quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Revirando meus arquivos - Com a palavra, Alex Dias Ribeiro

Revirando meus arquivos, achei um texto do saudoso Alex Dias Ribeiro, o texto é bem recente, de abril/11, mostra uma reflexão do ex-piloto e irmão em Cristo sobre o evangelho e o automobilismo em um mesmo ambiente.
No início dos anos 70, o automobilismo era um esporte pra lá de radical. Só a F1 matava um ou dois pilotos todos os anos.  Eu me lembro de ter perdido 10 de meus colegas em circunstâncias trágicas. Algumas delas bem na minha frente, como Tom Price no GP da África do Sul de 1977. Emerson Fittipaldi, que correu por mais tempo, perdeu 35 de seus contemporâneos...




Eu tinha quase certeza que este seria meu destino e estava preparado para isso exercitando minha certeza da vida eterna pelos méritos de Jesus Cristo a cada corrida. Graças a Deus, escapamos para contar as histórias.
Com o passar dos anos, a tecnologia tornou os carros e circuitos tão seguros que acabamos nos esquecendo que qualquer coisa que se move a mais de 50 km/h é uma máquina mortífera em potencial. Neste fim de semana, fomos pegos pelo drama em Interlagos.
No fim da tarde de sábado, eu pensava com meus botões: até que ponto vale a pena investir tanto tempo levando o evangelho a um ambiente tão secularizado e materialista como o automobilismo? Afinal de contas, a maioria das pessoas aqui não quer saber das coisas de Deus. E quando o procuram, é no intuito de sacar alguma benção para conquistar vitórias de acordo com a escala de valores do mundo de Marlboro…
No domingo, um acidente horrível na Curva do Café fez calar um autódromo inteiro e encerrou a corrida. Dois pilotos foram levados de ambulância para o centro médico depois de um longo tempo sendo extraídos dos destroços de seus carros.
Grudados na cerca do centro médico um grupo de familiares, amigos e pilotos, aguardava ansioso alguma notícia. Pelo tempo que demorou, eu já sabia que não seria nada boa.  Depois de um tempão, duas ambulâncias saíram do prédio, e os médicos vieram conversar com os pais de Pedro Boesel e Gustavo Sondermann. Quando os médicos terminaram a explicação, os pais se abraçaram longamente e vieram até a cerca nos contar que Pedro havia quebrado a clavícula e machucado a perna. Gustavo sofreu lesão cervical com parada respiratória, foi reanimado, estabilizado e enviado ao Hospital São Luiz para um ‘brain scan’ para avaliar se havia dano cerebral.
No hospital, a multidão era maior e mais preocupada. Às oito da noite o médico leu o boletim: fratura da vértebra numero 1, com rompimento de uma artéria, que resultou em morte cerebral. Seu coração continua batendo.
Gustavo respira artificialmente. Como mandam os procedimentos, faremos uma nova avaliação dentro de 12 horas. Alguém perguntou do meio da multidão se o quadro era reversível e o médico respondeu: em 36 anos de profissão nunca vi um quadro desses reverter — e encerrou seu pronunciamento.
O silencio tomou conta da multidão. Por alguns minutos, tudo que se ouviu foram soluços ou prantos contidos.  O contraste com o barulho e a indiferença do sábado foi enorme. Cada um a seu modo passou a refletir e até expressar-se sobre a fatalidade e a fragilidade da vida.  Agradeci a Deus por ser o cara certo, e estar no lugar certo na hora certa para ajudar muitos deles a serem consolados com as consolações que muitas vezes me consolaram vindas diretamente do trono da graça de Deus em meus piores momentos de tristeza, angústia e dor…
O que pode e o que deve ser feito? As implicações do acidente são muitas. Mais importante que descobrir e crucificar culpados é rever nossos conceitos de segurança. Coisa que todo piloto que já passou pela Curva do Café a mais de 200 km/h já sabe de cor.
O fato de Interlagos ser aprovado pela FIA para corridas de F1 não impediu a morte de Gustavo Sondermann, nem trará de volta os que já morreram no calcanhar de Aquiles de Interlagos.
Os carros da Copa Montana pesam o dobro do peso de um F1 e seus chassis em forma de gaiola são dez vezes menos resistentes que as modernas e caras células de sobrevivência dos chassis que F1. Que custam mil vezes mais. A idéia de realizar corridas com bandeira amarela proibindo ultrapassagens no local é ridícula porque fere a essência de qualquer esporte: a competição.
A meu ver, a melhor solução seria começar com a imediata construção de uma chicane antes do Café como fizeram com a Tamburello em Imola depois da morte de Ayrton Senna. O sacrifício de sua vida e de tantos pilotos que morreram nas pistas detonou um processo de desenvolvimento tecnológico que está salvando a vida de pilotos e motoristas de carros de rua todos os dias através de dispositivos de segurança que passaram a equipar não só os carros de corridas e as pistas, mas as avenidas e carros de passeio em todo o mundo...
E o mesmo pode e deve ser feito no Brasil.

