quinta-feira, 16 de maio de 2013

F1 2013 - GP da Espanha - Deixem o rapaz erguer a bandeira!



O tempo passa, o tempo voa e eu não consigo parar pra escrever um texto decente. (rs)
Vamos lá, começou a fase europeia da F1, o campeonato vai se desenhando em favor de três indivíduos. São eles, Kimi Raikkonen, Sebastian Vettel e Fernando Alonso.
O último vive um melhor momento, venceu em casa no domingo, uma vitória que lembrou Senna do início ao fim e com certeza enche de moral Don Fernando Alonso.


A Ferrari se mostra forte e com o melhor equipamento, seguido por Lotus e Red Bull.
A equipe de Maranello continua a não conseguir boas classificações, o que obriga seus pilotos a arriscarem tudo nas largadas e na estratégia, uma vez que a Ferrari é a equipe que melhor se comporta em situação de corrida. Seguida de perto pela Lotus, não se sabe como, mas a equipe negra e dourada achou o caminho para conservar os pneus.
E são eles que tem sido a estrela do campeonato, não se fala de mais nada, de todos os lados as críticas chegam, desde pilotos, equipes e por fim de Bernie Ecclestone, até que a Pirelli deu o braço a torcer e prometeu para daqui 2 corridas as mudanças solicitadas.
Acho errado, pois se a Lotus achou o caminho para o bom rendimento dos pneus, por que as outras não podem? O campeonato começou assim e deveria terminar assim. Mas, minha opinião não vale, então aceitemos.
Além de Alonso, outro destaque da corrida foi Felipe Massa, o brasileiro largou em nono e foi magnífico, ultrapassou na hora certa, andou forte o tempo todo e não desgrudou dos líderes em nenhum momento, terceiro lugar mais que merecido.

Sebastian Vettel sofreu com o desgaste de seus pneus, enquanto Webber eu não sei nem se foi para a Espanha, o australiano não foi sequer citado, mas chegou em quinto.
Ia me esquecendo da Mercedes, largaram na primeira fila, Nico Rosberg em 1º seguido de Hamilton, Nico terminou em sexto e Hamilton em 12º, sem nenhum dos dois ter enfrentado situações adversas na corrida. Estranho.
Pra finalizar, foi linda a comemoração do Alonso, pegou a bandeira de seu país e ergueu com orgulho, a Espanha que vive momentos que crise merece alguém pra levantar a moral, assim como fazia Senna com nossa bandeira. E quase puniram o espanhol. Levante a bandeira mesmo Fernando, você foi grande, bravo!
A Fórmula 1 muitas vezes beira o ridículo, cada vez mais os pilotos tem que se portar como robôs, tem que saber como falar ao vencer, aguentar as sessões e sessões de marketing, e não podem mostrar seu orgulho por seu país. Já basta aquele pódio ridículo com bandeiras eletrônicas, como já reclamou o Webber, clique aqui. Não entendo tanta idiotice com regaras sem sentidos, eles tiram a cada corrida tudo  o que tornou a F1 um esporte com tantas histórias apaixonantes.
Vamos humanizar a Fórmula 1 já!



Rapidinhas

A Honda volta em 2015 e reedita uma história de sucesso, vai impulsionar os carros da McLaren, talvez Williams e Caterham também. E teremos o duelo Honda/Renault novamente.



Mark Webber disse a amigos que encerra a carreira no fim da temporada, porém do jeito que está, será que fica até o fim?

Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - Hey You!!!

sábado, 11 de maio de 2013

Aqui



Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia.
Aqui eu chorei, ri, tive decepções, surpresas boas e ruins.
Aqui eu aprendi, muitas vezes errando que o melhor pra nossa vida,
é ser totalmente dependente de Deus.
Aqui eu aprendi que a vida deve ser regada segundo o vontade do Pai.
Aqui eu fiquei só, porém com a melhor companhia de todas, o meu Deus.
Aprendi, cresci, amadureci, e só tenho a agradecer a Deus pelo tempo que Ele passou aqui comigo.
Aqui eu me despeço triste, porém satisfeito.
Não, não vou me matar (rs), apenas vou voltar pra casa dos meus pais,
as vezes o melhor a se fazer é dar um passo para trás pra poder dar quatro para frente.

Rômulo Rodriguez Albarez - Sampa/Sampa - Último dia na minha humilde residência

domingo, 14 de abril de 2013

F1 2013 – Falsas desculpas de Sebastian Vettel




Um rápido pensamento...

