domingo, 17 de março de 2013

F1 2013 - GP da Austrália

E começou!
A Austrália recebeu a etapa de abertura do campeonato mundial de Fórmula 1.
E o campeonato começou de maneira inesperada em todos os sentidos, a começar pelo treino classificatório do sábado, que começou no sábado australiano, mas devido a chuva torrencial, terminou apenas no domingo de manhã, dia da corrida na Austrália.
E o pole foi Sebastian Vettel com Mark Webber em segundo, e tudo indicava uma vitória fácil da equipe rubro taurina, apenas indicava.
A Red Bull se mostrou muito boa em classificação, porém a Ferrari aparece no mesmo nível ou até melhor em ritmo de corrida.

Felipe Massa foi mais rápido que Alonso durante todo o fim de semana, chegou atrás devido a estratégia duvidosa da Ferrari
A largada de Felipe Massa e Fernando Alonso foi excepcional, Massa foi de 4º para 2º e Alonso de 5º para 4º. Isso mesmo, Felipe Massa foi mais rápido que Fernando Alonso durante todo o fim de semana, após a largada, o brasileiro aguentou uma forte pressão de seu companheiro espanhol e mostrou que está em grande forma e fase, e não deixará barato para Alonso durante 2013. Massa foi rápido o tempo todo, agressivo quando preciso e objetivo, agora basta a Ferrari trabalhar para seus dois pilotos, e com certeza quem tem a ganhar com isso é a própria Ferrari.
A maneira que a Ferrari encontrou de colocar Alonso na frente de Massa foi antecipando a parada nos boxes do espanhol e deixando Massa na pista por 3 voltas a mais com os pneus desgastados, e o resultado fez o brasileiro perder 2 posições.



O foi na estratégia dos pneus, com uma parada a menos que o último inesperado da semana aconteceu, Kimi Raikkonen vence a corrida com apenas 2 paradas.
E após ser parabenizado pela equipe, Raikkonen responde bem ao seu estilo: “Eu falei pra vocês que o carro era bom”.
O pódio foi completado com Fernando Alonso em segundo e Sebastian Vettel em terceiro. Na sequência Felipe Massa, Lewis Hamilton, Mark Webber e seu famoso azar em casa, um surpreendente Adrian Sutil seguido de seu companheiro Paul DiResta, Jenson Buuton com sua apagada McLaren e Romain Grosjean fechando o top 10.
A pista australiana não é a mais adequada para se medir as forças, talvez possamos ter uma noção melhor na próxima corrida, o GP da Malásia na semana que vem.
Enfim a espera terminou e a Fórmula 1 voltou, 2013 já tem um líder, e é Kimi Raikkonen, que vem de Lotus.
Até a próxima corrida.

O resultado do GP da Austrália:

1 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 1h30m03s225
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 12s451
3 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 22s346
4 - Felipe Massa (BRA/ Ferrari) - a 33s577
5 - Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - a 45s561
6 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 46s800
7 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1m05s068
8 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1m08s449
9 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 1m21s630
10 - Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - a 1m22s759
11- Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) - a 1m23s367
12 - Jean-EricVergne (FRA/STR-Ferrari) - a 1m23s857
13 - Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 1 volta
14 - Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) - a 1 volta
15 - Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) - a 1 volta
16 - Chalres Pic (FRA/Caterham-Renault) - a 2 voltas
17 - Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) - a 2 voltas
18 - Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) - a 2 voltas
Não completaram:
Daniel Ricciardo (ASU/STR-Ferrari) - volta 40
Nico Rosberg (ALE/Mercedes)  - volta 26
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - volta 25
Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari)  - não largou

Ps.: Detalhe para o pódio, o Kimi Raikkonen tentando dar uma bela golada no champagne como bom pinguço que é e o Vettel não deixando.
Kimi Raikkonen tentando beber champagne

Rômulo Rodriguez Albarez – São Paulo/SP – Salve Barão!

segunda-feira, 11 de março de 2013

F1 2013 - Bóra Lá!!!



É sempre longa a espera por uma nova temporada, mais longa ainda é a última semana dessa espera.
No próximo fim de semana a Fórmula 1 inicia seu campeonato de número 64.
Para a minha pessoa, é o campeonato de número 23, pois me lembro da F1 de 1991 pra cá, e que belo ano aquele, Ayrton Senna campeão.
O ano de 2013 para o Brasil vem cheio de dúvida e incertezas quanto aos próximos anos, teremos apenas um piloto, Felipe Massa.
O que seria do Brasil na F1 se não fosse a recuperação de Massa, uma vez que no ritmo em que o piloto paulista estava vindo, não conseguiria uma vaga nem nas equipes nanicas do grid.
O que nos resta fazer é torcer por um excelente ano de Massa e ao mesmo tempo torcer pela chegada de Felipe Nars e Luiz Razia na F1, o segundo esteve por lá, porém complicações o tiraram da F1 após 23 dias de contrato.
Mas confesso que tenho uma curiosidade, como seria a F1 sem um brasileiro, teríamos a transmissão séria como é hoje ou a F1 viraria um “stock car” da vida? Com apenas algumas corridas passando ao vivo.
Quando se trata da RGTV, não desconfio de nada.
Desconfianças e maus pensamentos a parte, “bóra lá” que a F1 2013 promete.



