sexta-feira, 11 de outubro de 2013

RIP María de Villota


Estava decidido hoje a escrever sobre os 40 anos completados essa semana da morte de François Cevert. Mas hoje foi um daqueles dias em que nos deparamos com notícias que não imaginaríamos ou que simplesmente, nunca gostaríamos de receber.
Não com alguém tão jovem, e jovem que já passou por tanta coisa na vida, jovem que estava reiniciando sua vida após quase perdê-la tempos atrás, jovem que viu no milagre de uma nova vida a esperança e desfruta-la de maneira bem vivida e longa, da melhor forma, que havia aprendido a apreciar a simplicidade de certas coisas que antes passavam despercebidas, jovem que é exemplo de superação, de que vale a pena lutar, e vale muito a pena.
Indo trabalhar por volta das seis e meia da manhã, abri meu facebook pelo 3G, o primeiro status de uma página sobre Fórmula 1 estava da seguinte forma, "RIP Maria #F1 =/".

Confesso que vieram várias Maria's na minha cabeça, nenhuma ligada a Fórmula 1, e na incerteza entrei na tal página e na lentidão do meu 3G, descobri de qual Maria estavam falando.
María de Villota, ex-piloto de 33 anos, a mesma que a mais ou menos um ano e meio atrás sofria um sério acidente em que ficou entre a vida e a morte, o acidente levou de María o olho direito, o olfato, o paladar, e a carreira como piloto de Fórmula 1.
Há tempos na Fórmula 1 não me deparava com uma notícia tão triste, e de maneira tão inesperada, tão misteriosa. Hã alguns minutos atrás li que sequelas do acidente podem ser a causa da morte de María, a espanhola foi encontrada morta em um quarto de hotel em Sevilla, e daqui dois dias iria lançar seu livro, o nome do livro, "A vida é um presente", e infelizmente para María, um presente que duru pouco.
E que em cada um de nós possa ficar o legado de María, um legado de superação, força de vontade, fé, perseverança, e que mesmo em meio as lutas, que possamos assim como María, estar com um belo sorriso no rosto. Descanse em paz guerreira e que Deus possa confortar sua família, fãs e todos que admiravam María de Villota. Fica aqui minha humilde homenagem, nesse 11 de outubro de 2013, um dia de reflexão, onde mais vale lutar pea vida do que se entregar para as dificuldades. RIP María.
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Abaixo, a última entrevista de María de Villota, há três dias, ela falou de sua luta pela vida, falou de superação e futuro no programa "cara a cara" da TV espanhola:

O entrevistador Roberto Cámara perguntou sobre quais seriam os principais itens para vencer a luta pela sobrevivência, De Villota foi direta: "Se ganha com dois componentes essenciais: estar perto das suas pessoas, dos amigos, inclusive gente que você não conhece mas que te manda muita energia, reza por você e está por perto... E com a paixão. Com o sonho de viver, com amor, com todas essas coisas que te dão vida e que suprem as principais perdas. Vamos viver de uma maneira apaixonada", afirmou.


Logo depois falou sobre sua recupeção a disse ter memórias claras de seu acidente: "Meu caso foi um pouco especial, porque tive uma lesão cerebral, mas os médicos esperavam que eu não seria capaz nem de falar e nem de lembrar. Mas eu me recordo. Não sei por que...", comentou María, pensativa. "Creio que o destino quis que esse episódio não passasse esquecido. Tenho pesadelos, não posso evitar. Mas assim que me levanto, desconecto, o acidente passou. Mas foi parte da minha história... A partir daí, tive uma segunda oportunidade de viver. Me considero uma privilegiada, e estou começando a viver minha segunda vida", afirmou, voltando a sorrir. "Com coisas em comum da velha María, e coisas que estou descobrindo, coisas novas", completou.
A letra nada tem a ver, mas lembrei muito dessa música hoje - Maria Maria
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Pilotos e pessoas ligadas ao automobilismo prestaram suas homenagens através das redes sociais:

