid.
Três anos após ter se aposentado da categoria, o heptacampeão anunciou que retornaria à ativa pelo mesmo time que usava a estrutura da campeã do ano anterior, a Brawn GP. Os resultados, no entanto, não cumpriram as expectativas

“O carro não era rápido o suficiente. Se fosse uma Red Bull, uma McLaren ou uma Ferrari, acho que ele poderia ter lutado por títulos. Não vejo uma grande diferença do Schumacher que havia se aposentado [ao fim de 2006] àquele que iniciou a segunda carreira [em 2010]”, observou.

“Ainda havia velocidade – a vimos bem em Mônaco. Em um difícil circuito de rua, Michael foi o homem mais rápido na classificação e poderia ter feito o mesmo que [Mark] Webber e vencido a corrida. Infelizmente, não vimos o que aconteceria. O homem é rápido e, se tivesse um bom carro, poderia ter vencido a nova geração.”

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - 34°C e orando...

Michael Schumacher - 45 anos #prayforMichael


No final de 2013, Michael Schumacher deu sua última entrevista para a Mercedes, nela o alemão falou sobre o ano do time em 2013, sobre Sebastian Vettel e sobre sua vida longe da Fórmula 1, que segundo ele, não está sentindo falta das pistas, já que ainda guia para a Mercedes em eventos especiais e exibições:

- A Fórmula 1 é com certeza o mais alto nível do esporte a motor, e é ótimo guiar o carro. Adorei quando fui a Nürburgring para pilotar, mas hoje encaro como uma diversão. Fazer isso seriamente, não mais. Estou cansado disso. A Mercedes me deu a opção de continuar (a correr em 2013), mas eu decidi parar. Comecei uma nova vida e ela está muito legal. Especialmente se compararmos com minha primeira aposentadoria, realmente não estou sentindo falta. Tenho muitas outras coisas prazerosas para fazer – afirmou o alemão.

Schumacher cita também do kart, ao qual faz por diversão. Schumacher também é apaixonado por motos e esqui, mas não os citou na entrevista. Com as motos sofreu vários acidente, mas o mais sério foi causado andando de esqui no último dia 29 de dezembro, Michael está em coma desde o acidente e segundo os médicos, segue lutando pela vida.
O hepta campeão falou sobre a temporada de 2013 do seu último time na Fórmula 1, a Mercedes:

- É um grande resultado, particularmente se considerarmos onde a equipe estava no fim do ano passado. Ninguém poderia imaginar que ela sairia do quinto lugar no Mundial de Construtores para brigar pelo título. E eles fizeram isso! Agora é focar em 2014. O que nós fizemos no passado está funcionando agora, e mesmo com Ross Brawn decidindo sair, há as pessoas certas para os lugares certos, uma boa base, e creio que a Mercedes brigará pelo título no futuro. Espero que isso aconteça – explicou Michael.

Falou sobre a mudança de regulamento e o que ele espera de tudo isso:

- Penso que não devemos esperar muitas mudanças por causa dos motores, porque a aerodinâmica sempre deixa os motores em segundo plano, e sempre será assim no futuro. O melhor carro será o melhor pacote. O motor fará diferença dentro do pacote, claro, e a Mercedes está entre as melhores neste aspecto.

Sobre seu compatriota Sebastian Vettel, Michael foi só elogios:

- Ele fez um bom trabalho, foi muito consistente. Venceu todas estas 13 corridas, e o Mark Webber apenas uma, no fim do ano. É bem chocante o que ele fez com seu companheiro, que sempre é um ponto de referência. Definitivamente, ele é um verdadeiro campeão, estou feliz por ele. Se alguém tiver que bater meus recordes, prefiro que seja ele em vez algum outro. Eu fiz o que fiz na minha época, ele está construindo sua era. Fico feliz por ele – disse Schumacher.

Hoje, dia 3 de janeiro de 2014, Michael Schumacher completa 45 anos, e faz isso no momento mais delicado de sua vida, onde está em uma cama de hospital em coma desde o último dia 29. A atual situação do alemão é estável, porém crítica, grave. No dia 2 de janeiro os médicos decidiram não se pronunciar, uma vez que o paciente está estável, mas a falta de novas informações geram muita expectativa por novas notícias. A nós basta torcer por novas e boas noticias.

E boas notícias no dia de seu aniversário, seria um ótimo presente para todos nós.

Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - derretendo e orando...

Michael Schumacher e Anderson Silva - "Com a palavra, Alex Dias Ribeiro" (parte 4)

Passageiros do destino?

Os acidentes de Anderson Silva no UFC em Las Vegas e Michael Schumacher numa pista de ski na França chocaram o mundo esportivo neste fim de ano quando dois atletas, por muito tempo invencíveis, foram à lona nocauteados pelo destino.

Se esse tipo de coisa acontece até com super herói, quem somos nós para escaparmos ilesos dos caprichos do destino? Miserável homem que sou, vulnerável, indefeso, vivendo como passageiro do destino, à bordo do planeta Terra girando soltinho no espaço a mais de mil por hora!

