sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Morre Sid Watkins - "Com a palavra, Alex Dias Ribeiro (parte 2)"


Com a palavra, Alex Dias Ribeiro

 
Anjos do Asfalto

Morreu ontem aos 84 anos o Dr. Sid Watkins, meu ex patrão na Fórmula 1.

Quando ele me convidou para pilotar o Medical Car da Fórmula 1, nunca imaginei que isso me tornaria o homem certo, no lugar certo e na hora certa para uma missão tão sob medida, específica e única:
De vítima em potencial de um esporte que matava um piloto a cada 10 acidentes, passei a fazer parte do "time dos anjos da guarda " da F1 sob o comando do Prof. Watkins.

Ao volante do Medical Car eu poderia levar salvação para o corpo e alma dos que ganham a vida no fio da navalha em um contexto divorciado dos valores do Reino de Deus.

Foram três anos com três volantes na mão: o de Atletas de Cristo, o da Coalizão Internacional dos Ministérios Esportivos e o da Mercedes C55T em todos os GPs de F1.

Fiquei exausto de dar tantas voltas ao mundo mas valeu a pena porque aprendi a argumentar a lógica da minha fé e com uma audiência sarcástica e muito esperta. Um tipo de gente que não se encontra dentro das igrejas, como os dois dessa reportagem de uma revista especializada:

Bernie Ecclestone perguntou ao Prof. Watkins:
- Porque o Alex aceitou fazer esse trabalho sem ganhar um tostão?

- Porque ele tem esperança de me converter ao cristianismo.
- Então dá um contrato de 10 anos para ele. Aposto que antes do fim do contrato, o Alex vai estar fumando charutos e bebendo Whisky e você não terá tomado jeito...
A cada fim de semana de Grande Premio eu passava quase onze horas no Medical Car em treinos, classificações e corridas de F1 e preliminares. Convivendo tanto tempo com gente tão inteligente, instruída e de senso de humor apurado, aprendi muito sobre medicina, primeiros socorros, politica e como a vida pode ser melhor se não a levarmos muito a sério...

Considerado um dos melhores neurocirurgiões do mundo e também catedrático no assunto, Sid criou um brilhante sistema de atendimento de urgência aos pilotos . Seu desempenho nessa área foi tão eficaz que o nomearam presidente do comitê de segurança da F1.
Bernie Ecclestone deu-lhe carta branca e força politica para exigir a construção de centros médicos equipados com heliportos, helicópteros e equipes médicas especializadas em resgate em todas as pistas. Exigir a construção de carros e circuitos mais seguros. Introduzir o Medical Car rápido para atender pilotos com parada cárdio respiratória antes da ocorrência da morte cerebral. E a contratação de quem ele quisesse para sua equipe. Incluindo eu.
Como resultado a F1, que matava mais de um piloto por ano, reduziu drasticamente o número de mortes tornando-se o esporte de risco mais seguro do mundo. Desde a tragédia de Ayrton em 1994 até hoje, nenhum piloto morreu na F1.
Graças a um neurocirurgião que encontrou o significado de sua existência quebrando paradigmas de padrões de segurança e entrou para a história salvando vidas não só de pilotos mas de milhares de cidadãos em todo o mundo através de dispositivos de segurança desenvolvidos nas pistas e incorporados aos carros de rua.
Vinte anos mais velho que eu, Sid costumava apresentar-me a seus convidados como seu filho e confessou em um de seus livros que era um agnóstico convicto mas se alguém algum dia fosse capaz de convertê-lo ao cristianismo esse alguém seria Alex Ribeiro. O melhor que aprendi com ele foi a arte de envelhecer bem e o significado que encontrou para sua vida.
Juntos participamos de 48 largadas fechando o grid de 48 GPs ao volante de um carro fantástico que levava a bordo a equipe médica mais rápida do mundo. Os resgates mais dramáticos foram: Michael Schumacher em Silverstone, Luciano Burti em SPA, Pedro Paulo Diniz em Hockenheim, Henrique Bernoldi em Interlagos, quando Nick Heidfeld arrancou a porta do Medical Car e quase me levou junto. E Monza onde a roda solta de um dos oito carros envolvidos em um acidente na primeira volta atingiu um bombeiro que morreu em nossas mãos enquanto tentávamos salvá-lo. .
Paralelamente a minhas funções de ministro do evangelho e burocrata do esporte, Deus me permitiu voltar a pilotar. Esse tempo de grande fluxo de adrenalina e alegria foi uma dádiva de grande valor para a cura dos traumas do coração com o fechamento de um ciclo aberto em meu passado, através de um sepultamento decente para minha carreira. Esse processo agregou um significado extraordinário à minha existência, uma enorme gratidão a Deus e a uma das pessoas mais extraordinária que já conheci: O Professor Sid Watkins.