Rômulo Rodríguez Albarez - Sampa/SP - amor da minha vida...=)))

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Michael Schumacher - 20 anos depois!


"Se você não é piloto de Fórmula 1, pelo menos no meu caso, teria dúvidas se era capaz o suficiente de competir com esses caras. Você os via como intocáveis, especialmente em momentos que você teve Sennas, Prosts e Mansells e etc. Eu realmente achava que não conseguiria competir com eles."
Michael Schumacher


 

 



"Sou um ser-humano e também erro" Michael Schumacher

Hasta!


Rômulo Rodriguez Albarez - São Paulo/SP - O cara mais feliz do mundo!!!

domingo, 26 de junho de 2011

F1 2011 - GP da Europa - Extremamente Fácil

Não pude assistir a corrida, pois estava na volta do feriado em plena Rodovia Castello Branco preso no trânsito e buscando uma barrinha de sinal para poder tentar ver a corrida em um velho celular "shing-ling".
Como não assisti, busquei ler e descobri que, mais um GP se passou, mais uma vitória Vettel conquistou.
Os fatos abaixo são baseados em conversas e leituras.
-A corrida foi um pórre, mesmo com asa-traseira e pneus farolentos.
-Mais uma vez a Ferrari "cagou" no pit stop de Felipe Massa, que por sua vez fez mais uma ótima largada.
-As pequenas andaram atrás.
-Rubens Barrichello continua a sofrer com seu Williams.
-Webber andando atrás de Vettel e andando contra ele mesmo.

-Sebastian Vettel agora está a 77 pontos de vantagem para o segundo lugar no campeonato Jenson Button.
Vale torcer para que o campeonato não acabe tão cedo, mas que isso se resolve esportivamente falando, porque está começando a ficar fácil, extremamente fácil para o alemão.


Rômulo Rodríguez Albarez - De volta a Sampa/SP - sono

sábado, 25 de junho de 2011

2 anos sem Michael Jackson


2 anos de silêncio.


Michael Joseph Jackson 29/08/1958 - 25/06/2009




Rômulo Rodríguez Albarez - Marília/SP - Lembrando de Michael Jackson

O Centenário de Juan Manuel Fangio

Se estivesse vivo, Juan Manuel Fangio completaria 100 anos de idade em 24/06/2011.


Com Senna, por quem Fangio tinha admiração e carinho.
Juan Manuel Fangio nasceu em 24 de junho de 1911 e começou a trabalhar aos nove anos de idade em uma oficina de ferreiro. No ano seguinte trocou a oficina por uma garagem, local aonde teria o seu primeiro contato com um automóvel, um Panhard, que mudou diversas vezes de lugar com a desculpa de limpar o chão. Em 1927 comprou seu primeiro carro, um Overland de quatro cilindros. Não era propriamente um carro de corridas, mas Fangio já corria com ele.

