quarta-feira, 4 de maio de 2011

O que a "morte" de Osama Bin Laden tem com a Fórmula 1?

Primeiro de maio de 2011, o dia em que se completam 17 anos sem Ayrton Senna, é também o dia da morte de Osama Bin Laden (segundo os EUA).


Pra marcar essa histórica data, isto é, se ele estiver mesmo sido morto, ai vai um pouco de história da F1, acho que a maioria de vocês já leram ou ouviram em algum lugar, mas, aí vai:
No fim dos anos 70, a Williams, então apenas uma equipe média, recebeu forte injeção de dinheiro árabe. Saudita, para ser mais preciso. Entre as empresas patrocinadoras estava a construtora da família Bin Laden, até hoje a maior das arábias.
E entre as marcas estampadas em seus carros, estavam ali nomes de filhos dos donos da empresa, e em algumas corridas, os carros do "tio" Frank Williams corriam com o nome de Bin Laden.
Fica aí o registro, apenas para não passar em branco algo que está em metade de uma linha da história da Fórmula 1.
Se é que ele morreu mesmo, dentre tantas contradições que o governo norte-americano vem soltando na imprensa, fica difícil saber. Quem sabe não está por aí agora dentro de um Cadillac com Elvis Presley e Michael Jackson. Só Deus sabe.
Respondendo a pergunta do título do texto: Quase nada.


Hasta Luego!


Rômulo Rodríguez Albarez - Sampa/SP - Muito desconfiado rs

terça-feira, 26 de abril de 2011

10 anos sem Michele Alboreto

Eu não poderia deixar passar em branco essa triste data relacionada a um dos pilotos que mais admiro, não por seu dom para pilotar, ou por ser um multi-campeão, o que não seria verdade, mas pela simplicidade, simplicidade de um grande, o cara que inspirou o capacete desse "piloto sem carro" que vos escreve, o grande (na minha concepção) Michele Alboreto.