Rômulo Rodriguez Albarez – Sampa/SP – Livre pra poder sorrir, livre pra poder buscar o meu lugar ao sol...

Vá em paz Barão!

O Barão Wilson Fittipaldi


E o Barão se foi. Wilson Fittipaldi nos deixa aos 92 anos de idade. Foi hoje, a 1 da manhã.
Com certeza o grande responsável pela história brasileira no automobilismo, o fundador da CBA e da maioria dos campeonatos disputados em terras canarinhas.
Narrou corridas mesmo sem saber se a frequência chegava até o Brasil nos anos 40.
No momento com certeza mais emocionante do automobilismo brasileiro, narrou a vitória do filho Emerson Fittipaldi no GP da Itália de 1972, vitória que deu a Emerson e ao Brasil o primeiro título mundial na F1.
O fundador do automobilismo no Brasil, morre em um ano um tanto simbólico, no ano em que teremos apenas um piloto na F1, o que não acontecia desde 1971. No ano em que o autódromo de Jacarepaguá já não existe mais.
Assim como seu fundador, que nos deixou por problemas respiratórios, o automobilismo brasileiro sofre do mesmo mal.
Pelo Wilson “Barão” Fittipaldi, e por tudo o que ele representou para este país no que se diz respeito ao esporte sobre rodas, não podemos deixar o automobilismo brasileiro morrer.
Fundador, pai, avô, bisavô, pioneiro, herói.

Vá em paz Barão!



Reginaldo Leme (de xadrez) junto ao clã Fittipaldi. (esq p/ dir) Emerson, Pietro, Barão, Wilsinho e Cristian (abaixado).
Rômulo Rodriguez Albarez – Sampa/SP – Vá em paz Barão, vá em paz Chorão!

quarta-feira, 6 de março de 2013

F1 2013 - De tudo um pouco!

Sebastian Vettel é o homem a ser batido em 2013

O mundo não pára, a vida muda, e muda muito, começo a perceber que coisas que achava precisar, na verdade não eram tão essenciais assim, obrigado Deus, por tudo, pelo passado, pelo presente e pelo futuro que se apresenta muito bem. Muito trabalho e menos tempo pra escrever, o que de certa forma é bom, mas confessos ter perdido em minha mente bons textos e temas.
Enfim, vamos lá, a Fórmula 1 volta em menos de duas semanas e tenho muito a falar em pouco tempo.

Nico Rosberg terá um 2013 duro
Dança das cadeiras
A dança das cadeiras que começos lá no 3º trimestre de 2012 com a ida de Lewis Hamilton para a Mercedes e a renovação de Felipe Massa com a Ferrari terminou esse fim de semana, com a demissão de Luiz Razia e a contratação de Jules Bianchi para o fraco bólido da Marussia, a história todos sabem, um dos patrocinadores do brasileiro não pagou a conta e a equipe deu tchau para o baiano. A equipe fez certo, contrato não cumprido e ação tomada, porém, Razia por tudo que vem fazendo e o esforço que vem tendo, não merecia tal destino.
Das trocas de equipe, acho que a pior decisão foi a de Nico Hulkenberg, saiu da crescente Force Indian para se aventurar na Sauber, que vem de sua melhor temporada da história é verdade, mas ainda não é parâmetro de comparação, é esperar pra ver.
Sergio Perez terá muito a aprender em sua nova equipe
Dentre as novidades para 2013, temos Sergio Perez que corre agora pela McLaren e terá seu teste de fogo em 2013, o mexicano se firma ou não como grande piloto? Ou será um Jean Alesi da vida, eterna promessa.

Felipe Massa durante os teste da pré-temporada em Jerez

Testes da pré-temporada
Os testes desse ano, como os da maioria não disseram quase nada, é o famoso “esconder o jogo”.
Fazendo vista grossa, podemos colocar na briga a Red Bull, Ferrari, Lotus, Mercedes e quem sabe a McLaren. De resto, a Williams deve melhorar um pouco, bem pouco.

Perdoe-me a desatualização da foto, mas no lugar de Luiz Razia na Marussia está Jules Bianchi
Visual dos carros
O visual dos carros está melhorando, os horríveis bicos com degrau da temporada passada estão aos poucos dando adeus.
Na pintura, péssima escolha da Sauber, idêntica a pintura de 2010 da extinta Hispania, horrível, o mais feio do grid sem dúvida, enquanto os mais bonitos seguem sendo os carros da McLaren.
De resto nenhuma grande mudança nos visuais, a Red Bull agora com detalhes em roxo e a Ferrari ousando com as faixas brancas e pretas na parte inferior do carro, deixando o carro tricolor, será que o comendador Enzo Ferrari aprovaria?