Monisha Kaltenborn: “Ela teve uma experiência tão trágica, e ainda assim teve coragem para sair e conversar sobre a questão”, opinou a dirigente, em entrevista à emissora inglesa BBC.
Espanhóis assim como María, os pilotos Fernando Alonso, da Ferrari, e Jaime Alguersuari, ex-Toro Rosso, também lamentaram a tragédia. “Hoje é um dia muito triste para o esporte espanhol. Deixa-nos uma lutadora de enorme sorriso. Descanse em paz, Maria!”, disse o bicampeão mundial, por meio de sua conta no Twitter.
“A vida é um presente. Maria, obrigado por nos dar tantos momentos plenos de vida”, declarou Alguersuari, que escreveu um dos depoimentos incluídos na autobiografia da espanhola.
Jean Todt (presidente da FIA): “Hoje é um dia trágico para o esporte a motor. Minhas profundas condolências à família De Villota. María foi uma piloto fantástica, uma luz condutora às mulheres no esporte a motor e uma militante incansável pela segurança nas ruas. Além disso, era uma amiga que eu profundamente admirei. Por meio de sua coragem, força e determinação, ela transformou seu infortúnio pessoal na pista numa poderosa mensagem para a segurança nas ruas que foi ouvida nos autódromos ao redor do mundo. María era um membro querido da família FIA. Nossos pensamentos vão para a família dela hoje.”
Monisha Kaltenborn (chefe da Sauber): “Ficamos chocados ao ouvir a notícia da morte de María de Villota e gostaríamos de oferecer as nossas mais sinceras condolências à família dela e aos amigos por essa trágica perda. Se alguém representou força e otimismo, foi Maria. Sua morte repentina é uma grande perda para o mundo do automobilismo, pois ela foi uma embaixadora importante por retransmitir mensagens importantes à juventude e particularmente garotas que aspiram uma carreira no esporte a motor. Maria foi um exemplo de alguém que nunca desistiu. Ela sempre tinha um sorriso no rosto e vamos sentir muito sua falta.”
Martin Whitmarsh (chefe da McLaren): “O paddock inteiro está muito chocado com a notícia de que Maria não está mais entre nós. Ela foi uma inspiração não apenas para as mulheres, mas também para os que sofreram lesões graves. Sua trajetória, determinação e inspiração subsequente saiu da F1 para o esporte como um todo e ver as imagens dela em Barcelona no grid, no início deste ano, cercada por uma multidão de crianças alegres, nos dá uma grande história. Maria participou do Fórum de Fãs em Manhattan pela sua equipe, Marussia, no ano passado, e impressionou os torcedores. A falta dela, infelizmente, será muito sentida e queremos passar nossas sinceras condolências à família.”
Jenson Button (piloto da McLaren): “A garota passou por tanta coisa, mais do que a maioria das pessoas poderiam enfrentar nas suas vidas. Tem sido difícil para ela, mas esta é uma notícia horrível e um verdadeiro choque para todo o paddock e o mundo do automobilismo. Nós a vimos este ano em Barcelona: fazíamos uma obra de caridade para crianças e ela foi a primeira a levantar a mão, realizar o trabalho e convencer outros pilotos a se envolverem. Ela fez muito pela comunidade, as notícias são muito tristes.”
Christian Horner (chefe da Red Bull): “Ficamos extremamente tristes ao saber da perda de María de Villota. Em nome de todos na equipe, enviamos nossas sinceras condolências à família de María neste período difícil.”
Fernando Alonso (piloto da Ferrari): “É difícil falar sobre María de Villota agora, pois acabara de retirar meu capacete quando soube de sua morte e, no momento, ainda não acredito nisso e tenho que parar para pensar nisso. São notícias muito tristes para o mundo do automobilismo, pois María era amada por todos. Agora, tudo o que podemos fazer é orar por ela e por sua família.”
Emerson Fittipaldi (ex-piloto brasileiro e bicampeão de F1): “Mesmo longe das pistas, María era uma das representantes femininas na Comissão Mundial de Pilotos da FIA, presidida por mim, e muito ativa em nossas reuniões. Lembro ainda de nosso último encontro, no final de setembro, quando ela colaborou com ideias inovadoras e criativas para defender a posição das mulheres no automobilismo. María vinha de uma família tradicional no mundo das corridas. Seu pai, Emilio de Villota, correu comigo na F1 e hoje dirige uma das mais prestigiosas escolas de pilotagem da Europa. Estamos todos muito tristes com essa notícia. Em nome de todos os membros da Comissão Mundial de Pilotos da FIA, gostaríamos de prestar nosso apoio à família nesta hora tão difícil.”
Jorge Lorenzo (bicampeão de motociclismo): “Que notícia mais triste que acabo de receber na Malásia: a grande perda de Maria de Villota, uma lutadora. O esporte sentirá sua falta.”

Marussia (nota oficial): “É com grande tristeza que soubemos há pouco tempo da notícia de que María de Villota faleceu. Nossos pensamentos e orações estão com a família e os amigos de María neste momento muito difícil.”
Williams (nota oficial): “A Williams gostaria de expressar as mais profundas condolências à família e aos amigos de María de Villota após a triste notícia que emerge da Espanha sobre seu falecimento.”

Renault (nota oficial): “Notícia trágica sobre María de Villota. Uma mulher heroica e corajosa que nos deu um exemplo de espírito. Nossas condolências aos amigos e familiares.”
Felipe Massa: "Maria Villota, meu coração está com a sua família".
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María de Villota - 1980 / 2013

"Venci a corrida da minha vida."
María de Villota

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Luto.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

F1 2013 - As bolas de Nico Rosberg

Nico Rosberg e Sebastian Vettel
Sebastian Vettel está cada vez mais perto do quarto título mundial, a vantagem obtida na última corrida e as vaias que vem recebendo do público desde o GP da Itália fizeram o jovem alemão a soltar e seguinte e um tanto infeliz frase:


"Embora haja muita gente que pendure as bolas na piscina muito cedo às sextas-feiras, ainda estamos aqui, trabalhando muito duro e pressionando muito", afirmou, o irônico Vettel.

A frase repercutiu e alguns pilotor expressaram suas opniões a respeito:

Jenson Button:



"Foi uma coisa errada e injusta para Sebastian dizer", afirmou.

o ex-piloto Niki Lauda também deu sua opinião:


"Eu gostei do que ele disse. É sempre bom ter sinceridade, ainda que eu ache que nós trabalhamos muito duro com a Mercedes", afirmou. "Mas há alguma verdade nisso. Vettel tem uma enorme ambição e isso recai sobre sua equipe."

Sebastian Vettel, sempre com suas (acredito eu) falsas desculpas indagou:


"Não foi minha intenção dizer nada contra ninguém, mas apenas mostrar que nosso sucesso não é por acaso"

O mais aborrecido com o caso foi Nico Rosberg, que defendeu sua equipe:


"Foi definitivamente impróprio. Minha equipe trabalha absurdamente. Ele não pode saber o quanto nós trabalhamos em comparação a eles, meus meninos trabalham feito loucos. Ele corre um risco muito claro de perder o respeito dos outros pilotos."

E Rosberg, sensível com o ocorrido, falou até de suas "bolas":


"Talvez ele não devesse estar pensando nas minhas bolas..."

