quarta-feira, 25 de setembro de 2013

F1 1982 - GP de Las Vegas - 31 anos atrás, a primeira de Michele Alboreto.


Rapaz, meu amigo e companheiro das pistas de kart WalterJunior me lembrou que hoje fazem exatamente 31 anos da primeira das cinco vitórias do saudoso Michele Alboreto, foi no GP de Las Vegas em 25 de setembro de 1982.
O beijoqueiro Michele Alboreto com Diana Ross
  • Não deu outra, fui pesquisar e achei algumas particularidades deste memorável GP, vamos a elas:
  • Foi neste GP, depois de um ano um tanto trágico para a Fórmula 1, com a morte de Gilles Villeneuve e a aposentadoria forçada de Didier Pironi devido a um gravíssimo acidente que Keke Rosberg se sagrou campeão mundial.
  • O pódio foi composto por Michele Alboreto de Tyrrel, John Watson de McLaren e Eddie Cheever de Ligier, o campeão Keke Rosberg apareceu para saudar o público como mais novo campeão até então.
    O campeão Keke Rosberg no pódio
  • Quem também esteve lá para entregar os prêmios foi Diana Ross, Michele Alboreto não perdeu tempo e deu um beijo na boca da estrela, sim, nosso querido Michele Alboreto "pegou" a Diana Ross, colocando o mulherengo James Hunt no bolso, se é que isso é possível.
  • A corrida foi disputada em um sábado, algo anormal, uma vez que as corridas sempre foram aos domingos.
  • Foi também a última corrida de Mario Andretti, Jochen Mass, Derek Daly e da equipe brasileira Fittipaldi.
A largada e o pódio do GP de Las Vegas de 1982

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - relembrando Alboreto.

Vida e obra de Mark Webber na Fórmula 1

No início não gostava muito de Mark Webber, mas com o tempo, vendo suas opiniões e atitudes dentro e fora das pistas, como por exemplo o famoso "não foi nada mal para um segundo piloto", e quando não escondia suas revoltas na sala de entrevista, comecei a admirar o piloto que não tem medo de criticar a FIA e os dinossauros que comandam a Fórmula 1, diria que Webber, entre os robôs, é o que de vez em quando mostra o lado humano, o lado que tem opinião e fala o que pensa, como no texto aqui.

No fim deste ano, Mark Webber irá se aposentar, dono de uma carreira bem sucedida na Fórmula 1, o australiano dono de 9 vitórias encerra seu ciclo com sabor de dever cumprido.