O início
Michele Alboreto era estudante de desenho técnico em 1976 e junto com um grupo de amigos desenvolveram um carrinho para andarem na Fórmula Monza. Como seu projeto não deu muito certo, Alboreto mudou de categoria, indo para a Fórmula Itália, em 1978.
Michele Alboreto em seu Fórmula Monza, 1976
Em 1979 Alboreto conquistou o título da Fórmula 3 italiana. Em 1980, conquistou o campeonato europeu de F3 e em 1981, conquistou a única vitória da Minardi na Fórmula 2.
Além disso, Alboreto participava de algumas corridas de protótipos junto com outro piloto italiano, Riccardo Patrese. Sua primeira vitória veio em 1981, nas 6 horas de Watkins Glen. Em 1982 Alboreto venceu às 6 horas de Silverstone (dupla com Patrese), os 1000 km de Nürburgring (fez trio com Teo Fabi e Patrese) e os 1000 km de Mugello, em dupla com Piercarlo Ghinzani.
Seu começo na Fórmula Um, pela Tyrrell (81/82/83)
Alboreto em seu primeiro ano - Tyrrell 1981
Alboreto começou na F1 em 1981, substituindo o piloto da Tyrrell, Ricardo Zunino. Foram dez corridas e um nono lugar no GP da Holanda como melhor resultado. Ken Tyrrell ficou satisfeito com o rendimento de Alboreto e o manteve para o ano de 1982. Com apenas 25 anos, Alboreto foi considerado a revelação do ano. Venceu o GP dos EUA (Las Vegas), numa disputa difícil com John Watson, que na época era piloto da McLaren e disputava o título com Keke Rosberg, na Williams. Neste ano, o piloto italiano começou a ser sondado pela Ferrari. Marcou 25 pontos e terminou o campeonato em 8º lugar.
Em 1983 Alboreto permanece na Tyrrell e vence pela segunda vez na carreira. Novamente a vitória aconteceu nos EUA, mas desta vez em Detroit. Faltando nove voltas do fim, Nelson Piquet liderava a prova com folga e abria certa vantagem para a Tyrrell de Alboreto, quando o brasileiro teve um pneu furado e foi obrigado a fazer um pit-stop. O italiano pulou para a ponta e administrou a vantagem que tinha sobre a Williams de Keke Rosberg. Foi a última vitória do motor Cosworth DFV na F1. Marcou 10 pontos ao longo da temporada, ficando em 12º no campeonato.
Ferrari e 1 vice-campeonato
Michele Alboreto em sua Ferrari 1985 - O ano do vice-campeonato
Enfim, em 1984 Alboreto realizava seu grande sonho, que era ser piloto da Ferrari.  Embora tenha feito uma temporada de altos e baixos, acabou vencendo o Grande Prêmio da Bélgica daquele ano. Conseguiu mais 3 pódios na temporada e terminou em 4º lugar no campeonato, marcando 30,5 pontos. 
Já a temporada de 1985 acabou sendo a melhor temporada do italiano na F1. Alboreto vinha muito bem no campeonato e estava na disputa com Prost (McLaren) pelo título. Porém, nas cinco últimas provas do calendário, Alboreto acabou traído pelo seu equipamento e Prost acabou vencendo a disputa.
Alboreto venceu no Canadá e na Alemanha, chegou em 2º em quatro oportunidades e ficou em 3º em outras duas provas. Marcou 53 pontos e ficou com o vice-campeonato. Nunca mais ele venceria pela equipe de Maranello. 
Em 1986 a Ferrari não foi capaz de dar um carro competitivo para o italiano. Acabou abandonando 9 corridas ao longo da temporada, 7 por problemas mecânicos. Conquistou apenas um pódio, no GP da Áustria e terminou a temporada em nono lugar.
Para 1987 a Ferrari contrata Gerhard Berger, que passa a disputar a atenção da equipe com Alboreto. O italiano conquistou apenas 3 pódios ao longo da temporada, marcando apenas 17 pontos e ficando na 7ª posição no campeonato. Por outro lado, Berger venceu por duas vezes (no Japão e na Austrália) e marcou 13 pontos a mais que o italiano. Desta forma, Berger acabou se tornando o 1º piloto da equipe na temporada de 1988.
Com a chegada de Berger na Ferrari, Alboreto perde espaço
E a temporada foi amarga para Alboreto. Com um domínio absoluto da McLaren de Senna e Prost, a Ferrari conseguiu apenas um triunfo, justamente com Berger em 1º e Alboreto em 2º, no Grande Prêmio de Monza. Terminou o ano em 5º lugar, com 24 pontos marcados.
Mesmo com uma temporada apagada, Frank Williams chegou a convidar Alboreto para assumir um dos carros da equipe inglesa para o ano de 89. Porém, o convite acabou não se concretizando e Alboreto acabou ficando em uma posição incomoda, chegando a pensar em se retirar da Fórmula Um.
A primeira vitória pela Ferrari - Zolder/84
O declínio na F1
Foi quando Ken Tyrrell lhe ofereceu uma nova oportunidade e Alboreto acabou aceitando. Graças ao apoio da Marlboro, a Tyrrell conseguia pagar os salários de Alboreto. Porém, o clima começou a ficar ruim a partir do GP de Mônaco.
A equipe havia acabado de construir apenas um novo carro, o modelo 018. E este foi disponibilizado para Jonathan Palmer na quinta. Alboreto teria que andar na quinta com o carro mais antigo, o modelo 017, pois o outro 018 ainda não estava pronto. Alboreto não gostou da escolha e acabou boicotando o treino da quinta. Apesar dos problemas, conseguiu o quinto lugar em Mônaco e conquistou também uma terceira colocação no México.
