sábado, 9 de novembro de 2013

Sobre Ayrton Senna


Nelson Piquet (ex-piloto e tricampeão de Fórmula 1)
"Senna é o melhor piloto? P... nenhuma! Melhor é o Prost, que é tetracampeão"
com Nelson Piquet
"Eu e o Prost já ganhamos tudo e estamos mais pra lá do que pra cá na carreira. O Ayrton, não. Vai se matar, se for preciso, para chegar ao título e ser considerado o maior de todos os tempos"
Bernie Ecclestone (dono dos direitos da Fórmula 1) 
"Ayrton teria feito coisas ainda melhores que as que Michael conquistou se não tivesse morrido em Ímola. Acho que Michael é super, mas se eles estivessem com o mesmo carro, eu apostaria meu dinheiro em Ayrton"

"O episódio da morte de Senna foi como se Jesus tivesse sido crucificado ao vivo pela televisão" (não exagera velha gágá!)
com Bernie Ecclestone
"Senna morreu e agora a Fórmula 1 está mais popular do que nunca"
Bruno Senna (piloto e sobrinho de Ayrton Senna) 
"Não esperem que eu seja como Ayrton. Eu me chamo Bruno, tenho a minha carreira no esporte e é assim que eu me sinto"
Damon Hill (ex-piloto e campeão de Fórmula 1) 
"Não tenho dúvidas de que nunca seria campeão do mundo se Ayrton não tivesse morrido em Ímola"
com Fittipaldi
Emerson Fittipaldi (ex-piloto e bicampeão de Fórmula 1) 
"A maior marca do Ayrton foi esse patriotismo. Isso foi o que mais ficou marcado e certamente do que as pessoas mais se lembram"
Enzo Ferrari (fundador da Ferrari) 
"Me recordo de uma volta de Senna em Mônaco que valeu uma placa, a volta mais perfeita que um piloto já fez"
Felipe Massa (piloto da Ferrari) 
"Não cheguei a conhecê-lo pessoalmente. Quando era criança, nem me lembro mais em que ano, me aproximei dele em Ilhabela para pedir um autógrafo. Não me deu. Fiquei aborrecido por um tempo, mas passou"
Frank Williams (dono da equipe Williams)

"Senna não era uma pessoa comum. Na verdade, ele era um homem muito maior fora do que dentro do carro"
com Frank Williams
"Senna era tão rápido e tão corajoso quanto Schumacher, mas era provavelmente mais inteligente. Ele sempre planejava pelo menos três ou quatro movimentos à frente. Senna tinha uma preparação mental impressionante"
Gerhard Berger (ex-piloto de Fórmula 1) 
"Quando via o capacete amarelo no espelho retrovisor, sabia o que viria pela frente"
"Para mim, foi como se o mundo desabasse", sobre a morte de Senna

"Todo mundo sabe que ele tinha um enorme talento nas pistas, mas acho que isso só era possível por causa da personalidade dele. Por isso Senna era tão especial"

com seu melhor amigo, o austríaco Gerhard Berger
"Ele passava a imagem de um cara extremamente dedicado e sério. Dedicado era, mas, na intimidade, era muito descontraído e a fazia a gente rir bastante. A gente se divertia muito" sobre a sua amizade com Senna.

Jackie Stewart (ex-piloto e tricampeão de Fórmula 1) 
"Senna foi um dos maiores talentos que já vimos nas pistas"
"Sua perda é impossível de se calcular. Quem nunca o conheceu, em qualquer circunstância, perdeu algo muito especial"
Joe Ramirez (ex-coordenador da McLaren)
com Joe Ramirez
"Existe uma diferença fundamental entre Ayrton Senna e Alain Prost. Ayrton tem uma necessidade de vencer corridas, enquanto Alain se diverte correndo e ganhando corridas"
John Watson (ex-piloto australiano)
"Nunca tinha visto alguém pilotar daquele jeito. Em plena curva, Ayrton estava freando, reduzindo a marcha, girando o volante, acelerando e mantendo a pressão do turbo. Parecia um polvo. Ver essa habilidade cerebral de separar os componentes e juntá-los com essa coordenação foi um privilégio"
Juan Manuel Fangio (ex-piloto e pentacampeão de Fórmula 1)
com Juam Manuel Fangio
"A Senna pouco importava se a pista estava molhada. O intuito dele era voar e em segundos violar todas as leis da física"
"Pensei que ele nunca morreria"
Max Mosley (ex-presidente da FIA e que não foi ao funeral de Senna) 
"Eu fui ao funeral (de Roland Ratzenberger, morto um dia antes de Senna) porque todos estavam no de Senna. Achei que era importante que alguém fosse a esse"
Michael Schumacher (ex-piloto e heptacampeão de Fórmula 1) 
"O que aconteceu é tão dramático e triste que eu nem sinto satisfação por ganhar (o GP de San Marino de 1994)"
"Se Senna não tivesse morrido, não teria conquistado os títulos de 1994 e 1995 porque ele era melhor que eu"
Pedro Lamy (ex-piloto de Fórmula 1) 
"Em Ímola, Ayrton Senna morreu no exato momento do acidente"
Peter Warr (ex-diretor da Lotus) 
"Senna era capaz de determinar em que ponto do circuito o carro dele gastava um decilitro de gasolina a mais. Nessa época, a Lotus de Senna tinha motor turbo, e esse controle era quase impossível de ser feito. Mas ele o fazia com precisão de relógio suíço"
com Peter Warr
Ron Dennis (chefe da McLaren) 
"O melhor piloto com quem já trabalhei foi Ayrton, e isso não apenas por sua performance na pista, mas por sua amizade e clareza. Passamos muitos anos juntos, e eu dividi com ele suas angústias e alegrias. Considero que isto foi um privilégio para mim"
com Ron Dennis
Rubens Barrichello (ex-piloto de Fórmula 1) 
"Se não fosse por sua morte, todos os recordes de Schumacher seriam de Senna, que foi simplesmente o melhor piloto de todos os tempos. Descanse em paz e com Deus"
com Rubens Barrichello