“Estou orgulhoso. Nunca imaginei correr mais de 200 GPs com algumas vitórias bastante especiais, tão disputadas. Tenho nove triunfos e 38 pódios. E nunca perdi uma só corrida ou uma sessão de treinos. Nunca perdi uma só hora no carro. Já corri com intoxicação alimentar, e terminei a prova, em Fuji, no ano de 2007. Também já pilotei com costelas fraturadas”, disse Webber.
Na Minardi em 2002
Dos 11 anos que esteve na Fórmula 1, Mark passou por Minardi, Jaguar, Williams e Red Bull, desde 2009 divide a equipe rubro-taurina com o alemão Sebastian Vettel, digamos que de lá pra cá, Webber foi altamente superado pelo alemão, que venceu os campeonatos de 2010, 2011, 2012 e está pra conquistar o de 2013 também, enquanto Webber foi 3º em 2010 e 2011, 6º em 2012 e em 2013 é o 5º da tabela, enquanto seu companheiro caminha a passos largos para o quarto título cada vez mais certo.
Na Jaguar, em 2003 e 2004
A relação de Webber com Vettel hoje beira o caos, os dois não se falam e sua relação é extremamente profissional, segundo o veterano, a relação começou a ruir no GP da Inglaterra de 2010, quando a Red Bull colocou as asas novas de Webber no carro de Vettel e deixou o australiano com as asas antigas. Mesmo assim Mark Webber foi, de forma brilhante venceu a corrida, e no final soltou uma frase para a equipe que se tornaria famosa, a já citada acima, "não foi nada mal para um segundo piloto".
“Você se esforça tanto e acaba sendo colocado para trás. É muito difícil de engolir isso. Na Malásia, durante as últimas 15 voltas, pensei muito em como a situação chegou àquele ponto. Não fiquei surpreso pelo que Seb fez, mas como chegamos a isso”, observou em entrevista ao jornal inglês “The Guardian”.
Na Williams em 2005 e 2006
Na entrevista, Webber citou também sua relação por trás das corridas com Seb:
“Suponho que algumas das discussões privadas que tive com Sebastian desde este episódio foram um pouco decepcionantes. Esqueça as coisas na pista. Tivemos algumas conversas e não ficamos felizes em como elas se desenrolaram ou como nos sentimos um em relação ao outro. Testou a relação ao máximo”, completou.
Cogitou-se , com o anúncio de aposentadoria feito pelo próprio Webber, que a situação melhoraria, mas o australiano disse o contrário:
Na Red Bull de 2007 a 2013 vieram as 9 vitórias na Fórmula 1
“A situação não melhorou, na verdade. Estamos apenas enfrentando a situação de maneira profissional, pois temos muita gente dando o máximo deles por nós, como os caras que trabalham no carro”, afirmou.
O primeiro desentendimento entre os dois, aconteceu em 2007, Vettel ainda corria de Toro Rosso, em uma manobra, o então novato jogou Webber em seu primeiro ano de Red Bull pra fora da corrida, deixando-o enfurecido, o australiano estava passando mal durante a corrida e havia vomitado dentro do capacete, na época ele definiu Seb da seguinte maneira: “É uma criança. Elas sempre estragam tudo”.
O último grande e turbulento caminho entre Mark Webber e Sebastian Vettel vocês podem ver aqui neste mesmo blog nos links a seguir: aqui, aqui e aqui.
Mark Webber também fala da Austrália na Fórmula 1, que tem Jack Brabham, campeão em 1959, 1960 e 1966 e Alan Jones, campeão de 1981 e também do que espera para o seu país daqui pra frente na Fórmula 1:

“Os números falam por si só. Apenas três pilotos australianos venceram uma corrida em 60 anos [Jack Brabham e Alan Jones]. Então não é particularmente uma categoria fácil para nós. Espero deixar um legado para outros compatriotas”, comentou o piloto.
Da esq. p/ dir. Sir Jack Brabham, Mark Webber e Alan Jones
Sua primeira vitória veio após 131 corridas e oito temporadas, o australiano fala com orgulho, destacando o fato de ter sido na terra de Vettel:
“Aquela primeira vitória (na Alemanha) foi provavelmente a mais doce, por conta da maneira que consegui, saindo da pole e depois de receber um drive-through. Me distanciar tanto de Seb e triunfar por uma grande vantagem, em seu território, foi a melhor maneira de vencer”, analisou.
Para finalizar, Webber analisa sua ida para uma nova categoria, onde poderá sentir novamente vontade de pilotar: “Ainda sinto vontade de terminar bem o ano, mas estou ansioso para o próximo estágio de minha carreira”.
Com Sebastian Vettel
“Você não consegue continuar se não sente aquela chama. E nos últimos anos sinto que ela vem diminuindo cada vez mais. Mas a mudança para a Porsche irá acendê-la novamente. Ir para um novo ambiente de trabalho, com outra equipe será muito bom”, encerrou o piloto.
Espero ver a chegada de outros Webber's nos próximos anos, sejam eles australianos, chineses, nigerianos, brasileiros, mas que venham abrilhantar a Fórmula 1.
Ainda restam 6 corridas para  fim da temporada e para o fim da passagem de Mark Webber na Fórmula 1, vamos acompanhar e torcer por um cara que merece por tudo que fez e está por fazer, inclusive por uma linda e perigosa carona.
A famosa carona
É claro que Webber nunca foi páreo para Sebastian Vettel, até porque se fosse, com certeza teríamos uma embate que daria para compararmos com Senna/Prost tanto dentro quanto fora das pistas, mas isso não quer dizer que o veterano deva algo para alguém, veio para a Fórmula 1 e cumpriu com louvor sua carreira no circo, boa sorte Mark Webber, você que a sua maneira, veio, viu e venceu.
Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - Vários caminhos!