O clima azedou de vez quando Ken Tyrrell conseguiu o patrocínio da Camel para a sua equipe. Como Alboreto era pago pela Marlboro, Ken Tyrrell pediu que Alboreto terminasse sem contrato pessoal. Como o piloto recusou, acabou sendo demitido da equipe no meio da temporada, sendo substituído por Jean Alesi.
Alboreto ainda aceitou um convite feito pela horrível Larrousse-Lamborghini para disputar a pré-classificação no final do ano, mas sem sucesso.
Terminou o ano de 89 com apenas 6 pontos marcados.
O que esta ruim pode piorar
A Minardi de 1994 - A despedida de Alboreto do Fórmula 1, aos 37 anos
No entanto, Alboreto acabou sendo seduzido pelo projeto da Footwork, que estava comprando a equipe Arrows em 1990. Era um ano de transição para a equipe, que utilizaria os carros da temporada passada. Com um carro antigo, Alboreto terminou várias corridas entre os dez melhores, mas o carro era muito ruim e não chegou a marcar pontos.
Para o ano de 91, a Footwork comprou o restante da equipe Arrows e começou uma parceria com a Porsche, que forneceria os motores V12 para aquele ano. Porém, o conjunto da obra se mostrou horroroso e Alboreto não conseguiu se classificar em diversas vezes. Dessa forma, os pesados e não confiáveis motores Porsche foram trocados pelos Hart. Mesmo assim, o carro era muito ruim e Alboreto conseguiu terminar apenas duas corridas. Foi a segunda temporada do italiano sem marcar pontos.
Mas para 1992 a Footwork tem um novo projeto, desta vez com os motores Mugen Honda V10. O FA13 era de confiança em comparação com seu antecessor e Alboreto chegou aos pontos em quatro oportunidades, além de terminar em sétimo lugar seis vezes. Com seis pontos, Alboreto termina em décimo lugar no campeonato.
Desgastado, Alboreto parte para outra e acerta com a Scuderia Itália para a temporada de 1993. O time italiano usava motores Ferrari e chassis Lola, mas o carro era terrível e o piloto italiano não se classificou várias vezes durante o ano. Antes do final da temporada, a equipe acaba falindo e o que restou se fundiu com a Minardi. Assim, Alboreto disputou sua última temporada na Fórmula 1 pela equipe de Faenza e marcou o último ponto no Grande Prêmio de Mônaco de 1994, saindo aos 37 anos de idade.
O recomeço da carreira nos carros esporte
O carro de sua última vitória e também o de sua morte - Audi R8
Em 1995 Alboreto retoma sua carreira nos carros esportes, aceitando um convite para integrar a equipe da Alfa Romeu no Campeonato de Turismo Alemão, o DTM, e no Campeonato internacional de Turismo. Voltou também a competir nas provas de Endurance, participando do World Sportcar Championchip, com a Ferrari. Acabou não obtendo resultados expressivos.
No ano de 1996, Alboreto faz algumas corridas da IRL com a equipe Scandia / Simon Racing e participa do IMSA World Sportcar Championchip, com uma Ferrari 333 SP. Participou também da tradicional 24 Horas de Le Mans daquele ano com um TWR Porsche WSC-95, da equipe Joest Racing. Seus companheiros foram o ex-piloto de F1 Pierluigi Martini e o belga Didier Theys.  Acaba abandonando a prova, devido a uma falha de motor após completar 300 voltas.
No ano seguinte, Alboreto continua na IRL e também participa das 24 Horas de Le Mans. E foi na tradicional prova francesa que Alboreto voltou a triunfar no automobilismo. Utilizando o mesmo modelo do ano anterior, Alboreto dividiu o TWR-Porsche da equipe Joest Racing, com o sueco Stefan Johansson (seu ex-companheiro de equipe na Ferrari), e o dinamarquês Tom Kristensen. O trio completou 361 voltas, uma a mais que o segundo colocado, a equipe BMW Golfo Davidoff, que utilizavam os fantásticos McLaren F1 GTR.
A vitória em Le Mans abre novos caminhos para Alboreto. A partir de 1998, ele disputa a “ALMS” (American Le Mans Series) pela TWR-Porsche. Em 1999, Alboreto se torna peça importante no desenvolvimento da Audi. Ficou em terceiro lugar nas 24 Horas de Le Mans no ano 2000 e o último triunfo do piloto acontece nas 12 Horas de Sebring de 2001, com o italiano Rinaldo Capello e o francês Laurent Aïello, com o Audi R8.
A Morte
No dia 25 de abril de 2001, um mês após a vitória em Sebring, Alboreto sofre o acidente que tirou a sua vida. O piloto participava de testes com o Audi R8 na pista de Lausitzring, na Alemanha. A batida aconteceu no momento em que o protótipo cruzava a reta do circuito, a 300 km/h. O carro levantou vôo e capotou por várias vezes até bater no guard-rail. Segundo a investigação, o acidente aconteceu por um rasgo no pneu, provocado por um objeto cortante.