Sid Watkins (ex-médico da Fórmula 1) 
"Eu tinha muito apreço por ele e nos dávamos muito, muito bem. Era um vínculo muito peculiar, que eu não tive com nenhum outro piloto. E ele virou parte da minha família. Ele se dava bem com os meus filhos, era sempre agradável e eles quando eram crianças o idolatravam. Ele foi um dos melhores pilotos de todos os tempos, para mim o melhor. Ele era extremamente agressivo, ele era capaz de ultrapassar sem a menor hesitação. Esta era uma das suas grandes habilidades."
E ele era muito, muito, veloz"

Alain Prost (ex-piloto e tetracameão de Fórmula 1)
"Senna era muito mais rápido que você conduzindo o mesmo carro e tão rápido quanto com um carro inferior"
"Infelizmente a sua morte era previsível, pois como se costuma dizer, ele estava indo mais rápido do que os carros que pilotava"
com Alain Prost, o último pódio da carreira desses dois gênios da Fórmula 1, que essa semana completou 20 anos
Ayrton Senna sobre Alain Prost
"Alain você faz falta aqui" Senna para Prost em Imola 1994, no dia de sua morte, o brasileiro se referia ao fato da falta de motivação de correr sem o francês, que havia se aposentado no final de 1993.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Olê, olê, olê olêêêê, Senna, Senna!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

F1 2014 - Dança das cadeiras

Nico Hulkenberg - Felipe Massa - Pastor Maldonado
Os protagonista da dança das cadeiras da F1 para 2014
Sabe aquele dia que está tudo uma bosta, em que tudo da errado e você se sente um zero, então...

Faltando apenas duas provas para o final da temporada a dança das cadeiras de Fórmula 1 está agitada, Felipe Massa, Nico Hulkenberg e Pastor Maldonado encabeçam a disputa.
O clima entre Williams e Maldonado está péssimo, o venezuelano não se cansa de reclamar do carro da Williams e o time já não aguenta mais. O atual piloto da Williams disputa a vaga de titular para 2014 com o alemão Nico Hulkenberg.


Pastor chegou a ser considerado já piloto da Lotus mas a chegada de novos acionistas que preferem Nico Hulkenberg mudou o quadro e o alemão assa ser franco favorito.
Enquanto Pastor Maldonado pode estar ficando sem vaga em lugar nenhum, quem está quase com a vaga assegurada na Williams é Felipe Massa, que até semanas atrás também disputava um vaga na Lotus, é um tiro no escuro que o brasileiro dá devido ao que a equipe de Sir Frank Williams vem apresentando nos últimos anos, porém, com as mudanças no regulamento, tudo pode acontecer.
Outras cadeiras interessantes estão na Force India, a equipe indiana ainda não tem nenhum piloto garantido para o ano que vem e ode ser destino interessante para Felipe Massa e também para Hulkenberg, caso não consigam vagas na Williams e Lotus respectivamente, ou até mesmo Pastor Maldonado com seus petrodólares.

A vaga na McLaren esta sendo disputada mais abertamente pelo atual titular, o mexicano Sergio Pérez e Kevin Magnussen.
Claro que sempre temos as nanicas com suas vagas em aberto, a briga é ferrenha e só teremos o quadro fechado com certeza aós o final da temporada. Abaixo o quadro de como estão as equipes para 2014, seus titulares e os principais candidatos as vagas restantes:


...ai você olha para o seu Deus e Ele diz: Calma moleque!

Rapidinha: Felipe Nars está prestes a ser anunciado como 3º piloto da Williams ara 2014.


Rômulo Rodriguez Albarez - Sampa/SP - é!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Parabéns Alex Dias Ribeiro - 65 anos


Hoje completa 65 anos um cara mais que vencedor, pequeno de estatura, porém gigante de coração, meu irmão em Cristo Alex Dias Ribeiro. Parabéns e muitos anos de vida Alex.
 Está aí um cara que ainda quero conhecer...

Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - aquele dia que a vida está péssima!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

As indagações de Lewis Hamilton

Em 2008, segundo ano da carreira de Lewis Hamilton, eu estava em Interlagos torcendo calorosamente por Felipe Massa mas vi Lewis ser campeão, ultrapassando um Timo Glock com pneus de pista seca no meio do temporal paulistano na última curva e conquistando assim, o ponto campeão.
Jamais me esquecerei daquele dia, obrigado Tio Sidney, como você diz: "Você não é catarro, mas mora no meu peito".
Voltando a Lewis Hamilton, o inglês tem uma coluna no site britânico "BBC", e essa semana fez algumas indagações, citando Senna, Schumacher, Vettel, Alonso, a possibilidade de nunca mais ser campeão do mundo, ser o primeiro negro da categoria etc, confira abaixo:

Títulos:

"Tenho confiança de que serei competitivo no próximo ano, mas nunca se sabe. Talvez as circunstâncias signifiquem que nunca mais conquistarei o campeonato mundial novamente. Isso pode acontecer em nosso esporte. Quem sabe? Há um tempo, isso seria um pensamento assustador, mas agora não é tanto."
Em 2008, campeão do mundo em Interlagos

Comparações:

"Por ter tanto sucesso tão jovem, Vettel está a caminho de ser visto como o melhor piloto de todos os tempos, no sentido de que ele pode conseguir bater os impressionantes recordes de sete títulos e 91 vitórias de Schumacher. Mas a grandeza de um piloto é uma coisa mais sutil do que apenas as estatísticas cruas. Na minha opinião -  e de muitos outros – Schumacher não é duas vezes melhor que Ayrton Senna só porque Ayrton ganhou “apenas” três títulos e 41 corridas. Da mesma forma que, apesar de Sebastian ter esse sucesso fantástico, ele não é duas vezes melhor que Alonso, por exemplo."