Após a trairagem descarada de Vettel na Malásia, o alemão pediu desculpas públicas e blá blá blá.
E não passou de blá blá blá mesmo, depois de alguns dias, Vettel voltou a meter a boca no trombone dizendo que faria tudo de novo, e que não se arrependerá do que fez.
Sua história com Mark Webber não é de hoje, com certeza os caras não se gostam, ao que tudo indica, Vettel estava com a espremida que levou de Webber no GP do Brasil do ano passado entalada na garganta e estava só esperando a hora de se vingar, e se vingou.
Nada justifica o que Sebastian fez, como também nada justifica a bobagem de Webber em terras canarinhas em 2012, não tem certo e nem errado nessa história.
E para Webber, é pensar em algo pra fazer ano que vem, pois na Red Bull o australiano não tem mais clima e o alemão “manda” lá, e não me espantaria se ele perdesse o emprego ante do fim da temporada.



Estou aqui esperando o GP da China, Hamilton larga na pole e Felipe Massa é quinto. Se manda sono!

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP

segunda-feira, 25 de março de 2013

F1 2013 - GP da Malásia - errata



Esqueçam tudo o que eu escrevi sobre o esporte, os fãs, a Fórmula 1, enfim, sobre ética no texto sobre o GP da Malásia.
Em um primeiro momento, quem assistia ao GP, assim como eu achava que estava diante de algo épico, onde uma equipe consegue deixar seus dois pilotos livres para lutar bravamente pela vitória um contra o outro, roda a roda.
O “buraco era mais embaixo”, após a última parada de Mark Webber a Red Bull mandou os dois pilotos baixarem o ritmo do motor para poupar equipamento e também para manterem suas posições.
Assim o fez Webber, então líder da prova baixou o ritmo e achou que estava diante de mais uma vitória, o australiano só não contava que seria personagem de um lance bonito, porém sujo.
Sebastian Vettel desobedeceu a equipe, não baixou o ritmo do motor e foi pra cima de um quase indefeso companheiro, o alemão pegou Webber e a equipe de surpresa.
Foi desleal, sujo, não teve caráter, beirou o ridículo, mlehor dizendo, foi ridículo e colocou a vitória acima de tudo, até mesmo da ética. Ignorou tudo o que um acordo firmado representa, desacatou ordem da equipe, ok, não aceitou a ordem, o mínimo que devia fazer seria falar para a equipe que não concordava e que iria pra cima, assim a equipe certamente avisaria Webber e ai sim, teríamos uma briga de igual para igual.
A atitude de Vettel foi a mais longe possível do que representa o esporte, o trabalho em equipe. Conseguiu manchar a brilhante carreira do mais jovem tricampeão de Fórmula 1, anos de brilhantismo, que com essa atitude são colocadas em cheque, será que foram anos tão limpos quanto se imaginava, afinal, não é de hoje que Mark Webber reclama.
Vettel entra em um “seleto” grupo de grandes pilotos que também são lembrados por maus momentos, Didier Pironi (San Marino 1982), Ayrton Senna (San Marino 1989), Michael Schumacher (Áustria 2002), Fernando Alonso (Cingapura 2008) etc.
Sebastian Vettel pediu desculpas a Mark Webber logo após a corrida, mas acredito realmente de o alemão não esteja nem aí pra isso, assim como Schumacher, Senna, Alonso também não estariam, afinal, para alguns a vitória ultrapassava a ética, e quando isso acontece, é preciso parar e repensar.
Agora só cabe a Sebastian Vettel provar que realmente está arrependido e crescer com isso, ai sim a vitória na Malásia terá valido a pena, apesar de eu que vos escrevo não acredito nisso, afinal, isso não se faz “sem querer”, sem pensar, assim como Vettel disse que o fez.
Pra finalizar, a única coisa que acertei no texto anterior em relação a disputa pela vitória dos pilotos da Red Bull, é que era algo digno de Senna e Prost.
Webber mostra o dedo do meio para Vettel


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - corrigido!

domingo, 24 de março de 2013

F1 2013 - GP da Malásia


Sebastian Vettel e Mark Webber

A Fórmula 1 nos proporciona aqueles momentos de tirar o fôlego, as vezes esse momentos custam a aparecer, mas vez ou outra eles vem em sequências impressionantes, mas falamos disso depois.
O segundo fim de semana do campeonato chegou na chuvosa Malásia, Sebastian Vettel largou na pole, seguido de Felipe Massa e Fernando Alonso em primeiro. (Não, não vou destacar o fato de Felipe ter deixado Fernando pra trás como faz impetuosamente a RGT).
O domingo  começou com chuva na Malásia e a corrida iniciou com os pilotos utilizando os pneus intermediários.
Vettel larga e se mantém na pole, Alonso largou melhor de o Massa, porém na segunda curva da corrida o espanhol tocou na traseira do líder, como resultado quebrou o bico.
Fernando Alonso deixa seu 200º GP logo na segunda volta