Texto original "blog Fórmula Total".
Grazie Michele Alboreto, mi ricorderò sempre!
Michele Alboreto (23/12/1956 – 25/04/2001)


Hasta Luego!

Rômulo Rodríguez - São Paulo/SP - Querendo esfriar.


Fica aí minha homenagem a um grande.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

F1 2011 - GP da China

Lewis Hamilton vence e convence de que está na briga 


Não sei vocês, mas eu fui dormir feliz após a corrida. Feliz não porque meu piloto ou equipe favorito ganhou, mas feliz por ter visto uma corridaça.
É como quando você assiste uma partida de futebol que seu time do coração não está jogando, o jogo foi tão bom para se assistir que você sai satisfeito, foi assim comigo no GP da China.
O nome da corrida, de 18º para 3º
Emoção do início ao fim, perdi o sono que tentava me derrubar logo após a largada, com Vettel perdendo a ponta e Massa passando Alonso. No final, se a corrida continuasse, eu estaria ali, sem sono, pronto pra mais duas horas de prova.
Só uma coisa não me agrada, por culpa da degradação dos pneus, quem chega, passa, porém quem é ultrapassado não consegue tentar um revide, apenas é ultrapassado e pronto.
Ganhou um cara que eu não torço, mas fiquei feliz de vê-lo conquistar tal feito, pela 15ª vez na carreira o primeiro piloto negro da F1 venceu, e venceu bonito, ultrapassou o favorito ao título a cinco voltas do final com uma parada a mais nos boxes.
Sebastian Vettel chegou “se arrastando” com seus pneus gastos em segundo, estratégia muito boa, porém arriscada.
Mark Webber em terceiro, quem diria, com certeza uma de suas melhores corridas da carreira, o australiano fez fila e ganha confiança para as próximas etapas.
Jenson Button após bela batalha com Hamilton chega em quarto, seguido por Rosberg, achei realmente que o filho de Keke Rosberg fosse ganhar sua primeira corrida ontem.
Finalmente, Felipe Massa, ótima largada mais uma vez, ultrapassou o companheiro, liderou a prova, brigou sofreu no final com os pneus, bela corrida e assim como Webber, ganha confiança, pena q o carro é fraco.
Massa andou bem e agradou a exigente imprensa italiana
Fernando Alonso “não esteve” na China, péssima corrida, sua melhor volta foi mais lenta que a melhor volta de Jarno Trulli com a Lotus, que aliás, também fez uma melhor volta que as duas Renault, começa a “crescer” a pequena Lotus?
Michael Schumacher segue levando “pau” do Rosberg. Kobayashi “o mito” pescando pontinhos.
A Williams, andando pra trás, Rubens faz o que pode pra levar o carro até o meio do pelotão e o Maldonado andando com as pequenas. Está certo que o “Tio” Frank é o homem mais lento do esporte mais rápido, mais seus carros não precisam ter a mesma fama.
Boa corrida para a Lotus
No campeonato, Lewis evitou que Vettel escapasse de vez, uma vez que a diferença ainda é grande, Massa encostou em Alonso e a imprensa italiana começa a atirar na Ferrari e a poupar um bom Felipe Massa.
Torço pra que a Williams encontre o caminho do desenvolvimento, assim como torço pela difícil hipótese da McLaren e da Ferrari se igualarem a Red Bull, e por que não também Renault e Mercedes.
Mais Três semaninha e teremos a Turquia, tempo suficiente para as equipes trabalharem em seus carros, espero ver algumas mudanças e até agora devemos bater palmas para as “artificiais” ultrapassagens, ao menos emoção ela nos estão trazendo, só quero ver em Mônaco.