Sem mais.
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Foto "supimpa"

Apenas para registro, um foto bem legal postada pelo Fernando Alonso hoje, todos os pilotos com exceção de Kimi Raikkonen (Lotus), Lewis Hamilton (Mercedes), Valtteri Bottas (Williams) e Pastor Maldonado (Williams) não compareceram, poxa meu.
 (da esquerda para a direita): Mark Webber (Red Bull), Max Chilton (Marussia), Paul di Resta (Force Indian), Nico Rosberg (Mercedes), Marc Gené (Ferrari - teste), Jules Bianchi (Marussia), Giedo van der Garde (Caterham), Adrian Sutil (Force Indian), Jenson Button (McLaren), Romain Grosjean (Lotus), Fernando Alonso (Ferrari), Pedro de la Rosa (Ferrari - teste), Esteban Gutiérrez (Sauber), Felipe Massa (Ferrari), Sergio Pérez (McLaren), Daniel Ricciardo (Toro Rosso), Nico Hulkenberg (Sauber), Sebastian Vettel (Red Bull), Jean-Eric Vergne (Toro Rosso) e Charles Pic (Caterham).
Muito legal, na Fórmula 1 dos dias de hoje é difícil vermos tal companheirismo, um outro dia falo sobre isso.

Rômulo Rodriguez Albarez - San Pablo/SP - E a politícada com medo da Marina Silva!

F1 - Papo com Cristiano Da Matta


Em meados dos anos 2000, se tinha um piloto que eu gostava era o Cristiano Da Matta, eu o conhecia pelo título de 2002 da CART, que hoje é a Fórmula Indy.
Chegou em 2003 na Fórmula 1 pela equipe Toyota e logo de início fui co a cara do mineirinho, não só por ser brasileiro, mas pelo estilo e postura que mostrava nas entrevistas.
Após ser demitido da Toyota em 2004, voltou para a CART em 2005, onde conquistou mais uma vitória, em 2006 sofreu o acidente que quase lhe tirou a vida, tentou voltar a correr quase três anos depois de seu acidente, mas teve dificuldades e encerrou sua vida de piloto, conforme Da Matta, o acidente encurtou sua carreira, uma carreira feliz, vitoriosa, porém curta, como define o próprio, confiram a entrevista abaixo:
"Na minha carreira, vejo que foi um uma mega, ultrafatalidade. Tem muito veado nos Estados Unidos, mas a pista era cercada da melhor segurança possível, mas aconteceu. Para minha carreira foi o fim, é uma coisa que não é fácil nem de falar. Mas para vida tive que aprender a reconstruir, reerguer e olhar pra frente", falou, em entrevista, ao UOL Esporte.
Em 2002
O acidente aconteceu quando, em um teste Cristiano atropelou um veado, perdeu o controle e se chocou contra o muro de proteção no circuito de Elkhart Lake, sua pista favorita. Da Matta ficou em coma, fez uma cirurgia para retirar um pedaço do crânio. Na frase do amigo Tony Kanaan, dá pra ter uma idéia da gravidade: "Quando o vi na cama do hospital, pensei: 'Já era, acabou.' Foi um milagre. Hoje, ele é mais normal do que antes". Cristian voltou ao Brasil para terminar seu tratamento.
 "Tive que fazer o processo de recuperação no Brasil para falar português e ficar mais fácil. E quando voltei pra cá, no final de 2006, eu ia à fonoaudiologia porque tinha bagunçado a minha cabeça. E também ia à nutricionista porque perdi 10 kg. Era fisioterapia e fono quase todo dia durante uns quatro meses ou mais. Foi ralação", lembrou.
O piloto lembra seus últimos momentos antes de bater, "As últimas cenas, flashes, lembro que peguei a esquerda e a asa dianteira direita do carro pegou nele. Pensei naqueles milésimos 'bicho filha da p...", falou, em tom bem-humorado.
Falou também sobre seu título na CART:
"Era meio que um título mundial, tinha gente do mundo todo. Uma categoria forte, com várias montadoras. Lógico que não é um título da Fórmula 1, mas era o que mais se aproximava disso. É meu maior orgulho. Foi bom demais. É uma carreira que, hoje olho pra trás, foi muito curta", falou Da Matta.
Na Fórmula 1 começou bem para as limitações do carro, terminando o ano a frente de seu companheiro, o experiente francês Olivier Panis, ambos foram demitidos em 2004 por reclamarem do carro:
 "O primeiro ano foi tudo legal e no segundo ano tive a experiência do exemplo que o pessoal fala. Da concorrência de pilotos do mundo inteiro pra entrar lá. Em 2004, nosso carro era bem pior que o de 2003 em relação aos outros. Aí chegou uma hora que comecei a falar pro pessoal da Toyota que o engenheiro que entrou fez um carro mais lento que o do ano anterior. Aí mexeram os pauzinhos e mandaram o 'pilotinho' dos Estados Unidos e o velhinho (Panis) embora. Experimentei esse lado do cara mexer, manipular e não se respeitado", contou.
Finalizando, falou sobre as lições tiradas da fase mais difícil de sua vida:

"(O acidente) me deu uma preparação melhor pra vida. Para saber melhor o que é preciso pra qualquer tipo de situação. De tudo se extrai um lado positivo, e acho que consegui fazer isso. Eu queria ter continuado na Indy mais um ano ou dois. Mas no geral acho que foi muito bom. Hoje estou numa boa e acho que tem um pouco a ver a energia positiva toda que me deram", continuou.

Rômulo Rodriguez Albarez - SP/São Paulo - Sono!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