De maneira equivocada a Ferrari e Alonso passaram para a segunda volta e não trocaram o bico e antes da primeira curva da segunda volta o carro do espanhol “engoliu” o bico e saiu da corrida e lá se foi o GP de número 200 de Don Fernando Alonso.
A pista secou, muitas paradas nos boxes muitas brigas por posições a destacar Pérez / Raikkonen e Hulkenberg / Raikkonen.
A McLaren até ensaiou ter voltado as primeiras posições mas diversos problemas tiraram Jenson Button da corrida, enquanto o mexicano Sergio Pérez conquistou um nono lugar, algo realmente no nível do carro inglês.
E agora repetindo, a Fórmula 1 nos proporciona aqueles momentos de tirar o fôlego, as vezes esse momentos custam a aparecer, mas vez ou outra eles vem em sequências impressionantes.
Sou ferrarista, porém, discordo um pouco da politicagem imposta a seus pilotos na pista desde sempre, é preciso dar liberdade, afim de proporcionar o esporte, nesse caso, o automobilismo puro, com disputas liberadas na famosa expressão, roda a roda, dividindo curvas e trocando borracha, no limite puro de espaço, onde quase se desafia a lei máxima do universo em que dois corpos não ocupam o mesmo lugar ou mesmo tempo.
Lewis Hamilton 3º e Nico Rosberg 4º

E foi isso que vimos em uma ótima sequencia, brigas entre companheiros de equipe em uma combinação de encher os olhos, mais precisamente entre os dois carros da Red Bull (sim, Red Bull, não vejo problemas em falar o nome completo da equipe, não vai me matar dizer o nome de uma bebida energética, assim como pode matar a RGT) e os dois carros da Mercedes, coincidentemente os quatro primeiros da corrida.
A sequencia de curvas entre os agressivos Sebastian Vettel e Mark Webber lado a lado, mesmo após de Red Bull pedir a Vettel que não atacasse Webber, ambos alternando entre estar do lados direito e esquerdo da pista foi algo digno de Senna / Prost, claro, sem o mesmo peso histórico.
Largada

Enquanto isso em uma disputa menos agressiva, mas sim se baseando nas retas oposta e principal, Lewis Hamilton e Nico Rosberg se alternavam na terceira posição da corrida. Disputa essa que se estendeu em uma discussão respeitável entre Rosberg e o chefe Ross Brawn, Nico “aos prantos” dizendo que pode passar Lewis mesmo depois de a disputa ter acabado e o chefe acalmando os ânimos do alemão filho do campeão de 1982, Keke Rosberg.
Uma imagem muito interessante foi a reação de Adrian Newey da Red Bull levando as mãos a cabeça após a briga na pista de seus pilotos dentro da pista e na sequencia, em um gesto idêntico, Ross Brawn da Mercedes também pelo mesmo motivo.
O automobilismo é isso, tanto equipes quanto pilotos foram limpos, éticos e profissionais nos fatos. É triste ter que, nos dias de hoje escrever sobre o que é ser ético ou não, já se foi o tempo onde na escrita apenas apareceria a disputa em si.
Massa termina em quinto
Hoje, da Malásia para o mundo, ganhou o automobilismo, ganhou o esporte, ganhou a Fórmula 1, ganhou a história, e o mais importante, ganharam os fãs.  Aprenda Ferrari!
Os “derrotados” nos duelos caseiros, Mark Webber da Red Bull e Nico Rosberg da Mercedes prometeram “vingança”, é esperar pra ver.
E no pódio, o clima era tenso, a expressão de Vettel e Newey foi o prenuncio do que estaria por vir, Mark Webber entra na sala, cumprimenta Lewis Hamilton e da as costas para Vettel, ambos não esboçaram um sorriso se quer e se iniciou uma curta discussão ao vivo que a RGT nos fez o favor de não calar a boca, ouvir e traduzir, mas está valendo, discussão essa que deve continuar em reunião fechada.
É boa, aceitável e digna a insatisfação de Webber e Rosberg, afinal, após perderem os duelos, se ficassem felizes e eu fosse o chefe, os demitiria na hora, tem quer ficar com “cara de bunda” mesmo, isso mostra vontade, garra, determinação e mostra que o cara está lá pra fazer o melhor. Aos vencedores, Vettel e Hamilton, parabéns, mas se cuidem, pois a cara feia de seus companheiros não é fome, é vontade de passar por cima de vocês.
De resto, Felipe Massa, após a péssima largada, fez um corrida até que boa e terminou em quinto lugar, chegando a 22 pontos no campeonato.
No final, os ânimos na Red Bull ficaram exaltados