!Hasta Luego!

Rômulo Rodríguez Albarez em meio ao “Agreste” que São Paulo está se tronando, que calor!

Sampa/SP

quarta-feira, 13 de abril de 2011

F1 2011 - GP da Malásia

Pintou o campeão?

Mais um fim de semana com corrida, o segundo do ano.
O que se constata após o GP da Malásia, mais do que nunca é o favoritismo de Sebastian Vettel. O piloto alemão foi perfeito durante os treinos e principalmente durante a corrida, mereceu sem dúvida a vitória, mostra amadurecimento e se continuar assim, logo merecerá também o título de 2011.
Enquanto Vettel anda na frente, Mark Webber come poeira, não só a poeira de Vettel, mais também de McLaren e Renault. O australiano nem de longe lembra o Webber de 2010.
A McLaren segue andando bem, pouco atrás da Red Bull.
Jenson Button cavou um excelente segundo lugar e Nick Heidfeld entra para a história da F1, é agora o piloto sem nenhuma vitória com mais pódios, são 13 no total, o alemão deixou para trás o sueco Stefan Johansson com 12 pódios e nenhuma vitória, não que seja um excelente recorde, mas.
Lewis Hamilton e Fernando Alonso viveram um dia de Senna e Prost, como havia dito Lewis semanas atrás, comparando a sua rivalidade com o espanhol com a maior rivalidade da história da F1, Ayrton Senna e Alain Prost.
Em disputa de posições na corrida, Fernando Alonso errou feio e tocou com sua asa-dianteira em Hamilton. Em razão do toque e da forma com que os dois se “atacaram” na pista, ambos tiveram um acréscimo de 20 segundos somado ao tempo total. Acho sinceramente que Fernando mereceu (como Prost merecia em 1989), pois o “toque” poderia ter furado a roda traseira de Lewis, que estava em seu traçado correto, mas Hamilton, foi injustiçado assim como Senna foi certa vez. (rsrs)
Esq. Senna vs. Prost - Dir. Hamilton vs. Alonso
Felipe Massa não andou mal, fez bela largada, deixou Alonso para trás e certamente terminaria a corrida em uma melhor posição, se não fosse o erro da Ferrari no pit stop do brasileiro, mais uma vez. No fim das contas terminou em quinto, uma posição a frente do companheiro.
A Williams começou o ano com muitas esperanças, resultado, abandono dos dois carros nas duas provas disputadas, acorda Tio Frank. Rubens Barrichello faz o que pode, enquanto o Pastor “Mal domado” anda beijando muros por aí, seria ele uma versão menos vitoriosa do colombiano Juan Pablo Montoya?
Kamui Kobayashi - Olhos de Tigre
A equipe Hispania “pede pra sair” finalmente correu em um GP de 2011, já achei um grande feito eles ficarem dentro dos 107%, agora é esperar pra ver onde isso vai dar, pelo menos andaram a frente da Virgin.
Falando em pequenas a Lotus até que está um passo a frente das suas “amigas” Hispania e Virgin, porém, a muito a fazer, estou vendo a hora do Trulli surtar.
Das demais a pouco a falar, a Mercedes saiu do zero com o nono lugar de Schumacher, Force Indian continua a pontuar no ritmo “de grão em grão”, a Sauber pontuou “legalmente” dessa vez com Kamui “mito” Kobayashi, que por sua vez deu umas aulas pra um certo Michael Schumacher.
Agora é aguardar pela China, que a Williams melhore, que McLaren e Ferrari encontrem um pé de igualdade com a Red Bull pelo bem do campeonato e sinceramente que as pequenas virem médias pelo menos. Que saudade dos verdadeiros Senna e Prost.
!Hasta Luego!