Personagens foco
O ano de 2013 pode marcar o primeiro ano em que Fernando Alonso tem um carro realmente capaz de lutar de igual pra igual pelo título, e se isso se confirmar, o espanhol é o favorito destacado a levantar o caneco no fim do ano.
Vale a pena também ficar de olho em Felipe Massa, o brasileiro está renovado como não se via ha anos, vem andando muito bem desde metade do ano passado e em muitas vezes até melhor que Alonso.
Campeão desde 2010 Sebastian Vettel chega em 2013 sedento para alcançar o 4º título e se igualar a Alain Prost. Vettel tem a tranquilidade de quem ganha ha três anos, é jovem e tem muito tempo ainda pra quem sabe no futuro se tornar o piloto mais vitorioso da história da Fórmula 1.
É bom sempre prestar atenção em Jenson Button, desde seu inesperado título pela surpreendente Brawn em 2009, Button é um novo piloto, o mais constante e seguro do grid, sabe preservar o carro como poucos. O inglês tem agora a seu favor toda a estrutura da McLaren, não divide mais as atenções com Lewis Hamilton que foi se aventurar na Mercedes, tem apenas Sergio Perez, o mexicano ainda terá um tempo pra aprender e conseguir andar no nível de Button, ou seja, Button, dos pilotos das equipes grandes, é o que tem mais a equipe a seu favor.
Nico Rosberg terá uma temporada de decisão em sua carreira, agora terá Lewis Hamilton como companheiro, será hora de realmente mostrar serviço frente a Hamilton ou então iniciar seu declínio na carreira.


O Brasil da Fórmula 1
O Brasil terá pela primeira vez desde a longínqua temporada de 1978 apenas um piloto, na ocasião tínhamos apenas Emerson Fittipaldi correndo pela Copersucar.
Felipe Massa será o responsável por levar nossa bandeira em 2013 e enquanto isso, esperamos as nossas promessas chegarem, ou não.
Felipe Nars parece ser o piloto com a carreira mais sólida rumo a F1, parece ser apenas questão de tempo.
Luiz Razia chegou a F1 e após 23 dias foi demitido, o mesmo diz não desistir da F1, mas é importante se manter em atividade em 2013, já está difícil pra quem está correndo, imagine pra quem está parado conseguir alguma vaga.
Infelizmente Bruno Senna já parece ser considerado passado, um passado sem volta ara a Fórmula 1, assim como Lucas DiGrassi, apesar que o segundo ainda trabalha como test driver da Pirelli, fornecedora de pneus da Fórmula 1.
Como costumo dizer, é esperar pra ver! (e torcer por futuro melhor para o Brasil na Fórmula 1)

Rômulo Rodriguez Albarez – São Paulo/SP – livre!

terça-feira, 5 de março de 2013

Morre Hugo Chávez, e com a palavra, Pastor Maldonado


- Me uno a esta dor profunda pela qual estamos passando todos os venezuelanos. Meu pesar a família Chávez e a toda Venezuela. Hoje não se foi apenas um presidente. Hoje, se foi um grande homem cujos ideais transcenderam além. Um soldado, um lutador, um herói! Viva Chávez! Peço união a todos os venezuelanos. Sigamos o exemplo e lutemos infinitamente por nosso futuro. Viva nosso comandante Chávez sempre. – Pastor Maldonado pelo Twitter.


O venezuelano Pastor Maldonado que vem para sua terceira temporada na Fórmula 1, ambas pela equipe Williams era patrocinado por Hugo Chávez.
No GP da Espanha de 2012, Maldonado venceu e talvez tenha dado uma das últimas alegrias para Hugo Chávez.
Um homem que fazia e lutava pelo que acreditava, sendo certo ou errado, ele acreditava.



Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - !Hasta la victoria siempre!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Senna vs. Prost - Para a eternidade





Prost enfim falou sobre o filme 'Senna', na qual é retratado como vilão, em entrevista à revista britânica 'F1 Racing', o tetracampeão disse que não conseguiu ver o filme todo dirigido por Asif Kapadia por crer que o mesmo não é verdadeiro. Abaixo, a entrevista:

“Vi uma grande parte dele. Não quis falar sobre isso antes, mas agora eu gostaria de dar a minha opinião. Pode ser um pouco longo, mas eu quero ser preciso”, afirmou. “Eu não gostei do filme, pelo que vi e pelo que ouvi. E não quero ver ele inteiro, porque eu sei como é”, comentou.