Grandeza:

"Grandeza é um conceito abstrato. Você precisa estar no lugar certo na hora certa. Tem que utilizar as ferramentas que tem. É sobre como trabalha com o time, como lida com a mídia, como trata as pessoas, como é como ser humano. Há muitos elementos que definem “grandeza”. Ainda estou tentando descobrir todos eles. Este é o meu objetivo."
Em Ayrton Senna, seu ídolo maior, Lewis Hamilton tem sua fonte de inspirações

Pioneirismo:

"A principal coisa é que sou maciçamente grato por estar aqui. Ter aberto as portas para outras culturas e etnias buscarem entrar na F-1 significa muito para mim. Hoje, há muitos negros nos GPs, assim como indianos e asiáticos. Tenho imenso orgulho de ter o privilégio de ser um pioneiro em meu esporte, alguém que quebrou o molde, assim como as irmãs Williams no tênis e Tiger Woods no golfe. Espero que outros venham no futuro. A vida não é apena correr. Quero correr enquanto puder e ganhar o máximo possível, mas também quero contribuir para coisas positivas para o mundo." finalizou.

Entre algumas coisas que me lembro e que marcaram aquele dia foi a frase indagada por Hamilton  após ter conquistado o título, "Veni, vidi, vici" (Vim, vi, venci) do imperador romano Júlio Cesar. E com certeza, se Hamilton não conquistar mais um título na Fórmula 1 ele terá feito exatamente o que a frase significa, pois, tirando o primeiro ano da carreira, onde com certeza a falta de experiência tirou seu título, mas sempre que teve a chance nas mãos, no caso de 2008, único ano da carreira onde tinha chance de brigar pelo título, Lewis Hamilton "veio, viu e venceu.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - "Veni, vidi, vici".

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

F1 1988 - Ayrton Senna campeão mundial de Fórmula 1

Há 25 anos atrás, exatamente no dia 30 outubro de 1988, um novo campeão surgia. Apontado por muitos como o melhor piloto da Fórmula 1 de todos os tempos, Ayrton Senna se tornava campeão mundial de Fórmula 1.
A temporada de 1988 foi dominada única e exclusivamente pela McLaren, Alain Prost então bicampeão recebia como novo companheiro de equipe o jovem Ayrton Senna, juntos conquistam 15 vitórias em 16 corridas. A única corrida não vencida por um carro da McLaren foi o GP de Monza em que Senna liderava tranquilamente, faltando poucas voltas para o final o brasileiro foi ultrapassar um retardatário e acabou batendo sozinho e abandonando a corrida, que foi vencida por Gerhard Berger seguido por Michele Alboreto, ambos da Ferrari para delírios dos tifosis. Das quinze vitórias da equipe de Ron Dennis, oito foram de Senna e sete de Prost, foi nesse ano em que a maior rivalidade da história da Fórmula 1 foi iniciada.
Mas voltando ao GP do Japão de onde Ayrton Senna saiu campeão, o que se viu foi um exibição de gala, digna do piloto que anos mais tarde seria reconhecido como o maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. Claro que a tal exibição de gala surgiu a partir de uma tribulação que o brasileiro passou logo na largada, o motor de seu McLaren morre momentos antes das luzes vermelhas se apagarem. A corrida começa e Senna fica pra trás, Alain Prost seguia líder tranquilamente enquanto Ayrton caiu de primeiro para 14º. A partir daí o brasileiro inicia uma prova de recuperação incrível, muitos dizem ser a melhor exibição de sua carreira, na volta 28 Senna alcança Prost, o ultrapassa e da liderança não sai mais, vence e se torna campeão mundial de 1988 com uma  corrida de antecipação, Alain Prost foi o segunda e Thierry Boutsen o terceiro. Dos três títulos conquistados por Ayrton Senna, esse é o único que não me lembro.


Uma época que deixa saudade.


Rômulo Rodriguez Albarez - Sampa/SP - Sempre bom lembrar desse cara...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

F1 2013 - As confissões de Mark Webber

Mark Webber
Como já foi dito aqui no Entrelinhas F1, o Mark Webber, nosso querido australiano irá se aposentar no fim dessa temporada, faltam apenas três corridas, e o assunto é constantemente lembrado pelos repórteres, e em uma dessas entrevistas, à emissora 'Sky Sports', Webber contou o porque de ainda estar correndo e que ainda poderia correr em um bom nível se assim o quisesse, falou sobre o título perdido de 2010, que o faria se aposentar naquele ano, confira:
"Newey provavelmente ainda é uma das maiores razões por eu continuar pilotando, porque guiar seus carros ainda é muito, muito gratificante", disse Webber.
"Acho que no final de sua carreira, você provavelmente vai encontrar pequenas coisas às quais você convence a si mesmo que já não está gostando tanto quanto gostava", indagou. "Você não tem mais 22 anos. Eu tenho 37, terei feito 215 corridas até o final do ano."
"No fim das contas, ainda tenho muito respeito dos meus adversários. Ainda posso competir neste nível, mas chega um momento em que você tem que tomar a decisão certa. Se eu tivesse vencido o campeonato em 2010, poderia não ser a melhor decisão, mas eu me aposentaria em seguida. Mas isso não aconteceu", lamentou o veterano.