F1 - A sombra de Adrian Newey

Adrian Newey
Adrian Newey, um dos maiores projetistas da história da Fórmula 1 revelou em entrevista a BBC que a morte de Ayrton Senna em um carro desenhado por ele ainda o assombra, quase 20 anos depois, confira abaixo:
- O que aconteceu naquele dia, a causa do acidente, ainda me assombra até hoje – revelou à rede de TV britânica BBC.
O engenheiro disse também que nunca se saberá a causa do acidente, se foi falha mecânico ou de Senna. Adrian Newey e Patrick Head – diretor técnico da Williams na época – foram processados por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), mas foram inocentados das acusações.
Na época das acusações, foi citada uma pequena modificação na barra de direção, o que poderia indicar a quebra da mesma, que é o mais provável que tenha acontecido no trágico dia. A equipe Williams por sua vez, alega que a telemetria aponta uma erro de Ayrton.
Adrian Newey e Ayrton Senna
- A falha na coluna de direção foi a causa, ou ela teria se quebrado por conta do impacto? Não há dúvidas de que ela quebrou. Ainda assim, toda a telemetria, as câmeras do circuito, de transmissão e do carro de Schumacher, que vinha logo atrás, não mostraram de maneira consistente uma falha na coluna. Primeiro o carro deu uma saída de traseira e só depois seguiu reto em direção ao muro. Mas a primeira coisa foi realmente a saída de traseira, mais ou menos como acontece nos ovais americanos – o carro perde a traseira, o piloto tenta corrigir e acaba indo direto de encontro com o muro de proteção (assim como acontece em ovais), o que não se encaixa com uma falha na coluna de direção – apontou Newey em entrevista à rádio “5 live F1”.
A maior tristeza de Adrian é que Senna juntou-se a Williams para conquistar o tetracampeonato, porém na época não foi capaz de construir um carro a altura do sonho do brasileiro.
Adrian Newey e Patrick Head em 1994
- Existia uma energia enorme sobre ele, algo difícil de descrever. Ele certamente tinha uma presença. Creio que o que mais me assombra é o fato de ele ter se juntado à Williams porque tínhamos criado carros excelentes nos últimos três anos, e ele queria competir por um time que tivesse o melhor carro. Mas, infelizmente, o modelo de 1994 não começou a temporada em boa forma. Ayrton tinha um talento puro, e era muito determinado. Ele tentou levar o carro adiante e fazê-lo realizar coisas da qual o equipamento não era capaz. É muito injusto que ele estivesse nessa posição. E depois, quando conseguimos acertar o carro, ele já não estava mais conosco.

Adrian Newey hoje trabalha na Red Bull, e é o reponsável pelos carros que deram os três (quase quatro) títulos a Sebastian Vettel. Ele também foi o responsável pelas Williams que deram a Nigel Mansell o título em 1992 e Alain Prost em 1993, contando com a ajuda do revolucionário sistema de suspensão ativa. Depois, pela McLaren, construiu os carros que deram a Mika Hakkinen o bicampeonato em 1998 e 1999.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Mudaram as estações, nada mudou...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

F1 - O outro lado de James Hunt

Fuçando Fórmula 1 na internet como sempre achei um texto no site "jalopnik", sobre nosso amigo mulherengo James Hunt e descobri que por trás do conquistador de aeromoças temos também um outro James Hunt, confiram:


James Hunt: a luta contra o Apartheid que você não viu em “Rush”
POR - PATRICK GEORGE - 25 SET, 2013 - 12:01

 
 James Hunt é lembrado por suas paixões. É reverenciado por seu espírito competitivo, sua imensa habilidade ao volante e  sua atitude inconsequente. Também é lembrado por suas farras, dormindo com mulheres a poucos metros do autódromo (e às vezes até instantes antes de uma corrida). Mas Hunt também tinha uma paixão por justiça social que não é tão famosa.
A Fórmula 1 foi um dos últimos esportes a deixar a Africa do Sul na época do Apartheid
Hunt, campeão de Fórmula 1 cuja rivalidade com Niki Lauda pelo título de 1976 está agora imortalizada no filme “Rush — No Limite da Emoção”, de Ron Howard, também era ferrenho opositor da política racista do Apartheid na África do Sul, e usou sua posição como comentarista de F1 para se manifestar contra o regine. Não é algo de que as pessoas lembram quando pensam em Hunt, mas talvez seja a hora de todos começarmos a fazê-lo.
Mas antes, vamos colocar tudo em contexto. A carreira de Hunt na F1 foi de 1973 a 1979, período em que ele correu pela Hesketh, pela McLaren e, por fim, pela Wolf. Excluídas algumas tentativas de voltar a correr, Hunt passou a transmitir corrida de F1, no programa da BBC 2 “Grand Prix”.
Murray Walker
 Mas estar na TV não significa que Hunt parou de ser aquele cara que já pediu um cigarro no meio de uma entrevista, tornando-se um robô sem alma. Longe disso. Ele sempre discutia com o lendário apresentador Murray Walker e nunca deixava de dar sua opinião, não importava o quanto suas respostas fossem ríspidas ou obscenas. Uma vez, ele até disse que os comentários de um piloto sobre motores aspirados eram bullshit — o equivalente a dizer que ele estava “falando merda”.
Em outras palavras, Hunt manteve sua personalidade, e é por isso que os fãs de corridas adoravam assisti-lo. Ele nunca teve medo de dizer o que pensava em pleno ar, e isto incluía suas opiniões políticas — especialmente quando o assunto era o Apartheid na África do Sul.
Mas antes de falar mais de Hunt, é importante falar do que estava acontecendo naquele país na década de 80. Àquela altura, a opisição ao Apartheid atingia seu pico, tanto dentro da África do Sul quanto em âmbito internacional. A nação sofria com protestos e muita pressão do lado de fora, mirando no sistema que empregava segregação racial e fornecia serviços interiores a quem não era branco — tudo dentro da lei.
A maioria dos esportes deixou de realizara eventos na África do Sul na metade da década de 80. A Fórmula 1 foi um dos últimos, embora várias equipes tenham boicotado o GP da África de 1985. Hoje em dia aquela corrida é uma nota de rodapé obscura na história da F1.
Hunt se opunha veementemente ao Apartheid, e uma vez deixou isto claro no ar, para a preocupação dos oficiais da BBC. Eis um trecho de uma história que Walker contou no Daily Mirror recentemente:

Uma vez estávamos cobrindo o GP da África durante o Apartheid. De repente, e sem motivo em particular, ele começou a atacar o Apartheid.
Não tinha nada a ver com o GP, e não faria bem às relações entre o Reino Unido e a África. Nosso produtor escreveu em um pedaço de papel: “Falem sobre a corrida!”
E aí James soltou: “Graças a Deus não estamos lá de verdade!”
Esta última fala é ótima, porque Murray e a equipe não gostaram de revelar a informação de muitas vezes eles não estavam cobrindo as corridas ao vivo, e sim de um estúdio na Inglaterra.
Mas simplemente condenar o Apartheid não era o suficiente para Hunt. Ele lutou para que seus comentários sobre as corridas fossem bloqueados na África do Sul, mas não conseguiu. Então, secretamente, ele deu suporte financeiro do seu próprio bolso para grupos que lutavam contra o Apartheid na África do Sul.
Este é o comentário de um leitor do The Guardian sobre Hunt:
Durante os anos do Apartheid na África do Sul, eu organizei uma reunião no centro de Londres para indivíduos ricos e fundações que quisessem apoiar grupos que lutavam por mudanças no país. A reunião havia acabado de começar quando a campanhia tocou. Um cara vagamente familiar se desculpou pelo atraso e perguntou se podia estacionar sua moto no salão. Demorou um pouco, mas a ficha caiu. Hunt era então comentarista de corridas de F1 junto com Murray Walker. Ele não queria que seus comentários fossem transmitidos na África do Sul, mas eles foram. Então ele enviou dinheiro para grupos que eram contra o regime.
No fim, Hunt, que morreu de um ataque do coração aos 46 anos, em 1993, foi muito mais do que um piloto prodigioso que gostava de beber e dormir com comissárias de bordo. Ele era um cara que lutava pelo que acreditava e falava o que queria aguentando as consequências, mesmo que não fosse visto com bos olhos.

Vamos começar a lembrar dele por isso, também.


Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - Toda moeda tem dois lados!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

F1 1982 - GP de Las Vegas - 31 anos atrás, a primeira de Michele Alboreto.


Rapaz, meu amigo e companheiro das pistas de kart WalterJunior me lembrou que hoje fazem exatamente 31 anos da primeira das cinco vitórias do saudoso Michele Alboreto, foi no GP de Las Vegas em 25 de setembro de 1982.
O beijoqueiro Michele Alboreto com Diana Ross
  • Não deu outra, fui pesquisar e achei algumas particularidades deste memorável GP, vamos a elas:
  • Foi neste GP, depois de um ano um tanto trágico para a Fórmula 1, com a morte de Gilles Villeneuve e a aposentadoria forçada de Didier Pironi devido a um gravíssimo acidente que Keke Rosberg se sagrou campeão mundial.
  • O pódio foi composto por Michele Alboreto de Tyrrel, John Watson de McLaren e Eddie Cheever de Ligier, o campeão Keke Rosberg apareceu para saudar o público como mais novo campeão até então.
    O campeão Keke Rosberg no pódio
  • Quem também esteve lá para entregar os prêmios foi Diana Ross, Michele Alboreto não perdeu tempo e deu um beijo na boca da estrela, sim, nosso querido Michele Alboreto "pegou" a Diana Ross, colocando o mulherengo James Hunt no bolso, se é que isso é possível.
  • A corrida foi disputada em um sábado, algo anormal, uma vez que as corridas sempre foram aos domingos.
  • Foi também a última corrida de Mario Andretti, Jochen Mass, Derek Daly e da equipe brasileira Fittipaldi.
A largada e o pódio do GP de Las Vegas de 1982

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - relembrando Alboreto.

Vida e obra de Mark Webber na Fórmula 1

No início não gostava muito de Mark Webber, mas com o tempo, vendo suas opiniões e atitudes dentro e fora das pistas, como por exemplo o famoso "não foi nada mal para um segundo piloto", e quando não escondia suas revoltas na sala de entrevista, comecei a admirar o piloto que não tem medo de criticar a FIA e os dinossauros que comandam a Fórmula 1, diria que Webber, entre os robôs, é o que de vez em quando mostra o lado humano, o lado que tem opinião e fala o que pensa, como no texto aqui.

No fim deste ano, Mark Webber irá se aposentar, dono de uma carreira bem sucedida na Fórmula 1, o australiano dono de 9 vitórias encerra seu ciclo com sabor de dever cumprido.