Alain disse ter conversado longamente com os produtores do filme, pois estava interessado em mostrar a mudança de personalidade de Ayrton Senna ao longo dos anos. Mas que nada adiantou e isso não foi mostrado no filme. 

“Quando falaram comigo pela primeira vez sobre o filme, eles me perguntaram se eu gostaria de fazer parte dele. Eu disse: ‘Claro. Por que, não?’ A única condição – bom, não é uma condição, precisa ficar claro, eu disse a eles: ‘Seria fantástico se vocês pudessem mostrar o Ayrton antes de ele chegar à F1; como ele era na F1, lutando comigo ou contra mim; e o Ayrton depois que eu me aposentei. Se você fizer isso, um misto de boas histórias e esporte, mesmo nas partes difíceis, a luta e o lado humano, então será um bom filme’”, explicou o francês.  


“Porque é realmente uma coisa inacreditável – na minha opinião, era uma história fantástica. Mas você precisa mencionar muitas coisas que aconteceram antes de eu me aposentar”, defendeu. “Fiz quase oito horas de entrevistas. Oito horas. Falando muito mais sobre o lado humano, para que você pudesse entender como ele era antes – porque ele também me disse, depois de eu me aposentar, como ele era quando nós estávamos correndo.”

“Mas eu também queria mostrar que, quando eu me aposentei, nós vimos um novo Ayrton Senna. É uma história fantástica do esporte, uma que só acontece, sei lá, quatro ou cinco vezes em 50 anos. Mesmo que tenha terminado mal para o Ayrton, é uma bela história no final”, reforçou. 

“O que eu realmente não gosto no filme – não mesmo – é que isso não apareceu. Você só tem uma chance de fazer um filme assim, porque uma vez que foi feito, você não vai fazer de novo”, lamentou. “Acho isso muito ruim. E muito triste. Se eles queriam fazer um filme comercial, com um cara ruim e um cara bom, então não faça entrevistas. Não me peça nada.”


Lembrando o trecho do filme que fala sobre uma reaproximação entre os dois, Prost foi enfático, afirmando que a declaração de Senna dizendo que sentia falta dele, havia sido acordada com a TV francesa.

“Eu estava tentando explicar o que aconteceu uma semana antes de Ímola, quando o Ayrton me ligava quase todos os dias. Tem coisas que ele me disse que eu nunca diria a ninguém. E eu jamais vou dizer algo sobre o que ele disse durante essa semana”, afirmou. “Quando você ouve Ayrton dizer ‘Alain, sentimos sua falta’, foi organizado e arranjado pela TV francesa [TF1]”, assegurou. 

“A razão pela qual não posso ficar feliz, não é por eu ser retratado como um cara ruim. Eu não ligo muito para isso por que... eu estou vivo, estou bem. Mas eu queria que todos soubessem quem Ayrton Senna era, sobre o que realmente era a nossa luta e, também, sobre o que aconteceu no final”, afirmou. “Se você quer contar uma história, conte a história verdadeira.”

“A nossa história não terminou em 1994. A nossa história vai durar para sempre. E você quer que isso diga a verdade. Estou mais chateado agora do que estava quando o filme foi lançado. E esta é a razão.”

Sobre a relação mocinho vs. vilão, Prost afirmou: “Deveria ter sido balanceado. Seria muito melhor. Obviamente, não é muito bom para Ayrton, mas também não é ruim”, ponderou. “Pelo menos você entenderia a personalidade ou caráter naquela época. Especialmente quando ele estava contra mim”, concluiu.


Apenas para finalizar o assunto, acho importante destacar, nas palavras de Nigel Mansell em entrevista aqui no Brasil em 2013, o britânico destaca alguns pontos fortes em Nelson Piquet, Ayrton Senna e Alain Prost:

“Não incluo o Nelson nisso e não quero citar nomes, mas existem grandes pilotos que decidiram campeonatos batendo com outras pessoas. Nós nunca fizemos isso”
 “...Alain Prost era muito estratégico fora do carro, talvez muito político para o meu gosto...”

Algo que é mostrado enfaticamente no filme.

Rômulo Rodriguez Albarez - Sampa/SP - Que a Deus seja dada toda honra, glória e louvor!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

F1 1986-1987 - Detalhes por Nelson Piquet e Nigel Mansell

Pra quem ainda não sabe ou não viu, a Ford está fazendo uma campanha publicitária do novo Fusion em uma mini-série de quatro capítulos. Ao que tudo indica, não aparecerá na TV, apenas na internet.
A grande sacada foi trazer de volta a rivalidade Piquet vs. Mansell, 25 anos depois do Tri de Nelson Piquet, título conquistado em cima de Nigel Mansell.
Os capítulos foram gravados aqui no Brasil, no autódromo de
Velopark, na cidade de Nova Santa Rita (RS), e o Linha de Chegada, programa apresentado por Reginaldo Leme e que passa na SporTV entrevistou os campeões, abaixo a entrevista. Muito legal ler as próprias palavras dos pilotos contando algumas das histórias dos anos de 1986/87 dos quais foram dois dos protagonistas, abaixo:


- Quando eu cheguei na equipe, eu era um pouco mais experiente que ele. Eu já tinha mais tempo e mais anos na F-1. Naquela época, isso era uma grande vantagem. Afinal, dependia mais da sua noção do carro e do que se discutia com os engenheiros. Porém, um fato negativo para mim é que ele já era parte da equipe quando eu cheguei, já conhecia tudo. Na verdade, tivemos um bom ano. Às vezes o carro dele quebrava, em outros casos era o meu. - Nelson Piqet sobre 1986.


A disputa entre os dois era tão ferrenha que implodiu o espírito de equipe, fazendo com que o título “caísse no colo" do francês Alain Prost, da McLaren.

- A gente deveria ter levado o campeonato de 1986. Perdi por um ponto, o pneu explodiu em Adelaide. A maior diferença entre as corridas dos anos 1980 era a confiabilidade. Em 1986, eu estava liderando o GP da Áustria e estava muito tranquilo, até que o eixo de transmissão quebrou. Eu ia vencer e acabei nem terminando a corrida. Perder a disputa geral por um ponto é muito duro. - Nigel Mansell sobre 1986.

- Em 1986, minha posição era melhor, mas o motor do carro quebrou duas vezes. Eu acho que eu merecia mais a vitória em 1986, e ele, mais em 1987 - diz Piquet.

- Certo - concorda Mansell.

Até que aí chega o ano de 1987. E logo no começo da temporada um susto para Piquet. Em Imola, na mesma curva Tamburello que vitimou Ayrton Senna sete anos depois, Piquet bateu forte. A partir dali, teve que carregar durante toda a temporada uma dificuldade a mais na disputa com Mansell.
- Tive um acidente em Imola e não dava para continuar (correndo). Fiquei sem noção de profundidade, mas não tinha como contar aos médicos, porque eles me tirariam da competição. Eu estava sempre atrás e não conseguia (correr). Ninguém sabia disso. A cada duas semanas, eu ia ao hospital da Força Aérea Italiana, em Milão fazer exames e melhorava cada vez mais. Só que, no primeiro mês, perdi mais de 80% da noção de profundidade. Tinha que olhar as placas para saber onde frear. Era ótimo correr atrás de alguém, mas não tinha como correr na frente.



Com Piquet melhorando fisicamente, apareceu também um crescimento nos seus resultados dentro das pistas. Foi quando a rivalidade virou “guerra” estratégia usada para um dinamitar o outro. Preocupada em perder novamente o título, a inglesa Williams resolveu dar preferência ao inglês Mansell. A atitude irritou Piquet.

- A nossa parceria era saudável na equipe. Mas às vezes, a gente escondia o jogo. Por exemplo quando mexeram com a suspensão, mas quando funcionou, a equipe não me autorizou a usar. Coisas assim. Teve uma vez que fiz um teste em Portugal e descobriram um diferencial que era ótimo para pistas de terra, e evitava o subesterço do carro (quando o carro costuma sair de frente). Convenci-os a instalar esse diferencial no carro reserva. Antes da corrida, foi aquele carro que escolhi. Sabia que era bem melhor...

- Nós éramos companheiros! - interrompe Mansell, aos risos.

- Só nós dois disputávamos o título, ninguém mais tinha chance de vencer. O piloto competia sozinho. Era ele e eu - lembra Piquet.

- Nelson não cometia muitos erros, assim como Prost e Senna. Nelson especialmente, ele era malandro. Se descobrisse um truque para correr mais rápido, ele escondia na manga. A gente só descobria depois - cutuca Mansell.

- Só fiz isso uma vez – defende-se Piquet.

- Às vezes surgem desafios no caminho que não deveriam existir. Nelson tinha todo o direto de fazer o que bem entendesse como piloto. Mas os engenheiros da equipe deveriam ser mais transparentes. Surgiram problemas ocasionais em que um engenheiro não dizia a verdade – relembra Mansell.

No Japão, penúltima prova do calendário, a rivalidade chegaria ao fim e não seria na curva final. Ainda nos treinos de classificação, Mansell rodou, bateu forte e deu adeus ao título, que ficou com Piquet. Começava então a fama de pé-frio de Mansell, que só seria enterrada em 1992, quando ele, enfim, conquistou o título.

- Em 1987 foi difícil (digerir a derrota) devido ao desfecho no Japão. Tive um acidente muito feio. O Nelson venceu em 1987 e foi ótimo para a equipe - resignou-se Mansell.

- Se fosse tudo justo, eu teria vencido em 1986, e o Mansell, em 1987 - conclui Piquet.