sábado, 21 de setembro de 2013

F1 - Rush - "Queria que James estivesse aqui, ele teria adorado..." Niki Lauda

Niki Lauda e James hunt em 1976
Depois de muito esperar finalmente o filme "Rush" saiu nos cinemas, já assisti e devo dizer que adorei, ótimo pra quem ama a Fórmula 1 e suas histórias e muito bom pra quem gosto de um excelente filme.
O filme conta a história do disputadíssimo campeonato de 1976, travado ponto a ponto por Niki Lauda e James Hunt. Pra você que ama e conhece Fórmula 1 já sabe que James Hunt levou o título no final da temporada, por vários fatores dentro e fora das pistas, mas isso não vem ao caso.
O caso é, o filme teve um sabor diferente para uma pessoa no planeta, o austríaco Niki Lauda revive ao ver o filme um ano muito importante em sua carreira e sua vida, e com toda a certeza, o ano em que ele nasceu de novo.
Em uma entrevista ao jornal britânico "Telegraph", Lauda falou um pouco sobre seu rival que já não se encontra entre nós, o tricampeão lamentou o fato de James Hunt não poder estar aqui para assistir ao filme:
“A coisa triste é que ele não está aqui agora. Queria que pudesse ver o filme porque sei que ele teria adorado”, afirmou Niki.
Niki Lauda
Falou também sobre as qualidades de James, sobre o respeito que ambos um com o outro andando a 300 Km/h:“Existem bons pilotos, os maus e também os realmente talentosos que são difíceis de serem superados, e James Hunt era um deles. Nós respeitávamos um ao outro muito porque antigamente, correr 300 km/h lado a lado fazendo uma curva, caso alguém cometesse um erro, os dois poderiam morrer. Hunt era alguém que você podia confiar”, afirmou o tricampeão.Falou de forma irreverente sobre o ator Daniel Bruhl que interpretou Lauda no filme:“Tive que perguntar para minha esposa quem era Daniel Bruhl, para ser honesto. Ela me disse, e então eu o conheci e gostei dele logo no início. Ele disse que era muito difícil me interpretar porque eu ainda estava vivo e as pessoas me conhecem da televisão e conhecem minha linguagem corporal”, disse.
Niki Lauda (Daniel Bruhl) e Niki Lauda
Niki Lauda participou de forma efetiva das filmagens, o ex-piloto foi quem bateu o martelo na escolha de Daniel e ainda ajudou o ator a entrar no mundo da Fórmula 1:
Daniel Bruhl e Niki Lauda no GP Brasil de 2012
“Passei muito tempo em Viena com ele e então voei com ele para o GP do Brasil para lhe mostrar uma corrida de F1, porque ele tinha pouco conhecimento disso. Creio que ele fez um ótimo trabalho, porque a primeira vez que assisti ao filme, pensei: caramba, esse sou eu mesmo”, terminou.Fatos curiosos e até engraçados aconteceram durante as gravações, Niki ligou para Daniel Bruhl e lhe deu uma "bronca" sobre um detalhe, a aliança de casamento:“Um dia recebi um telefonema dele a reclamar. Dizia que nunca tinha usado aliança de casamento enquanto corria. Estava atento a todos os detalhes”E não parou por aí, o ranzinza Niki Lauda, em uma entrevista deu a seguinte declaração sobre uma pergunta que os "idiotas" dos roteiristas fizeram sobre como colocar as luvas e o capacete:
James Hunt (Chris Hemsworth) e James Hunt
"Durante a elaboração do roteiro, perguntaram-me se eu colocava o capacete ou as luvas primeiro. Tive de explicar àqueles idiotas que é muito mais fácil colocar o capacete primeiro!”
O ator afirmou em entrevista que seria um grande desafio interpretar alguém que esteja vivo, ainda mais sendo alguém como Niki Lauda:
"Foi uma experiência muito interessante, interpretar Niki Lauda, porque foi a primeira vez que eu interpretei alguém famoso e que estava vivo. Então, por um lado, eu senti essa pressão, um peso, para interpretar um ícone, uma lenda viva no meu país. Por outro lado... depois de conhecê-lo e ter uma boa relação com ele, eu percebi o quanto isso ajuda, porque não tem como conseguir informações melhores para criar o personagem do que a própria pessoa, então foi muito crucial para mim manter contato com Niki e ter uma boa relação com ele. Claro que antes eu não sabia se isso ia acontecer. Eu simplesmente esperava que acontecesse, mas funcionou e é um grande alívio. Porque ele não é nem um pouco diplomático e ele teria me falado se a atuação ficasse uma merda."