“Estou orgulhoso. Nunca imaginei correr mais de 200 GPs com algumas vitórias bastante especiais, tão disputadas. Tenho nove triunfos e 38 pódios. E nunca perdi uma só corrida ou uma sessão de treinos. Nunca perdi uma só hora no carro. Já corri com intoxicação alimentar, e terminei a prova, em Fuji, no ano de 2007. Também já pilotei com costelas fraturadas”, disse Webber.
Na Minardi em 2002
Dos 11 anos que esteve na Fórmula 1, Mark passou por Minardi, Jaguar, Williams e Red Bull, desde 2009 divide a equipe rubro-taurina com o alemão Sebastian Vettel, digamos que de lá pra cá, Webber foi altamente superado pelo alemão, que venceu os campeonatos de 2010, 2011, 2012 e está pra conquistar o de 2013 também, enquanto Webber foi 3º em 2010 e 2011, 6º em 2012 e em 2013 é o 5º da tabela, enquanto seu companheiro caminha a passos largos para o quarto título cada vez mais certo.
Na Jaguar, em 2003 e 2004
A relação de Webber com Vettel hoje beira o caos, os dois não se falam e sua relação é extremamente profissional, segundo o veterano, a relação começou a ruir no GP da Inglaterra de 2010, quando a Red Bull colocou as asas novas de Webber no carro de Vettel e deixou o australiano com as asas antigas. Mesmo assim Mark Webber foi, de forma brilhante venceu a corrida, e no final soltou uma frase para a equipe que se tornaria famosa, a já citada acima, "não foi nada mal para um segundo piloto".
“Você se esforça tanto e acaba sendo colocado para trás. É muito difícil de engolir isso. Na Malásia, durante as últimas 15 voltas, pensei muito em como a situação chegou àquele ponto. Não fiquei surpreso pelo que Seb fez, mas como chegamos a isso”, observou em entrevista ao jornal inglês “The Guardian”.
Na Williams em 2005 e 2006
Na entrevista, Webber citou também sua relação por trás das corridas com Seb:
“Suponho que algumas das discussões privadas que tive com Sebastian desde este episódio foram um pouco decepcionantes. Esqueça as coisas na pista. Tivemos algumas conversas e não ficamos felizes em como elas se desenrolaram ou como nos sentimos um em relação ao outro. Testou a relação ao máximo”, completou.
Cogitou-se , com o anúncio de aposentadoria feito pelo próprio Webber, que a situação melhoraria, mas o australiano disse o contrário:
Na Red Bull de 2007 a 2013 vieram as 9 vitórias na Fórmula 1
“A situação não melhorou, na verdade. Estamos apenas enfrentando a situação de maneira profissional, pois temos muita gente dando o máximo deles por nós, como os caras que trabalham no carro”, afirmou.
O primeiro desentendimento entre os dois, aconteceu em 2007, Vettel ainda corria de Toro Rosso, em uma manobra, o então novato jogou Webber em seu primeiro ano de Red Bull pra fora da corrida, deixando-o enfurecido, o australiano estava passando mal durante a corrida e havia vomitado dentro do capacete, na época ele definiu Seb da seguinte maneira: “É uma criança. Elas sempre estragam tudo”.
O último grande e turbulento caminho entre Mark Webber e Sebastian Vettel vocês podem ver aqui neste mesmo blog nos links a seguir: aqui, aqui e aqui.
Mark Webber também fala da Austrália na Fórmula 1, que tem Jack Brabham, campeão em 1959, 1960 e 1966 e Alan Jones, campeão de 1981 e também do que espera para o seu país daqui pra frente na Fórmula 1:

“Os números falam por si só. Apenas três pilotos australianos venceram uma corrida em 60 anos [Jack Brabham e Alan Jones]. Então não é particularmente uma categoria fácil para nós. Espero deixar um legado para outros compatriotas”, comentou o piloto.
Da esq. p/ dir. Sir Jack Brabham, Mark Webber e Alan Jones
Sua primeira vitória veio após 131 corridas e oito temporadas, o australiano fala com orgulho, destacando o fato de ter sido na terra de Vettel:
“Aquela primeira vitória (na Alemanha) foi provavelmente a mais doce, por conta da maneira que consegui, saindo da pole e depois de receber um drive-through. Me distanciar tanto de Seb e triunfar por uma grande vantagem, em seu território, foi a melhor maneira de vencer”, analisou.
Para finalizar, Webber analisa sua ida para uma nova categoria, onde poderá sentir novamente vontade de pilotar: “Ainda sinto vontade de terminar bem o ano, mas estou ansioso para o próximo estágio de minha carreira”.
Com Sebastian Vettel
“Você não consegue continuar se não sente aquela chama. E nos últimos anos sinto que ela vem diminuindo cada vez mais. Mas a mudança para a Porsche irá acendê-la novamente. Ir para um novo ambiente de trabalho, com outra equipe será muito bom”, encerrou o piloto.
Espero ver a chegada de outros Webber's nos próximos anos, sejam eles australianos, chineses, nigerianos, brasileiros, mas que venham abrilhantar a Fórmula 1.
Ainda restam 6 corridas para  fim da temporada e para o fim da passagem de Mark Webber na Fórmula 1, vamos acompanhar e torcer por um cara que merece por tudo que fez e está por fazer, inclusive por uma linda e perigosa carona.
A famosa carona
É claro que Webber nunca foi páreo para Sebastian Vettel, até porque se fosse, com certeza teríamos uma embate que daria para compararmos com Senna/Prost tanto dentro quanto fora das pistas, mas isso não quer dizer que o veterano deva algo para alguém, veio para a Fórmula 1 e cumpriu com louvor sua carreira no circo, boa sorte Mark Webber, você que a sua maneira, veio, viu e venceu.
Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - Vários caminhos!