Claro, sem se esquecer do momento mais hilário da corrida, no calor do momento, entrando nos boxes, Lewis Hamilton se esqueceu que mudou de equipe e parou nos boxes da antiga equipe, a McLaren, será que deu saudade?

Lewis Hamilton nos boxes da McLaren - O bom filho a casa torna?


O resultado final da corrida foi:

1-  Sebastian Vettel (ALE/RBR)
2-  Mark Webber (AUS/RBR) - a 4s298
3-  Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - a 12s1
4-  Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 12s640
5-  Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 25s6
6-  Romain Grosjean (FRA/Lotus) - a 35s5
7-  Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) - a 48s4
8-  Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) - a 53s0
9-  Sergio Perez (MEX/McLaren) - a 72s3
10-  Jean-Eric Vergne (FRA/STR) - a 87s1
11-  Valtteri Bottas (FIN/Williams) - a 88s6
12-  Esteban Gutierrez (MEX/Sauber) - a 1 volta
13-  Jules Bianchi (FRA/Marussia) - a 1 volta
14-  Charles Pic (FRA/Caterham) - a 1 volta
15-  Giedo van der Garde (HOL/Caterham) - a 1 volta
16-  Max Chilton (ING/Marussia) - a 2 voltas
Não completaram:
17-  Jenson Button (ING/McLaren)
18-  Daniel Ricciardo (AUS/STR)
19-  Pastor Maldonado (VEN/Williams)
20-  Adrian Sutil (ALE/Force India)
21-  Paul di Resta (ESC/Force India)
22-  Fernando Alonso (ESP/Ferrari)
Melhor volta: Sergio Perez (MEX/McLaren) - 1m39s199

E o campeonato de pilotos ficou assim: 1. Sebastian Vettel 40 / 2. Kimi Raikkonen 31 / 3. Mark Webber 26 / 4. Lewis Hamilton 25 / 5. Felipe Massa 22 / 6. Fernando Alonso 18 / 7. Nico Rosberg 12 / 8. Romain Grosjean 9 / 9, Adrian Sutil 6 / 10. Paul di Resta 4 / 11. Nico Hulkenberg 4 / 12. Sergio Perez 2 / 13. Jenson Button 2 / 14. Jean/Eric Vergne 1 / 15. Valtteri Bottas 0 / 16. Esteban Gutierrez 0 / 17. Jules Bianchi 0 / 18. Charles Pic 0 / 19. Giedo van der Garde 0 / 20. Max Chilton 0 / 21. Daniel Ricciardo 0 / 22. Pastor Maldonado 0.
No de construtores: 1. Red Bull 66 / 2. Lotus 40 / 3. Ferrari 40 / 4. Mercedes 37 / 5. Force India 10 / 6. Sauber 4 / 7. McLaren 4 / 8. Toro Rosso 1 / 9. Williams 0 / 10. Marussia 0 / 11. Caterham 0.



NO BALADA, YES FÓRMULA 1

Daqui três semanas o GP da China, continuemos por enquanto a encarar a madrugada.

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Sanctus sanctus dominus!

F1 2013 - Resumo do GP da Austrália

Beba Kimi, beba!



Rômulo Rodriguez Albarez - Sampa/SP - susse!

domingo, 17 de março de 2013

F1 2013 - GP da Austrália

E começou!
A Austrália recebeu a etapa de abertura do campeonato mundial de Fórmula 1.
E o campeonato começou de maneira inesperada em todos os sentidos, a começar pelo treino classificatório do sábado, que começou no sábado australiano, mas devido a chuva torrencial, terminou apenas no domingo de manhã, dia da corrida na Austrália.
E o pole foi Sebastian Vettel com Mark Webber em segundo, e tudo indicava uma vitória fácil da equipe rubro taurina, apenas indicava.
A Red Bull se mostrou muito boa em classificação, porém a Ferrari aparece no mesmo nível ou até melhor em ritmo de corrida.

