sexta-feira, 30 de novembro de 2012

F1 2012 - Eu sou mais Fernando Alonso

Fernando Alonso e Michael Schumacher em 2004
Até o início deste ano eu jamais torceria por Fernando Alonso, nunca fui muito com a cara do cidadão.
Mas devo reconhecer que o cara conquistou a minha torcida e carisma por ele. O cara batalha, briga, chora, faz o impossível e com certeza está na melhor forma da carreira, arrisco dizer que depois de Senna, o melhor piloto que apareceu foi e é Alonso, seguido por Michael Schumacher e Sebastian Vettel.
Se compararmos a trajetória de Schumacher com a de Alonso teremos certa semelhança.
A exceção é que ao sair do comando de Flávio Briatore após o bicampeonato, Michael já foi direto para a Ferrari em 1996.
Apenas em sua 5ª temporada pela Ferrari, Schumacher foi campeão pela primeira vez com o carro vermelho.
Fernando Alonso foi bicampeão na Renault (antiga Benetton) também sob o comando de Briatore, segui para a McLaren onde ficou apenas 1 temporada e voltou para a Renault para ficar mais 2 anos, ai sim embarcou na Ferrari para estar ao lado de Felipe Massa, último companheiro de Schumacher na Ferrari.
Fernando Alonso acaba de terminar sua 3ª temporada pela Ferrari, ainda tem dois anos de “lambuja”, umas vez que Schumacher venceu em sua 5ª temporada na Ferrari conforme dito antes por este que vos escreve.
Porém, Alonso está indo para sua sétima temporada após o bicampeonato, enquanto o alemão conquistou o tri na quinta temporada após o bi.
Se compararmos, Schumacher para chegar ao tri os seguintes rivais: Damon Hill, Jacques Villeneuve e Mika Hakkinen, sem contar com David Coulthard. Enquanto Alonso teve Kimi Raikkonen, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, sem contar com Felipe Massa em 2007 e Jenson Button em 2010/11/12. Em 2008 e 2009 Fernando Alonso voltou para a Renault, porém a equipe não lhe deu equipamento suficiente para brigar pelo título.
Certamente o caminho de Alonso tem sido mais espinhoso que o de Michael Schumacher, que sempre teve carro para disputar o título, e mesmo assim perdeu para Hill (96), Villeneuve (97) e Hakkinen (98/99), ao contrário de Fernando Alonso que seu último carro realmente feito para ser campeão foi a McLaren de 2007, mas a disputa acirrada com seu companheiro Lewis Hamilton fez o título cair nas mãos de Kimi Raikkonen da Ferrari na época.
Fernando Alonso tem a cabeça de um campeão, é egoísta, quer sempre a equipe toda pra ele, chorão, político, é um baita piloto que não se rende a pressão. Claro que para ser um campeão não são necessárias todas essas “qualidades”, certo Button?
Li ou ouvi em algum lugar que não me lembro, um jornalista que eu também não lembro qual, dizer que Fernando começa sua fase de declínio na carreira. Eu discordo, o espanhol é um piloto motivado, que levou para a Ferrari esse espírito de luta, que talvez nem Schumacher ou qualquer outro piloto tenha conseguido trazer, porém, se em 2013 a Ferrari não der um carro para o espanhol realmente lutar pelo título como ainda não deu até agora, talvez iremos ver um Alonso sem paciência e desmotivado, ai sim, quem sabe ele entrada na fase final de sua carreira.
Para a Ferrari, não basta dar um carro campeão e cometer erros que tirem o título de seu piloto, como em 2008 quando os erros de sua equipe fizeram de Felipe Massa vice-campeão, um ponto atrás de Lewis Hamilton.
Em um duelo de Alonso contra qualquer brasileiro, fico com o brasileiro, mas Alonso contra qualquer um, eu sou mais Fernando Alonso.



Enquanto isso, no mundo da Fórmula 1:

- Sergio Pérez: o “Ligeirinho” disse que pretende já no ano que vem brigar pelo título da categoria. Pérez é rápido e talentoso, mas acho cedo pensar nisso, ano que vem será de muito aprendizado, principalmente em saber lidar com tamanha pressão de correr em uma equipe grande.
- Williams: A equipe inglesa advertiu Valtteri Bottas que em 2013 erros não serão tolerados. E eles vão fazer o que? Pois certamente Maldonado errará. #Mancada... Se não querem erros, que tragam para si Jenson Button e Fernando Alonso.
- A Ferrari parou de chorar depois que percebeu que o quão sem nexo eram suas reclamações sobre as supostas ultrapassagens de Vettel em bandeira amarela. E que aprendam a perder.
- A Ferrari se justificou da choradeira dizendo que só queria um esclarecimento, e não alterar o resultado do GP Brasil para dar o título ao Alonso. Eita mentira!
- Romain Grosjean disse que a Fórmula 1 é um mundo sem piedade. Na boa, depois do na de Grosjean, ele não deveria falar isso.
 - A Force Indian que ainda não definiu o companheiro de Paul Di Resta para 2013 disse que o talento é mais importante que o dinheiro. Na atual situação da Force Indian eu concordo, porém em algumas outras equipes a realidade é bem o contrário, né Williams?
Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - sono atrasado!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

F1 2012 - GP do Brasil / Dança das cadeiras / Kobayashi / TPT / É esperar pra ver!

Kamui "mito" Kobayashi
Faz um tempo que não escrevo, na verdade desde dias depois do GP do Japão, ontem nosso grande mito, Kamui Kobayashi conquistou o terceiro lugar e em minha opinião, um dos momentos mais emocionantes do ano.
De lá pra cá muita coisa mudou. A começar por Kamui, que pode ser mais uma vítima dessa geração de pilotos pagantes, o japonês tem talento para estar em uma boa equipe, porém pode ficar a pé em 2013. Chegou até mesmo a pedir doações dos fãs para permanecer na Fórmula 1, o japa já tem 2 milhões e quando viu a quantia deve ter dito “UOOOHH”.
Enfim, O que será de Kobayashi? O filho querido do Japão e do mundo diz que estará em uma equipe grande no ano de 2014. É esperar para ver!

Em meados de setembro a primeira peça do xadrez foi mexida, e foi uma surpresa. Lewis Hamilton e a Mercedes anunciaram contrato de três anos, encerrando assim longa parceria com a McLaren e o mais importante, dando fim a carreira de Michael Schumacher.
O alemão se despede da Fórmula 1 pela segunda vez, e desta vez definitivamente, o piloto mais vitorioso da história sai com um saldo em sua segunda passagem de 3 anos e apenas 1 pódio.

Felipe Massa está renovado, tanto com a Ferrari quanto com sua carreira. O piloto que terminou a primeira metade do campeonato em 14º com apenas 23 pontos (134 atrás de Alonso), foi o quinto melhor na segunda metade, apenas 25 pontos atrás de Alonso. Felipe Massa fez as pazes com a boa fase, apesar de menos pontos, fez uma segunda metade do campeonato melhor que a de Fernando Alonso, volta a pilotar como antigamente e o mais importante, fez as pazes com a torcida brasileira no GP do Brasil. Mas depois falamos mais de Massa e Alonso.

Kimi Raikkonen voltou a vencer, assim como a Lotus, no pódio o que se viu foi um Raikkonen sorridente como nunca se viu, após 2 anos fora da F1, o finlandês volta para vencer 1 corrida e terminar em 3º no campeonato.

Sergio Pérez vai de McLaren em 2013, o mexicano consegue ao final de as 2ª temporada um lugar ao sol em uma das grandes. A dúvida que fica é se Pérez irá vingar, tendo vista que, após ser anunciado na McLaren, o amigo do Robert Bolaños não marcou mais nenhum ponto e cometeu muitos erros bobos durante as últimas corridas.

A Sauber contará com Nico Hulkenberg e Esteban
Gutiérrez. Que vergonha dispensar o mito.

A Williams, como já era esperado, terá em 2013 Pastor “filho de Hugo Chaves” Maldonado e Valtteri “filho de Tod Wolff” Bottas.
Com isso, o primeiro sobrinho Bruno Senna fica praticamente a pé para o ano que vem. Senna ainda tenta vaga na Force Indian e Caterham.
Por falar em Pastor Maldonado, o vencedor do GP da Espanha deste ano foi ambicioso, falou essa semana que pretende brigar pelo título ano que vem. Na boa, fale com a minha mão Maldonado.

Frustrando os planos do baiano Luiz Razia, a Toro Rosso anuncia que não trocará seus pilotos em 2013. Razia ainda tenta uma vaga nas equipes que restam, Force Indian, HRT, Caterham e Marussia.

Charles Pic deixa a Marussia e vai para a Caterham, com isso o alemão Timo Glock trocará, pelo 3º ano consecutivo de companheiro na Marussia. Tenho a impressão que Glock é merece algo mais que o seu lugar atual.