Rômulo Rodríguez... Sampa/SP

terça-feira, 29 de março de 2011

F1 2011 - GP da Austrália... #PrayForJapan

Enfim, começou…



O mundo vive um momento estranho, triste e de grandes mudanças. E de mudanças também vive a nova Fórmula 1. Mudaram as regras, a marca dos pneus e uma tal asa traseira que muita polêmica trouxe consigo.
Mudanças no mundo árabe causaram o cancelamento do GP do Bahrein. E com isso mais duas longas semanas de espera até o GP da Austrália.
A F1 chega a Oceania para começar mais uma temporada, em meio aos recentes acontecimentos ocorridos no Japão, a F1 arrumou um jeito de homenagear as vítimas, em todos os carros e alguns capacetes mensagens de apoio ao povo que vem dando exemplo de organização, paciência e sabedoria, tranqüila sabedoria oriental. A eles, minha homenagem, o parágrafo abaixo, leia-o em silêncio:
"_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________". #PrayForJapan


Ore pelo Japão


Nos treinos de sábado, a pole arrasadora de um Sebastian Vettel com seu carro “de outro planeta”, como disse Fernando Alonso, que por sua vez junto com Felipe Massa, ficaram estranhamente para trás, muito para trás.
As luzes vermelhas se apagam no domingo australiano. Na largada, Vettel se mantém na ponta e não perde mais, foi soberano durante o fim de semana na maior ilha da Oceania e sai de lá como o grande favorito ao título.
Lewis Hamilton levou a McLaren ao limite e conseguiu um inesperado segundo lugar, uma vez que a McLaren não teve uma pré-temporada animadora.
O russo Vitaly Petrov fez o que muito provavelmente faria Robert Kubica se o polonês estivesse na pista. Petrov não só teve sua melhor participação na F1, como também conquistou o primeiro pódio dele, e de seu país na categoria máxima do automobilismo mundial. Com certeza ganhou confiança da Renault (Lotus).
O primeiro pódio de 2011 - 1*Vettel 2*Hamilton 3*Petrov

Por sua vez, Nick Heidfeld que teoricamente teria que fazer o que fez Petrov e faria Kubica, fez o que Petrov fazia na temporada de 2010, andou atrás.
Fernando Alonso largou muito mal, porém mostrou-se, assim como no ano passado um cara que não desiste e obteve uma ótima quarta colocação, ao contrário de Felipe Massa, que largou muito bem e, tirando a bela briga com Jenson Button, não fez nada e só andou para trás, se não melhorar, não passa desse ano na Ferrari.
A Williams se mostrou competitiva apesar dos muitos problemas enfrentados no fim de semana, Rubens Barrichello largou lá atrás e mesmo com problemas em sua asa traseira móvel, ganhou várias possíveis até bater em Nico Rosberg, uma pena para os dois.
Michael Schumacher ainda não mostrou se está esse ano para realmente voltar ou para sair de vez, enfrentou muitos problemas e abandonou cedo a corrida. Apesar de já ter tomado tempo do Nico Rosberg.
Mark Webber parece não ter ido a Austrália para correr em casa, se continuar assim irá tomar um “banho”de Vettel, o que não aconteceu ano passado quando o australiano quase foi campeão.
As pequenas continuam pequenas, apesar de parecer ter havido uma pequena melhora na Lotus. A Virgin, só por Deus, andou para trás. Já a Hispania, confesso ter ficado com vergonha ao ver os dirigentes do time, fiquei pensando o que se passava na cabeça deles ao ver os resultados do fim de semana. E outra, ninguém merece essa dupla de pilotos.
O que de melhor aconteceu na corrida, a disputa entre Jenson Button e Felipe Massa

Muito me agradou ver o mexicano Sergio Pérez, correu bem, não cometeu erros, um pit stop apenas, andou sempre a frente do mito Kamui Kobayashi e no final a desclassificação dos dois carros da Sauber por irregularidade, uma pena.
Agora é esperar pelo fim de semana da Malásia, e ver se o que vimos na Austrália é a situação real para o resto do campeonato. Espero que não.


!Hasta Luego!


E continuem orando pelo Japão!