O irreverente James Hunt "invade" a Ferrari de Niki Lauda
Para se ter uma noção, Daniel decreve Lauda e conta como foi o primeiro contato com o ex-piloto por telefone:"É a forma que Niki fala, a forma que as frases eram escritas. A forma ritmada. O que ele diz e a forma que ele diz. Eu fiquei surpreso como uma pessoa pode ser tão direta. Às vezes... Depois de ler o roteiro, eu pensei: "Tudo bem, isso pode estar um pouco exagerado." Mas quando eu falei pela primeira vez com ele no telefone, eu pensei: "Não, isso é verdade." Ele disse: "Sim, é Niki, eu acho que temos que nos conhecer agora." E eu disse: "Sim, isso seria ótimo." E ele disse: "Traga uma mala de mão para Viena, se não gostarmos um do outro, você pode ir embora na hora."Já o ator Chris Hemsworth, famoso pelo filme "Thor" fala sobre a responsabilidade e emoção de interpretar James Hunt:
"Havia uma pressão com esse personagem, porque era um ser humano que muitas pessoas amavam e admiravam e era um ícone da Fórmula 1. E você quer fazer justiça a isso, pela sua memória, com todo o respeito que ele merece e ele merece. Mas havia muitos recursos lá, informações para assimilar, pessoas para conversar e aconselhá-lo. Eu não sei, tudo tem o seu desafio. Você quer ser verdadeiro. Mesmo interpretando outra pessoa, você quer ter a sua versão dela. Você pega toda essa informação e conhecimento, mas depois você tem que esquecer e fazer a sua versão dele."

Para alívio de todos, Niki Lauda adorou o filme
Para alívio de todos e principalmente dos dois pilotos, Niki Lauda adorou o filme.
Obs.: Hunt morreu em 15 de junho de 1993 com 45 anos de idade, de ataque cardíaco em sua casa em Wimbledon, poucas horas depois de propor casamento com Helen Dyson.

James Simon Wallis Hunt - 1947 - 1993
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Salve James Hunt