A Lotus que tem em Raikkonen o seu ponto forte, ainda decide se segue ou não com Grosjean. Acho q o francês está garantido, mas por via das dúvidas, é uma ótima vaga que pode surgir de repente para quem ainda busca vaga e se tornar um “milagre pós-temporada”.

Sendo assim, as únicas mudanças significativas são a ida de Hamilton para a Mercedes no lugar de Schumacher e a entrada de Pérez na McLaren. Em um ano que se esperava uma vaga aberta na Ferrari, nada mudou em Maranello.

Sebastian Vettel é o mais novo Tricampeão, a alemão entra para a seleta lista de Tricampeões da Fórmula 1 que tem Jack Brabham, Jackie Stewart, Niki Lauda, Nelson Piquet e Ayrton Senna. Pouca coisa né!?

Fernando Alonso, que não é campeão desde 2006 continua a buscar seu tão desejado título para se igualar a Senna, o tempo passa, o tempo voa, Alonso não é mais um menino e precisa logo conseguir esse feito. O espanhol é sem dúvida o melhor que apareceu após Senna e Schumacher, apesar de que Vettel não está longe, e já ouvi jornalista dizendo que Alonso começa sua fase de declínio na carreira, não creio.

O título do herdeiro de Schumacher veio no GP do Brasil, uma corrida cheia de emoção do início ao fim.
Logo na primeira volta Vettel bate com Bruno Senna, por um milagre seu carro não quebrou, caiu pra último, mas logo já figurava na zona de pontos.
Após sessões que mesclavam entre pista seca e chuva, Fernando Alonso terminou em segundo e Vettel em sexto, garantindo assim o título.
Michael Schumacher em sua última corrida, terminou na sétima posição, o alemão estava em sexto e praticamente abriu caminho para Vettel, se terminasse em sexto com Vettel sétimo, o campeão seria Alonso.
Kimi Raikkonen após estrelar o momento mais engraçado da corrida chegou em décimo, o finlandês escapou no mergulho, foi dar uma de esperto e acabou entrando em um lugar sem saída, precisou dar meia volta e voltar para a pista pelo mesmo caminho que entrou. Algo digno de Kimi Raikkonen.
Felipe Massa chegou em terceiro, ao descer do carro, ouve a torcida, amigos e família gritarem seu nome e cai no choro e encerra o ano em alta, fazendo as pazes com sua torcida.
Só pra constar, o vencedor foi Jenson Button, que não para de sorrir com a saída de Lewis Hamilton da McLaren, Sir Button terá ano que vem a Mclaren inteirinha trabalhando para ele.

Se o mundo não acabar no dia 21/12/2012 como nossos antepassados maias preveram, 2013 está as portas. Temos infelizmente que esperar até março para ver o que vai acontecer. Quem ocupará as últimas vagas?
Enfim os horríveis bicos irão sair de cena, a FIA agora permite que as equipes cubram suas vergonhas.

Por fim, curtam as férias, não vejo a hora dos testes começarem, das equipes mostrarem seus novos carros e etc, odeio essa fase de TPT (Tensão Pós Temporada)...

NOTA IMPORTANTE: O texto já estava terminado, portanto não irei muda-lo, preguiça, acabo de ler uma notícia que pode ser o milagre que faltava.
O site
http://grandepremio.com.br/, informa que Kamui Kobayashi negocia com a Lotus para correr no lugar de Grosjean já em 2013.
A confiança de Kamui em entrevista ao site citado é sentida após perguntado se a corrida de São Paulo seria a sua última, a resposta de Kamui foi direta, “Na Sauber sim, na Fórmula 1 não”.
Avante Koba!


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Avanti Tricolor

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Morre Sid Watkins - "Com a palavra, Alex Dias Ribeiro (parte 2)"


Com a palavra, Alex Dias Ribeiro

 
Anjos do Asfalto

Morreu ontem aos 84 anos o Dr. Sid Watkins, meu ex patrão na Fórmula 1.

Quando ele me convidou para pilotar o Medical Car da Fórmula 1, nunca imaginei que isso me tornaria o homem certo, no lugar certo e na hora certa para uma missão tão sob medida, específica e única:
De vítima em potencial de um esporte que matava um piloto a cada 10 acidentes, passei a fazer parte do "time dos anjos da guarda " da F1 sob o comando do Prof. Watkins.

Ao volante do Medical Car eu poderia levar salvação para o corpo e alma dos que ganham a vida no fio da navalha em um contexto divorciado dos valores do Reino de Deus.

Foram três anos com três volantes na mão: o de Atletas de Cristo, o da Coalizão Internacional dos Ministérios Esportivos e o da Mercedes C55T em todos os GPs de F1.