Nos anos seguintes dedicou-se ao trabalho e ao futebol, até que em 1936 produziu seu carro de estreia em uma corrida oficial. Estreou no circuito de Benito Juarez. No ano seguinte, repetiu a dose com um Buick oito cilindros e ficou em terceiro lugar.
Ídolo argentino ao lado de Maradona

Em 27 de março de 1938 estreou oficialmente como piloto em Nocheba, a bordo de um Ford V8 e terminou em terceiro lugar na segunda série. Em 1939, em sua primeira prova em Balcarce, guiando um Cupê Chevrolet, venceu a corrida. No ano seguinte ganhou o Grande Prêmio Internacional do Norte, conhecido como Buenos Aires - Lima - Buenos Aires, após 9.500 km de concorrência. No mesmo ano foi campeão argentino e criou duas rivalidades históricas: Fangio-Galvez e Ford-Chevrolet.
Em 1950 Fangio debutou no primeiro campeonato de F1 pela equipe Alfa Romeo e lá permaneceu até 1953. Um ano mais tarde começou um relacionamento que entrou para a história do automobilismo: assinou contrato com a Mercedes Benz e a bordo de sua lendária "flecha de prata" venceu dois campeonatos de forma consecutiva. Mas Fangio ainda tinha um sonho a realizar: correr pela lendária Ferrari. E foi a bordo de sua Lancia-Ferrari D50 que ele conquistou inúmeras vitórias e títulos.

Foi guiando uma Maserati 250F que Fangio chegou, em 1957, ao seu quinto título mundial. Sua vitória em Nurburgring, naquele ano, até hoje é considerada uma das mais bonitas da história da F1. No final da temporada de 1958 se aposentou definitivamente e a Mercedes-Benz lhe deu de presente um SL300 roadster azul, que atualmente pode ser visto no Salão de Buenos Aires. 

Mais tarde vieram diversas e merecidas homenagens: em 1972, em Balcarce é inaugurado o autódromo Juan Manuel Fangio, em 1973 Fangio é declarado cidadão ilustre de Buenos Aires, em 1980 é eleito o melhor motorista de todos os tempos pela Imprensa Racing International Association (IRPA), em 1986 é criado o Fangio Museum e no ano seguinte é nomeado "Presidente Honorário Vitalício da Mercedes Benz Argentina."

Fangio morreu na manhã de 17 de julho de 1995. Seus restos mortais foram recolhidos por uma guarda de honra após ser velado no Salão Branco da Casa do Governo, no Automóvel Clube Argentino e no Museu de Balcare.
Juan Manuel Fangio - 24/06/1911 - 17/07/1995

Rômulo Rodríguez Albarez - Marília/SP - 100 anos e 1 dia.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Como Senna e Prost se conheceram...


Essa semana na Inglaterra, estreou o documentário Senna.
Ex-piloto francês e maior rival de Ayrton Senna, Alain Prost foi retratado como vilão na história, o francês foi companheiro de equipe de Senna na McLaren durante as temporadas de 1988/89.
Entrevistado pelo prgrama Top Gear, Alain lembrou que seu primeiro contato direto com Ayrton foi na Alemanha em 1984, quando esperou o jovem piloto no aeroporto. A Mercedes havia pedido que espera-se Senna chegar, pois havia somente um carro.
No caminho até Nurburgring, os dois conversaram muito. "A primeira vez que eu realmente conheci, e falei com ele, foi em 1984. Era um evento da Mercedes na Alemanha, onde fizemos uma pequena corrida em Nürburgring com um novo modelo da Mercedes, onde alguns pilotos e ex-pilotos de Fórmula 1, participaram", comentou
"Alguém da Mercedes me perguntou se eu podia esperar Ayrton aeroporto, seu voo chegaria 15 minutos depois do meu e tínhamos somente um carro para ir até Nürburgring", disse Prost.
"Essa foi a primeira vez que nós conversamos. Nosso papo durou de duas a três horas. Foi muito bom. Ficamos muito próximos, porque o Ayrton não conhecia ninguém. Ele estava sempre perto de mim durante os primeiros dias", completou.
Esta prova foi vencida por Ayrton.
Rômulo Rodríguez Albarez - São Paulo/SP - devendo o texto sobre Monaco/Indy500

domingo, 22 de maio de 2011

F1 2011 - GP da Espanha

Yabba-daba-doo!
Na largada, Alonso pula de quarto para primeiro.