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

F1 2013 - Dança das cadeiras

Daniel Ricciardo será o companheiro de Vettel em 2014
Quanto tempo faz desde a última vez que vos escrevi, vai saber, a data está no texto anterior, no fundo não importa, na verdade nada anda importando muito a não ser o que realmente deve ser feito, e o que deve ser feito eu sei muito bem que chegou a hora de fazer.
O Papa muito mal acompanhado
Após esse blá blá blá, vamos lá, mas começar por onde? Sebastian Vettel cada vez mais próximo de ser tetra? Papa Francisco? Fernando Alonso xilicando e levando bronquinha do chefe? Mensalão? Felipe Massa fora da Ferrari? Kimi Raikkonen de volta a Maranello? Daniel Ricciardo na Red Bull? As opções de Felipe Massa para 2014? Seleção Brasileira? O duelo do brasileiro com Nico Hulkenberg por uma vaga na Lotus? O São Paulo está fora da zona de rebaixamento? Helio Castroneves quase campeão da Indy? Juan Pablo Montoya de volta a Indy? O filme “Rush”? etc?É, faz tempo mesmo, olhem quantos assuntos, alguns já foram tão falados que nem compensa mais, então deixarei breves memorandos sobre.
Assim como Alain Prost (foto), Sebastian Vettel irá se tornar tetracampeão em 2013.
Daniel Ricciardo foi enfim anunciado para o lugar de Mark Webber, não tinha muito segredo, era ele ou o Kimi Raikkonen, foi ele, bom pra Austrália, bom pro Ricardinho que sai da Toro Rosso, o rapaz parece ser mesmo bom e a marca Red Bull mostra que usa o seu programa de jovens pilotos e sua equipe B na F1 pra alguma coisa.Isso mesmo, Sebastian Vettel vem para ser tetra campeão, e vem de forma fácil, dos seus títulos, esse só não será mais fácil que o segundo, conquistado em 2011, quando Seb terminou o ano com 392 pontos contra 270 de Jenson Button da McLaren.
Luca di Montezemolo tratou de segurar Alonso, demitir Massa e trazer Kimi Raikkonen de volta a Maranello
Eu sinceramente achei que Don Fernando “chorão” Alonso fosse ser demitido da Ferrari após as críticas feitas ao carro da Ferrari, como exemplo para minha tese usei a demissão de Prost no início dos anos 90, quando o francês chamou o carro da Ferrari de “caminhão”. Eu estava errado, Fernandinho levou uma bronca pública e com certeza outra particular bem mais severa do poderoso chefão Luca di Montezemolo e tudo terminou em pizza. Sobrou para Felipe Massa, que deu adeus após 12 anos de serviço bem prestado a Ferrari.
Felipe Massa descobrirá se existe mesmo vida fora da Ferrari
No final das contas, a demissão pode ser o melhor para Massa, que se verá livre da pressão de correr com Alonso e poderá esperar por dias melhores na Fórmula 1, claro, se conseguir a mais provável das vagas, na Lotus. O brazuca ponderou que também tem conversado com a McLaren, Button já se confirmou para 2014, e Massa agora dá o troco em Sergio Perez, em 2012, o mexicano era o nome que iria substituir Massa na Ferrari, a pressão foi grande mas nada se confirmou, em 2013 é a vez de Massa ameaçar a vaga de Pérez. Felipe, se não conseguir vaga em uma das equipes citadas ou voltar as origens, na Sauber, caminho menos provável.Kimi “James Hunt” Raikkonen volta para Maranello com direito a desculpas de Montezemolo. Raikkonen com certeza está na melhor fase da carreira, está motivado, porém a dúvida que fica é se o finlandês continuará empolgado dentro de uma equipe com clima mais sério, fechado, mais compromissos comerciais e etc. O estilo Kimi de ser encaixava-se perfeitamente ao estilo Lotus de existir, uma equipe mais descontraída, ar mais leve e alegre, tudo o que Felipe Massa precisa.Aguardemos pra ver como será o ambiente Ferrari, dois campeões mundiais, no melhor de suas carreiras, nem Raikkonen, muitos menos Alonso irão querer deixar escapar as chances de título, o resultado pode ser um embate histórico, tanto dentro quanto fora das pistas, mas acho que a Ferrari não permitirá chegar a esse ponto.Que ano na Indy, Tony Kanaan levou as 500 milhas de Indianápolis e o Helinho pode enfim ser campeão mundial, vale a torcida par um cara que já enfrentou tudo e todos sempre com muita força de vontade, humildade e honestidade.
Tony Kanaan e Hélio Castroneves
Juan Pablo Montoya volta em 2014 para a Indy, será o terceiro carro da Penske, voto para a Indy ir para um canal aberto e seja realmente tratada com a importância que merece.Mensalão voltando a julgamento, vergonha, enquanto isso a corja grita em alto e bom som: “chupa povo brasileiro, bando de trouxa, otários, chupaaa!”Time grande não cai, o São Paulo NUNCA vai cair! Chupa!Papa Francisco é o cara! Seu pecado é ser argentino.Rush: filme digno de Oscar para o ator Daniel Bruhl, interpretando perfeitamente o austríaco Niki Lauda. Filme pra quem gosta de automobilismo, pra quem não gosta e pra quem não ve motivos em assistir uma corrida de F1. Mistura na medida certa a vida dentro e fora da Fórmula 1 de ambos os pilotos. Vale a pena, o melhor filme de automobilismo que eu já assisti, falta assistir o famoso “grand prix”.