sábado, 21 de setembro de 2013

F1 - Rush - "Queria que James estivesse aqui, ele teria adorado..." Niki Lauda

Niki Lauda e James hunt em 1976
Depois de muito esperar finalmente o filme "Rush" saiu nos cinemas, já assisti e devo dizer que adorei, ótimo pra quem ama a Fórmula 1 e suas histórias e muito bom pra quem gosto de um excelente filme.
O filme conta a história do disputadíssimo campeonato de 1976, travado ponto a ponto por Niki Lauda e James Hunt. Pra você que ama e conhece Fórmula 1 já sabe que James Hunt levou o título no final da temporada, por vários fatores dentro e fora das pistas, mas isso não vem ao caso.
O caso é, o filme teve um sabor diferente para uma pessoa no planeta, o austríaco Niki Lauda revive ao ver o filme um ano muito importante em sua carreira e sua vida, e com toda a certeza, o ano em que ele nasceu de novo.
Em uma entrevista ao jornal britânico "Telegraph", Lauda falou um pouco sobre seu rival que já não se encontra entre nós, o tricampeão lamentou o fato de James Hunt não poder estar aqui para assistir ao filme:
“A coisa triste é que ele não está aqui agora. Queria que pudesse ver o filme porque sei que ele teria adorado”, afirmou Niki.
Niki Lauda
Falou também sobre as qualidades de James, sobre o respeito que ambos um com o outro andando a 300 Km/h:“Existem bons pilotos, os maus e também os realmente talentosos que são difíceis de serem superados, e James Hunt era um deles. Nós respeitávamos um ao outro muito porque antigamente, correr 300 km/h lado a lado fazendo uma curva, caso alguém cometesse um erro, os dois poderiam morrer. Hunt era alguém que você podia confiar”, afirmou o tricampeão.Falou de forma irreverente sobre o ator Daniel Bruhl que interpretou Lauda no filme:“Tive que perguntar para minha esposa quem era Daniel Bruhl, para ser honesto. Ela me disse, e então eu o conheci e gostei dele logo no início. Ele disse que era muito difícil me interpretar porque eu ainda estava vivo e as pessoas me conhecem da televisão e conhecem minha linguagem corporal”, disse.
Niki Lauda (Daniel Bruhl) e Niki Lauda
Niki Lauda participou de forma efetiva das filmagens, o ex-piloto foi quem bateu o martelo na escolha de Daniel e ainda ajudou o ator a entrar no mundo da Fórmula 1:
Daniel Bruhl e Niki Lauda no GP Brasil de 2012
“Passei muito tempo em Viena com ele e então voei com ele para o GP do Brasil para lhe mostrar uma corrida de F1, porque ele tinha pouco conhecimento disso. Creio que ele fez um ótimo trabalho, porque a primeira vez que assisti ao filme, pensei: caramba, esse sou eu mesmo”, terminou.Fatos curiosos e até engraçados aconteceram durante as gravações, Niki ligou para Daniel Bruhl e lhe deu uma "bronca" sobre um detalhe, a aliança de casamento:“Um dia recebi um telefonema dele a reclamar. Dizia que nunca tinha usado aliança de casamento enquanto corria. Estava atento a todos os detalhes”E não parou por aí, o ranzinza Niki Lauda, em uma entrevista deu a seguinte declaração sobre uma pergunta que os "idiotas" dos roteiristas fizeram sobre como colocar as luvas e o capacete:
James Hunt (Chris Hemsworth) e James Hunt
"Durante a elaboração do roteiro, perguntaram-me se eu colocava o capacete ou as luvas primeiro. Tive de explicar àqueles idiotas que é muito mais fácil colocar o capacete primeiro!”
O ator afirmou em entrevista que seria um grande desafio interpretar alguém que esteja vivo, ainda mais sendo alguém como Niki Lauda:
"Foi uma experiência muito interessante, interpretar Niki Lauda, porque foi a primeira vez que eu interpretei alguém famoso e que estava vivo. Então, por um lado, eu senti essa pressão, um peso, para interpretar um ícone, uma lenda viva no meu país. Por outro lado... depois de conhecê-lo e ter uma boa relação com ele, eu percebi o quanto isso ajuda, porque não tem como conseguir informações melhores para criar o personagem do que a própria pessoa, então foi muito crucial para mim manter contato com Niki e ter uma boa relação com ele. Claro que antes eu não sabia se isso ia acontecer. Eu simplesmente esperava que acontecesse, mas funcionou e é um grande alívio. Porque ele não é nem um pouco diplomático e ele teria me falado se a atuação ficasse uma merda."

O irreverente James Hunt "invade" a Ferrari de Niki Lauda
Para se ter uma noção, Daniel decreve Lauda e conta como foi o primeiro contato com o ex-piloto por telefone:"É a forma que Niki fala, a forma que as frases eram escritas. A forma ritmada. O que ele diz e a forma que ele diz. Eu fiquei surpreso como uma pessoa pode ser tão direta. Às vezes... Depois de ler o roteiro, eu pensei: "Tudo bem, isso pode estar um pouco exagerado." Mas quando eu falei pela primeira vez com ele no telefone, eu pensei: "Não, isso é verdade." Ele disse: "Sim, é Niki, eu acho que temos que nos conhecer agora." E eu disse: "Sim, isso seria ótimo." E ele disse: "Traga uma mala de mão para Viena, se não gostarmos um do outro, você pode ir embora na hora."Já o ator Chris Hemsworth, famoso pelo filme "Thor" fala sobre a responsabilidade e emoção de interpretar James Hunt:
"Havia uma pressão com esse personagem, porque era um ser humano que muitas pessoas amavam e admiravam e era um ícone da Fórmula 1. E você quer fazer justiça a isso, pela sua memória, com todo o respeito que ele merece e ele merece. Mas havia muitos recursos lá, informações para assimilar, pessoas para conversar e aconselhá-lo. Eu não sei, tudo tem o seu desafio. Você quer ser verdadeiro. Mesmo interpretando outra pessoa, você quer ter a sua versão dela. Você pega toda essa informação e conhecimento, mas depois você tem que esquecer e fazer a sua versão dele."

Para alívio de todos, Niki Lauda adorou o filme
Para alívio de todos e principalmente dos dois pilotos, Niki Lauda adorou o filme.
Obs.: Hunt morreu em 15 de junho de 1993 com 45 anos de idade, de ataque cardíaco em sua casa em Wimbledon, poucas horas depois de propor casamento com Helen Dyson.

James Simon Wallis Hunt - 1947 - 1993
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Salve James Hunt