Rômulo Rodríguez Albarez - SP/SP - "Amarelo" deserto e seus temores...♪

domingo, 27 de outubro de 2013

F1 2013 - O mundo é bão Sebastian Vettel - TETR4


O mundo é bom Sebastião, comemore muito pois hoje você se tornou tetracampeão.
Erga o dedo, você é definitivamente o número um de sua era, agora tem o dobro de títulos que seu rival mais duro, Fernando Alonso, e o espanhol deve estar se coçando de raiva.
É normal Vettel, não fique com dó apesar de saber que você não está nem aí pra ninguém, lembra do G da Malásia?
Eu me lembro bem e não gostei, vou te dizer uma coisa, não faça mais aquilo que o senhor fez na Malásia, não foi leal, não foi legal e foi covarde, se for pra fazer, avise a equipe e diga por exemplo, "não vou trocar merda nenhuma de mapeamento de motor, vou pra cima", seria mais digno e daria chance ao adversário e companheiro de equipe.
Bronca dada, agora vai comemorar e esteja 100% para a próxima corrida, já na semana que vem.


Uma música pra você:


Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - Nando Reis!!!

sábado, 26 de outubro de 2013

F1 2013 - Fernando Alonso sobre passado, presente e futuro

Fernando Alonso começou a carreira na extinta Minardi

Fernando Alonso Díaz, bicampeão mundial de Fórmula 1 em 2005 e 2006 pela equipe Renault.
E faz tempo que o espanhol não conquista um título, na opinião deste que vos escreve Fernando é o melhor piloto que apareceu na era “pós-Senna”. Lá se vão sete anos sem levantar o caneco.
Nesse meio tempo, Alonso correu pela McLaren em 2007, perdendo o título na última corrida para Kimi Raikkonen, o engraçado é que sua luta era contra seu companheiro Lewis Hamilton, mas a divisão de forças acabou sagrando Raikkonen campeão, uma vez que Lewis e Fernando acabaram “se anulando” na disputa.
Em 2008 e 2009 Alonso voltou para a Renault, mas sem repetir o sucesso obtido anteriormente. O espanhol levou a equipe nas costas e tranquilamente aguardava um lugar na tão sonhada Ferrari.
Em 2010 finalmente o sonho foi realizado, Fernando Alonso começa sua caminhada na Ferrari ao lado de Felipe Massa.
Na Renault, foi bicampeão

Vence a corrida de estreia na Austrália e como primeira missão anula Felipe Massa para se tornar o principal piloto da equipe.
Os anos vão se passando e Alonso conquista em 2010 e 2012 dois vice-campeonatos e caminha a passos largos para o terceiro em 2013.
O ano de 2013 tem sido de altos e baixos, Alonso quase perdeu a paciência, reclamando inúmeras vezes publicamente da Ferrari, algo que não é permitido em Maranello, aja visto a demissão do então tricampeão Alain Prost no início dos anos 90, recebeu duras críticas do presidente Lucca de Montezemolo e o casamento parecia estar chegando ao fim quando de repente, tudo voltou ao normal.
Fernando Alonso é como os grandes da história da Fórmula 1, sabe o que que, onde tem que chegar e faz o que for preciso para tal, mesmo que for passando por cima de tudo e todos. Eu poderia enumerar dezenas de pilotos assim, mas deixarei apenas três nomes como exemplos, Ayrton Senna, Michael Schumacher e Sebastian Vettel, deu pra entender?
A Fórmula 1 desembarca na Índia para correr no fim de semana e Fernando Alonso, em uma de suas entrevistas analisou sua carreira e atual momento, momento esse que julga ser o melhor dos seus anos na Fórmula 1, confira:
Na McLaren, ao lado deHamilton, o ano mais turbulento da carreira
“Nestes últimos quatro anos lutei por três campeonatos, o que é triste porque estava perto de ganhar. Mas por outro lado estou extremamente orgulhoso. Estou fazendo o melhor e correndo as melhores corridas da minha vida nestes três anos, então quando vou para a cama, tenho muito orgulho”, avaliou “Don” Fernando.
“Quando assinei com a Ferrari, foi um sonho que se tornou realidade. Sabia que eu teria a possibilidade de brigar por títulos, talvez consegui-los, talvez não, pois isso é o esporte, e qualquer coisa pode acontecer”, afirmou o piloto.
Na 2ª passagem pela Renault
“Eu briguei pelo campeonato por três vezes, então é mais ou menos o que se era esperado. Se eu não conseguisse, não é exatamente matemática, pois houve um time e um piloto melhor do que nós nos últimos quatro anos. Eles mereceram e nós os parabenizamos”, analisou.
Finalizando, Alonso revelou o desejo de tornar-se tricampeão:
“Obviamente, gostaria de vencer, e ainda tenho 32 anos, então este não é a última temporada de minha carreira. Tenho certeza que terei novas oportunidades. É claro que gostaria de conquistar mais campeonatos”, finalizou.
Na Ferrari, Alonso assiste a "era-Vettel"
A vontade do espanhol é terminar a carreira na Ferrari, mas será que a paciência da falta de títulos irá segurar Alonso em Maranello?