A pole de Mark Webber foi o melhor que o australiano pode fazer no fim de semana espanhol, largou mau e terminou na quarta posição.
Por sua vez Fernando Alonso com sua festejada quarta posição no grid fez uma largada antológica, subindo já na freada da primeira curva para primeiro. Posição que não significou muito, uma vez que a Ferrari peca na estratégia e principalmete nos pit-stops, em média meio segundo mais lento que os da Red Bull. O espanhol terminou em quinto.
Lewis Hamilton foi brilhante, sempre na cola do líder, chegou a ameaçar, mas não passou do segundo posto, contra um Sebastian Vettel perfeito, podemos dizer que a corrida de Hamilton foi brilhante.
Jenson Button largou mau, se recuperou e conseguiu um ótimo terceiro lugar, graças a estratégia e a sua pilotagem suave, que permite preservar os pneus.
O brilhante Hamilton terminou na segunda posição.


Felipe Massa continua apagado, assim como no ano passado, se o carro não é bom, pelo menos Fernando Alonso mostra vontade de brigar, enquanto Felipe fala demais e anda de menos, o brasileiro precisa ver que existe vida fora da Ferrari, mas se continuar assim, andando como está, a vida que ele achará fora da Ferrari não será nada boa. Enquanto Alonso briga pelo pódio, Massa anda brigando pela zona de pontuação.
A Williams não tem nem o que falar, começa a brigar lá atrás com as chamadas "pequenas", Rubens Barrichello não merece isso, mas se está no barco que está afundando tem culpa no cartório também, ao meu ver quem tem menos culpa ali é o desastrado Pastor maldonado, que dessa vez com o carro que tem fez até uma boa corrida.
As Mercedes fizeram o papel delas que é pontuar, pela primeira vez no ano, Michael Schumacher andou sempre a frente de Nico Rosberg.
As Saubers apareceram pouco, Kamui "o mito" Kobayashi apagado e o mexicanbo Pérez aparecendo no final com seus pneus macios e pontuando, 2 pontinhos.
Não a o que falar das "pequenas", correram como sempre.
Toro Rosso andando do meio para trás, brigando com a péssima Williams, dupla de pilotos ridícula.

A Force Indian ameaçou pontuar com Paul Di Resta enquanto o brigão Sutil não apareceu em nenhum momento.
A Renault com seus pilotos em corridas totalmente inversas, Petrov largou no peltão da frente e terminou em 11º, enquanto Nick Heidfeld fez uma corrida brilhante, largando em último e terminando em oitavo lugar.
E por fim, Sebastian Vettel, largou em segundo, passou Webber na largada e foi surpreendido pela largada perfeita de Alonso, depois foi apenas acompanhar o ritmo e esperar a Ferrari se prejudicar de alguma maneira. Andou sempre com Lewis Hamilton em sua cola.
Resultado, vitória de um garoto de corre como gente grande e seu grito de alegria no final
 ala Fred Flintstone que resume sua corrida, Yabba-daba-doo!

Seb Vettel foi hoje como vem sendo esse ano, soberano. 


O campeonato fica da seguinte forma. Vettel 118, Hamilton 77, Webber 67, Button 61, Alonso 51.
A grande reta não trouxe emoção como se previa com o uso das asas-móveis, portanto uma corrida um tanto morna, vencida de forma grande por um garoto.
Próxima corrida será em Mônaco, e já vem cheia de polêmicas, de um lado os pilotos que não querem liberar o uso das asas e de outro lado a FIA, que já determinou que elas serão utilizadas na "reta" principal do principado. É esperar para ver.



!Hasta Luego!


Rômulo Rodríguez, Sampa/SP - Um dia depois do "fim do mundo".

domingo, 8 de maio de 2011

29 anos sem Gilles Villeneuve



"Ele não corria para chegar ao fim, ele não corria pelos pontos, ele corria para vencer, o título seria uma consequência".
(Juan Manuel Fangio sobre Gilles villeneuve)


Joseph Gilles Henri Villeneuve (18/01/1950 - 08/05/1982)


Rômulo Rodríguez Albarez - Sampa/SP

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O que a "morte" de Osama Bin Laden tem com a Fórmula 1?