*Alex Dias Ribeiro Texto extraído de seu livro Sucesso e Significado

Eric Sidney Watkins
1928 - 2012
 
 
Watkins com seu amigo Ayrton Senna


 
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - Trabalhando as 00h11

terça-feira, 28 de agosto de 2012

F1 2012 – A caminhada de Felipe Massa na F1



 

Estou ficando velho, pois me lembro que durante transmissão de uma corrida da temporada de 2001, o Galvão Bueno fez um anuncio sobre um novo e promissor piloto brasileiro, Felipe Massa que estava sendo contratado pela Sauber.
Felipe Massa vinha ganhando destaque por onde passava e segundo Bueno, estava chegando na Fórmula 1 como um certo futuro campeão mundial.
Quase acertou. Em seu primeiro ano na F1 não agradou e no final foi demitido, quando não restavam mais vagas para o próximo ano. Para sua sorte foi para a Ferrari, onde seria em 2003, piloto de testes.
Em 2004, o Senhor Peter Sauber precisou engolir alguns sapos e recolocar Massa na equipe por “ordem” da Ferrari.



Felipe Massa em 2004
Massa correu duas temporadas na equipe Suíça e, em 2005 após a saída de Rubens Barrichello da Ferrari, Felipe assumiu o posto ao lado de Michael Schumacher para estrear na equipe de Maranello em 2006.
Foi nesse ano que Felipe Massa conquistou suas primeiras vitórias, incluindo o GP do Brasil daquele ano.
Em 2006 Schumacher se aposenta, a Ferrari contrata Kimi Raikkonen em 2007, Felipe por sua vez tinha a equipe a seu favor, porém, após um ano de muitos problemas com seu carro, vê seu companheiro de equipe ser campeão mundial, para isso, Felipe, já sem chance de títulos entrega a vitória no Brasil a Raikkonen que conquista o improvável título em cima de Fernando Alonso e Lewis Hamilton, ambos da McLaren.
O ano de 2008 começou muito ruim para Massa, muitos problemas e os líderes se afastando, foi aí que a reação começou, em seu melhor ano na F1, Felipe Massa brigou pelo título contra tudo e contra todos, todos mesmo, os inúmeros problemas ocorridos na Ferrari ao longo do ano fizeram certamente Felipe Massa perder o título por um ponto contra Lewis Hamilton.
No final mais emocionante da história da Fórmula 1, Felipe Massa soube perder e saiu de Interlagos, para o povo brasileiro como um herói e campeão nacional. Mas para a Fórmula 1, o campeão foi Hamilton.
Veio 2009 e a Ferrari se apresentou para a primeira corrida com um carro que andava muito atrás dos demais, Massa e Raikkonen não se encontravam.
Quando parecia que as coisas iriam melhorar, Felipe Massa sofre o acidente mais sério de sua vida, uma mole da Brawn de Rubens Barrichello se solta e atinge a cabeça do brasileiro em cheio, o piloto sofre sérias lesões na cabeça, chegou a ficar em coma induzido e felizmente se recuperou, o acidente ocorreu no fim de semana do GP da Hungria, um fim de semana que tenho certeza, pelo ritmo de Massa, que o brasileiro ganharia aquela corrida. Massa só voltaria a correr em 2010.

Minutos após o acidente
O então desmotivado Kimi Raikkonen é demitido da Ferrari e para seu lugar, o piro que poderia acontecer a Felipe Massa, que estava voltando após longo tempo se recuperando, a Ferrari contrata Fernando Alonso.
Mais uma vez a equipe de Maranello não começa o ano com um bom carro e Fernando Alonso, como de costume, em meios das adversidades, trás a primeira vitória da equipe no ano.
Quando parecia que Massa estava totalmente recuperado, em seu melhor fim de semana do ano, o brasileiro liderava a corrida seguido de perto por Alonso, e veio a famosa frase da Ferrari, “Fernando está mais rápido que você”, Massa cedeu a liderança a Alonso, que venceu a corrida, exato 1 ano depois do grave acidente.
O brasileiro nunca mais foi o mesmo, passou todo o resto de 2010 desmotivado.
Em 2011 Felipe Massa passou o ano andando muito atrás de Alonso, o que gerou muitas dúvidas sobre seu futuro na Ferrai.
Em 2012 Felipe Massa briga para achar o meio segundo que o separa de Alonso, atualmente Alonso é o líder do campeonato com 164 pontos, contra apenas 25 do brasileiro, que tem a 14ª posição e mais uma vez o futuro incerto na Ferrari e na Fórmula 1, na Ferrari.
Além da briga para se acertar no carro, Massa vive com uma sombra, o jovem e promossior Sergio Pérez, que para muitos, é o substituto certo para o brasileiro.
Agora é esperar as próximas corridas da temporada 2012 e ver o que o futuro guarda para Felipe Massa.


a frente: Massa ao fundo:Sergio Pérez (cotado para o lugar do brasileiro)
 
 
Rômulo Rodriguez Albarez - SP/SP - 2.7 quase 2.8

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

F1 2012 - GP da Hungria

Lewis Hamilton (centro) e Kimi Raikkonen (esq) voltam a disputa do título




Destaque para a bela corrida de Bruno Senna e a péssima de Felipe Massa

Rômulo Rodriguez Albarez - San Pablo/SP - "simbóra" dormir

quinta-feira, 14 de junho de 2012

F1 1987 - Há um tempo atrás!

O jovem Rubens Barrichello em 1987 ao lado de Ayrton Senna
Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - bela imagem...