Os atores Daniel Brühl (esq) e Chris Hemsworth (dir) na pele de Niki Lauda e James Hunt
Enquanto escrevia, dei uma parada e entrei no site do Flávio Gomes, aquele da Portuguesa, que gosta de DKW e foi demitido injustamente, enfim, noticia quentinha: Felipe Massa fecha acordo com a Lotus (será mesmo?), precisa apenas de umas confirmações por parte de investidores, mas ao que parece já está tudo certo, Nicolas Todt, filho do presidente da FIA Jean Todt é o empresário do brasileiro e pai e filho estão trabalhando arduamente para garantir o brasileiro na equipe, ótima notícia, e Massa, como queria, consegue uma equipe de ponta para seguir no sonho de conquistar o título mundial de Fórmula 1.
Ainda restam vagas não definidas na Lotus, McLaren, Force Indian, Sauber, Williams, Toro Rosso, Marusia e Caterham, vamos aguardar.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Chega!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

MP4/8 - O favorito de Sebastian Vettel

Pra quem acha que o carro de Fórmula 1 favorito de Sebastian Vettel é um dos carros de seus 3 (quase 4) títulos, está enganado, o carro número 1 de Vettel é o McLaren de 1993, o MP4/8, usado por Ayrton Senna.


“Meu carro favorito de forma absoluta. Foi minha primeira réplica. A McLaren não tinha o melhor carro naquele ano, mas Senna ainda conseguiu ganhar cinco GPs”, disse Vettel.


Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - Aguardando dias melhores!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

25 anos sem Don Ramón Valdés #SeuMadruga

"A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena"
                                                                 Seu Madruga

Há 25 anos o mundo perdia Don Ramón Valdés. E aqui no Entrelinhas F1, minha silenciosa homenagem.

Don Ramón Valdés como o eterno Seu Madruga

Seu Madruga dando aula

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Há 25 anos, morria um grande mestre!

Nigel Mansell - 60 anos



Ontem, 08 de agosto de 2013 um dos meu pilotos favoritos fez 60 anos. Estou falando de Sir Nigel Ernest James Mansell, mais conhecido como Nigel Mansell, o "leão voador".
O inglês correu na Fórmula 1 de 1980 até 1992, correu na Fórmula Indy em 1993 onde foi campeão, voltou no meio da temporada de 1994 para substituir Ayrton Senna após sua morte e em 1995 participou de algumas corridas na McLaren.




Dono de um currículo invejável, Nigel Mansell correu em 192 grandes prêmios, onde obteve 31 vitórias, 32 pole positions, 30 melhores voltas, 59 pódios, 480 pontos, 3 vices campeonatos (1986, 1987 e 1991) e 1 título (1992).
Formou ao lado de Nelson Piquet, Alain Prost e Ayrton Senna o quarteto fantástico dos anos 80/90. É lembrado pelo azar de seus vice campeonatos, seus erros sob pressão, mas também é lembrado como um dos maiores nomes que a Fórmula 1 já viu, Sir 
Nigel Ernest James Mansell. Feliz Aniversário Leão!


Quem assistiu aos anos 80 e 90 com certeza se lembra com saudade do quarteto, o  "talvez" melhor de todos os tempos Ayrton Senna, o professor Alain Prost, o astuto Nelson Piquet e o "Leão" Nigel Mansell.
Nigel sempre estava ali, como um leão rodeando o título mundial de Fórmula 1, em 1985 a primeira vitória, em 1986 vice atrás de Alain Prost, em 1987 vice outra vez em um campeonato incrível vencido pelo seu companheiro de equipe Nelson Piquet. 1988 foi um ano para se esquecer, terminou apenas 2 corridas no ano, ambas em segundo, terminando o ano em nono. Foi para a Ferrari em 1989 onde voltou a andar bem e terminou o campeonato em quarto lugar, em 1990 também pela equipe de Maranello, terminou em quinto.
Em 1991 volta para a Williams onde termina o ano com o vice campeonato, ganhando assim fama de azarado.
Chegou o ano de 1992 e Nigel Mansell já com 39 anos finamente se sagra campeão mundial de F1.
Aos que acompanharam a carreira do inglês e ta,bém pra quem ama esse esporte, tem plena certeza que nem as perdas de títulos tiram Nigel Mansell da lista dos maiores pilotos de todos os tempos da Fórmula 1 e também da lista dos mais queridos.

