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - verão!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Fórmula 1 Retrô

Já imaginou como os atuais carros da Fórmula 1 ficariam pintados como os clássicos do passado?
O pessoal do site escapeartistdesign.net imaginou e fez, e o resultado ficou "mó legal". Abaixo um dos modelos, o carro de 2013 com a pintura da extinta Jordan EJ11 de 2001, o resto você confere clicando aqui. Vale a pena, tem a pintura da Williams FW14, guiada por Nigel Mansell em 1992 e muito mais.



Pesquisando encontrei mais um site, aqui.

Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - Caraca, o Dalai Lama tem twitter!

E com a palavra, Anthony Davidson... "No rumo da morte"

Hoje li uma declaração de um piloto que nunca fui muito com a cara, Anthony Davidson passou pela Fórmula 1, nunca teve uma chance real, sempre correndo por times pequenos, acabou achando um rumo melhor para a carreira e foi correr na WEC. E ano passado, na prova mais tradicional prova daquelas bandas, a 24h de Le Mans Davidson sofreu um assustador acidente.
Segundo ele diz se lembra de tudo sobre o acidente, já que em nenhum bateu a cabeça, e sua declaração é impressionante:


“Achei que ali eu ia me encontrar com Deus. Como não bati a cabeça, minhas lembranças estão intactas. Lembro direitinho de como o motor parou de funcionar com o carro no ar, de escutar o som do vento passando por cima do carro, de pensar na minha família e de ter plena consciência de que provavelmente iria morrer. E quando você sabe que vai morrer, seu corpo fica completamente relaxado. Eu estava completamente calmo, aceitando o fato de que tudo iria acabar. É como se seu corpo tivesse um jeito muito próprio de iniciar um processo de desligamento."

É de arrepiar a propriedade de detalhes que Anthony relata. Abaixo  vídeo do acidente:


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - refletindo...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

F1 - E com a palavra, Thierry Boutsen...

A 3ª vitória de Thierry Boutsen, na Hungria em 1993
Thierry Marc Boutsen, belga, correu na Fórmula 1 entre os anos 1983 e 1990. Ao longo de sua carreira de 164 GP, o piloto de Bruxelas venceu três vezes. Sua melhor posição final em um campeonato foi em 1988, um quarto lugar no mundial com uma Benetton. Teve como companheiros de equipe pilotos como Gerhard Berger e Riccardo Patrese.
Nunca foi citado entre os grandes da época, não é pra menos, correu na época dominada pelo "quarteto fantástico" Nelson Piquet, Alain Prost, Nigel Mansell e Ayrton Senna.
Thierry é dos poucos além dos acima citados membros do quarteto que pode dizer que venceu uma corrida de Fórmula 1 segurando Ayrton Senna, foi em 1990 no GP da Hungria. Para muitos o belga fez ali uma corrida perfeita, liderou do início ao fim suportando fortes pressões de Gerhard Berger de McLaren, Alessandro Nannini de Benetton e por fim seu amigo próximo de McLaren, nada mais que o campeão daquela temporada, Ayrton Senna.
A vitória veio de forma histórica, na última volta, a McLaren de Senna emparelha com a instável Williams de Boutsen, porém o belga vence por apenas 0"288 de diferença.
Thierry Boutsen é daqueles pilotos que podem se orgulhar de sua carreira na Fórmula 1.
A chegada do GP da Hungria de 1993, a frente de Senna.
E como sempre fuçando na internet, encontrei uma entrevista que o ex-piloto deu ao site Tazio.com, confira abaixo:
(Tazio) Você ainda acompanha a F1?

Claro, acompanho.

(Tazio) Como você avalia as recentes mudanças no regulamento técnico do esporte, como a introdução da asa móvel, a proposital baixa durabilidade dos pneus Pirelli e a adoção do Kers? A F1 ficou muito artificial?

Sim. A F1 virou um esporte para engenheiros, não é mais um esporte para pilotos. Bem mais do que antes, tornou-se dependente da tecnologia, onde o piloto não tem nenhuma participação. Portanto, de certa forma, isso é bom para a tecnologia e a evolução dos carros, mas não tão bom para o esporte, eu acho.

(Tazio) Quem você descreve hoje como o piloto mais completo?

Não vejo ninguém como o melhor piloto, e sei como é difícil ser o melhor. Depende muito mais do trabalho técnico no carro e da tecnologia por trás de você. O melhor carro sempre vai vencer, não importa quem esteja a bordo. Hoje, o melhor carro vence. Antes, não era assim.

(Tazio) O automobilismo belga cedeu à F1 vários bons pilotos como você, Jacky Ickx, Olivier Gendebien, Willy Mairesse… Mas nos últimos dez anos, não surgiu ninguém com muito destaque. O que falta para vermos uma geração belga mais sólida na categoria?

É muito simples. A Bélgica é um país muito pequeno, com pouco mais de dez milhões de pessoas. Deste total, eu diria que provavelmente 30% são estrangeiros. Não há indústria no país. Há algumas grandes empresas, mas elas não são exatamente da Bélgica. Também há o fato de termos dois idiomas no país [francês e holandês], o que torna tudo muito complicado. Então, por conta disso, temos grandes dificuldades para arranjar patrocínios no país. E patrocinadores são necessários para entrar na F1 e também pelo resto de sua carreira.

(Tazio) Vamos falar um pouco sobre sua carreira. Como surgiu o automobilismo na sua vida?