Primeiro de maio de 2011, o dia em que se completam 17 anos sem Ayrton Senna, é também o dia da morte de Osama Bin Laden (segundo os EUA).


Pra marcar essa histórica data, isto é, se ele estiver mesmo sido morto, ai vai um pouco de história da F1, acho que a maioria de vocês já leram ou ouviram em algum lugar, mas, aí vai:
No fim dos anos 70, a Williams, então apenas uma equipe média, recebeu forte injeção de dinheiro árabe. Saudita, para ser mais preciso. Entre as empresas patrocinadoras estava a construtora da família Bin Laden, até hoje a maior das arábias.
E entre as marcas estampadas em seus carros, estavam ali nomes de filhos dos donos da empresa, e em algumas corridas, os carros do "tio" Frank Williams corriam com o nome de Bin Laden.
Fica aí o registro, apenas para não passar em branco algo que está em metade de uma linha da história da Fórmula 1.
Se é que ele morreu mesmo, dentre tantas contradições que o governo norte-americano vem soltando na imprensa, fica difícil saber. Quem sabe não está por aí agora dentro de um Cadillac com Elvis Presley e Michael Jackson. Só Deus sabe.
Respondendo a pergunta do título do texto: Quase nada.


Hasta Luego!


Rômulo Rodríguez Albarez - Sampa/SP - Muito desconfiado rs

terça-feira, 26 de abril de 2011

10 anos sem Michele Alboreto

Eu não poderia deixar passar em branco essa triste data relacionada a um dos pilotos que mais admiro, não por seu dom para pilotar, ou por ser um multi-campeão, o que não seria verdade, mas pela simplicidade, simplicidade de um grande, o cara que inspirou o capacete desse "piloto sem carro" que vos escreve, o grande (na minha concepção) Michele Alboreto.