Vida longa para Nigel Mansell...


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Eita coração difícil de alcançar!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Porque gostamos do Kimi Raikkonen?

A Fórmula 1 de hoje em dia está cada vez mais política, teatral e "marqueteira", e já são raros os pilotos verdadeiros, que falam e fazem o que "der na telha", podemos citar Nelson Piquet, mas dois clássicos play boys são Kimi Raikkonen e seu ídolo, James Hunt, abaixo um dialogo de Kimi Raikkonen com a equipe Lotus durante uma corrida, isso mostra bem o estilo Kimi Raikkonen de ser:

Engenheiro: “Ok, Kimi, atrás de você está o Alonso. Alonso está cinco segundos atrás de você. Vou te avisando sobre a diferença de tempo. Vou avisando sobre o ritmo”.
Kimi: “Não enche, eu sei o que estou fazendo”.
Engenheiro: “Ok, Kimi, precisamos conservar os quatro pneus, por favor. Conserve os qua…”
Kimi: “tá tá tá, eu tô fazendo isso desde o começo, você não precisa me lembrar o tempo todo”.
E depois David Coulthard foi entrevistar Kimi no topo do pódio:
Coulthard: “Fale um pouco sobre como se sente, Kimi”
Kimi: “Nada demais”

Em uma F1 cada vez menos "humana", torço para que apareçam muitos outros "Nelson Piquet, "James Hunt" e principalmente "Kimi Raikkonen's".

E é por isso que gostamos do Kimi Raikkonen!
Rômulo Rodriguez Albarez - Sampa/SP - coragem para o próximo passo sem ela!!!

O que fazer da vida após a Fórmula 1?

O site da globo fez uma matéria sobre o que alguns ex-pilotos fazem da vida após a aposentaria das pistas, inspirado na matéria resolvi colocar aqui no blog parte dos pilotos e mais alguns:

Mark Webber e Rubens Barrichello
Mark Webber é um dos meus pilotos favoritos (mais pra frente escreverei uma matéria sobre o australiano), e já tem o que fazer ano que vem, competirá no Mundial de Endurance, portanto não entra na lista, assim como Rubens Barrichello, que continua competindo na Stock Car Brasil, vamos a lista:

VENDEDOR DE CARROS
Juan Manuel Fangio
Juan Manuel Fangio e Nigel Mansell

O pentacampeão Juan Manuel Fangio virou vendedor de carros Mercedes-Benz nos anos 70, o argentino chegou a ser presidente da Mercedes em seu país natal.
No ano de 2013 o inglês campeão de 1992 abriu sua própria concessionária de carros, onde no piso de cima mantêm um museu com troféus e carros da sua passagem pela F1.


VENDEDOR DE AVIÕES
Esq.: Niki Lauda Dir.: Thierry Boutsen
Thierry Boutsen e Niki Lauda


O belga Thierry Boutsen, que venceu três corridas na F1 se aposentou em 1993, passou a vender aviões, anos mais tarde ao lado da esposa Thierry abriu sua própria empresa, a Boutsen Aviation. No ramos dos aviões também encontramos o tricampeão Niki Lauda, o austríaco tinha sua empresa, a Lauda Air, que depois passou a se chamar Austrian myHoliday.

MÚSICO

George Harrison com Damon Hill
Damon Hill

O último companheiro de equipe de Ayrton Senna tem seu lado musical, o britânico campeão de 1996 começou a pender para o lado da música nos tempos de escola. Após sua aposentadoria, Damon chegou a tocar com músicos famosos, George Harrison, ex-Beatle e seu amigo pessoal. Hill chegou a tocar com sua própria banda, “The Conrods”, onde tocou de 1999 a 2003.