Quem está no comando dessa nave? Quem controla o nosso destino? O que espera por mim na saída da próxima curva cega da vida? E o futuro? O que será de mim?

Só posso dizer que não conheço o que o destino me reserva, mas conheço bem aquele que controla o destino. E sei que Ele me ama, quer o melhor para mim e para todos que o buscam e apostam nEle todo o seu cacife de esperança de dias melhores, não só aqui mas por toda a eternidade.

E assim já não sou mais passageiro do destino. Porque independente de toda e qualquer circunstancia podemos buscar abrigo e socorro debaixo das asas do Senhor do destino, Deus...

Alex Dias Ribeiro


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - orando...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz 2014 - Ano de copa, ano de 30, uma nova largada...



Mais um ano se vai, ou menos um ano em nossas vidas, difícil escolher uma das duas frases.
2013 se foi, um ano de lágrimas, dor, dúvidas, burradas, erros, mas principalmente um ano de amadurecimento, volta por cima, trabalho, superação, acertos.
O importante é que em tudo aprendemos, uma certa pessoa me disse ontem que em tudo Deus vai nos moldando, e isso é verdade.
Tudo é ensinamento, tudo é experiência, basta termos sabedoria para não cometer os mesmos erros, ou pelo menos evitá-los e saber que, nosso passado, certo ou errado só nos serve como lembrete para nos tornar pessoas melhores.
É seguir em frente, fazendo o melhor, fazendo a vontade de Deus e com certeza tudo dará certo, mesmo quando tudo estiver "dando errado", dentro da vontade de Deus, com certeza dará certo.
Uma nova largada se inicia com a chegada de um novo ano, hora de procurar ser melhor, hora de agir, sem medo, confiante em Deus.
Na verdade não é porque está começando um novo ano que devemos começar a buscar melhoria em nossa existência, toda hora é hora disso, mas as pessoas gostam de ler, então está aí.
Feliz 2014 cambada!

Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - #prayformichaelschumacher 

Michael Schumacher #prayforMichael

Aqui no blog o ano já havia terminado quando recebemos a terrível notícia do acidente de Michael Schumacher. O ex-piloto e heptacampeão de Fórmula 1 sofreu um grave acidente quando esquiava em uma parte não sinalizada de uma estação de esqui na França.
Dois dias após o acidente Schumacher segue "lutando pela vida" segundo os médicos que estão cuidando do alemão, que segue em estado grave.
Michael nunca esteve entre meus pilotos favoritos, e isso acontece não só na minha lista de pilotos favoritos, mas na maioria, mas é impossível deixar Schummi de lado quando o assunto é relacionado aos maiores da história, o alemão certamente está ali, no top 5, pra não dizer top 2.
O momento é de torcer pela vida de Michael, o momento é de aguardar, de ter fé. O alemão faz 45 anos dia 03 de janeiro. #prayforSchumacher


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - orando.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mark Webber - Nada mal para um segundo piloto!

Mark Webber em 2002 na Minardi
Um vídeo bem feito homenageando Mark Webber, que se aposentou da Fórmula 1 em 2013.O vídeo mostra imagens de toda a carreira do australiano, desde seu primeiro GP, em que correu na Austrália com um Minardi e faturando um mágico 5º lugar, depois passando por Jaguar, Williams, Red Bull e os mais famosos episódios com Sebastian Vettel, incluindo o "multi 21" até a última corrida, no Brasil em que Mark terminou em segundo. Vale a pena:


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Ociosidade!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Nelson Mandela - "Com a palavra, Alex Dias Ribeiro" (parte 3)

Nelson Mandela - 1918 - 2013

E com a palavra, Alex Dias Ribeiro

Se não fosse o Mandela...

Durante 11 anos lecionei para lideres dos quatro cantos do mundo em uma escola de formação de lideres de ministérios esportivos em Stellenbosch na África do Sul.

Aproveitei uma dessas viagens para realizar um sonho: participar de um Safari! Para ganhar um dia a mais em minha aventura com leões, elefantes, rinocerontes, girafas e outros bichos mais, resolvi voltar no trem noturno para Johanesburgo onde pegaria meu vôo para o Brasil.

O dono da excursão foi comigo até a estação acompanhar o meu embarque. Ele era um coroa grandão, meio barrigudo, muito forte e descendente de holandeses nascido e criado África do tempo de Apartheid.

Na maior cara de pau ele furou ostensivamente, junto comigo, uma fila de umas 200 pessoas que esperavam o guichê abrir para comprarem suas passagens. Como não encontrou ninguém do outro lado da grade, ele começou a esbravejar e gritar numa língua que eu não entendia.

Quando o funcionário apareceu, ele o tratou aos berros que nem cachorro sem dono, até arrancar de suas mãos uma passagem para mim. Colocou o bilhete na minha mão, na frente de todos da fila furada, despediu-se rapidamente e foi embora, deixando-me, mudo e morto de vergonha e medo.