Felipe Massa foi mais rápido que Alonso durante todo o fim de semana, chegou atrás devido a estratégia duvidosa da Ferrari
A largada de Felipe Massa e Fernando Alonso foi excepcional, Massa foi de 4º para 2º e Alonso de 5º para 4º. Isso mesmo, Felipe Massa foi mais rápido que Fernando Alonso durante todo o fim de semana, após a largada, o brasileiro aguentou uma forte pressão de seu companheiro espanhol e mostrou que está em grande forma e fase, e não deixará barato para Alonso durante 2013. Massa foi rápido o tempo todo, agressivo quando preciso e objetivo, agora basta a Ferrari trabalhar para seus dois pilotos, e com certeza quem tem a ganhar com isso é a própria Ferrari.
A maneira que a Ferrari encontrou de colocar Alonso na frente de Massa foi antecipando a parada nos boxes do espanhol e deixando Massa na pista por 3 voltas a mais com os pneus desgastados, e o resultado fez o brasileiro perder 2 posições.



O foi na estratégia dos pneus, com uma parada a menos que o último inesperado da semana aconteceu, Kimi Raikkonen vence a corrida com apenas 2 paradas.
E após ser parabenizado pela equipe, Raikkonen responde bem ao seu estilo: “Eu falei pra vocês que o carro era bom”.
O pódio foi completado com Fernando Alonso em segundo e Sebastian Vettel em terceiro. Na sequência Felipe Massa, Lewis Hamilton, Mark Webber e seu famoso azar em casa, um surpreendente Adrian Sutil seguido de seu companheiro Paul DiResta, Jenson Buuton com sua apagada McLaren e Romain Grosjean fechando o top 10.
A pista australiana não é a mais adequada para se medir as forças, talvez possamos ter uma noção melhor na próxima corrida, o GP da Malásia na semana que vem.
Enfim a espera terminou e a Fórmula 1 voltou, 2013 já tem um líder, e é Kimi Raikkonen, que vem de Lotus.
Até a próxima corrida.

O resultado do GP da Austrália:

1 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 1h30m03s225
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 12s451
3 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 22s346
4 - Felipe Massa (BRA/ Ferrari) - a 33s577
5 - Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - a 45s561
6 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 46s800
7 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1m05s068
8 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1m08s449
9 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 1m21s630
10 - Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - a 1m22s759
11- Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) - a 1m23s367
12 - Jean-EricVergne (FRA/STR-Ferrari) - a 1m23s857
13 - Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 1 volta
14 - Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) - a 1 volta
15 - Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) - a 1 volta
16 - Chalres Pic (FRA/Caterham-Renault) - a 2 voltas
17 - Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) - a 2 voltas
18 - Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) - a 2 voltas
Não completaram:
Daniel Ricciardo (ASU/STR-Ferrari) - volta 40
Nico Rosberg (ALE/Mercedes)  - volta 26
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - volta 25
Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari)  - não largou

Ps.: Detalhe para o pódio, o Kimi Raikkonen tentando dar uma bela golada no champagne como bom pinguço que é e o Vettel não deixando.
Kimi Raikkonen tentando beber champagne

Rômulo Rodriguez Albarez – São Paulo/SP – Salve Barão!

segunda-feira, 11 de março de 2013

F1 2013 - Bóra Lá!!!



É sempre longa a espera por uma nova temporada, mais longa ainda é a última semana dessa espera.
No próximo fim de semana a Fórmula 1 inicia seu campeonato de número 64.
Para a minha pessoa, é o campeonato de número 23, pois me lembro da F1 de 1991 pra cá, e que belo ano aquele, Ayrton Senna campeão.
O ano de 2013 para o Brasil vem cheio de dúvida e incertezas quanto aos próximos anos, teremos apenas um piloto, Felipe Massa.
O que seria do Brasil na F1 se não fosse a recuperação de Massa, uma vez que no ritmo em que o piloto paulista estava vindo, não conseguiria uma vaga nem nas equipes nanicas do grid.
O que nos resta fazer é torcer por um excelente ano de Massa e ao mesmo tempo torcer pela chegada de Felipe Nars e Luiz Razia na F1, o segundo esteve por lá, porém complicações o tiraram da F1 após 23 dias de contrato.
Mas confesso que tenho uma curiosidade, como seria a F1 sem um brasileiro, teríamos a transmissão séria como é hoje ou a F1 viraria um “stock car” da vida? Com apenas algumas corridas passando ao vivo.
Quando se trata da RGTV, não desconfio de nada.
Desconfianças e maus pensamentos a parte, “bóra lá” que a F1 2013 promete.