Por SporTV.comSão Paulo

Rômulo Rodriguez Albarez – São Paulo/SP – Vazio, um imenso vazio, nem sei se quero continuar, nem sei oq quero, nem sei mais quem sou eu ou como continuar, só sinto um imenso vazio, levaram meu coração embora e eu continuo vivo apenas sentido o vazio no meu peito!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

F1 Anos 80





Pra mim, os anos 80 são os melhores que a Fórmula 1 já produziu, são os anos que mais me fascinam.
A começar pelos "heróis quase mitos" da época que desbravaram as pistas, simples homens que eternizaram dentro das pistas grandes momentos lembrados até hoje.
Os heróis são muitos, de Gilles Villeneuve e Niki Lauda, passando por Nelson Piquet, Alain Prost, Nigel Mansell, Ayrton Senna.
Tragédias, alegrias, momentos quase mágicos, choro, revolta, rivalidade.

1980
-Alan Jones é campeão pela Williams, Nelson Piquet é vice-campeão;
-A Equipe brasileira dos irmãos Fittipaldi tem os últimos pódios da sua história, um 3º lugar no GP da Argentina com Keke Rosberg e o último, também em 3º no GP dos EUA, desta vez com Emerson Fittipaldi;
-Morre Patrick Depailler.

1981
-Nelson Piquet é Campeão pela primeira vez, apenas um ponto a frente do argentino Carlos Reutteman.

1982
-Um ano marcado pelas tragédias, morrem Riardo Paletti e Gilles Villeneuve;
-Em um acidente gravíssimo, o postulante ao título Didier Pironi é forçado a se aposentar da F1, nesse que talvez tenha sido o ano mais trágico para a Ferrari;
-O campeão é o consistente Keke Rosberg, com apenas uma vitória no ano.

1983
-Nosso Nelson Piquet é bi-campeão correndo contra Alain Prost e companhia francesa.

1984
-Senna inicia a carreira em 84;
-Na menor diferença da história entre o campeão e o vice, Niki Lauda é Tri campeão em cima de Alain Prost, em um ano dominado pela McLaren.

1985
-Enfim, brigando por títulos desde o ano de 1983, o francês Alain Prost sagra-se campeão pela primeira vez, em cima do saudoso italiano Michele Alboreto, que sofreu com os problemas de sua Ferrari na última metade do campeonato;
-Foi a última vez, até os dias de hoje que um italiano briga diretamente pelo título mundial de F1;
-A primeira vitória de Ayrton Senna vem no GP de Portugal, guiando sua Lotus debaixo de muita chuva;
-É iniciado o domínio da F1 do quarteto Alain Prost, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Nigel Mansell, o reinado durou de 1985 até 1993.

1986
-Pela primeira vez, brigam diretamente pelo título o quarteto Prost, Piquet, Senna e Mansell;
-O campeão é Alain Prost em cima de Mansell, com Piquet e Senna logo em seguida.;
-A Fórmula 1 sofre com a morte de Elio de Angelis.

1987
-Viva Nelson Piquet, o brasileiro é Tri campeão com ma corrida de antecipação em cima do companheiro de Williams Nigel Mansell, Prost foi o 3º e Senna o 4º;
-O fundador da equipe Williams, Frank Williams sofre um terrível acidente automobilístico, quase perde a vida e fica paraplégico;
-Ayrton Senna anuncia sua ida para a McLaren.

1988
-A guerra está lançada, no maior domínio da história, a McLaren vence quase tudo em 1988 e Ayrton Senna se sagra pela primeira vez campeão mundial de F1, com Prost e 2º.

1989
-O segundo ano da dupla Senna/Prost termina de maneira “trágica”, Alain Prost joga o carro pra cima de Ayrton Senna no GP do Japão, sai da corrida, vê Senna voltar a pista, trocar o bico do carro, vencer e após a grande recuperação da história da F1, o brasileiro é punido e desclassificado por Jean-Marie Balestre, então chefe da FIA e francês, assim como Prost;
- O fato de 1989 traria consequências para o próximo ano, onde no mesmo GP do Japão um ano depois, é a vez de Senna jogar o carro pra cima de Prost e ser bi campeão. Mas a temporada de 1990 fica pra próxima.





As pessoas me perguntam porque eu gosto de Fórmula 1, sei lá. Minha família não é de pilotos, repórteres nem nada relacionado a isto, mas quem sabe o sangue pra coisa não está começando por mim?
Afinal, famílias como os Fangio, os Villeneuve, os Clark, os Senna e outras mais um dia entraram na trilha da Fórmula 1 por alguém da família, um pioneiro, porque não?



Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - sonhando alto!