DONO DE EMPRESA DE NAVEGAÇÃO POR SATÉLITE
Nelson Piquet
Nelson Piquet


Nosso Nelson Piquet é dono de uma empresa de navegação por satélite, fundada em 1994, tem como “carro-chefe” o rastreamento de frotas de caminhões

POLÍTICO
Carlos Reutemann
Carlos Reutemann

Outro argentino em nossa lista é Carlos Reutemann, aquele mesmo que perdeu o campeonato de 1981 por apenas um ponto para Nelson Piquet, no primeiro Brasil X Argentina da F1, em Las Vegas. Se aposentou da F1 na segunda corrida de 1982. Famoso na Argentina, o ex-piloto virou político e foi até gvernador da cidade de Santa Fé, a terceira cidade mais populosa do país Hermano, na qual cumpriu dois mandatos entre 1991 a 1999. Até os dias de hoje especulasse que Reutemann irá tentar a presidência, é esperar pra ver.

COLUNISTA E COMENTARISTA DE FÓRMULA 1

Martin Brundle e David Coulthard
David Coulthard e Martin Brundell


Os britânicos após a aposentadoria se tornaram respeitados comentaristas de Fórmula 1.
DJ
Raul Boesel
Raul Boesel


O piloto brasileiro correu na F1 nos anos de 1982 e 1983 sem grande sucesso, hoje em dia é fácil encontra-lo nas baladas da cidade, sua profissão atual é DJ.

HERÓI OLÍMPICO

Alessandro Zanardi


Após deixar a F1 o italiano foi correr na Indy, onde sofreu um gravíssimo acidente que resultou na perda de suas duas pernas, talvez um dos maiores exemplos de superação, Zanardi hoje em dia é atleta paraolímpico, onde na última competição voltou com a mala cheia de medalhas de ouro.


Exemplo de superação

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Esquecer é o remédio

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Há 20 anos morria James Hunt - Mais playboy que piloto



No último dia 15 de junho, a morte de James Hunt completou 20 anos. Um dos últimos ‘bon vivants’ do universo da F1, o britânico, natural de Surrey, na Inglaterra, foi também um dos grandes pilotos de sua geração.
Nascido em 29 de agosto de 1947 – teria, hoje, 65 anos –, Hunt sobreviveu na F1 por sete temporadas, correu por Hesketh, McLaren e Wolf e conquistou dez vitórias, 14 poles e 23 pódios em 92 largadas, além do título mundial de 1976. É justamente esta temporada, marcada pela rivalidade entre ele e Niki Lauda, que será retratada no filme ‘Rush’, com aguardada estreia prevista para setembro
Uma das histórias que melhor retrata o estilo de vida boêmio do britânico ocorreu às vésperas da corrida mais importante de sua carreira, justamente em 1976, antes do GP do Japão, prova que decidiria o campeonato.
Então piloto da McLaren, Hunt passou duas semanas em Tóquio com nada menos que 34 comissárias de bordo da British Airways, em orgias regadas a álcool, drogas e rock’n'roll. Mesmo assim, largou em segundo e conquistou a terceira posição na prova, resultado que foi suficiente para a conquista de seu único título. O relato é de Tom Rubython, autor da biografia ‘Shunt’, sem lançamento em português.
Após a aposentadoria das pistas, em 1979, o britânico passou a dividir seus excessos com a função de comentarista de F1 na emissora BBC, de Londres. Ocupou o cargo até 1993.
No dia 15 de junho daquele ano, quatro dias após o GP da Inglaterra, Hunt foi encontrado morto em sua casa em Wimbledon, na região metropolitana da capital do Reino Unido. Tinha 45 anos. Horas antes de sua morte, havia proposto casamento à então namorada Helen Dyson.

Um triste e poético fim para um piloto conhecido como “O Último Romântico”.
Rômulo Rodriguez Albarez - Sampa/SP - é...