Rômulo Rodriguez Albarez – Sampa/SP – Livre pra poder sorrir, livre pra poder buscar o meu lugar ao sol...

Vá em paz Barão!

O Barão Wilson Fittipaldi


E o Barão se foi. Wilson Fittipaldi nos deixa aos 92 anos de idade. Foi hoje, a 1 da manhã.
Com certeza o grande responsável pela história brasileira no automobilismo, o fundador da CBA e da maioria dos campeonatos disputados em terras canarinhas.
Narrou corridas mesmo sem saber se a frequência chegava até o Brasil nos anos 40.
No momento com certeza mais emocionante do automobilismo brasileiro, narrou a vitória do filho Emerson Fittipaldi no GP da Itália de 1972, vitória que deu a Emerson e ao Brasil o primeiro título mundial na F1.
O fundador do automobilismo no Brasil, morre em um ano um tanto simbólico, no ano em que teremos apenas um piloto na F1, o que não acontecia desde 1971. No ano em que o autódromo de Jacarepaguá já não existe mais.
Assim como seu fundador, que nos deixou por problemas respiratórios, o automobilismo brasileiro sofre do mesmo mal.
Pelo Wilson “Barão” Fittipaldi, e por tudo o que ele representou para este país no que se diz respeito ao esporte sobre rodas, não podemos deixar o automobilismo brasileiro morrer.
Fundador, pai, avô, bisavô, pioneiro, herói.

Vá em paz Barão!



Reginaldo Leme (de xadrez) junto ao clã Fittipaldi. (esq p/ dir) Emerson, Pietro, Barão, Wilsinho e Cristian (abaixado).
Rômulo Rodriguez Albarez – Sampa/SP – Vá em paz Barão, vá em paz Chorão!

quarta-feira, 6 de março de 2013

F1 2013 - De tudo um pouco!

Sebastian Vettel é o homem a ser batido em 2013

O mundo não pára, a vida muda, e muda muito, começo a perceber que coisas que achava precisar, na verdade não eram tão essenciais assim, obrigado Deus, por tudo, pelo passado, pelo presente e pelo futuro que se apresenta muito bem. Muito trabalho e menos tempo pra escrever, o que de certa forma é bom, mas confessos ter perdido em minha mente bons textos e temas.
Enfim, vamos lá, a Fórmula 1 volta em menos de duas semanas e tenho muito a falar em pouco tempo.

Nico Rosberg terá um 2013 duro
Dança das cadeiras
A dança das cadeiras que começos lá no 3º trimestre de 2012 com a ida de Lewis Hamilton para a Mercedes e a renovação de Felipe Massa com a Ferrari terminou esse fim de semana, com a demissão de Luiz Razia e a contratação de Jules Bianchi para o fraco bólido da Marussia, a história todos sabem, um dos patrocinadores do brasileiro não pagou a conta e a equipe deu tchau para o baiano. A equipe fez certo, contrato não cumprido e ação tomada, porém, Razia por tudo que vem fazendo e o esforço que vem tendo, não merecia tal destino.
Das trocas de equipe, acho que a pior decisão foi a de Nico Hulkenberg, saiu da crescente Force Indian para se aventurar na Sauber, que vem de sua melhor temporada da história é verdade, mas ainda não é parâmetro de comparação, é esperar pra ver.
Sergio Perez terá muito a aprender em sua nova equipe
Dentre as novidades para 2013, temos Sergio Perez que corre agora pela McLaren e terá seu teste de fogo em 2013, o mexicano se firma ou não como grande piloto? Ou será um Jean Alesi da vida, eterna promessa.

Felipe Massa durante os teste da pré-temporada em Jerez

Testes da pré-temporada
Os testes desse ano, como os da maioria não disseram quase nada, é o famoso “esconder o jogo”.
Fazendo vista grossa, podemos colocar na briga a Red Bull, Ferrari, Lotus, Mercedes e quem sabe a McLaren. De resto, a Williams deve melhorar um pouco, bem pouco.

Perdoe-me a desatualização da foto, mas no lugar de Luiz Razia na Marussia está Jules Bianchi
Visual dos carros
O visual dos carros está melhorando, os horríveis bicos com degrau da temporada passada estão aos poucos dando adeus.
Na pintura, péssima escolha da Sauber, idêntica a pintura de 2010 da extinta Hispania, horrível, o mais feio do grid sem dúvida, enquanto os mais bonitos seguem sendo os carros da McLaren.
De resto nenhuma grande mudança nos visuais, a Red Bull agora com detalhes em roxo e a Ferrari ousando com as faixas brancas e pretas na parte inferior do carro, deixando o carro tricolor, será que o comendador Enzo Ferrari aprovaria?