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

F1 - 21.12.2012 - 13 curiosidades da Fórmula 1

A primeiro vitória de Rubens Barrichello

 
1) As duas corridas da história da F1 interrompidas por invasores de pista foram vencidas pelo mesmo piloto: Rubens Barrichello.
No GP da Alemanha de 2000, um funcionário da Mercedes entrou no velho traçado de Hockenheim e permitiu a primeira vitória do brasileiro. Já no GP da Inglaterra de 2003, o padre Cornelius Horan – o mesmo que atrapalhou Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona dos Jogos Olimpícos de Atenas em 2004 – resolveu protestar, foi contido e acabou vendo nova vitória de Rubens.
2) Toda corrida que Lewis Hamilton venceu em 2012, na seguinte ele abandonou.
As vitórias foram no GP do Canadá, GP da Hungria, GP da Itália e GP dos Estados Unidos. Ao passo que os abandonos aconteceram no GP da Europa, GP da Bélgica, GP de Cingapura e GP do Brasil. Curiosamente, nenhum desses incidentes foi culpa do piloto inglês. Ou foram falhas da própria McLaren, ou Lewis acabou acertado por outros pilotos.
3) Com giros limitados a 18 mil rpm, um motor de F1 consome cerca de 450 L de ar por segundo, sendo que a autonomia é de aproximadamente 1,4 km/L.
4) Kimi Räikkönen, sabidamente, foi o piloto mais consistente da temporada 2012 ao completar todas as voltas disputadas. Mas sabe quem ocupa o ‘pódio’ junto com ele? Daniel Ricciardo e Felipe Massa, na ordem.
5) Uma equipe de F1 gasta em média 200 mil L de gasolina por temporada, contando os poucos testes e os finais de semana de corridas.
6) A Pirelli não gasta apenas com pneus durante uma temporada: são 1.220 kg de macarrão e mais de 43 mil xícaras de café expresso.
7) O que tem em comum as duas corridas nas quais Michael Schumacher se aposentou? O pódio do GP do Brasil. Tanto em 2006 quanto em 2012, Jenson Button, Fernando Alonso e Felipe Massa receberam troféus e champanhes.
8) Corridas como as da Malásia, do Bahrein e até mesmo em Interlagos podem levar o piloto a perder mais de 3 kg, devidamente repostos com água, isotônico e os carboidratos das massas. Já os pneus perdem 0,5 kg com seu uso.
9) Calcula-se que 80 mil componentes fazem parte de um carro de F1.
10) Lewis Hamilton começou sua carreira protegido pela McLaren aos 13 anos, mas o primeiro contato com a equipe foi aos 10. Foi em 1995 que o inglês encontrou Ron Dennis na premiação da revista ‘Autosport’ e disse ao chefe de equipe: “Um dia, eu quero correr para você”. 2012 foi a última temporada do inglês no time prateado.
11) Nelson Piquet ganhou três títulos mundiais na carreira. Mas nenhum deles veio num domingo. A corrida de Las Vegas, de 1981, foi num sábado, assim como Kyalami, em 1983. No tricampeonato, em 1987, o brasileiro garantiu matematicamente a taça quando Nigel Mansell sofreu um forte acidente nos treinos livres de sexta-feira do GP do Japão.
12) Já percebeu que Jacques Villeneuve sempre aparece mais gordinho por onde passa? Não é que o piloto canadense esteja fora de forma. É que ele é alérgico ao material do qual o macacão é feito, o nomex, e por isso precisa usar o uniforme em tamanho maior para evitar contato com a pele.


 
13) A única vitória conquistada na F1 por um piloto que correu com o número 21 foi no GP da Argentina de 1972. O vencedor foi o escocês Jackie Stewart, da Tyrrell.


fonte: Grande Prêmio

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Aguardando o fim do mundo


 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

F1 – Os irmãos Brambilla por Michele Alboreto


O saudoso Michele Alboreto

Revirando alguns sites em busca de algo para escrever, me deparei no site F1 Nostalgia com uma história contada por um dos meus pilotos favoritos, Michele Alboreto em conversa com o jornalista Marshall Pruett, o ano era 1987, em uma mesa de jantar na sede da Ferrari em Maranello, ao lado deles estava, Mario Andretti e Gerard Berger. O saudoso italiano conta uma passagem dos irmãos Brambilla, abaixo:  


Os irmãos Vittorio e Tino Brambilla


"Vocês sabem da história do mecânico deles em Monza? Não?" (risadas de Alboreto)

Era na época em que Tino
(Ernesto) estava na F3, com um Tecno, e Vittorio era seu mecânico chefe. Eles estavam fazendo um teste sozinho em Monza e Vittorio escuta o motor de Tino falhar na parte de trás do circuito. "Acho que ele ficou sem combustível", disse Vittorio ao jovem mecânico, Pino. "Me parece na de Lesmo, leve um pouco de combustível para ele".