Rômulo Rodríguez
São Paulo/SP

quinta-feira, 3 de março de 2011

E ainda me perguntam porque eu gosto de F1

A poucos dias do início da temporada 2011 da F1, fiquei me perguntando sobre o que escrever e notei, todos já escreveram sobre tudo.
Já falaram sobre Kubica, Pirelli, Michael Schunacher, Senna, quem vai brigar pelo título, Bernie Ecclestone e suas lorótas que geram marketing e dinheiro, etc.
Então apenas resolvi colocar esses dois vídeos, que ilustram e resumem bem do que a F1 realmente se trata.




E que comece logo, cheio de tudo o que esse esporte realmente representa.

Romulo Rodríguez

Hasta Luego!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fórmula 1 - Mais Testes - "Lotus" Renault

Bruno Senna com a "Lotus" Renault


Como nos primeiros testes, tudo o que vimos não nos mostrou nada.
A Williams com Rubens Barrichello fez o melhor tempo da semana, especulações quanto aos carros do tio Frank estarem abaixo do peso, não acredito. Com pouco combustível e pneus macios sim, é mais a cara da equipe inglesa, mesmo assim, parece que o pacote de Barrichello / Maldonado está andando bem.
De resto, ainda fica a impressão de que a Red Bull e Ferrari estão um passo a frente da McLaren e quem sabe também da “Lotus” Renault, por que não.
No combinado geral da Renault, nosso amigo russo Vitaly Petrov ficou em 20º, um segundo abaixo em 11º ficou Bruno Senna e um segundo abaixo do brasileiro, ficou Nick Heidfeld em 3º no geral. Essas são as posições da “Lotus” Renault nos testes em Jerez. Dos três, apenas o russo é titular, Senna e Heidfeld foram “testados” para ver quem entraria no lugar do acidentado Robert Kubica.
A diferença de 1 segundo de Senna para Heidfeld foi muito falada, porém, nada quer dizer, Heidfeld treinou sem problemas e o dia todo, Senna teve problemas mecânicos e chuva no fim do treino, é claro que se eu precisasse escolher o titular, também escolheria o alemão, pelo simples fato que todos já estão cansados de ler e saber, experiência. Pra finalizar, Bruno Senna foi muito bem e este será um ano para finalmente ganhar experiência, até por que o Petrov é ruim demais.
Agora é aguardar os próximos testes e finalmente no dia 13 de março, a largada para o GP do Bahrein.

!Hasta Luego!

Rômulo Rodríguez - após muita chuva em Sampa

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fórmula 1 2011, Kubica e vergonha brasileira!!!

2011 começou para a Fórmula 1. As equipes apresentam seus carros, alguns conservadores, outros muito bonitos e alguns revolucionários (quem sabe).
Ferrari F150
 Os primeiros testes em Valência mostram um quadro parecido com o do ano passado, Red Bull a frente com a Ferrari na cola.
Detalhe da Linda Mercedes de 2011
A Red Bull nos três dias de testes andou muito bem com seu carro que vem evoluindo desde 2009. Sebastian Vettel vem mais maduro e não acho que veremos os dois pilotos tão "iguais" como no ano passado.
A Ferrari com seu carro "limpo", sem grandes invenções, optou pelo conservador que muitas vezes é o melhor caminho para o desenvolvimento. Veremos um Felipe Massa mais forte que no ano passado, porém, andando atrás de Alonso, espero estar errado.
A McLaren apresentou seu carro após os primeiros testes e fica difícil falar qualquer coisa, se o carro de 2011 andar mais que o de 2010, a equipe inglesa estará na briga, afinal, McLaren é McLaren.
A "Lotus" Renault com seu novo escapamento parece estar mais próxima da ponta, uma vez que Robert Kubica terminou com o melhor tempo dos três dias, claro que ainda é cedo para ter essa certeza. O chefe do time afirmou que o ritmo da Renault é real.
O mais rápido dos primeiros testes foi Robert Kubica
A Williams por sua vez parece estar um passo atrás em relação as grandes se compararmos o ano passado, espero estar enganado. Rubens Barrichello me pareceu bem conservador em suas entrevistas sobre o carro e Pastor Maldonado chegou andando bem.
A Mercedes parece estar no mesmo lugar do ano passado. Schumacher não irá fazer nada demais. Apenas uma observação, o carro é lindo.
As três pequenas do ano passado só a Hispania ainda não apresentou seu novo carro, será que eles tem um carro. Será que estarão mais próximas pelo menos do pelotão do meio? A julgar pelos primeiros testes da "Lotus" Verde parece que não, mas o tempo dirá. A Marussia Virgin apresentou hoje seu carro, só os testes dirão.
O carro de Kubica após o acidente
Toro Rosso, Force Indian e Sauber devem ficar no mesmo lugar, quem sabe uma surpresa da Force Indian, não seria de se espantar.
É muito cedo pra tudo, os testes dirão algo? Talvez. O certo realmente é que só a primeira corrida irá colocar cada um no seu devido lugar do grid.