Personagens foco
O ano de 2013 pode marcar o primeiro ano em que Fernando Alonso tem um carro realmente capaz de lutar de igual pra igual pelo título, e se isso se confirmar, o espanhol é o favorito destacado a levantar o caneco no fim do ano.
Vale a pena também ficar de olho em Felipe Massa, o brasileiro está renovado como não se via ha anos, vem andando muito bem desde metade do ano passado e em muitas vezes até melhor que Alonso.
Campeão desde 2010 Sebastian Vettel chega em 2013 sedento para alcançar o 4º título e se igualar a Alain Prost. Vettel tem a tranquilidade de quem ganha ha três anos, é jovem e tem muito tempo ainda pra quem sabe no futuro se tornar o piloto mais vitorioso da história da Fórmula 1.
É bom sempre prestar atenção em Jenson Button, desde seu inesperado título pela surpreendente Brawn em 2009, Button é um novo piloto, o mais constante e seguro do grid, sabe preservar o carro como poucos. O inglês tem agora a seu favor toda a estrutura da McLaren, não divide mais as atenções com Lewis Hamilton que foi se aventurar na Mercedes, tem apenas Sergio Perez, o mexicano ainda terá um tempo pra aprender e conseguir andar no nível de Button, ou seja, Button, dos pilotos das equipes grandes, é o que tem mais a equipe a seu favor.
Nico Rosberg terá uma temporada de decisão em sua carreira, agora terá Lewis Hamilton como companheiro, será hora de realmente mostrar serviço frente a Hamilton ou então iniciar seu declínio na carreira.


O Brasil da Fórmula 1
O Brasil terá pela primeira vez desde a longínqua temporada de 1978 apenas um piloto, na ocasião tínhamos apenas Emerson Fittipaldi correndo pela Copersucar.
Felipe Massa será o responsável por levar nossa bandeira em 2013 e enquanto isso, esperamos as nossas promessas chegarem, ou não.
Felipe Nars parece ser o piloto com a carreira mais sólida rumo a F1, parece ser apenas questão de tempo.
Luiz Razia chegou a F1 e após 23 dias foi demitido, o mesmo diz não desistir da F1, mas é importante se manter em atividade em 2013, já está difícil pra quem está correndo, imagine pra quem está parado conseguir alguma vaga.
Infelizmente Bruno Senna já parece ser considerado passado, um passado sem volta ara a Fórmula 1, assim como Lucas DiGrassi, apesar que o segundo ainda trabalha como test driver da Pirelli, fornecedora de pneus da Fórmula 1.
Como costumo dizer, é esperar pra ver! (e torcer por futuro melhor para o Brasil na Fórmula 1)

Rômulo Rodriguez Albarez – São Paulo/SP – livre!

terça-feira, 5 de março de 2013

Morre Hugo Chávez, e com a palavra, Pastor Maldonado


- Me uno a esta dor profunda pela qual estamos passando todos os venezuelanos. Meu pesar a família Chávez e a toda Venezuela. Hoje não se foi apenas um presidente. Hoje, se foi um grande homem cujos ideais transcenderam além. Um soldado, um lutador, um herói! Viva Chávez! Peço união a todos os venezuelanos. Sigamos o exemplo e lutemos infinitamente por nosso futuro. Viva nosso comandante Chávez sempre. – Pastor Maldonado pelo Twitter.


O venezuelano Pastor Maldonado que vem para sua terceira temporada na Fórmula 1, ambas pela equipe Williams era patrocinado por Hugo Chávez.
No GP da Espanha de 2012, Maldonado venceu e talvez tenha dado uma das últimas alegrias para Hugo Chávez.
Um homem que fazia e lutava pelo que acreditava, sendo certo ou errado, ele acreditava.



Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - !Hasta la victoria siempre!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Senna vs. Prost - Para a eternidade





Prost enfim falou sobre o filme 'Senna', na qual é retratado como vilão, em entrevista à revista britânica 'F1 Racing', o tetracampeão disse que não conseguiu ver o filme todo dirigido por Asif Kapadia por crer que o mesmo não é verdadeiro. Abaixo, a entrevista:

“Vi uma grande parte dele. Não quis falar sobre isso antes, mas agora eu gostaria de dar a minha opinião. Pode ser um pouco longo, mas eu quero ser preciso”, afirmou. “Eu não gostei do filme, pelo que vi e pelo que ouvi. E não quero ver ele inteiro, porque eu sei como é”, comentou.