Desde que nasci, na verdade. Quando completei três anos de idade, disse aos meus pais que me tornaria piloto de corrida. A primeira vez que dirigi um carro foi aos oito, e então tentei entrar na escola de pilotos [de André Pilette, ex-piloto de F1] quando tinha 12, mas ainda era muito cedo e eu não tinha licença àquela altura. Era obrigatório.
Então esperei até os 18 anos, e nesse período participei de algumas corridas de moto. Quando fiz 18, entrei na escola de pilotagem na Bélgica e venci o campeonato local [à época chamado de “Volant V”]. Depois, fiz F-Ford, F3, F2, F1, e também algumas corridas de endurance. Competi em muita coisa.

(Tazio) Você teve um bom desempenho nas categorias de base: foi campeão da F-Ford Belga e vice na F3 Europeia e na F2. No entanto, só ingressou na F1 em 1983, quando a maioria de seus rivais, como Michele Alboreto e Mauro Baldi, haviam entrado há pelo menos um ano. Conta como se deu esse caminho até a F1. Rolou muito problema para arranjar patrocínio?

Foi muito difícil. Quer dizer, todos têm sua própria maneira de entrar na F1. Michele teve sorte pois era apoiado pela mesma marca [Imola Ceramiche, uma empresa italiana] que patrocinava a Tyrrell à época. Então ele entrou no carro da Tyrrell e na F1 dois anos antes de mim. Mas eu encontrei meu caminho, não tive nenhuma ajuda, e fiz tudo por minha conta. Eu mesmo atraí os patrocinadores e tentei motivá-los. Como disse antes, a Bélgica é um país muito pequeno, onde é muito difícil atrair patrocínios. Eu tive então que esperar um pouco mais do que desejava para entrar na F1, mas a vida é assim. É assim mesmo.

(Tazio) E como surgiu a oportunidade para correr na Arrows?

Eu entrei em contato com algumas equipes e a Arrows foi uma delas. Mas no início do ano [1983], não conversei com ninguém e não tinha nenhuma chance de entrar na F1. Decidi então competir em algumas provas de endurance e tive muita sorte de estar disponível para correr nos 1000 km de Monza, a primeira corrida válida pelo Grupo C [o equivalente hoje à classe LMP1 no Mundial de Endurance]. E eu ainda venci aquela prova [ao lado de Bob Wollek, num Porsche 956 da Joest].
Então, após a corrida, em Monza, recebi uma ligação do Jackie Oliver [ex-piloto e um dos fundadores da Arrows], que me ofereceu um teste num carro de F1, pois estava à procura de um piloto para substituir Chico Serra. Testei em Silverstone, fui muito bem e nós selamos o acordo. Mas uma parte do contrato era trazer patrocínio, então tive que fazer uma boa corrida na Bélgica [estreia na F1, em maio de 1983] para sentar com meus patrocinadores e fechar o contrato. Foi um grande desafio.
Hungria 1993 Ao lado dos tricampeões Senna e Piquet, Thierry jamais teve reais chances de disputar um título.

(Tazio) O que você lembra desse debute em Spa? Deve ter sido um belo desafio estrear na F1 diante da torcida.

Sim. O fato de ter estreado em Spa foi uma boa promoção para mim e meus patrocinadores, pois todos eles eram belgas. Foi muito importante do ponto de vista financeiro. Por outro lado [esportivo], logo me mostrei competitivo, correndo contra pilotos como Niki Lauda, John Watson e Keke Rosberg. Infelizmente, sofri um problema técnico com o carro, mas no fim, dei um bom show.

(Tazio) Em seus dois primeiros anos na Arrows, você conseguiu bater Marc Surer com facilidade. Em 85, enfrentou um companheiro mais rápido, Gerhard Berger, e também o venceu. Mas, no ano seguinte, quem se transferiu para a Benetton, uma equipe teoricamente mais competitiva, foi Berger. Você não acha que merecia um destino melhor para aquela temporada?

Quando Gerhard Berger se transferiu para a Benetton, ele tinha um contrato de uma temporada com a Arrows, enquanto eu tinha um acordo mais longo. Então fui obrigado a ficar mais um ano na Arrows. Não havia possibilidade de deixar o time. Fiquei até o fim de 1986, que foi uma temporada terrível, mas depois assumi o carro da Benetton e imediatamente fui competitivo. É verdade, perdi um ano, mas não tinha opção.

(Tazio) Você chegou a conversar com outros times no fim de 1985?

Sim, sim. Mas nunca é fácil decidir o melhor caminho. Principalmente porque, de novo, sendo um piloto belga e não tendo muitos patrocinadores, eu tive que ser extremamente cuidadoso para não cometer erros, não assumir riscos e entrar num time que pudesse desenvolver algo para mim. Portanto, tive que me desenvolver de forma mais cuidadosa do que meus concorrentes. Poderia ter sido diferente se eu fosse mais agressivo, mas ao mesmo tempo, talvez eu perdesse tudo, então fiquei feliz com a forma como as coisas se desenvolveram.

(Tazio) Sua carreira progrediu bastante quando você se transferiu para a Benetton em 1987. No primeiro ano, com o B187, você mostrou boa consistência e dominou Teo Fabi, mas abandonou em oito de 16 GPs. Qual era o principal problema com aquele carro?

O motor [Ford-Cosworth GBA V6 turbo de 1,5 litros] foi um grande problema. A confiabilidade era ruim e, por causa disso, nunca pudemos desenvolver o carro como queríamos. Fizemos vários testes, mas após três, quatro ou cinco voltas, acontecia algum problema. Nunca chegamos ao limite daquele carro. Era um bom carro, extremamente agradável de guiar, mas infelizmente pouco confiável. Tenho certeza que poderíamos ter vencido alguns GPs, como México e Áustria. Estas duas corridas, eu acho que poderíamos ter vencido facilmente naquela temporada.