O início
Michele Alboreto era estudante de desenho técnico em 1976 e junto com um grupo de amigos desenvolveram um carrinho para andarem na Fórmula Monza. Como seu projeto não deu muito certo, Alboreto mudou de categoria, indo para a Fórmula Itália, em 1978.
Michele Alboreto em seu Fórmula Monza, 1976
Em 1979 Alboreto conquistou o título da Fórmula 3 italiana. Em 1980, conquistou o campeonato europeu de F3 e em 1981, conquistou a única vitória da Minardi na Fórmula 2.
Além disso, Alboreto participava de algumas corridas de protótipos junto com outro piloto italiano, Riccardo Patrese. Sua primeira vitória veio em 1981, nas 6 horas de Watkins Glen. Em 1982 Alboreto venceu às 6 horas de Silverstone (dupla com Patrese), os 1000 km de Nürburgring (fez trio com Teo Fabi e Patrese) e os 1000 km de Mugello, em dupla com Piercarlo Ghinzani.
Seu começo na Fórmula Um, pela Tyrrell (81/82/83)
Alboreto em seu primeiro ano - Tyrrell 1981
Alboreto começou na F1 em 1981, substituindo o piloto da Tyrrell, Ricardo Zunino. Foram dez corridas e um nono lugar no GP da Holanda como melhor resultado. Ken Tyrrell ficou satisfeito com o rendimento de Alboreto e o manteve para o ano de 1982. Com apenas 25 anos, Alboreto foi considerado a revelação do ano. Venceu o GP dos EUA (Las Vegas), numa disputa difícil com John Watson, que na época era piloto da McLaren e disputava o título com Keke Rosberg, na Williams. Neste ano, o piloto italiano começou a ser sondado pela Ferrari. Marcou 25 pontos e terminou o campeonato em 8º lugar.
Em 1983 Alboreto permanece na Tyrrell e vence pela segunda vez na carreira. Novamente a vitória aconteceu nos EUA, mas desta vez em Detroit. Faltando nove voltas do fim, Nelson Piquet liderava a prova com folga e abria certa vantagem para a Tyrrell de Alboreto, quando o brasileiro teve um pneu furado e foi obrigado a fazer um pit-stop. O italiano pulou para a ponta e administrou a vantagem que tinha sobre a Williams de Keke Rosberg. Foi a última vitória do motor Cosworth DFV na F1. Marcou 10 pontos ao longo da temporada, ficando em 12º no campeonato.
Ferrari e 1 vice-campeonato
Michele Alboreto em sua Ferrari 1985 - O ano do vice-campeonato
Enfim, em 1984 Alboreto realizava seu grande sonho, que era ser piloto da Ferrari.  Embora tenha feito uma temporada de altos e baixos, acabou vencendo o Grande Prêmio da Bélgica daquele ano. Conseguiu mais 3 pódios na temporada e terminou em 4º lugar no campeonato, marcando 30,5 pontos. 
Já a temporada de 1985 acabou sendo a melhor temporada do italiano na F1. Alboreto vinha muito bem no campeonato e estava na disputa com Prost (McLaren) pelo título. Porém, nas cinco últimas provas do calendário, Alboreto acabou traído pelo seu equipamento e Prost acabou vencendo a disputa.
Alboreto venceu no Canadá e na Alemanha, chegou em 2º em quatro oportunidades e ficou em 3º em outras duas provas. Marcou 53 pontos e ficou com o vice-campeonato. Nunca mais ele venceria pela equipe de Maranello. 
Em 1986 a Ferrari não foi capaz de dar um carro competitivo para o italiano. Acabou abandonando 9 corridas ao longo da temporada, 7 por problemas mecânicos. Conquistou apenas um pódio, no GP da Áustria e terminou a temporada em nono lugar.
Para 1987 a Ferrari contrata Gerhard Berger, que passa a disputar a atenção da equipe com Alboreto. O italiano conquistou apenas 3 pódios ao longo da temporada, marcando apenas 17 pontos e ficando na 7ª posição no campeonato. Por outro lado, Berger venceu por duas vezes (no Japão e na Austrália) e marcou 13 pontos a mais que o italiano. Desta forma, Berger acabou se tornando o 1º piloto da equipe na temporada de 1988.
Com a chegada de Berger na Ferrari, Alboreto perde espaço
E a temporada foi amarga para Alboreto. Com um domínio absoluto da McLaren de Senna e Prost, a Ferrari conseguiu apenas um triunfo, justamente com Berger em 1º e Alboreto em 2º, no Grande Prêmio de Monza. Terminou o ano em 5º lugar, com 24 pontos marcados.
Mesmo com uma temporada apagada, Frank Williams chegou a convidar Alboreto para assumir um dos carros da equipe inglesa para o ano de 89. Porém, o convite acabou não se concretizando e Alboreto acabou ficando em uma posição incomoda, chegando a pensar em se retirar da Fórmula Um.
A primeira vitória pela Ferrari - Zolder/84
O declínio na F1
Foi quando Ken Tyrrell lhe ofereceu uma nova oportunidade e Alboreto acabou aceitando. Graças ao apoio da Marlboro, a Tyrrell conseguia pagar os salários de Alboreto. Porém, o clima começou a ficar ruim a partir do GP de Mônaco.
A equipe havia acabado de construir apenas um novo carro, o modelo 018. E este foi disponibilizado para Jonathan Palmer na quinta. Alboreto teria que andar na quinta com o carro mais antigo, o modelo 017, pois o outro 018 ainda não estava pronto. Alboreto não gostou da escolha e acabou boicotando o treino da quinta. Apesar dos problemas, conseguiu o quinto lugar em Mônaco e conquistou também uma terceira colocação no México.