Fiquei exausto de dar tantas voltas ao mundo mas valeu a pena porque aprendi a argumentar a lógica da minha fé e com uma audiência sarcástica e muito esperta. Um tipo de gente que não se encontra dentro das igrejas, como os dois dessa reportagem de uma revista especializada:

Bernie Ecclestone perguntou ao Prof. Watkins:
- Porque o Alex aceitou fazer esse trabalho sem ganhar um tostão?

- Porque ele tem esperança de me converter ao cristianismo.
- Então dá um contrato de 10 anos para ele. Aposto que antes do fim do contrato, o Alex vai estar fumando charutos e bebendo Whisky e você não terá tomado jeito...
A cada fim de semana de Grande Premio eu passava quase onze horas no Medical Car em treinos, classificações e corridas de F1 e preliminares. Convivendo tanto tempo com gente tão inteligente, instruída e de senso de humor apurado, aprendi muito sobre medicina, primeiros socorros, politica e como a vida pode ser melhor se não a levarmos muito a sério...

Considerado um dos melhores neurocirurgiões do mundo e também catedrático no assunto, Sid criou um brilhante sistema de atendimento de urgência aos pilotos . Seu desempenho nessa área foi tão eficaz que o nomearam presidente do comitê de segurança da F1.
Bernie Ecclestone deu-lhe carta branca e força politica para exigir a construção de centros médicos equipados com heliportos, helicópteros e equipes médicas especializadas em resgate em todas as pistas. Exigir a construção de carros e circuitos mais seguros. Introduzir o Medical Car rápido para atender pilotos com parada cárdio respiratória antes da ocorrência da morte cerebral. E a contratação de quem ele quisesse para sua equipe. Incluindo eu.
Como resultado a F1, que matava mais de um piloto por ano, reduziu drasticamente o número de mortes tornando-se o esporte de risco mais seguro do mundo. Desde a tragédia de Ayrton em 1994 até hoje, nenhum piloto morreu na F1.
Graças a um neurocirurgião que encontrou o significado de sua existência quebrando paradigmas de padrões de segurança e entrou para a história salvando vidas não só de pilotos mas de milhares de cidadãos em todo o mundo através de dispositivos de segurança desenvolvidos nas pistas e incorporados aos carros de rua.
Vinte anos mais velho que eu, Sid costumava apresentar-me a seus convidados como seu filho e confessou em um de seus livros que era um agnóstico convicto mas se alguém algum dia fosse capaz de convertê-lo ao cristianismo esse alguém seria Alex Ribeiro. O melhor que aprendi com ele foi a arte de envelhecer bem e o significado que encontrou para sua vida.
Juntos participamos de 48 largadas fechando o grid de 48 GPs ao volante de um carro fantástico que levava a bordo a equipe médica mais rápida do mundo. Os resgates mais dramáticos foram: Michael Schumacher em Silverstone, Luciano Burti em SPA, Pedro Paulo Diniz em Hockenheim, Henrique Bernoldi em Interlagos, quando Nick Heidfeld arrancou a porta do Medical Car e quase me levou junto. E Monza onde a roda solta de um dos oito carros envolvidos em um acidente na primeira volta atingiu um bombeiro que morreu em nossas mãos enquanto tentávamos salvá-lo. .
Paralelamente a minhas funções de ministro do evangelho e burocrata do esporte, Deus me permitiu voltar a pilotar. Esse tempo de grande fluxo de adrenalina e alegria foi uma dádiva de grande valor para a cura dos traumas do coração com o fechamento de um ciclo aberto em meu passado, através de um sepultamento decente para minha carreira. Esse processo agregou um significado extraordinário à minha existência, uma enorme gratidão a Deus e a uma das pessoas mais extraordinária que já conheci: O Professor Sid Watkins.

*Alex Dias Ribeiro Texto extraído de seu livro Sucesso e Significado

Eric Sidney Watkins
1928 - 2012
 
 
Watkins com seu amigo Ayrton Senna


 
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Trabalhando as 00h11

terça-feira, 28 de agosto de 2012

F1 2012 – A caminhada de Felipe Massa na F1



 

Estou ficando velho, pois me lembro que durante transmissão de uma corrida da temporada de 2001, o Galvão Bueno fez um anuncio sobre um novo e promissor piloto brasileiro, Felipe Massa que estava sendo contratado pela Sauber.
Felipe Massa vinha ganhando destaque por onde passava e segundo Bueno, estava chegando na Fórmula 1 como um certo futuro campeão mundial.
Quase acertou. Em seu primeiro ano na F1 não agradou e no final foi demitido, quando não restavam mais vagas para o próximo ano. Para sua sorte foi para a Ferrari, onde seria em 2003, piloto de testes.
Em 2004, o Senhor Peter Sauber precisou engolir alguns sapos e recolocar Massa na equipe por “ordem” da Ferrari.