Alain disse ter conversado longamente com os produtores do filme, pois estava interessado em mostrar a mudança de personalidade de Ayrton Senna ao longo dos anos. Mas que nada adiantou e isso não foi mostrado no filme. 

“Quando falaram comigo pela primeira vez sobre o filme, eles me perguntaram se eu gostaria de fazer parte dele. Eu disse: ‘Claro. Por que, não?’ A única condição – bom, não é uma condição, precisa ficar claro, eu disse a eles: ‘Seria fantástico se vocês pudessem mostrar o Ayrton antes de ele chegar à F1; como ele era na F1, lutando comigo ou contra mim; e o Ayrton depois que eu me aposentei. Se você fizer isso, um misto de boas histórias e esporte, mesmo nas partes difíceis, a luta e o lado humano, então será um bom filme’”, explicou o francês.  


“Porque é realmente uma coisa inacreditável – na minha opinião, era uma história fantástica. Mas você precisa mencionar muitas coisas que aconteceram antes de eu me aposentar”, defendeu. “Fiz quase oito horas de entrevistas. Oito horas. Falando muito mais sobre o lado humano, para que você pudesse entender como ele era antes – porque ele também me disse, depois de eu me aposentar, como ele era quando nós estávamos correndo.”

“Mas eu também queria mostrar que, quando eu me aposentei, nós vimos um novo Ayrton Senna. É uma história fantástica do esporte, uma que só acontece, sei lá, quatro ou cinco vezes em 50 anos. Mesmo que tenha terminado mal para o Ayrton, é uma bela história no final”, reforçou. 

“O que eu realmente não gosto no filme – não mesmo – é que isso não apareceu. Você só tem uma chance de fazer um filme assim, porque uma vez que foi feito, você não vai fazer de novo”, lamentou. “Acho isso muito ruim. E muito triste. Se eles queriam fazer um filme comercial, com um cara ruim e um cara bom, então não faça entrevistas. Não me peça nada.”


Lembrando o trecho do filme que fala sobre uma reaproximação entre os dois, Prost foi enfático, afirmando que a declaração de Senna dizendo que sentia falta dele, havia sido acordada com a TV francesa.

“Eu estava tentando explicar o que aconteceu uma semana antes de Ímola, quando o Ayrton me ligava quase todos os dias. Tem coisas que ele me disse que eu nunca diria a ninguém. E eu jamais vou dizer algo sobre o que ele disse durante essa semana”, afirmou. “Quando você ouve Ayrton dizer ‘Alain, sentimos sua falta’, foi organizado e arranjado pela TV francesa [TF1]”, assegurou. 

“A razão pela qual não posso ficar feliz, não é por eu ser retratado como um cara ruim. Eu não ligo muito para isso por que... eu estou vivo, estou bem. Mas eu queria que todos soubessem quem Ayrton Senna era, sobre o que realmente era a nossa luta e, também, sobre o que aconteceu no final”, afirmou. “Se você quer contar uma história, conte a história verdadeira.”

“A nossa história não terminou em 1994. A nossa história vai durar para sempre. E você quer que isso diga a verdade. Estou mais chateado agora do que estava quando o filme foi lançado. E esta é a razão.”

Sobre a relação mocinho vs. vilão, Prost afirmou: “Deveria ter sido balanceado. Seria muito melhor. Obviamente, não é muito bom para Ayrton, mas também não é ruim”, ponderou. “Pelo menos você entenderia a personalidade ou caráter naquela época. Especialmente quando ele estava contra mim”, concluiu.


Apenas para finalizar o assunto, acho importante destacar, nas palavras de Nigel Mansell em entrevista aqui no Brasil em 2013, o britânico destaca alguns pontos fortes em Nelson Piquet, Ayrton Senna e Alain Prost:

“Não incluo o Nelson nisso e não quero citar nomes, mas existem grandes pilotos que decidiram campeonatos batendo com outras pessoas. Nós nunca fizemos isso”
 “...Alain Prost era muito estratégico fora do carro, talvez muito político para o meu gosto...”

Algo que é mostrado enfaticamente no filme.

Rômulo Rodriguez Albarez - Sampa/SP - Que a Deus seja dada toda honra, glória e louvor!