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

F1 2013 - Dança das cadeiras

Daniel Ricciardo será o companheiro de Vettel em 2014
Quanto tempo faz desde a última vez que vos escrevi, vai saber, a data está no texto anterior, no fundo não importa, na verdade nada anda importando muito a não ser o que realmente deve ser feito, e o que deve ser feito eu sei muito bem que chegou a hora de fazer.
O Papa muito mal acompanhado
Após esse blá blá blá, vamos lá, mas começar por onde? Sebastian Vettel cada vez mais próximo de ser tetra? Papa Francisco? Fernando Alonso xilicando e levando bronquinha do chefe? Mensalão? Felipe Massa fora da Ferrari? Kimi Raikkonen de volta a Maranello? Daniel Ricciardo na Red Bull? As opções de Felipe Massa para 2014? Seleção Brasileira? O duelo do brasileiro com Nico Hulkenberg por uma vaga na Lotus? O São Paulo está fora da zona de rebaixamento? Helio Castroneves quase campeão da Indy? Juan Pablo Montoya de volta a Indy? O filme “Rush”? etc?É, faz tempo mesmo, olhem quantos assuntos, alguns já foram tão falados que nem compensa mais, então deixarei breves memorandos sobre.
Assim como Alain Prost (foto), Sebastian Vettel irá se tornar tetracampeão em 2013.
Daniel Ricciardo foi enfim anunciado para o lugar de Mark Webber, não tinha muito segredo, era ele ou o Kimi Raikkonen, foi ele, bom pra Austrália, bom pro Ricardinho que sai da Toro Rosso, o rapaz parece ser mesmo bom e a marca Red Bull mostra que usa o seu programa de jovens pilotos e sua equipe B na F1 pra alguma coisa.Isso mesmo, Sebastian Vettel vem para ser tetra campeão, e vem de forma fácil, dos seus títulos, esse só não será mais fácil que o segundo, conquistado em 2011, quando Seb terminou o ano com 392 pontos contra 270 de Jenson Button da McLaren.
Luca di Montezemolo tratou de segurar Alonso, demitir Massa e trazer Kimi Raikkonen de volta a Maranello
Eu sinceramente achei que Don Fernando “chorão” Alonso fosse ser demitido da Ferrari após as críticas feitas ao carro da Ferrari, como exemplo para minha tese usei a demissão de Prost no início dos anos 90, quando o francês chamou o carro da Ferrari de “caminhão”. Eu estava errado, Fernandinho levou uma bronca pública e com certeza outra particular bem mais severa do poderoso chefão Luca di Montezemolo e tudo terminou em pizza. Sobrou para Felipe Massa, que deu adeus após 12 anos de serviço bem prestado a Ferrari.
Felipe Massa descobrirá se existe mesmo vida fora da Ferrari
No final das contas, a demissão pode ser o melhor para Massa, que se verá livre da pressão de correr com Alonso e poderá esperar por dias melhores na Fórmula 1, claro, se conseguir a mais provável das vagas, na Lotus. O brazuca ponderou que também tem conversado com a McLaren, Button já se confirmou para 2014, e Massa agora dá o troco em Sergio Perez, em 2012, o mexicano era o nome que iria substituir Massa na Ferrari, a pressão foi grande mas nada se confirmou, em 2013 é a vez de Massa ameaçar a vaga de Pérez. Felipe, se não conseguir vaga em uma das equipes citadas ou voltar as origens, na Sauber, caminho menos provável.Kimi “James Hunt” Raikkonen volta para Maranello com direito a desculpas de Montezemolo. Raikkonen com certeza está na melhor fase da carreira, está motivado, porém a dúvida que fica é se o finlandês continuará empolgado dentro de uma equipe com clima mais sério, fechado, mais compromissos comerciais e etc. O estilo Kimi de ser encaixava-se perfeitamente ao estilo Lotus de existir, uma equipe mais descontraída, ar mais leve e alegre, tudo o que Felipe Massa precisa.Aguardemos pra ver como será o ambiente Ferrari, dois campeões mundiais, no melhor de suas carreiras, nem Raikkonen, muitos menos Alonso irão querer deixar escapar as chances de título, o resultado pode ser um embate histórico, tanto dentro quanto fora das pistas, mas acho que a Ferrari não permitirá chegar a esse ponto.Que ano na Indy, Tony Kanaan levou as 500 milhas de Indianápolis e o Helinho pode enfim ser campeão mundial, vale a torcida par um cara que já enfrentou tudo e todos sempre com muita força de vontade, humildade e honestidade.
Tony Kanaan e Hélio Castroneves
Juan Pablo Montoya volta em 2014 para a Indy, será o terceiro carro da Penske, voto para a Indy ir para um canal aberto e seja realmente tratada com a importância que merece.Mensalão voltando a julgamento, vergonha, enquanto isso a corja grita em alto e bom som: “chupa povo brasileiro, bando de trouxa, otários, chupaaa!”Time grande não cai, o São Paulo NUNCA vai cair! Chupa!Papa Francisco é o cara! Seu pecado é ser argentino.Rush: filme digno de Oscar para o ator Daniel Bruhl, interpretando perfeitamente o austríaco Niki Lauda. Filme pra quem gosta de automobilismo, pra quem não gosta e pra quem não ve motivos em assistir uma corrida de F1. Mistura na medida certa a vida dentro e fora da Fórmula 1 de ambos os pilotos. Vale a pena, o melhor filme de automobilismo que eu já assisti, falta assistir o famoso “grand prix”.

Os atores Daniel Brühl (esq) e Chris Hemsworth (dir) na pele de Niki Lauda e James Hunt
Enquanto escrevia, dei uma parada e entrei no site do Flávio Gomes, aquele da Portuguesa, que gosta de DKW e foi demitido injustamente, enfim, noticia quentinha: Felipe Massa fecha acordo com a Lotus (será mesmo?), precisa apenas de umas confirmações por parte de investidores, mas ao que parece já está tudo certo, Nicolas Todt, filho do presidente da FIA Jean Todt é o empresário do brasileiro e pai e filho estão trabalhando arduamente para garantir o brasileiro na equipe, ótima notícia, e Massa, como queria, consegue uma equipe de ponta para seguir no sonho de conquistar o título mundial de Fórmula 1.
Ainda restam vagas não definidas na Lotus, McLaren, Force Indian, Sauber, Williams, Toro Rosso, Marusia e Caterham, vamos aguardar.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Chega!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

MP4/8 - O favorito de Sebastian Vettel

Pra quem acha que o carro de Fórmula 1 favorito de Sebastian Vettel é um dos carros de seus 3 (quase 4) títulos, está enganado, o carro número 1 de Vettel é o McLaren de 1993, o MP4/8, usado por Ayrton Senna.


“Meu carro favorito de forma absoluta. Foi minha primeira réplica. A McLaren não tinha o melhor carro naquele ano, mas Senna ainda conseguiu ganhar cinco GPs”, disse Vettel.


Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - Aguardando dias melhores!