Felipe Massa em 2004
Massa correu duas temporadas na equipe Suíça e, em 2005 após a saída de Rubens Barrichello da Ferrari, Felipe assumiu o posto ao lado de Michael Schumacher para estrear na equipe de Maranello em 2006.
Foi nesse ano que Felipe Massa conquistou suas primeiras vitórias, incluindo o GP do Brasil daquele ano.
Em 2006 Schumacher se aposenta, a Ferrari contrata Kimi Raikkonen em 2007, Felipe por sua vez tinha a equipe a seu favor, porém, após um ano de muitos problemas com seu carro, vê seu companheiro de equipe ser campeão mundial, para isso, Felipe, já sem chance de títulos entrega a vitória no Brasil a Raikkonen que conquista o improvável título em cima de Fernando Alonso e Lewis Hamilton, ambos da McLaren.
O ano de 2008 começou muito ruim para Massa, muitos problemas e os líderes se afastando, foi aí que a reação começou, em seu melhor ano na F1, Felipe Massa brigou pelo título contra tudo e contra todos, todos mesmo, os inúmeros problemas ocorridos na Ferrari ao longo do ano fizeram certamente Felipe Massa perder o título por um ponto contra Lewis Hamilton.
No final mais emocionante da história da Fórmula 1, Felipe Massa soube perder e saiu de Interlagos, para o povo brasileiro como um herói e campeão nacional. Mas para a Fórmula 1, o campeão foi Hamilton.
Veio 2009 e a Ferrari se apresentou para a primeira corrida com um carro que andava muito atrás dos demais, Massa e Raikkonen não se encontravam.
Quando parecia que as coisas iriam melhorar, Felipe Massa sofre o acidente mais sério de sua vida, uma mole da Brawn de Rubens Barrichello se solta e atinge a cabeça do brasileiro em cheio, o piloto sofre sérias lesões na cabeça, chegou a ficar em coma induzido e felizmente se recuperou, o acidente ocorreu no fim de semana do GP da Hungria, um fim de semana que tenho certeza, pelo ritmo de Massa, que o brasileiro ganharia aquela corrida. Massa só voltaria a correr em 2010.

Minutos após o acidente
O então desmotivado Kimi Raikkonen é demitido da Ferrari e para seu lugar, o piro que poderia acontecer a Felipe Massa, que estava voltando após longo tempo se recuperando, a Ferrari contrata Fernando Alonso.
Mais uma vez a equipe de Maranello não começa o ano com um bom carro e Fernando Alonso, como de costume, em meios das adversidades, trás a primeira vitória da equipe no ano.
Quando parecia que Massa estava totalmente recuperado, em seu melhor fim de semana do ano, o brasileiro liderava a corrida seguido de perto por Alonso, e veio a famosa frase da Ferrari, “Fernando está mais rápido que você”, Massa cedeu a liderança a Alonso, que venceu a corrida, exato 1 ano depois do grave acidente.
O brasileiro nunca mais foi o mesmo, passou todo o resto de 2010 desmotivado.
Em 2011 Felipe Massa passou o ano andando muito atrás de Alonso, o que gerou muitas dúvidas sobre seu futuro na Ferrai.
Em 2012 Felipe Massa briga para achar o meio segundo que o separa de Alonso, atualmente Alonso é o líder do campeonato com 164 pontos, contra apenas 25 do brasileiro, que tem a 14ª posição e mais uma vez o futuro incerto na Ferrari e na Fórmula 1, na Ferrari.
Além da briga para se acertar no carro, Massa vive com uma sombra, o jovem e promossior Sergio Pérez, que para muitos, é o substituto certo para o brasileiro.
Agora é esperar as próximas corridas da temporada 2012 e ver o que o futuro guarda para Felipe Massa.


a frente: Massa ao fundo:Sergio Pérez (cotado para o lugar do brasileiro)
 
 
Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - 2.7 quase 2.8

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

F1 2012 - GP da Hungria

Lewis Hamilton (centro) e Kimi Raikkonen (esq) voltam a disputa do título




Destaque para a bela corrida de Bruno Senna e a péssima de Felipe Massa

Rômulo Rodriguez Albarez - San Pablo/SP - "simbóra" dormir