Pino parte para a pé para a lesmo, e Vittorio estava com razão, Tino estava parado lá, e sem combustível. Eles colocaram combustível no motor e o ligaram. "Sobe ai atrás Pino, eu te levo de volta aos pits" disse Tino.


Então eles partiram, 1ª curva, 2ª curva...


Então, Tino volta aos boxes e encontra o irmão. "Você estava certo Vittorio, eu estava sem combustível na Lesmo, obrigado por mandar Pino para me ajudar" disse Tino. "Sem problemas Tino, mas... onde está Pino?"

Tino bate com a mão na testa e diz. "Meu Deus! Ele estava ai atrás!


Sabe uma coisa?
(Alboreto sorri) Levaram mais de uma hora para achar Pino. Ele estava de bruços na área de escape da Parabólica Tino, ao que me parece estava em 5ª marcha quando começou a fazer a curva, ele estava em velocidade de corrida, e o infeliz Pino estava lá, se agarrando como pode no carro, mas não deu para segurar.

Mas ele sobreviveu?, Nós perguntamos "Ah sim, claro. Um pouco atordoado, você sabe, mas bem. Na verdade, ele ainda trabalha para os Brambilla"

Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Saudade de Alboreto!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

As críticas de Mark Webber

 
“Isto era algo bonito. Era sempre um grande momento ver Ayrton Senna com a bandeira brasileira e Nigel Mansell com a do Reino Unido. Era uma boa mensagem para o esporte e para os torcedores, pois mostrava paixão”
Mark Webber

 
Mark Webber após um 5º lugar em sua estréia no GP da Austrália de 2002

Me lembro bem da primeira corrida de Mark Webber, foi em 2002, pela simpática Minardi. Um 5º histórico em sua terra natal, com direito a subir no pódio ao lado de Giancarlo Minardi.
Dez anos se passaram, Mark Webber subiu a duras penas com o passar dos anos, além da Minardi, passou por Jaguar e Williams, para enfim chegar a até então equipe média Red Bull.
A equipe cresceu e com ela as primeiras vitórias de Webber apareceram. Mark já foi presidente da associação de pilotos e disputou até a última corrida o título de 2010 contra Vettel e Alonso. Não foi campeão.
Há poucos meses Webber fez críticas a FIA com suas novas “regras” extra corrida.
O novo formato do pódio irritou Webber e com certeza outros pilotos que não tem a mesma coragem que o australiano tem para falar.

A vitória de Webber em Silverstone com seus mil dignatários querendo aparecer
“Precisamos de bandeiras verdadeiras. Essas bandeiras eletrônicas são um LIXO. Precisamos de flâmulas REAIS sendo hasteadas no vento. Ex-pilotos [entrevistando] no pódio? Mais ou menos”, opinou Webber.
Concordo com ele, a tecnologia é essencial para a Fórmula 1, mas existem algumas coisas em que a tradição deve prevalecer.
Webber citou também o fato da FIA proibir os pilotos de erguerem as bandeiras de seus países, como costumava fazer Ayrton Senna e de vez em quando Nigel Mansell após suas vitórias, ainda no carro. Isso mostrava orgulho por seu país, paixão e era um ótimo exemplo de patriotismo.

Mark Webber certamente vem para seu último ano na Red Bull, deve se aposentar ao final de 2013. Em 2010 teve o título nas mãos, porém perdeu para seu companheiro Sebastian Vettel, outra chance como aquele talvez ele não tenha, já mostra sinais de que a distância para Vettel é cada vez maior. Agora só não se sabe se é Vettel quem melhora ou Webber que está “caindo”.
Webber nunca esteve entre meus pilotos favoritos, mas fala o que pensa e quando quer, e isso eu admiro em um piloto que nos dias de hoje vive em um mundo tão cheio de regras que a F1 imposta.
“Você está cheio de adrenalina. Animado. Nesses casos, você geralmente acabou de ter um GP incrível e, às vezes, você pode não usar a linguagem adequada, mas estamos atentos a isso. É outra parte do fim de semana em que temos que nos atentar”, acrescentou sobre o “puxão de orelha” que levaram Vettel e Raikkonen ao serem entrevistados no pódio e soltarem alguns palavrões.

Por fim, mais uma critica de Webber aos novos procedimentos da FIA.
“Não fiquei impressionado em Silverstone com mil dignatários lá em cima. O pódio tem que ser para pilotos, ninguém mais. Uma imagem clara da comemoração dos pilotos e do que eles alcançaram. Ter uma porção de gente na frente e tendo seus cinco minutos [de fama]. Isso me irritou.”
Infelizmente essas criticas não farão sequer cócegas aos velhos cabeças-duras que regem a F1, nada mudará e teremos que engolir todas essas “frescuras” que tanto irritam Mark Webber e este que vos escreve.
Pilotos precisam ser eles mesmos, e não bonecos dirigidos por uma organização.



Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - SPFC, el campeón volvió!