Inesperado e assustador o acidente de Robert Kubica. Graças a Deus Robert está bem, o que é mais importante. A recuperação deve ser lenta, nosso dever agora é torcer para que ele se recupere o mais rápido possível. !Fuerza Kubica!
Uma vergonha o pensamento de alguns brasileiros logo após o acidente, sobre Bruno Senna substituir o polonês voador. Confesso que logo me veio a mente essa hipótese, porém, vi até manifestações de "alegria" pela chance de Bruno por parte de alguns "animais" que se dizem patriotas. Se ser brasileiro é ser assim, prefiro sinceramente ser qualquer coisa.
Um pouco mais sobre o acidente e a vergonha da "brasilidade" de alguns no Blog Octeto no link: http://bit.ly/elMDKg
Brasilidade - Vergonha
Rômulo Rodríguez Albarez - São Paulo - Que calor!!!


!Hasta luego!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Diários de Viagem



Poltrona 19

O sábado começou agitado, acordei atrasado para o esperado dia. Logo depois percebi que as músicas que havia colocado no celular não estavam funcionando, então precisei colocá-las novamente, resultado, mais atraso, porém valeu a pena, pois, viagem sem música não é viagem.
Malas prontas, um bom livro, minha bíblia e 2 gigas de música, como eu queria mais alguns gigas.
Meu pai muito gentilmente se ofereceu para me levar até a estação do metrô.
Já no metrô, percebi que, conforme as estações iam passando, as pessoas ficavam mais estranhas, linha verde, azul, vermelha e finalmente cheguei até a rodoviária.
Chegando lá, comprei minha passagem não para o ônibus programado, pois como já disse, acordei atrasado, mais viagem é isso mesmo, se tudo sair como o "programado" perde a graça. A passagem comprei para o da tarde, pelo menos me sentaria na janela, mais precisamente na poltrona 19.
Comi um lanche de queijo com tomate e um suco de laranja, agora era só aguardar a hora de embarcar no ônibus e colocar finalmente o pé na estrada.

Miss Simpátia
 No horário programado o ônibus saiu da rodoviária rumo ao destino. A viagem foi tranquila.
No ônibus, o motorista soltou um filme bem "sessão da tarde", Miss Simpátia com Sandra Bullock.
Como não havia ninguém sentado ao meu lado, pude ir bem esparramado nas duas poltronas, como de costume, não consigo durmir e vi a viagem inteirinha.
Muito interessante ver a constante grama ao lado do acostamento passar correndo a 5 metros enquanto, a 500 metros, as mais variadas paisagens passam bem devagar, quase que desfilando. Variam de belas montanhas, a eucaliptos, ou clareiras com aquelas casinhas brancas com o rodapé sujo de barro vermelho, ou seja, tudo perfeito.
Cheguei no destino no horário dito na rodoviária e cá estou escrevendo pra vocês, na cidade destino de minha viagem ao som de Paul McCartney.

Continua.....

Hasta Luego.

Rômulo Rodríguez
Marília"Ville" / SP

Que calor.