(Tazio) Aliás, antes de se tornar piloto de F1, você estudou engenharia mecânica. De que forma isso te ajudou no automobilismo?

Isso é algo que realmente gosto, sabe? Trabalhar com os engenheiros, desenvolver o carro, trazer novas ideias, assim como testá-las. Analisar a parte técnica do carro na fábrica, o desenvolvimento no túnel de vento, testar o carro entre as corridas. Gostava disso tanto quanto correr. Curti cada momento disso e acho que meu lado de engenheiro atuou muito bem.

(Tazio) Em 1989, você venceu dois GPs na chuva pela Williams, em Montreal e Adelaide. De onde veio essa habilidade para pilotar tão bem em condições instáveis?

[Uma longa risada] É quase uma piada. Sou da Bélgica, e ali chove absolutamente todo dia, ou seja, você pode treinar na chuva o tempo inteiro. Mas o fato é que o carro [FW12] não era muito bom, e no molhado, a diferença entre os carros diminui. Então eu me concentrava para aproveitar todas as oportunidades para mostrar minhas habilidades. Quando o carro estava bom, também pude vencer corridas no seco, então tudo era uma questão de se adaptar às condições de pista e ao potencial do chassi.

(Tazio) Sendo um especialista na chuva, você não acha que, hoje em dia, há um excesso de cautela na hora de liberar os carros para correr no molhado? Em comparação à sua época?

Sim. Eles são muito cautelosos hoje em dia. Querem dar um bom espetáculo, mas sobra pouco [espaço] para o esporte. Pouquíssimo para o esporte. No passado, era bem diferente.
Rubens Barrichello foi seu último companheiro na Fórmula 1.

(Tazio) Em 1990, você bateu Ayrton Senna e venceu o GP da Hungria. Muitos veem aquela como sua melhor corrida na F1. Você concorda?

Foi uma das melhores. Mas é aquilo: você tem que levar em conta o carro em mãos. Às vezes, quando você vira 1s mais lento do que o líder, você pode ter uma boa performance, ficar bem feliz com sua prova e  isso não se traduzir no resultado. Mas se você colocar as três vitórias juntas que obtive na F1 [Canadá-89, Austrália-89 e Hungria-90], todas foram bem diferentes.
No Canadá, o clima era instável, em Adelaide, bastante chuvoso, e na Hungria, ensolarado. E venci sem ter o melhor carro, então as três vitórias estão no mesmo nível.

(Tazio) Você foi um amigo próximo de Ayrton Senna. Você acha que ele seria o mesmo piloto se corresse hoje em dia?

Ele foi excepcional. Um piloto superior. Melhor do que qualquer um. Tinha essa habilidade extra. Não vejo ninguém hoje em dia com essa habilidade. Se ele corresse hoje, ninguém seria capaz de batê-lo.

(Tazio) Quais são suas melhores lembranças dele?

Ele era uma pessoa muito aberta num ambiente privado. E tivemos muitos bons momentos, passamos muitos feriados juntos, entre as corridas. Fui convidado algumas vezes a visitar sua casa em Angra dos Reis, com minha família e meus filhos. Tivemos bons momentos juntos. Ele era um cara bem engraçado, na verdade.

(Tazio) É verdade que vocês estiveram próximos de assinar com a Ferrari em 1988?

Sim. Tentamos fazer algo juntos na Ferrari. Se ele tivesse ido, eu iria com ele. Mas não funcionou. E eu não poderia me transferir para a Ferrari sem a ajuda dele, mas nós tentamos.

(Tazio) Você viveu de perto essa rivalidade entre ele e Alain Prost no fim dos anos 80. Como era a atmosfera do paddock naquela época? Você sentia que o resto dos pilotos se mostrava mais favorável a algum deles?

Para ser sincero, acho que a maioria dos pilotos admirava ambos. O humor mudava de prova em prova. Prost vencia alguns GPs, e Senna outros. Mas depois Senna passou a regularmente bater Prost. Então acho que, no início, os pilotos tendiam um pouco mais para [o lado de] Prost porque ele já estava lá antes, mas depois mudaram para Senna, pois o último passou a bater o francês de forma consistente. De fato, Senna mostrou que era mais forte. Mas, no geral, foi uma batalha muito apertada.

(Tazio) Como você recebeu a notícia da morte dele?

Eu não estava no autódromo. Vi na televisão. Foi realmente trágico. Uma grande tragédia para o esporte e, eu creio, para a humanidade e a população brasileira. Acho que Ayrton queria se aposentar e passar a ajudar as pessoas no Brasil com seu carisma. Ele foi um herói nacional que poderia realizar muitas coisas positivas pelo Brasil após sua aposentadoria. Infelizmente, isso não aconteceu.

(Tazio) Às vezes, parece que Senna ganhou uma proporção quase messiânica no Brasil. Em termos de popularidade, alguns o veem até maior do que Pelé.

Sim, sim. Sua meta era ajudar as pessoas. Eu tenho a sensação de que, se ele quisesse se envolver com política no Brasil, ele poderia chegar à presidência do país e salvar as gerações mais jovens. Àquela altura, o Brasil estava numa situação desesperadora. Ele era bom nisso [no carisma].

(Tazio) E quanto aos outros brasileiros: Nelson Piquet, Chico Serra, Maurício Gugelmin. Como era sua relação com eles?

Eu tive uma relação com Nelson Piquet. Ele também é fã de aviões. Fizemos algumas viagens juntos, ele vinha no meu avião, e vice-versa. Ele também tinha aquela menina belga [Katherine Valentin, namorada de Piquet no fim dos anos 80] que eu conhecia muito bem, então tivemos uma relação próxima por três, quatro anos quando estávamos na F1, mas não foi tão próxima como a de Ayrton. Nelson tinha uma personalidade diferente, um homem totalmente diferente de Ayrton.