O clima azedou de vez quando Ken Tyrrell conseguiu o patrocínio da Camel para a sua equipe. Como Alboreto era pago pela Marlboro, Ken Tyrrell pediu que Alboreto terminasse sem contrato pessoal. Como o piloto recusou, acabou sendo demitido da equipe no meio da temporada, sendo substituído por Jean Alesi.
Alboreto ainda aceitou um convite feito pela horrível Larrousse-Lamborghini para disputar a pré-classificação no final do ano, mas sem sucesso.
Terminou o ano de 89 com apenas 6 pontos marcados.
O que esta ruim pode piorar
A Minardi de 1994 - A despedida de Alboreto do Fórmula 1, aos 37 anos
No entanto, Alboreto acabou sendo seduzido pelo projeto da Footwork, que estava comprando a equipe Arrows em 1990. Era um ano de transição para a equipe, que utilizaria os carros da temporada passada. Com um carro antigo, Alboreto terminou várias corridas entre os dez melhores, mas o carro era muito ruim e não chegou a marcar pontos.
Para o ano de 91, a Footwork comprou o restante da equipe Arrows e começou uma parceria com a Porsche, que forneceria os motores V12 para aquele ano. Porém, o conjunto da obra se mostrou horroroso e Alboreto não conseguiu se classificar em diversas vezes. Dessa forma, os pesados e não confiáveis motores Porsche foram trocados pelos Hart. Mesmo assim, o carro era muito ruim e Alboreto conseguiu terminar apenas duas corridas. Foi a segunda temporada do italiano sem marcar pontos.
Mas para 1992 a Footwork tem um novo projeto, desta vez com os motores Mugen Honda V10. O FA13 era de confiança em comparação com seu antecessor e Alboreto chegou aos pontos em quatro oportunidades, além de terminar em sétimo lugar seis vezes. Com seis pontos, Alboreto termina em décimo lugar no campeonato.
Desgastado, Alboreto parte para outra e acerta com a Scuderia Itália para a temporada de 1993. O time italiano usava motores Ferrari e chassis Lola, mas o carro era terrível e o piloto italiano não se classificou várias vezes durante o ano. Antes do final da temporada, a equipe acaba falindo e o que restou se fundiu com a Minardi. Assim, Alboreto disputou sua última temporada na Fórmula 1 pela equipe de Faenza e marcou o último ponto no Grande Prêmio de Mônaco de 1994, saindo aos 37 anos de idade.
O recomeço da carreira nos carros esporte
O carro de sua última vitória e também o de sua morte - Audi R8
Em 1995 Alboreto retoma sua carreira nos carros esportes, aceitando um convite para integrar a equipe da Alfa Romeu no Campeonato de Turismo Alemão, o DTM, e no Campeonato internacional de Turismo. Voltou também a competir nas provas de Endurance, participando do World Sportcar Championchip, com a Ferrari. Acabou não obtendo resultados expressivos.
No ano de 1996, Alboreto faz algumas corridas da IRL com a equipe Scandia / Simon Racing e participa do IMSA World Sportcar Championchip, com uma Ferrari 333 SP. Participou também da tradicional 24 Horas de Le Mans daquele ano com um TWR Porsche WSC-95, da equipe Joest Racing. Seus companheiros foram o ex-piloto de F1 Pierluigi Martini e o belga Didier Theys.  Acaba abandonando a prova, devido a uma falha de motor após completar 300 voltas.
No ano seguinte, Alboreto continua na IRL e também participa das 24 Horas de Le Mans. E foi na tradicional prova francesa que Alboreto voltou a triunfar no automobilismo. Utilizando o mesmo modelo do ano anterior, Alboreto dividiu o TWR-Porsche da equipe Joest Racing, com o sueco Stefan Johansson (seu ex-companheiro de equipe na Ferrari), e o dinamarquês Tom Kristensen. O trio completou 361 voltas, uma a mais que o segundo colocado, a equipe BMW Golfo Davidoff, que utilizavam os fantásticos McLaren F1 GTR.
A vitória em Le Mans abre novos caminhos para Alboreto. A partir de 1998, ele disputa a “ALMS” (American Le Mans Series) pela TWR-Porsche. Em 1999, Alboreto se torna peça importante no desenvolvimento da Audi. Ficou em terceiro lugar nas 24 Horas de Le Mans no ano 2000 e o último triunfo do piloto acontece nas 12 Horas de Sebring de 2001, com o italiano Rinaldo Capello e o francês Laurent Aïello, com o Audi R8.
A Morte
No dia 25 de abril de 2001, um mês após a vitória em Sebring, Alboreto sofre o acidente que tirou a sua vida. O piloto participava de testes com o Audi R8 na pista de Lausitzring, na Alemanha. A batida aconteceu no momento em que o protótipo cruzava a reta do circuito, a 300 km/h. O carro levantou vôo e capotou por várias vezes até bater no guard-rail. Segundo a investigação, o acidente aconteceu por um rasgo no pneu, provocado por um objeto cortante.