Um detalhe; eram todos negros e eu o único branco no meio da multidão deles. A cena foi tão grotesca que em nossa cultura eu deveria ser linchado merecidamente só por estar junto com aquele branco que cresceu tratando seus conterrâneos daquela maneira.

Os olhares da multidão focada em mim não eram lá muito amáveis, a noite inteira viajando numa cabine sem tranca na porta, foi um misto de insônia e pesadelos onde eu me via esfaqueado e jogado pela janela do trem...
Mas nenhum deles teve uma palavra, gesto ou atitude ofensiva contra a minha pessoa.

E assim eu senti na pele o que a liderança de um homem de boa vontade e princípios de paz pode exercer na vida e no coração de seus liderados. Depois de 27 anos na prisão por conta de seus ideais, Nelson Mandela na posição de presidente da África do Sul, teve a faca e o queijo na mão para se vingar de seus opressores com um banho de sangue sem precedentes na historia de seu país. Mas preferiu os caminhos do perdão e da paz. E os incutiu muito bem em seus seguidores.

O que poucos sabem, porque esse tipo de noticia não dá muito IBOPE, é que Nelson Mandela teve uma formação Cristã em sua infância e tinha a Bíblia por companheira em sua cela na prisão. Se assim não fosse, é bem provável que eu não voltasse vivo daquela viagem...


Alex

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." Nelson Mandela
Rômulo Rodriguez Albarez - Sampa/SP - Salve Madiba!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

F1 2013 - A histórica despedida de Mark Webber

Como todos sabem Mark Webber é um de meus pilotos favoritos, ele não é um multi-campeão ou uma lenda do esporte, mas ele vê a Fórmula 1 de um jeito mais humano, que respeita suas tradições, que é contra esse excesso de burocracia ao qual o capitalismo impôs a categoria, ou seja, um Fórmula 1 que não existe mais.
A despedida de um piloto que pode se orgulhar de sua carreira é sempre especial, eu estava em Interlagos na despedida de David Coulthard em 2008, o escocês que foi um piloto mais ou menos do mesmo calibre de Mark, correu com uma Red Bull personalizada, foi bem legal, porém ele não terminou corrida por problemas com o carro, e por coincidência, Webber era o companheiro de Coulthard.

Despedida foi algo que faltou para pilotos como Giancarlo Fisichella, Jarno Trulli, os italianos ainda tentavam vaga para o próximo ano e quando se deram conta, estavam desempregados.
Talvez uma despedida foi a única coisa que faltou para Rubens Barrichello, além do título claro.
Voltando a Mark Webber, o australianos fez de sua despedida algo especial, algo que se tornou a imagem do GP Brasil e com certeza uma das três imagens que mais marcaram no ano, ao tirar o capacete, na pista, voltando para os boxes, Webber mostrou e provou tudo que ele vem tentando mostrar e falar, foi algo épico, histórico e que representa muito mais do que simplesmente um piloto com a cara no rosto.

Mark Webber esfregou na cara dos que comandam a Fórmula 1 que o fator "show", "espetáculo", "o que o público quer e tem direito de ver" precisa voltar imediatamente para a Fórmula 1, a categoria está ficando chata, os pilotos são humanos, o público quer ver show, quer ver algo inesperado, quer ver zerinhos, piloto subindo na grade, o público quer contato com a Fórmula 1 e toda a emoção que ela é capaz de dar.

Abaixo a entrevista de Webber sobre sua despedida com direito a volta histórica e tombo no pódio:

“Não foi fácil separar o Hans do capacete, então eu passei metade da volta tentando tirar o Hans. Eu consegui, mas os carros são muito barulhentos quando se está sem capacete. Eu sei disso, estava realmente barulhento. Você pode ouvir muitas coisas que você não quer ouvir com o capacete, com certeza. Foi bom tirá-lo”, detalhou Webber.

“Neste esporte, nem sempre é fácil mostrar a pessoa que você é por trás do volante. Podemos fazer isso em um monte de esportes, mas na Fórmula 1, na qual sempre estamos de capacete. Foi bom pilotar sem ele. Você só é visto sem capacete no pódio se tiver um bom dia, e nós dois (Webber e Vettel) conseguimos. No fim, peguei um pouco de tráfego, então os comissários devem ter se preocupado um pouco que eu não consegui virar para a esquerda. Mas no fim das contas, foi tudo bem”, completou.

“Quero agradecer à equipe, eu realmente aproveitei as últimas voltas. Foi uma grande maneira de terminar. Quero agradecer a todos na Austrália – eu não estaria aqui se não fosse o apoio nos primeiros dias. Aproveitei muito toda minha carreira. Foi uma grande jornada, da qual eu estou orgulhoso, e há muitas pessoas que tiveram um papel fundamental na minha carreira. Elas sabem quem são. Obrigado se vocês estão assistindo. Aproveitem a Fórmula 1 no ano que vem com esses caras”, finalizou.

Mark Webber com certeza fará falta nessa Fórmula 1 cada vez mais distante de seu público.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - sono!