(Tazio) Você teve uma saída bastante conturbada da Williams no fim de 1990, para dar lugar a Nigel Mansell. Na época, você reclamou bastante da postura da equipe. Hoje, você continua a achar que a Williams foi injusta com você?

Bom, sempre há justificativas para isso. [Sir Frank] Williams é um homem de negócios. Ele administra sua equipe como uma empresa, e não pelo esporte. Ele ama corridas e tal, mas aquilo é o negócio dele. E não há emoções nisso. A Williams precisava de um rumo. Eles precisavam achar alguém para financiar o time, e um rumo foi aceitar um piloto que trouxesse muita grana ou, vamos falar de forma diferente, aceitar um patrocinador que iria pedir por um piloto em especial no carro. E esse piloto era Nigel Mansell.
Não tinha nenhuma possibilidade de lutar contra isso. Tentei, mas a probabilidade era de 10%, então não pude defender minha posição do ponto de vista financeiro. Na questão técnica e de pilotagem, sim, fui melhor que Riccardo [Patrese], trabalhei todo o desenvolvimento no carro com suspensão ativa, que por sinal venceu o Mundial para eles dois anos depois, com Nigel Mansell, mas foi meu trabalho. Passei um ano trabalhando na suspensão ativa. Mas, c’est la vie. Não havia nada que pudesse fazer. Fui derrotado por algo que não tinha o mínimo controle.

(Tazio) Já dava para prever que o carro da Williams seria tão dominante nos próximos anos?

Sim, desenvolvi a suspensão ativa no FW12, e o carro era muito, mas muito mais rápido com ela do que com uma suspensão convencional. Também sabia que o FW13 não era um carro muito bom, assim como eles [da Williams]. Mas, com a maldita suspensão ativa, sabia que o carro [que daria origem ao FW14, modelo da Williams em 1991 e 92] seria vencedor.

(Tazio) Você deixou a Williams e se juntou à Ligier, uma equipe em decadência na F1. Não foi uma transferência muito arriscada?

Sim. Naquela época, eu recebi a notícia da Williams de forma meio tardia. Eles me disseram que eu não continuaria no time no inverno [de 1990/91], então a única possibilidade de continuar na F1 era me transferir para a Ligier. Àquela altura, ir à Ligier era uma mudança arriscada, pois o carro às vezes sequer se classificava no grid. Mas, em dois anos, acho que eu tirei a equipe dessa situação para alguns bons testes e qualificações, como no GP da Bélgica [de 1992], quando me classifiquei em quinto no grid [N. do E.: Boutsen, na verdade, largou em sétimo]. Também fiz boas corridas.
Infelizmente, à época, a equipe era muito jovem e nós tínhamos [Frank] Dernie e Gérard Ducarouge [projetistas do JS37, carro da Ligier que disputou a temporada 1992] trabalhando juntos, o que às vezes não era fácil de administrar. Acho que, se tivéssemos continuado a desenvolver o time, a coisa iria melhorar em um ou dois anos. Então tirei algo que estava numa situação desesperadora para uma posição promovível. Fiquei feliz com o resultado, mas não foi bom para minha carreira, é fato.
Thierry Boutsen hoje em dia é dono de uma empresa aérea.

(Tazio) Você teve também uma relação meio ruim com Érik Comas, não? Vocês se enroscaram duas vezes em 1992: em Interlagos e na largada de Hungaroring.

Ele era um sujeito extremamente difícil. Chegou à F1 já com certa experiência, mas pensava que iria ganhar o tempo inteiro. E que me venceria o tempo inteiro. Nos testes, eu sempre era 1s a 2s mais rápido, e ele não aceitava isso. Então quando tinha a chance de fazer algo contra mim, o fazia. Essas duas colisões foram causadas por ele. Realmente me arrependo disso, não tivemos bons momentos. Era impossível trabalhar com ele. Um sujeito muito egoísta, muito fechado em si.

(Tazio) E como você descreve sua última temporada na Jordan, em 1993?

Coloquei muitas esperanças na Jordan. Era um time pequeno que estava em ascensão. Porém, logo que entrei na equipe, percebi imediatamente que o carro era muito pequeno para mim. Tenho 1,80 m, e o carro foi desenhado para Rubens Barrichello, que é um sujeito baixo, de aproximadamente 1,65 m. Então não fiquei à vontade, não pilotei bem, porque minhas mãos se esbarravam o tempo inteiro. Não tinha espaço para meus joelhos. Foi realmente desconfortável. Fiz as primeiras corridas e Eddie Jordan me prometeu que alargaria o cockpit a partir do GP de Mônaco. Depois, ele disse que não teria dinheiro para realizar a mudança, então toda vez que eu entrava no carro, era um pesadelo. Realmente um pesadelo. Ficava aterrorizado. Foi muito ruim.

(Tazio) Olhando atrás para a carreira, quem foi seu companheiro de equipe mais forte?

Certamente, Riccardo Patrese. Acertava bem o carro, era seguro nas corridas e apto. Gostei de trabalhar com ele.

(Tazio) E quanto a seu legado? Como você gostaria de ser lembrado pelas futuras gerações?

[Longa pausa] Fiz o melhor possível e as pessoas podem julgar o quanto quiserem. Dou-lhes a liberdade para me julgar: meu trabalho, meus resultados. Não tenho nenhuma pretensão de guiá-las.
Thierry Boutsen
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Orgulhe-se Thierry!