Texto original "blog Fórmula Total".
Grazie Michele Alboreto, mi ricorderò sempre!
Michele Alboreto (23/12/1956 – 25/04/2001)


Hasta Luego!

Rômulo Rodríguez - São Paulo/SP - Querendo esfriar.


Fica aí minha homenagem a um grande.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

F1 2011 - GP da China

Lewis Hamilton vence e convence de que está na briga 


Não sei vocês, mas eu fui dormir feliz após a corrida. Feliz não porque meu piloto ou equipe favorito ganhou, mas feliz por ter visto uma corridaça.
É como quando você assiste uma partida de futebol que seu time do coração não está jogando, o jogo foi tão bom para se assistir que você sai satisfeito, foi assim comigo no GP da China.
O nome da corrida, de 18º para 3º
Emoção do início ao fim, perdi o sono que tentava me derrubar logo após a largada, com Vettel perdendo a ponta e Massa passando Alonso. No final, se a corrida continuasse, eu estaria ali, sem sono, pronto pra mais duas horas de prova.
Só uma coisa não me agrada, por culpa da degradação dos pneus, quem chega, passa, porém quem é ultrapassado não consegue tentar um revide, apenas é ultrapassado e pronto.
Ganhou um cara que eu não torço, mas fiquei feliz de vê-lo conquistar tal feito, pela 15ª vez na carreira o primeiro piloto negro da F1 venceu, e venceu bonito, ultrapassou o favorito ao título a cinco voltas do final com uma parada a mais nos boxes.
Sebastian Vettel chegou “se arrastando” com seus pneus gastos em segundo, estratégia muito boa, porém arriscada.
Mark Webber em terceiro, quem diria, com certeza uma de suas melhores corridas da carreira, o australiano fez fila e ganha confiança para as próximas etapas.
Jenson Button após bela batalha com Hamilton chega em quarto, seguido por Rosberg, achei realmente que o filho de Keke Rosberg fosse ganhar sua primeira corrida ontem.
Finalmente, Felipe Massa, ótima largada mais uma vez, ultrapassou o companheiro, liderou a prova, brigou sofreu no final com os pneus, bela corrida e assim como Webber, ganha confiança, pena q o carro é fraco.
Massa andou bem e agradou a exigente imprensa italiana
Fernando Alonso “não esteve” na China, péssima corrida, sua melhor volta foi mais lenta que a melhor volta de Jarno Trulli com a Lotus, que aliás, também fez uma melhor volta que as duas Renault, começa a “crescer” a pequena Lotus?
Michael Schumacher segue levando “pau” do Rosberg. Kobayashi “o mito” pescando pontinhos.
A Williams, andando pra trás, Rubens faz o que pode pra levar o carro até o meio do pelotão e o Maldonado andando com as pequenas. Está certo que o “Tio” Frank é o homem mais lento do esporte mais rápido, mais seus carros não precisam ter a mesma fama.
Boa corrida para a Lotus
No campeonato, Lewis evitou que Vettel escapasse de vez, uma vez que a diferença ainda é grande, Massa encostou em Alonso e a imprensa italiana começa a atirar na Ferrari e a poupar um bom Felipe Massa.
Torço pra que a Williams encontre o caminho do desenvolvimento, assim como torço pela difícil hipótese da McLaren e da Ferrari se igualarem a Red Bull, e por que não também Renault e Mercedes.
Mais Três semaninha e teremos a Turquia, tempo suficiente para as equipes trabalharem em seus carros, espero ver algumas mudanças e até agora devemos bater palmas para as “artificiais” ultrapassagens, ao menos emoção ela nos estão trazendo, só quero ver em Mônaco.

!Hasta Luego!

Rômulo Rodríguez Albarez em meio ao “Agreste” que São Paulo está se tronando, que calor!

Sampa/SP